Olha, eu queria só paz nesse local. || Turno: Eleonor&Elliot
Agora eu sei. Exatamente o que fazer… Bom recomeçar, poder contar com você… Pois eu me lembro de tudo irmão… A voz de Eleonor parecia ecoar por todo acampamento, quando a garota começou a cantar a música brasileira que tinha escutado há um tempo atrás. O idioma portugues brasileiro não era um dos melhores ditos por ela, mas isso não desanimava-a. Na verdade, apenas lhe dava mais animação para continuar cantando. Oh, canto e fogueira. Era uma combinação apaixonante para El, adorava, desde que se lembre, ficar em um círculo ao redor do fogo cantando e brincando com as pessoas. Tinha presenciado várias vezes aqueles momentos quando estava com suas irmãs amazonas e estar passando por essa experiência no acampamento, apertava seu coração devido à saudade que sentia do seu antigo lar. Um local que acolheu-a depois de ter passado anos e anos num cassino que tinha destruído, aparentemente, uma boa parte das memórias de Eleonor. Ela não sabia quem era, mas, as Amazonas tinham lhe dado um propósito e uma identidade para viver.
Eu estava lá também… Um homem quando está em paz… Por isso que quando ficou sabendo sobre a reunião do acampamento com uma fogueira no meio, ela aceitou de primeira a oportunidade. Sabia que iria adorar a cada segundo sendo aquela pessoa animada chamando todo mundo presente para cantar e contar fatos bons. E é claro que fez isso. Depois de ter organizado algumas coisas com outros campistas, Eleonor sentou-se na frente da fogueira com um violão na sua mão e começou uma música que tinha aprendido há um tempo atrás devido ao fato de que as letras acabaram tocando seu coração de forma especial. Tinha dado um sentimento especial para aquelas palavras brasileiras, como sempre fazia quando uma música acabava parecendo que estava sendo falado para ela. Música era uma forma de escapatória e ela iria continuar usando aquela forma de fuga.
Não quer guerra com ni… A voz de Eleonor cessou no mesmo segundo que escutou o barulho vindo em direção à entrada do acampamento. Uma invasão. Pensou na mesma hora em que se levantava. Notou que alguns semideuses começaram a correr em direção aos seus dormitórios, mas El não. Ela não iria fugir de uma luta que tinha estragado a sua noite perfeita. Então, suas mãos foram em direção ao par de brinco que estava em suas orelhas e puxou-os facilmente, visto que eles eram acessórios fáceis de tirar e colocar. Na mesma hora, transformaram-se em partes de uma mesma lança e ela foi em direção ao primeiro inimigo que viu aparecer na sua frente. Uma dracena com o tronco lindo de uma mulher, mas as caudas esverdeadas acabavam transformando-a em um monstro. Eleonor tentou acertá-la (dado 2) em direção a uma das caudas da inimiga, mas acabou errando feio ao notar o monstro desviando com facilidade do ataque para devolvê-lo na mesma medida (dado 11) no corpo da filha de Tártaro ao acertar a barriga de Eleonor empurrando-a para um pouco longe.
Eleonor, cuspiu um pouco de sangue, e rosnou levantando-se com força brutal e indo contra o monstro outra vez (dado 5), mas acabou tropeçando em um galho idiota que tinha surgido no meio do seu caminho. O monstro gargalhou fortemente e aproveitando que a garota tinha caído lançou-se contra ela, atacando seu braço esquerdo com a espada que tinha nas mãos (dado 13). Eleonor gritou de dor na mesma hora. Quase tinha sido um corte profundo, mas era possível ver o sangue manchar a sua blusa azul. Então, rapidamente, ela olhou para o lado esquerdo e viu Elliot ali perto gritando para o rapaz em um tom de voz de desespero: — FILHO DE ARES, ME AJUDA, POR FAVOR. —
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Apesar de ser um filho de Ares, Elliot tinha em si um quê de pacífico. As noites de cantoria e contação de história ao redor de uma fogueira eram suas preferidas e ele sentia falta delas durante o tempo em que mudara-se para fora do Acampamento, mas tinha que concordar que preferia não estar revivendo uma da forma como acontecia, sob constante ameaça. Veja bem, não se engane. Todos os romanos, bem, em sua maioria, eles haviam sido amigáveis. Mas preferia estar em paz vivendo com Cerberus e Crystal em sua casa do que ser obrigado a recolher-se novamente entre as paredes de outro Acampamento por medo do mundo que considerava atual.
Todavia, aquele era seu primeiro momento de paz depois de um par de boatos sem fundo algum de verdade e ele adoraria aproveitar. Mesmo Cerberus havia se juntado aos dois naquela noite, passando de pessoa em pessoa para receber seu carinho. Elliot adoraria ter seu momento de glória, mas não estava tão certo de que estava ansioso para vivê-lo, principalmente agora com Crystal ao seu lado. Se pensasse bem, talvez até mesmo preferisse que nunca tivesse seu nome escrito numa grande história de aventura grega; somente àquela que contava a história de seu amor era o suficiente. Ainda assim, não resistiu a avançar quando, após se distanciar brevemente da esposa, escutou os avanços do caos vindo da entrada do Acampamento.
Ele aproveitou que sua morning star estava junto de si para disparar na direção de onde se dava a ameaça. De longe, escutou os gritos desesperados por ajuda de uma filha de Tártaro e aproximou-se atingindo na barriga (dado 12) o que identificou ser uma dracaenae. A criatura sibilou com o impacto e desviou sua atenção para o filho de Ares antes mesmo que ele pudesse ajudar Eleanor a se levantar, recebendo um golpe (dado 11) da espada que a mulher brandia no rosto e se afastando como resposta para evitar mais cortes. Ele grunhiu, sabendo que agora sangrava na bochecha, mas nada o suficiente para pará-lo, então limpou o sangue e fixou o olhar no inimigo.
“Que tal enfrentar alguém do seu tamanho, huh?”, desafiou a criatura, querendo chamar a atenção para si e dar tempo para a semideusa se recuperar. Ouviu outro sibilar na sua direção e outra vez lançou sua arma contra o monstro (dado 9), atingindo-a com a parte cheia de espinhos em uma de suas caudas. Como resposta, sentiu a lâmina da criatura rasgar sua pele (dado 10) e empurrou-a para longe. O sangue escorreu de seu braço, tornando-o dolorido e liso o agarro de sua mão na arma. Elliot rodou a morning star, erguendo-a no ar para descê-la na direção da lâmina que ela usava e ouviu o som desagradável do peso de sua arma se chocando contra o braço da dracaenae (dado 10), conseguindo desviar de um ataque de suas caudas (dado 4) e desferindo outro golpe na direção alheia (dado 11). Esperava que Eleanor se recuperasse, não sabia quanto tempo aguentaria lidar com o monstro sozinho. Além disso, ela havia se posto bem no caminho entre Elliot e a filha de Tártaro, impedindo-o de ajudá-la.

















