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Olha eu passando aqui so pra dizer
Oiii tudo bom com vocês
Espero que esse ano seja incrível pra cada um de vocês pq sei que vocês sao incríveis
“Toda fome começa no olhar. O resto é só a rendição da carne diante daquilo que já estava condenado a ser desejado.”
Tudo parece leve, fresco, quase gentil —
até o primeiro encontro.
E é sempre assim, né?
o que mais seduz…
é o que mais marca depois.
“Não deixe os bastardos te derrubarem. Na cozinha, como na vida, é fogo, corte preciso e silêncio na hora certa.”

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"Ela está viva, mas prepare-se para o pior, você não vai reconhecê-la"
Desde cedo, ela assumira a responsabilidade de dar cuidado a mim e a meus irmãos. Mais velha, não tanto quanto meu irmão. Lembro do quanto eles brigavam — socos, chutes e até empurrões. Ninguém separava. Eu via distante.
Ela era "arisca". Uma vez, a "malinação" foi tamanha que hoje me pergunto como ela conseguiu esse feito: prendeu a bochecha no armador. Tem uma cicatriz em suas imensas bochechas; de certa forma, são parecidas com a minha. Minha mãe contava com orgulho, e eu ficava abismada ao ouvir. Ela também já quebrou o dente. Não sei se houve algo mais grave. Essas são as histórias que mais ouvi.
Ela estava sempre dando cuidado a alguém — fosse a meus irmãos e a mim, fosse a meu primo, que foi cuidado por ela desde o dia do nascimento. A minha mãe sempre diz que ela é diferente de todos nós: tem calma e uma voz suave, nunca se exalta e sempre entende o lado de todos.
Um dia, saiu de casa e não voltou mais. No começo, eu senti saudade. Mas depois gostei da ideia: eu não precisaria ir à igreja, poderia brincar por mais tempo e não me preocupar em procurar Deus em sua casa. Aliás, ela era "amiguíssima" de Deus, sempre mostrava o fervor que tinha. Falava em línguas, estudava a finco.
Ela foi minha mãe por muito tempo. Essa tarefa sempre fora lhe atribuída, e não a perguntaram: "você aceita?". Me acompanhava na escola, ia às minhas reuniões. Falou com aquela professora e depois me disse: "que mulher louca!".
Eu ri um pouco e percebi o quanto sua mente não conseguia pensar em outros caminhos. Ela soube da tentativa de suicídio. Soube que eu andava chorando nos cantos da escola. Depois disso, dedicou-se ainda mais a mim. Foi mais flexível.
Vinha dormir comigo pelo menos uma vez por semana, como um pai ausente que faz visitas, esperando que a falta possa ser compensada. Mas ela já era a mãe. Eu não podia fazer com que fosse o pai também.
Então, o tempo passou. Fui para a faculdade e lembro bem do quanto meu peito doía naquela noite. Resolvi contar meu segredo: eu beijei uma garota e descobri que queria continuar beijando. A disse como quem desata o nó da garganta, quem toma um remédio para a dor passar, quem tapa um lugar que sangra.
Me disse algo como: "tudo bem, eu ainda amo você". E seguimos. Eu segui. Anos depois, me diria: "Deus nunca vai te aceitar". Eu choraria naquela noite como nunca antes e me questionaria se esse tempo todo ela apenas me tolerou. Passaríamos mais tempo distantes, machucadas.
Pensei que não poderia perdoá-la, mas soube que nunca conseguiria levar dor em meu coração. Que até aqueles que me feriram e me fizeram sangrar, mais tarde, seriam perdoados.
Algo nela mudou. Recebeu em seu ser a mesma visita. Sentiu uma tristeza que observou me ver passar. Precisou tomar os remédios que tomei. Largou a religião, fez uma tatuagem. Você não acreditaria, mas ainda é ela. Viva, mas com algo apagado demais para ser verdade.
Eu penso que o peso recaiu sobre seus ombros — as responsabilidades que não deveriam ser suas. A existência também doeu-lhe os ossos. O peso a fez ficar dias na cama. O gosto tornou-se amargo. Suas noites ficaram longas e mais frias.
Talvez ela tenha se perdido de si. Talvez, ao sair de casa, tenha tido coragem suficiente para deixar para trás tudo que nunca foi dela, mas que, por estar ali, seria. Só que era tarde demais, havia sido alcançada pelos mesmos temores que eu.
