Primeira segunda-feira do mês de março, cansada de uma noite mal dormida e escutando a playlist do Spotify ‘Radar de Novidades’ enquanto trabalho. Eis que toca uma música que me lembra alguém - que por acaso me ‘viciou’ em tal cantor - e me deu uma sensação boa. Como se a melodia conseguisse me abraçar, sabe?
E antes que você pergunte, não, a pessoa que me lembrou, não fala mais comigo - por hora. Digo isso, porque sei que voltaremos a conversar algum dia - e apenas isso (você vai entender ao ler esse texto até o final). Afirmo na certeza que voltaremos a nos falar, porque a minha vida amorosa se resume a sumiços e reencontros. Só “voltam” aqueles que ficaram cativados em mim, e que eu sei, que de alguma forma, eu também os cativei na vida deles. Meio confuso e complexo de entender, né? Se você já sentiu isso, sabe do que eu estou falando... mas se não, posso dizer que é real e minha intuição/sensitividade, nunca falham.
Mas pelo menos, essas idas e vindas, encontros e desencontros que já tive, eu consegui tirar algumas lições de vida. Uma delas é cair na real que crescer significa perceber que poucas coisas são feitas para permanecer. Mas isso não quer dizer que as lembranças de algumas pessoas que nos marcaram ao longo da vida, não vão vir te fazer uma visita de vez em quando. Mas longe de ser aquela sensação de tristeza, sabe aquela saudade boa, ou até mesmo uma nostalgia? Sem recaídas, chororôs e etc, porque já ‘superamos’. E essa sensação é ótima, porque, mesmo que nada seja feito para permanecer, isso não quer dizer que a nossa mente vai esquecer.
E o bom de crescer é que a gente começa a aceitar o destino e as consequências dele. Aceita que tudo é passageiro, mas que podemos reviver, sempre que quisermos, é só puxar acontecimentos que ficam arquivados na memória. Porque algumas pessoas marcam as nossas vidas, mesmo que tenham permanecido pouco nela, afinal, tempo é relativo e ninguém cruza o nosso caminho por acaso. Sempre é para aprendermos algo. Ainda mais se elas significaram algo.
O que quero dizer é que, mesmo que tenham ido embora, aquelas que também foram marcadas por você, voltam. Mas já digo de antemão para não tentar entender tal reencontro ou troca de palavras, mas a única coisa que eu afirmo com certeza é que: você marcou a vida desse alguém também.
Eu não sei você, mas eu fico muito feliz em conversar, mesmo tempos depois com alguém que considero muito, só para saber como estão as coisas. E principalmente para saber se está bem e feliz. A vida é feita de conexões. E ainda bem que podemos cativá-las em nossos pensamentos e até mesmo no coração.
E essa é a verdadeira arte de crescer. AMADURECER. Não só em atitudes, mas principalmente em sentimentos. Amar/gostar não significa eternidade e sim reciprocidade. Então, o clichê “que seja eterno enquanto dure” é real. Aproveitar cada momento, abraço e conversas. Saber aprender e deixar ir quando for a hora. Porque abraços, sentimentos e lembranças podem ser infinitos. Mas permanecer, não. E a beleza da vida está nesses encontros e desencontros.
Lembra que no último texto falei sobre medo aprisionar? Cabe aqui também. Afinal, amores acabados, mas que você não deixa ir por medo de não ter ninguém ao lado, aprisiona o outro também. E esse é maior egoísmo de todos. Não seja essa pessoa. Goste ou ame, a ponto de ser saudável para ambos. E lembre-se que ninguém pode - e ninguém vai - tirar as lembranças de você, muito menos o que aprendeu convivendo com essa pessoa.
Querer o bem e a felicidade do outro é o mais puro sentimento de afeto.
E se você conseguiu entender tudo isso, e principalmente se sente tudo isso, te garanto que você realmente amadureceu e conseguiu entender o real sentido da vida.
Um brinde aos encontros e desencontros!