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@poisonousqueen-safiya
Talvez as coisas estivessem indo rápido demais entre Safiya e Niklaus, mas a verdade era que, na prática, nada tinha acontecido ainda. O príncipe admitia, apenas para si mesmo, que gostaria de poder se aproximar mais fisicamente dela. Era possível que a africana nunca deixasse isso acontecer, visto que estaria colocando em risco a vida de Karpov, mas estava chegando a um ponto onde o russo pouco se importava com isso. Seus encontros nunca tinham passado de apenas conversas, por isso Klaus pensou muito antes de chamar Safiya para o baile do dia dos namorados, afinal, não estavam namorando. Mas quanto mais pensava sobre o assunto, mais tinha certeza de que queria ir com a princesa, não hesitando em convidá-la assim que se encontraram novamente.
E lá estava ele, vestido com o smoking do estilista mais famoso da Rússia, como se conseguisse ver alguma diferença entre essas peças de roupa. A única coisa que realmente perdera algum tempo escolhendo foi a sua máscara, sendo que Niklaus escolheu uma que remetia à sua daemon, Kira. Sua forma era a de uma cabeça de lobo, sendo preta, mas na luz refletia um tom de cobre. Não era pesada, mas abafava um pouco o rosto do russo, que preferiu ir até o quarto de Safiya com ela na mão. “Isso tudo é vontade de ser um lobo, Nik?” Brincou Kira abanando um pouco o rabo. A loba só estava animada porquê Klaus estava animado, na verdade, ansioso. Era como se nunca tivesse ido a um baile antes, mas tudo tinha uma razão….
“Safiya?” Perguntou batendo na porta da princesa. O russo respirou fundo rindo de si mesmo e de ser nervosismo. Podia ver vários casais passando pelo corredor em direção a festa, bem como alguns príncipes indo buscar suas parceiras. Todos já estavam usando suas máscaras devidamente, por isso Niklaus resolveu colocar a sua, amarrando-a firmemente na cabeça. “Sem estresse, você sabe como as humanas são. Demoram mil anos pra se arrumar. Ouvi dizer que as princesas demoram mais ainda.” O príncipe arqueou uma das sobrancelhas por baixo da máscara enquanto mexia a cabeça negativamente. Kira tentava acalmá-lo, o que o fez rir.
Os sapatos estavam milimetricamente arrumados em frente a cadeira em que Safiya estava sentada. Os pés sobre a cama, o corpo relaxado nas almofadas e o celular ganhando vida a cada toque do dedo insistente. Ela estava pronta, arrumada e perfumada dos pés à cabeça, em um tempo recorde até para ela mesma. __ Culpa do cabelo. __ Retrucou Azmodan de dentro da banheira, fazendo uma onda escapar e molhar mais uma vez o chão ensopado. As tranças estavam desfeitas, o cabelo negro rebelde domado em sua selvageria. Uma visão e tanto para quem sempre tinha se visto, e mostrado para todos, no espelho. As tranças uma rota de escape para demorar ainda menos tempos nas garras de suas cuidadores na África do Sul.
Ela bufou, impaciente, a conversa com o irmão se estendendo bem mais do que deveria, os dois brigando sobre nada e conversando sobre os pares da noite. Uma clássica troca de mensagens via SMS. Estava preste à mandar um áudio bem digno de reprovação, o crocodilo com a mandíbula aberta para soltar seus impropérios, quando a porta enfim bateu. “Está aberta.” Falou automaticamente, a princesa rapidamente encaixando os pés nos saltos altos e pulando para fora da cadeira. Num movimento fluido estava do lado de fora, as costas batendo na porta e os dedos trancando à chave a bagunça no interior. “Há coisas que não são para olhos mortais.” Anunciou num timbre macabro, a sobrancelha arqueando em sinal de cumplicidade, e aquela pontinha de esperança que ele entendesse o motivo de tanto segredo -- e associando ao grau de arrumação e afinco tinha colocado em todo o seu traje e apresentação.