Hoje ela continua cuidando de outras pessoas — essa é sua vocação. Agora também precisa de medicamentos para dormir, para voltar a sorrir. Sinto que mente quando me diz que está tudo bem; afinal, ela também não quer incomodar.
A última vez que a vi, tinha cortado os cabelos. Por ironia, estava na mesma igreja que a minha. Surpresa, a perguntei o que fazia ali. Sorrindo, me disse: "vim fazer uma visita!".
Sorri de volta, prometendo que não contaria que esteve ali, afinal, ela já não visita tanto nossa casa. Nos despedimos e a digo: "aparece lá em casa". Ela diz que sim. Mas, no fundo, eu sei que ela nunca quer voltar.
Talvez eu ainda faça poesia mas AGORA aprendi a escrever de outro jeito
A perda dela me transforma, me faz questionar o que foi e o que nunca será.
Agora, tudo o que resta é a memória, e a necessidade de aceitar, mesmo quando o coração não quer.
Cada passo teu, distante do meu,
é um lembrete cruel de que o que eu desejo
é inalcançável
inalável
impossível.
Mas mesmo assim
eu continuo preso à tua órbita
"Droga de Amor"
Teu amor é uma maldita ferida
E eu, um idiota que não para de cutucar.
Fico esperando você voltar
Mas sei que é inútil.
Tudo bem,
Vou me entorpecer mais uma vez
Fumar mais um cigarro, beber mais um gole
Enquanto penso no quanto te odeio por ainda te amar.
A vida é uma piada sem graça
E você a razão de todas as minhas risadas amargas.
Mas mesmo assim,
eu voltaria pra tua cama
só pra sentir o gosto da destruição outra vez.

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"Raio de sol, em cada partícula de luz que você deixa escapar, vejo o reflexo de uma eternidade que nunca pude alcançar, mas que sempre esteve sutilmente à vista para quem sabe procurar
Seus olhos são o horizonte de um universo que eu nunca soube explorar, um espaço onde cada estrela é uma palavra não dita e cada constelação, um segredo que guardo apenas para você."
Talvez tenha sido idiotice achar que eu era capaz de ser amado
O pequeno príncipe
No deserto da minha alma
caminho entre estrelas apagadas
seguindo as pegadas de um príncipe esquecido
Ele não é mais o mesmo
sua rosa murchou
e os espinhos da vida furaram sua inocência
Eu sou o viajante que nunca partiu
preso em um planeta sem nome
onde os sonhos se despedaçam no vento seco da realidade
As palavras do príncipe ecoam
mas não trazem mais consolo
pois a verdade é amarga
como o gosto da saudade que não passa
Eu observo o céu
não à procura de respostas
mas esperando que o silêncio conte uma história
que a escuridão revele o segredo que esconde
Mas a noite é apenas noite
e o mistério se desfaz como areia entre os dedos
Há um cansaço em amar o que não volta
em desejar o que nunca foi nosso
em esperar por um sol que nunca nasce
O príncipe ensinou sobre o essencial
mas o essencial se perdeu no caminho
nas esquinas tortuosas da existência
E agora
somos dois estranhos
caminhando em direções opostas
em busca de algo que talvez nunca encontraremos
Mas, ainda assim caminhamos
Pois desistir seria admitir que o vazio venceu
que as estrelas mortas não têm mais nada a dizer
No fundo
eu sou o príncipe
e o príncipe sou eu
Ambos prisioneiros de uma busca sem fim
de um amor que nunca foi realmente compreendido
de um mistério que se esconde em cada página
esperando para ser desvendado
Mas talvez
o segredo seja apenas isso:
não há segredo algum
Isso não é um suicídio(ainda)
Eu me despeço não com tristeza mas com a aceitação de que o fim era inevitável desde o início.
Porque no fundo o que eu realmente buscava não era um final feliz mas um final verdadeiro.
Adeus, meu desconhecido
Que a vida te trate com mais bondade do que tratou a mim e que ao final você encontre aquilo que eu nunca encontrei:
a paz.
E se por acaso
em algum canto esquecido deste vasto universo você se lembrar de mim saiba que minha existência apesar de tudo foi marcada pelo amor.
