𝐯𝐞𝐭𝐚𝐥 por necessidade, filho de 𝐚𝐫𝐞𝐬 nem tanto assim. 𝐨𝐭𝐭𝐢𝐬, senador da corte 𝐈𝐈.
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carter.
LOCAL: Acampamento Júpiter; MISSÃO: Patrulha Avançada com Carter, @mattsuokas & @disjointtis.
“somos semideuses!” matt respondeu carter de maneira simplória e despreocupada. “é um risco ocupacional!” ela falava como se fosse óbvio e, claramente, parecia bem confortável caminhando com ambas as mãos na nuca enquanto assobiava baixinho. a filha de plutão não parecia nem um pouco preocupada, tampouco demonstrava nutrir algum ressentimento contra os deuses pela vida miserável que os semideuses se viam obrigados a levar. sendo bem honesta, a ceifadora estava em sua zona de conforto, ela apreciava batalhas e amava seu pai, então não tinha muitas razões para reclamar. a garota sequer estava prestando atenção na conversa alheia, não sentindo necessidade de tagarelar, uma vez que o filho de mercúrio já estava fazendo isso por ela, preenchendo o silêncio. apesar da voz dele ser o que ressoava em seus ouvidos, a jovem logo parou ao mínimo barulho e movimentação estranhas, sacando suas espadas de imediato. uma horda de monstros. que… ótimo, na verdade. matt estava sentindo muita falta de ação em suas patrulhas ultimamente. viu carter partir em direção aos homens-cobra e vittorio… estava olhando ‘pra ela? o olhar dele parecia acusá-la de alguma forma. ora, agora a culpa era dela dos bichos terem aparecido? “’tá olhando o quê?” ela indagou, em um tom meio marrento. “assim você cansa minha beleza!” reclamou, revirando os olhos, prestes a seguir o filho de marte e atacar um dos leucrotas quando sua visão periférica captou algo. aqueles dois estavam mesmo falando algo sobre o lago, não era? bolhas incomuns se formavam na superfície da água e, quando a filha de plutão menos esperava, uma barbatana reluzente se revelou. ela arregalou os olhos e, sem pensar, correu naquela direção.seu primeiro golpe foi facilmente defendido pela sereia, que simplesmente nadou para longe do alcance das lâminas da semideusa. “sua puta…” ela rosnou, fazendo careta e, sem tempo de reagir, sentiu as garras da sereia irem de encontro ao seu braço, aparando o golpe com uma de suas espadas por muito pouco. dentro d’água, ela claramente tinha a vantagem, seu ataque havia sido tão veloz que matt sequer havia visto de onde veio. “vamos equilibrar as coisas!” por um instante, pareceu que nada iria acontecer enquanto a semideusa fechava os olhos e falava algo baixinho e a criatura julgou aquilo como um bom momento para atacar. péssima ideia. assim que a sereia começou a nadar, um aglomerado de sombras surgiu do fundo do lago, materializando-se em um espinho longo e grosso que a empalou de baixo para cima. o impacto a lançou para fora do lago, fazendo com que o monstro aquático caísse na terra, na frente de matsuoka, se debatendo com uma enorme ferida no estômago.em desespero e em fúria a sereia se impulsionou para frente e golpeou um dos pulsos de matt, fazendo-a derrubar malphon, sua cimitarra. entrando em um embate corpo-a-corpo com a criatura, matt conseguiu acertá-la mais uma vez, provocando um corte em seu peito escamoso, antes que a sereia golpeasse sua outra mão, desarmando-a. a semideusa, por sua vez, estava longe de estar indefesa. “NÃO venham para cá!” ela ordenou aos rapazes que estavam com ela. “se vocês ficarem hipnotizados e eu tiver que bater em vocês, vão preferir ter sido engolidos pelos gemini!”
Carter ofegou enquanto tentava se soltar. Seu corpo inteiro sentia a força dos músculos naquela maldita cauda e ele jamais odiou tanto cobras quanto naquele momento. “Maldito!”, gemeu ao movimentar-se mais uma vez, conseguindo cravar sua adaga na serpente e assim se soltar, sendo lançado para longe. “Sua cobrinha filha da puta…”, resmungou, era como se seus órgãos todos voltassem ao maldito lugar. “Tecnicamente, Matt”, Carter gritou por cima dos ombros, sorrindo divertido ao que materializava com sua energia acumulada na ponta dos dedos um tridente quase idêntico ao das criaturas e o lançava em direção a criatura, acertando-a em cheio. “Isso aqui é culpa sua!”, brincou bem a tempo de ouvir a serpente guinchar com seu próximo golpe. O monstro tentou se defender, brandindo seu tridente contra o semideus, que defendeu-se com seu escudo, batendo-o contra a arma e lançando esta longe.