Niklaus era outra visão -- não que já não o fosse -- fechado nas roupas que gritavam o mesmo requinte do vestido bordado. Dúvida a abateu segundos antes do divertimento, a incerteza de receber tal convite colidindo com a auto-confiança natural de si. Por quê? Pro que ela dentre tantas outras? Por quê? O poder e a morte caminhavam junto de si e ele, mesmo assim, a chamara para o baile. Safiya ficou em silêncio por alguns momentos, bebendo da visão em frente e soltando um suspiro nada inocente ao retornar aos olhos claros e penetrantes. “Uma quase-morte te fez bem, Niklaus.” Comentou o de sempre, elogiando a beleza do mesmo jeito que fazia desde o incidente. Vê-lo em seu pior colocara todas as outras situações em uma beleza incrível. Ou o achava assim mesmo, sem motivo nem comparação. Safiya fez uma pequena mesura para a loba, sorrindo de lado, ao segurar o príncipe pelo braço para ser guiada. “O grande lobo ma- Obrigada de novo pelo convite e não me deixe beber muito. Para o bem de todos.”

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– ( ;; ✥ ❛❛ She always had:
T H A T L I T T L E D R O P O F P O I S O N. ❜❜
{ Niklaus’ valentine }
dimitri-the-regicide:
Dimitri levou um susto quando a princesa se sentou na borda da mesa que estava usando, isso fez com que ele se endireitasse na hora, perdendo qualquer ínfima concentração que ainda lhe restava. O bielorrusso a observou com um sorriso de canto nos lábios, não imaginava que reencontraria Safiya logo ali. “Veja só se não é a lambedora de cadáveres.” Brincou arqueando uma das sobrancelhas antes de prosseguir. “E por acaso eu pareço um nerd viciado em drone? Ou um excluído que precisa de robôs pra ver mulher só de lingerie?” Indagou querendo rir, mas se contendo por já terem chamado sua atenção para não fazer barulho algumas vezes. Dimitri apoiou os cotovelos sobre a mesa respirando fundo, estava hesitando em contar sobre o drama que era sua família, mas afinal, quem se importava? Faria sim a caveira de seu irmão para todos que tivesse a oportunidade, não era como se ele ligasse para a reputação de um rei que não apoiava. “Meu título de príncipe, apenas isso. Parece que algumas pessoas têm medo de mim e do que sou capaz, e com razão.”
“Você sabe mesmo como agradar uma mulher.” O sarcasmo pingava de cada sílaba falada, caprichando no sorriso torto e no suspiro pesado. Se fosse alguém desconhecido, um infeliz que a tinha pego no momento da alimentação, sua reação teria sido bem menos inofensiva. Safiya riu um pouco, a memória trazendo a primeira vez que recebera esse apelido dele depois da provação de seu valor como aliado. “Não sei quanto ao nerd e o excluído, mas o desejo de ver mulheres de lingerie é bem real. Não foi você passando do lado do vestiário ontem a noite? Ou meus olhos confundiram com o príncipe jellyfish?” Levou os dedos abaixo do queixo do outro, batucando levemente para que erguesse-o e ela pudesse dar uma boa olhada. “Tenho quase certeza de que vi você espiando da janela.” Num tom muito crédulo, beirando certa ingenuidade que ainda tinha. Pegou mais algumas sementes, mastigando distraidamente enquanto passava os olhos nos arredores do príncipe. “Clássico, o golpe ‘quero o melhor para você mas bem longe’. Também, você é o carrapato que não morrer. Não adianta pisar.” Ergueu o pé para empurrá-lo na coxa do príncipe. “Não adianta empurrar. Ele sempre volta. Como eu tenho uma nada leve suspeita, o senhor já deve estar pensando num plano para contornar isso, certo? ”
wintry-man:
