the lines we draw || madmore
jazz-maverick:
Jazz ouviu Sturgis em silêncio, fazendo alguns comentários e perguntas, mas deixando que ele dissesse o que sentia necessidade. Sua fala era lenta, calculada, bem diferente do ritmo natural de prosa que eles compartilhavam. Talvez Stu não estivesse acostumado a falar sobre aquelas coisas ou de forma tão sincera - o que a tatuadora duvidava, já que ele havia comentado mais de um par de vezes de alguns amigos próximos que eram queridos a ele. Por outro lado, algo na mente defensiva de Jezebel a fazia questionar o que o loiro estava escondendo. Ele trabalhava no Ministério, em uma parte bastante administrativa pelo o que ela sabia, o que ele poderia estar fazendo para ajudar na causa que ele tanto defendia? Jazz sabia que havia grupos e pessoas que tomavam as coisas em suas próprias mãos e ela não duvidaria se Stu estivesse entre elas. Neste ponto, a tatuadora buscava o equilíbrio entre preocupar-se com ele e não se meter mais do que devia na vida de Sturgis - a relação deles estava sendo construída em liberdade e era assim que Jazz gostaria de manter.
- You’ll know when it’s done. - retrucou enquanto dava os últimos toques. A arte era pequena e não levou mais do que meia hora para ser feita, agora faltavam apenas a limpeza final. - Look, it’s not silly to believe that we can live in a less fucked up world. And you get angry because you’re a fucking human being. And you’re not alone in this. There are hundreds, maybe thousands of people out there who are just as angry as you are, they just don’t have the balls to say it. - discursos motivacionais estavam longe de ser a especialidade de Jazz, mas algo nela queria que Sturgis entendesse. - It’s brave of you, you have the privilege to put your face out there, to do it for those who don’t. - finalizou em um tom mais tímido, estranho até para ela. Finalizando todos os processos da tatuagem, Jezebel deu dois tapinhas no pulso de Stu. - Congrats, you have survived your first tattoo. Do you want a lollipop? - brincou levantando para arrumar seu equipamento enquanto ele admirava o novo e eterno desenho em seu corpo.
As palavras de Jazz fora inesperadas. Stu estava por perto tempo o suficiente para saber que a tatuadora não era do tipo que oferecia palavras amigas a qualquer um. Ela mesma parecia ter esquecido como ser qualquer coisa além da mulher casca grossa que era. Saber disso tornou o momento ainda mais significativo para o rapaz e ele sorriu timidamente, guardando o sentimento quente em seu peito à sete chaves. "Thanks Jazz. It's nice to know that someone is cheering for me in this fucked up mess we're living.", as palavras era sinceras, não da boca para fora como normalmente falava para ganhar uma garota. Ele não precisava fingir ou mentir ali, porque ele não queria que Jazz fosse só um caso passageiro na sua vida. Sabia que ela não tolerava aquelas merdas.
O resto do processo foi silencioso, Stugis observado atentamente todos os movimentos da tatuadora. Quando a mesma sinalizou que tinha terminado, o homem puxou o braço para ver mais de perto o trabalho de Jazz. Era parecido com as tatuagens que ela mesmo tinha, vivas. O desenho que tinha visto estático no papel, agora se movimentava na pele, o cigarro quebrando ao meio e a palavra "fuck" surgindo na pele. Era realmente a cara dele, mas mais do que isso, também era o trabalho dela para sempre gravado em sua pele. Se existia qualquer esperança de Sturgis conseguir esquecer a mulher e viver a sua vida, isso estava definitivamente fora de questão. "It's awesome. You're awesome, you know that?", disse puxando Jazz para si e lhe dando um beijo rápido nos lábios. Não eram do tipo que trocavam carícias em público daquele jeito, até porque nunca tinham conversado sobre o status daquele relacionamento que tinham, mas Sturgis agiu por impulso. "Thanks. Let's get out of here so I can pay you properly?", o rapaz deixou explícito no tom da sua voz como gostaria de pagá-la e ofereceu um dos seus sorrisos sugestivos para Jazz.