Aproveitando-se da incapacidade do gemini de lhe atacar, voltou-se para o outro, que aproximava-se sorrateiramente. Adrenalina corria suas veias, então seus movimentos eram ágeis e desmedidos. Deixou nele um corte no tórax e chutou-o pra longe, apenas finalmente findar a curta vida do primeiro com sua lâmina de ouro imperial, sorrindo divertido ao vê-lo transformar-se em pó. “Não se preocupa não, Matt, ‘tô meio ocupado aqui!”, garantiu, mas a curiosidade lhe ganhou. Ouvia a voz da semideusa vindo de perto do lago e lançou um olhar breve na direção alheia, apenas para vê-la lutar contra uma semideusa. “Wow!”, exclamou. Não se lembrava de já ter visto uma, a visão lhe enchia os olhos e ele quase esqueceu-se do gemini restante, sibilando irritadiço ao armar um ataque com sua cauda. “Saí pra lá, de novo não!”, Carter reclamou e, como um castigo, machucou-o com sua adaga. “Cobrinha má, cobrinha má!”
as suspeitas de vittorio vieram a ser confirmadas com aquele grito de matt. ele ficava receoso em deixar ela cuidar do monstro marítimo, mas mesmo assim confiava na habilidade alheia o suficiente para se concentrar no monstro que ele estava enfrentando. porque, de fora, aquele combate de vittorio para a leucrota beirava o seu momento de raiva. cada vez incendiando mais o próprio interior, prestes a explodir com o primeiro passo da leucrota. uma mordida feia no braço do italiano, mas que ele viu como uma oportunidade para atacar em cheio com collera. um ataque tão bem colocado que não tinha erro, atravessou o tórax da criatura e voltou coberta do sangue espesso que devia ter ali dentro. ele não era do tipo que se preocupava com essas coisas nojentas, mas enquanto retirava collera sentiu a mordida aprofundar em seu braço, rasgando a carne que alcançava cada vez mais. ottis arrancou o membro do aprisionamento da criatura antes de girar os pés e atingir mais uma vez com collera. o embate ficava nesse vai e volta, onde vittorio conseguia acertar sua arma depois da criatura o acertar com os dentes. lá para a quarta dupla de ataques, ela finalmente morreu e soltou a perna dele. murchando no chão. ele suspirou, cansado. “pace”, disse para si mesmo. porém, um semideus tampouco se contenta com paz.
considerando que da horda de monstros, apenas dois tinham caído, ele precisava agir. dos cinco, a sereia estava fora de questão. nem mesmo chegar perto dela ou atirar a lança eram cogitáveis. ele se vira para ajudar carter, então. “são dois contra um, então?”, ele diz para o outro, com certa dificuldade, enquanto aponta para o gemini que ainda estava de pé. concentrado demais no próprio combate, não viu o dos outros, mas com certeza aquele estaria caindo aos pés logo logo. vittorio apenas tomou um pouco do ar, apertando collera na mão com tanta força antes de pegar impulso e cravar a lança na carne fofa do gemini. mais uma vez, pôde ver o cabo que atravessa-lhe o corpo manchado com o sangue da criatura. ele mal se preocupou com ataques, tinha perdido tanto sangue para as leucrotas que um tridente não fazia mais diferença para ele. um ou dois arranhões, ele era movido ao espírito de guerra que enchia seu corpo no calor de uma boa batalha. algo puramente brega de se pensar, mas logo ele tirou a lança com força e deu um passo para a trás, tentando ficar próximo de carter. “é, eu não acho muito justo.”
VITTORIO —— HP: 119/225 / MP: 175/200. MATT —— HP: 356/400 / MP: 290/340. CARTER —— HP: 259/325 / MP: 180/280.
GEMINI 1 —— HP: 0/350 / MP: 325/350. GEMINI 2 —— HP: 144/350 / MP: 350/350. LEUCROTA 1 —— HP: -10/150 / MP: 100/150. LEUCROTA 2 —— HP: -5/150 / MP: 150/150. SEREIA —— HP: 104/350 / MP: 350/350.
próximo: @mattsuokas!
elijah.
— Foi interessante. Me puseram como líder de um dos grupos. — Ainda que o tom fosse factual, a expressão deixava escapar um pouquinho de orgulho. Poderia parecer loucura dizer que alguém ficaria satisfeito com uma missão como aquela, sendo jogados em outro continente para lutar contra monstros, mas o que poderia dizer? Lutar contra monstros é o que Elijah sabia fazer, fosse onde fosse. — Eram boa gente, também. O grupo, quero dizer. No primeiro dia cuidamos de um bando de grifos, e foi até tranq- — Calou-se imediatamente diante do sinal do senador. Elijah não era do tipo que aceitava interrupções de bom grado, mas conhecia a linguagem corporal assumida pelo italiano: perigo. E como anunciado pelo filho da guerra, as aranhas se fizeram ver com sua tentativa de ataque furtivo.