Um amor imperfeito, destrutivo, mas ainda assim
um amor.
"Igor"_
Querida filha da puta
Aqui estou, cartas na mesa
fichas espalhadas
um jogo que parece refletir minha alma
Os ases negros me olham
sombrios e solitários
como os dias que vivi sem teu amor
Carrego no peito um par de oitos
uma esperança murcha
um sonho quebrado.
Amo com a intensidade de um fogo eterno
mas é cruel é uma dor sem fim amar assim
quando tua alma sequer se lembra de mim.
Teu desprezo é um ás de espadas cravado no coração
um golpe mortal que sangra minha existência
O ódio que sinto é uma sombra densa
um reflexo amargo da paixão não correspondida
Amar é um jogo viciado
onde sempre perco
onde sempre sofro
Não há vitórias só noites intermináveis,
mergulhado em um vazio profundo
onde a esperança se dissolve como fumaça.
Não suporto mais o peso deste fardo
este amor não desejado
esta vida sem sentido.
Minhas últimas fichas são jogadas ao vento
minhas últimas palavras escritas com lágrimas.
Adeus, querida, adeus ao sonho impossível,
ao amor não correspondido
ao ódio que me consome.
Seja feliz pois eu, Igor, não consigo mais.
Com todo o amor que não pude te dar,
Igor

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Me deixa te amar?
Ela caminha pelas sombras do passado
cicatrizes marcando sua alma como tatuagens de dor.
Ele um sonhador
deseja atravessar o nevoeiro
que envolve seu coração cansado.
Seu olhar é uma fortaleza de mágoas
um reflexo de batalhas silenciosas
e ele com paciência de artesão,
tenta esculpir ternura em seus dias sombrios.
Ela, por vezes, se esconde atrás de um muro de indiferença,
medo disfarçado de raiva
defesa forjada em sofrimento.
Ele entende, vê além das muralhas,
deseja transformar essa tristeza em jardim.
Ela não sabe se consegue amar,
pois a dor a ensinou a desconfiar.
Ele, com suas palavras e gestos,
espera reacender a esperança, acender a chama.
Nos momentos de quietude, ele a observa,
o brilho que ela tenta esconder
a luz que ainda resiste.
Ele a ama em silêncio
respeitando o ritmo do seu coração
sabendo que amar alguém quebrado é um ato de fé.
Ele não promete consertar,
apenas deseja ser a mão que segura,
o ombro que sustenta,
o amor que permanece, mesmo nas trevas.
E assim ele ama,
sem garantias
sem certezas
apenas a esperança de que
um dia,
ela permita-se amar e ser amada novamente.
Igor
(eu realmente queria ser amado)
Uma carta pra Isadora
Minha Querida,
Escrevo estas palavras com um nó na garganta
sentindo o peso de um amor não correspondido que me consome dia após dia.
Em meio às incertezas e à solidão que me cercam, sua presença brilha como uma memória distante de um passado em que éramos mais do que estranhos vagando em direções opostas.
É difícil articular a profundidade da melancolia que me abraça sempre que penso em você.
Suas palavras, seus sorrisos, cada fragmento seu se transformou em uma ferida aberta em meu peito que nunca cicatriza.
Como pude deixar que me perder em sonhos ilusórios, onde você era a cura para todas as minhas dores?
Em cada noite solitária, sua ausência ecoa como um eco triste em minha alma ferida.
Se ao menos você soubesse o quanto meu coração anseia por um vislumbre de esperança, por um lampejo de reciprocidade em seu olhar distante.
Mas entendo que somos como estrelas que brilham em órbitas divergentes, destinadas a nunca se cruzar.
Sinto a amargura de minhas palavras, a triste constatação de um amor não correspondido que se arrasta como uma sombra inescapável em meu caminho.
Mas saiba, minha amada, que mesmo na escuridão de minha desilusão, há uma chama tênue que persiste, alimentada pela lembrança do que poderíamos ter sido.
Que estas palavras alcancem seu coração de pedra, que mesmo que por um breve momento, possa compreender a extensão do que sinto por você.
Se um dia estas palavras encontrarem seus olhos, saiba que em meu silêncio final, seu nome será a última melodia que ecoará em meus ouvidos cansados.
Com uma tristeza que transcende o vazio,
Igor