Niklaus arqueou uma das sobrancelhas. “São os detalhes que causam o maior impacto.” Comentou dando de ombros sem dar muita importância a uma possível resposta para aquela sentença. “Se assim é você quer me avaliar, quem sou eu para discutir?” Arqueou as sobrancelhas prensando os lábios logo em seguida. Sempre achavam que Niklaus gostava de se esconder, o que não era verdade. O fato de preferir locais fechados apenas exaltava seu lado mais russo, sendo que nem todos de seu país curtiam festas ao ar livre. Justamente por isso que as boates eram mais famosas e conceituadas. “Eu derreteria em uma festas dessas, literalmente. Na verdade, só de pensar em ficar debaixo do sol da África já faz eu me sentir meio tonto.” Não estava mentindo. Se o verão de Gales já era considerado, de certa forma, forte para o russo, não queria nem imaginar a possibilidade de ter que enfrentar o país de Safiya. Não se sentia confortável no calor, isso abaixava e muito a imunidade do príncipe. Niklaus tinha que sempre se concentrar em resfriar-se, mas se caso a necessidade de seus poderes durasse o dia todo, então ele encontraria um grande problema. Enfraqueceria por causa do poder e por causa do calor. Bem, Morana só podia ter escolhido alguém de seu próprio país mesmo para aguentar o inverno rigoroso e sofrer no verão. “Bom, vamos ver. Não tem ninguém agonizando no meio da pista de dança e ninguém está morrendo na enfermaria? Então acho que está rechaçando muito bem.” Brincou antes de tomar mais um gole de sua bebida. “Isso quer dizer que eu estou mais resistente a você agora?” Estendeu uma de suas mãos sem se importar com a resposta. Dançaria com Safiya sem o menor problema, agora que compreendia seu poder, o russo saberia como evitar mais um acidente.
{ FLASHBACK }
Cabeça-dura. Não insista. __ A voz do daemon, ao longe, tentava colocar algum bom senso na herdeira, mas a ficha já tinha a muito perdida. Safiya projetou o lábio inferior num bico decepcionado, ela querendo um pouco mais de resistência por parte do outro. Não queria uma discussão de fato, nem uma briga, mas chocar-se e defender-se do jeito que nascera fazendo. Ponderou consigo mesma, Azmodan sempre em segundo plano, e ambos chegando a conclusão que quem tinha mais a perder era o outro com um ameaçar mais próximo e morte na certa. Aquela noite não tinha nada de suave, e o veneno umedecendo o interior na boca poderia corroer um pedaço de ferro. Suspirou, derrotada, o bico ficando ainda mais pronunciado. “Eu não gosto de frio e nem por isso estou recusando sua linda festa na geladeira da Rússia. Mas não tem problema, princesa, eu te deixo no meu lugar de honra no palácio. às margens de um oásis reservado, ventilado e recebendo todo o tipo de bebida gelada. Pode deixar que o príncipe aqui cuida da caça e da comida na mesa.” Bateu a mão no próprio peito, o orgulho enchendo os olhos verdes felinos. Se tinha algo que mostrava sem um pingo de vergonha era a habilidade de rastreamento e abate, ela superada somente pelo irmão dentre os descendentes direto do Rei. Safiya negou com a cabeça devagar, o corpo indo de encontro ao dele pela mão que lhe era condizida. O sorriso intacto no rosto quando ajustava-se a ele e ao ritmo proposto pela trilha sonora da festa. Discretamente, num movimento fluido, deslizou a mão pelo rosto,os dedos trazendo consigo a mortalha para cobrir a boca perigosa. “Não existe resistência comigo. Eu só estou mais vigilante com que eu faço. E mais cuidadosa em não te fazer passar o mesmo mico.” Não era ressentimento do termo, mas provocação divertida. E um se deixar perder na dança sem a mínima preocupação de conduzir alguém que sabia o que estava fazendo muito bem.
