ottochapmcn:
ele parecia tenso e aquilo consequentemente deixou otto tenso. o que quer que fosse, eles iram arrumar de algum jeito, desde que owen não tivesse matado ninguém. otto sempre esteve presente para os irmãos, mesmo estudando em outra cidade, se mudando. ele sempre estaria a uma ligação de distância, fosse no outro lado da cidade ou em outro país. deixou que ele falasse o que tinha para falar, assim poderia absorver a situação por completo antes de poder expressar a sua opinião. ao modo que ia avançando, a sua expressão mudava de uma confusão para algo incrédulo. “ owen… você… ” sequer conseguia terminar a frase. mas por que raios ele havia feito aquilo? quer dizer, independente da explicação, tinha rachel e otto sempre a achou ótima, companheira e parecia gostar tanto do seu irmão. não que precisasse aprovar ninguém, mas aquela menina certamente era alguém certa pra ele. “ por que você fez isso, cara? você… você já contou para a rachel? ” considerou que não, já que eles estavam se falando por telefone dias atrás.
O olhar de decepção de Otto, era demais para Owen suportar. Então o mais novo apenas abaixou a cabeça, frustrado, magoado, decepcionado e com raiva de si por ter feito algo tão imprudente, algo tão insensível e irresponsável como aquilo. O acontecido vinha o corroendo por dentro, dia após dias, cada vez que ele se encontrava com Rachel, cada vez que ele andava pelas ruas de Saint, sabendo que poderia encontrar Bianca, ele se sentia mais e mais culpado. Ao ponto que chegou a ser insuportável, e lá estava ele tentando desabafar isso e ser aconselhado pela pessoa que mais confiava em toda a vida. Mesmo que isso custasse a admiração do irmão. — Sim — apenas confirmou o fato que Otto não conseguia verbalizar, tanto quanto Owen não conseguira. Os olhos marejaram naquele momento, era a primeira vez que ele confirmava a traição. Todas as perguntas que Otto fizera naquele momento, Owen se fazia por três meses, e continuava sem ter as respostas. — Eu não sei o motivo. Eu poderia culpar a bebida, ou dizer que ela era muito bonita, ousada, desafiadora, completamente diferente da Rachel — suspirou, encarando as próprias mãos, notou quando a lágrima caiu na palma de uma delas — Mas seria covardia fazê-lo. A culpa foi minha, de alguma forma eu quis viver aquilo e cedi a esse desejo — ergueu o olhar rapidamente, buscando a imagem de Otto, buscando qualquer sinal de que ele não o odiava naquele momento por ter sido tão fraco — Não consegui contar, não ainda. Você sabe como a Rachel é, ela jamais me perdoaria. E, e-eu — começou a soluçar com a ideia que passou pela cabeça — eu não quero ficar sem ela, e também não quero continuar mentindo pra ela. Por favor, irmão. Me diz como consertar isso


