Send “UNF” to pin my muse against the wall with DESIRE
Os olhos piscaram uma vez e o sonho se tornou realidade. O estado eufórico febril coincidindo perfeitamente com a imagem em sua frente. Um príncipe Russo arrastado até seu quarto, sem entender nada em seu adorável rosto sonolento e pensamento minado pela surpresa da visita matutina. Safiya fechou as mãos sobre o casaco que o obrigada a colocar, puxando contra si somente o suficiente para que o arremessar para trás fosse mais dramático. O significado por trás do ato, em combinação dos lábios entreabertos e a língua umedecendo-os, fosse tão claro quanto os primeiros raios de sol que logo despontariam no horizonte. Mais uma onda banhou-a por inteiro e não se conteve no gemido necessitado, na urgência que seus olhos momentaneamente fechados exibiram ao serem focados no mais alto. Aproximou-se, o corpo grudando no dele, e se pôs na ponta dos pés.
Odiava silêncio, mas, acima de tudo, odiava livros. A biblioteca real da Bielorrússia nunca tinha avistado o príncipe, mas ele não estava conseguindo fugir das estantes cheias de livros de Avalon. Suas matérias eram puxadas, mas se o loiro quisesse sair logo dali e voltar para seu país, então teria que dar o melhor de si para não repetir em nada. A mesa que estava usando estava repleta de livros abertos cheio de notinhas post-it que mais pareciam embaralhar a mente do rapaz. Depois de horas quebrando a cabeça, o príncipe começou a perder qualquer motivação antes existente. “Desisto. Quem é o filho-da-puta que escolheria esse curso por livre e espontânea vontade?” Sussurrou para si mesmo enquanto se debruçava sobre os livros. Dimitri não tivera a chance de escolher seu próprio curso, tendo que seguir o que seu irmão mais velho, e rei, tinha preparado para ele. E Vladimir II tinha pensado muito bem antes de escolher o curso que ferraria seu irmão.
Ninguém precisava saber do contrabando de sementes de Romã que a herdeira da África do Sul carregava consigo. Muito menos era necessário apontar o risco que os livros estavam a cada semente que ela cuspia e colocava no pequeno frasco. Safiya percorria as estantes com a languidez de uma pós refeição farta, daquelas bem carregadas de peste negra no auge do contágio. Novos rostos, novas mortes, novas fontes de energia. Ela foi se aproximando, mirando o outro com o canto dos olhos, e se fazendo tão perta que chegou a sentar na borda da mesa, bem ao seu lado. “Vejamos... Tenho algumas teorias.” Murmurou, o corpo inclinando-se sobre os livros e os dedos passeando, acariciando as pontas, sobre os pot-its. “Amantes dessa profissão? Nerds enrustidos? Viciados em drones? Os excluídos que inventam maquininhas para espiar as meninas trocando roupa?” Pousou o pote sobre o que ele estava lendo, ou tentando ler, pegando de lá uma semente. “O que está em jogo para você ter aceitado essa tortura?”

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my--nightingale:
Ah sim, desculpa por isso então. É que as possibilidades de você gostar são baixas ai né… Desculpa.
To terminando de ler agora, falta só criança amaldiçoada. Well… Deve ser para suprir o desejo dos fãs, mas vai dizer que não vai ser perfeito?-ela riu fraco - Eu ainda imagino ela se casando com um cara mó inteligente da vida, mas como uma amigo meu dizia ‘o amor é trouxa’…
Baixas, mas não inexistentes. Enfim, mocinha, trate de mudar. Eu vi que você é espertinha demais e caiu nesse caso comum por engano. Vou te dar outra chance.
Olha, o meu ship não rolou em canto nenhum. Achei Newt e a mocinha lá forçado demais, nem percebi interesse romântico nenhum. Jaaaaa! Alguém que ganharia o prêmio Nobel ou da Paz, um engenheiro da NASA! O amor nos deixa cegos demais.
☣ I can feel you whisper... ☣
wintry-man:
[ FLASHBACK ]
Niklaus não conseguiu evitar com que um sorriso se formasse em seu rosto, este se transformou em uma risada sem muita força quando notou que tinha conseguido tirar a princesa da nuvem negra de medo na qual estava imersa. Ele apenas deu de ombros, assentindo positivamente em resposta a dúvida dela, mas então franziu o cenho ao notar a repentina mudança de humor na outra. O príncipe se esforçou para se levantar, sentando com certa dificuldade de frente para a princesa. “Exatamente, eu que quase morri. E estou rindo disso. A não ser que eu ainda esteja em perigo.” A última frase mais parecia uma pergunta, como se questionasse sua segurança. Niklaus não se importava da escola inteira ter assistido seu pequeno espetáculo de terror, cada vez mais se sentia melhor e queria ter conseguido causar um efeito semelhante na outra, mas foi em vão.
“Ela realmente estava assustada, Niklaus. Não devia ter falado desse jeito. Já pensou se você realmente morre por culpa dela?” Kira encontrava-se sentada ao seu lado novamente, observando junto com o russo a morena se afastar para trazer seu cavalo de volta. “Não foi culpa dela, essa é a questão.” O russo ressaltou enquanto afundava suas mãos na neve. Se deixassem por muito tempo a pele exposta a camada de gelo, logo o órgão adormeceria e então queimaria, mas Niklaus era a exceção. Era como se estivesse reabastecendo suas energias, mas levaria mais que alguns minutos para se sentir novo em folha novamente. A neve apenas o fazia se lembrar de casa e isso era aconchegante o bastante para acalmar o príncipe.
“Como você fez aquilo? Na verdade, o que era aquilo? Parecia veneno.” Klaus desenterrou suas mãos quando notou que a princesa tinha retornado com seu cavalo. O russo se apoiou em sua daemon, que o ajudou a se levantar. Parecia que seu corpo ainda estava reaprendendo a receber comandos, o que fez com que suas pernas fraquejassem por um momento antes de se estabilizar. Karpov se apoiou no cavalo, mas ficou com o corpo virado para a morena. “Sabe, seria bem interessante se eu pudesse entender.” Tentou incentivar a outra a falar, entretanto nem esperou por uma resposta para logo se apresentar, fazendo uma reverência bem contida devido a suas limitações momentâneas. “Niklaus Karpov, príncipe da Rússia.”
[ FLASHBACK ]
Safiya balançou a cabeça em negação. O pior do perigo tinha passado quando estava sozinha, o segurando com tanta força quanto podia, como se fosse capaz de segurar a alma com o mero incentivo físico. “Não, mas você é suscetível demais.” A primeira partícula fora dita em voz alta, com aquele repuxar de lábios para deixar a notícia mais agradável. A segunda parte, no entanto, foi sussurrada bem para si mesma. O calor do veneno contrastava demais com o frio do príncipe, O poder gelado podendo não ser muito benéfico para o desenvolver natural de uma cura. __ Ele parece um picolé. __ Azmodan e a sua capacidade única de melhorar seu humor, a fazendo rir para os cavalos e melhorando sua recepção com os mesmos. Abençoada e apatronada por uma deusa da morte e das cobras, duas coisas que qualquer cavalo no mundo evitariam a todo custo. Pegou-os pelos arreios, o mais longe possível do focinho do pertencente ao príncipe, e retornou ao mesmo com a estado de espírito bem mais leve.
“Eu-“ A reação foi bem mais rápida que o pensamento, Safiya lançando a mão para a cintura do mais velho, a apertando para ajudá-lo no equilíbrio. Pelos deuses! Não se lembrava da última vez que ficara tão preocupada com alguém. E tão culpada por algo que não tivera a mínima culpa. “Você está realmente bem? Eu levo você para a enfermaria ou... dou o antídoto.” Falou baixinho, segredando, e pousou a mão no meio do peito onde o frasquinho estava escondido embaixo da roupa. “Não é algo que eu faça, mas algo que eu sou. Venenosa. Minha patrona deu um significado muito literal de língua venenosa...” __ Você ainda o está segurando. __ Seus olhos desceram, a mão ainda mais rápida em afastar e pousar no pescoço do próprio cavalo. Frio e bochechas avermelhadas, dava a própria desculpa, e pele imperceptível de mudanças. “Os detalhes do ‘como’ não são pertinentes a questão só quanto mais alimento da morte, mais venenosa eu fico. Hoje foi um dia faminto.”
Estava explicado o motivo de tanta intimidade com a neve. Rússia. O país enorme e inóspito, o grande ‘evite’ dos parentes calorentos. A herdeiro soltou um gemido estrangulado quando o segurou pela testa e, carinhosamente, empurrou o rosto de volta a posição original. “Eu entendi que o senhor é extremamente cavalheiro, príncipe exemplar e... como dizem?... Ah, boyfriend material. Entendi mesmo. Mas tem como você segurar essa natureza por, digamos, o resto do dia? Pelo seu bem. E por mim.” Segurou o olhar bem-humorado contra o dele, os dedos alisando o cabelo e dando tapinhas antes de soltar-se. ”Safiya Alamieyeseigha, princesa herdeira da África do Sul.” A mais nova, a primeira de seu nome __ e fadada a morrer sozinha. Trágico. A enfermaria fica longe daqui, Safiya, coloque-o na garupa e vão antes que escureça. __ “Como você não melhorou ainda e o sol já vai sumindo, gostaria de pagar mais um ‘mico’? Eu sou uma ótima amazona, eu juro.”
☣ Take you to the back now ☣
russellroulette:
…I’m bulletproof
: — ┋ ❝ Russell estava desnorteado. Sentia-se à beira do abismo e sabia que qualquer passo em falso e se encontraria em uma queda sem fim, um caminho sem volta. Havia optado por ir à pé afim de se acalmar, no entanto aquilo não havia funcionado muito bem. O pensamento de que alguém precisava de sua ajuda o fazia ficar ansioso, nervoso. - Com licença… - Pediu, retirando alguns corpos do seu caminho enquanto. Mesmo no ambiente exterior aquilo parecia um formigueiro. Sentiu o celular vibrar no bolso, e retirando-o agradeceu pela princesa ao menos conseguir identificar onde estava. Guardou-o sem dar resposta, os olhos varrendo o ambiente até pousarem no vaso que ela havia lhe dito. O australiano abriu caminho, indo em direção à garota. Sentia um pequeno desejo de rir, mas considerando que não era apropriado, deixou os lábios em uma linha fina. Aproximou-se, os braços passando calmamente pelos ombros da garota enquanto a chacoalhava de leve. Já havia encontrado muitos amigos em cena semelhante, sendo ele sempre o que ficara sóbrio para cuidar dos demais. O tio do grupo. Rolou os olhos com o pensamento, esfregando as mãos nos ombros da garota. - Vamos, por favor. Eu já estou aqui, pode se levantar… - Murmurou próximo ao ouvido da morena para se fazer ouvir diante todo o som. Um pequeno sorriso estampava o rosto enquanto Russell buscava os olhos da outra com os próprios.
Os lábios desenhavam as palavras de uma canção de ninar quase esquecida. De tempo onde a previsão de sua ascensão ao trono fingia poder ser alterada. Safiya tamborilava os dedos sobre os joelhos, os olhos fechados com força a cada vez que a cabeça pulsava dolorosamente, bem diferente da batida da música. Foi quase morrendo que deixou o corpo ir na direção que as mãos em si guiavam, o senso de autopreservação jogado para debaixo do tapete porque era bom. Não machucavam a pele e não eram grossos como o homem do bar. Safiya lambeu o lábios inferior, puxando para dentro e o mordendo com força para acordar. "Russel, é você? É você mesmo?" Não o reconheceu de primeira, os olhos esverdeados anuviados de um jeito não muito normal. Tocou-lhe o rosto, contornando suas feições, e sorrindo ao perceber que -sim- era ele. "Russel, que bom ver você aqui. Veio pra festa? Tem bebidas ótimas no bar." Segurou-o passando o braço pelo pescoço e lutando para erguer do chão e manter o equilíbrio oscilante em seu estado ébrio. "Eu posso ir pra casa? Meu copo ficou no bar, mas ele não me deixa pegar sem... Ele me assusta." Lançou um olhar birrento para a figura masculina ao longe. "Não gosto dele. Russel é bem melhor." As pernas fraquejaram e ela só não caiu porque o abraçou com força, rindo como uma garotinha pelo feito.
my--nightingale:
espera, que? Eu te interesso bastante?
Bem… Eu tenho “Os Contos de Beedle, o Bardo” é legal. Não sei se é a sua cara na verdade, peguei pra distrair a mente
Não não, cutiepie. Eu queria ter nascido com gosto para astrofísica só para você perder esse preconceito. Qualquer um pode gostar, independente da aparência.
Mais um do mundo do Harry Potter não. Chega. Já li todos, não entendo porque o Criaturas Mágicas vai ter tanto filme e me recuso a aceitar Hermione e Rony casando no fim.
wintry-man:
{ FLASHBACK }
Niklaus notou que a princesa tentava se manter o mais distante possível de qualquer contato físico com os outros scions na festa, o que pareceu bastante óbvio considerando o venenoso poder que ela tinha sido consagrada. Mesmo estando com o rosto coberto com a fina camada de tecido, Klaus ainda achava que a jovem estonteante, algo que apenas se confirmou quando esta removeu o véu. O príncipe russo arqueou uma das sobrancelhas como se questionasse a veracidade das palavras da morena. “Seu encontro labial.” Enfatizou, sabendo que ele tivesse ocorrido uma troca de salivas era provável que os sintomas do veneno teriam sido bem piores. Niklaus deu uma breve risada antes de resfriar a bebida de Safiya até o ponto onde o copo estivesse gelado e suando, isso sem precisar aproximar as mãos do copo da princesa. “Só pareço então.” Brincou abrindo um largo sorriso. “Na verdade eu prefiro festas fechadas ou a noite, bastante luz negra e estroboscópica.“ Comentou dando de ombros. Não era como se curtisse raves, o que essa festa mais parecia, com exceção, talvez, das drogas. As melhores baladas da Rússia não eram durante o dia, até porque não tinham muita cor para mostrar. Entretanto tinham uma variante onde o pó era trocado por tinta neon, que brilhava no escuro. “E você? Ta conseguindo dançar lá no meio?”
{ FLASHBACK }
Depois que o veneno encosta na mortalha, seu poder é absorvido pela esfera e devolvido a deusa dos mortos. A troca e reaproveitamento tão bem afiados e encaixados que não existia problema algum em enrolar uma ponta ao redor do pulso e chicotear a outra no mais próximo do rosto só herdeiro. "Detalhes, meu caro Watson. Detalhes." Um detalhe muito importante, tanto que seu rosto ainda estava numa distância segura do outro e sua pele exposta. Os olhos brilhando acompanharam menos do que a mão ao redor do copo de chifre, a sensação gelada gerando um gemido tão satisfeito que logo voltava a beber, sedenta. "Resumindo, você ama se esconder nas sombras e se aproveitar dos sentidos. Entendi." Sorriu torto, em sua cabeça achando que tinha entendido tudo e mais um pouco. Seu poder era invisibilidade, mas preferia mil vezes se manter expostas. "As de África varia bastante, mas prefiro as do lado de fora. Com o calor insuportável, a roupa leve e a música se perdendo na terra batida. Luaus... Luais... Fogo iluminando e muita dança." E o suor pegajoso fazendo a pele escura brilhar ao luar. A saudade bateu, forte demais para não se deixar notar nas feições brevemente entristecida. "Estou. Alguns ignoram o significado de um 'véu' no rosto e avançam, mas estou rechaçando bem. Não é?" Insinuou de leve, a cabeça encostando no ombro do outro. "Você podia dançar uma comigo."

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“You can hold onto me if you’re scared, you know?”
“I’m. Not. Scared.” Pontuou cada palavra com uma entonação exagerada, trazendo o sotaque diferente de seu país natal falando inglês. Safiya não tinha medo de nada. Não tinha motivo para ter medo de qualquer coisa. Primeiro, tinha um irmão gêmeo. Quem o conhecesse, de longe, bem por cima, sabia que de inofensivo ele não tinha absolutamente nada. Segunda, ela nasceu na África. As viagens para dentro do continente, visitando outros países, colocaram a garota no melhor dos ambientes para se desenvolver. Leões, girafas, animais selvagens e venenosos. O que existia de fauna, a herdeira já tinha visto, tocado ou provado com a língua. Terceiro, eram o país em guerra. O que mais poderia assustar qualquer pessoa, pobre ou rica, do que ter sede de sangue e mãos lambuzadas? De ter uma arma a todo o instante para se proteger? De defender seu país com seus guerreiros? Quarto, tinha irmãos mais velhos. Como caçula e como garota, bastava um comentário de temor para que a família colocasse de frente ao medo. Enfrentar para superar, e todas as outras filosofias que acompanhavam. No entanto, lá estava ela. Esbravecendo com a exposição de algo que não admitiria, praticamente grudada às costas de Klaus. A mão centímetros de distância – milímetros, calculando bem – de realizar o bote de cobra fatal e preciso. Ela olhou para trás, os olhos estreitados para a escuridão que os envolviam como um manto. Nada. Nada. Por que não tinha nada? “I’m Safiya Alamieyeseigha and I-.” Um gemido estrangulado subiu pela garganta, os olhos arregalaram e ela se viu indo para trás, segurando com força o braço que não era seu. “What… Where…?” Tal contato teria provocado uma reação bem mais simples, a arma estava ali onde sempre guardava, mas algo estava diferente. Medo demais a dominava. Assustada demais ela estava. E mais um toque gelado bem na curva do pescoço. Safiya quebrou, choramingando ao se refugiar nos braços de Niklaus, escondendo o rosto no meio do peito e apertando os braços ao redor de sua cintura. Só assim… Só assim para falar tão perto, com a boca aberta, e o medo de envenenar esquecido no segundo plano. “OKAY OKAY! You won. Can we go back now?” A aposta tinha sido perdida, mas Safiya não estava nem um pouco relutante em realizar o prêmio. Melhor sair daquele pesadelo e nunca mais duvidar dos poderes de Niklaus Karpov.
☣ Take you to the back now ☣
… I’d take a shot for you.
Safiya piscava contra a luz parca do lado de fora da festa, as mãos erguidas ao alto como se pudesse pegar as estrelas. Seus dedos esticavam, os pés empurravam o chão e ela ria por não conseguir sentar a quentura nos dedos. Estrelas fujonas. Estrelas espertas. Uma espera interminável num intervalo curto de alguns segundos. O tempo não tinha sentido para a herdeira na borda do abismo do estado bêbado, perigando sempre mais para perto até que o celular a puxava de volta. Dessa vez repousava no pescoço, a garganta coçando com a vibração forte. Frases demais. Sentido de menos. Buscas infrutíferas. Dali não podia ver ninguém, escondida como estava, mas suas pernas eram bem notáveis da outra ponta.
[text] pedra? como alguém vira pedra? [text] princeso ao contrário, onde você está? [text] eu estou atrás do vaso no canto [text] cuidado pra não trazer ninguém [text] eu estou escondida [text] tem um cara me assustando no bar. não deixa ele vir
Ela sentiu o olhar caindo sobre si, um arrepio percorrendo a coluna ao mesmo tempo que virava de lado e se encolhia numa bola, abraçando os joelhos.
@russellroulette