Elijah observou com atenção enquanto a aranha restante errava uma investida contra Ottis e dava com os dentes no portão metálico, agindo com velocidade impressionante: um golpe com seu tridente, um passo para a esquerda para evitar a retaliação e mais um de cima para baixo, derradeiro, a aranha se tornando pó com os dentes da arma enterrados em sua carne. Assim que puxou chasmatias de volta para si, no entanto, sentiu as pernas asquerosas da aranha restante se fecharem ao redor do corpo, os dentes restantes da boca se fechando no espaço entre ombro e pescoço, o veneno das presas fazendo a pele arder. As tentativas de se debater contra o aperto da criatura serviram apenas para que as presas penetrassem ainda mais fundo na carne do semideus, os braços seguros ao lado do corpo. — Mate isso logo, Puccio! — Sabia que tentar libertá-lo seria perda de tempo; o monstro já estava debilitado o suficiente para que o outro pudesse matá-lo com um golpe bem colocado. E era melhor que se livrassem completamente da aranha, pois Elijah podia ver uma silhueta se aproximando na distância, ainda longe demais para que pudesse discernir com certeza o que quer que se aproximava. Só sabia que parecia ter apertado o passo. — Tem mais uma coisa vindo.
vittorio não escondeu muito a expressão. ele concordou com a cabeça, algo como apenas um sinal para que mostrasse o fato de concordar que elijah combinava como líder de missão. como ottis ainda preferia ouvir do que conversar em si, apenas ficou por isso. a ideia de ter que cuidar de uma horda de grifos era um pouco mais assustadora do que a horda de dracaenas que tiveram de conter. mesmo que deviam ser quase do mesmo nível, sabia bem que grifos eram mais resistentes e atacavam com maior vigor do que as cobras gigantes. balançou a cabeça. assim que a batalha estourou, a visão da aranha ainda viva na sua frente era quase perturbadora. ele não conteve a raiva de combate, fincou collera com tanta força que aquele sangue gosmento de inseto espirrou um pouco no seu rosto. girou um pouco a lança ali até as várias patas pararem de me mexer. “se não estiver morta agora eu largo o senado.”, vittorio não era de fazer piadas, mas ainda assim preferia dizer em alto bom som que havia terminado. então recolheu a lança e olhou para todas as direções assim que escutou o que elijah disse. atentou um pouco mais os olhos para conseguir enxergar, soltando um som de surpresa. “é um campista, winslet.” ottis comentou. mesmo assim, mal ele conseguia acreditar no que havia acabado de dizer.
vittorio segurou bem a lança antes de tirá-la do corpo morto da aranha e chegar um pouco mais próximo para enxergar bem. era sim um campista de júpiter, carregando a armadura e escudo de ouro imperial, pendendo na mão de forma frouxa uma adaga de ouro imperial do arsenal do acampamento. entretanto, talvez pela postura ou olhar vazio, vittorio sabia que tinha algo errado. foi quando o bicho correu em velocidade quase insana em sua direção que ele conseguiu processar a informação. eidolon. ele bravou collera com força, atravessando a região toráxica do corpo do campista, em cheio. podendo olhar bem no fundo dos seus olhos, ele então recolheu com tamanha rapidez e recuou antes daquela adaga passar bem diante aos seus olhos. “filho de mercúrio.” ele gritou na direção de elijah antes de girar collera mais uma vez em um ataque em direção ao monstro. mais um ataque bem sucedido antes de vários outros nem tanto, mas voltando a acertar seu ombro em cheio ao mesmo tempo que sentiu aquela adaga bem manuseada no abdômen onde a armadura falhava. não doía por conta da adrenalina de batalha. porém, mesmo assim, era um ataque bem colocado e forte. recuou em um pulo para poder reorgareorganizar seus pensamentos e táticas. estava enfrentando um aliado possuído, não podia deixar a raiva tomar conta ou poderia matá-lo. tinham que levá-lo vivo de volta ao acampamento.
VITTORIO —— HP: 155/225 / MP: 175/200. ELIJAH —— HP: 443/500 / MP: 420/420.
ARANHA # 01 —— HP: -4/100 / MP: 100/100. ARANHA # 02 —— HP: -26/100 / MP: 100/100. EIDOLON —— HP: 386/450 / MP: 450/450.
elijah.
missão: vigia de portão
participantes: eli & @disjointtis
local&data: arredores do acampamento júpiter, 15/07
Elijah não era do tipo de compartilhar suas opiniões sobre as pessoas do Júpiter mas, para falar a verdade, nunca achou que a natureza burocrática do cargo de senador combinava com Vittorio, então era bom vê-lo de volta ao campo. O filho de Marte era uma das pessoas com quem ele simpatizava, justamente por sua tendência em agir quando necessário ao invés de ficar parado esperando que algo acontecesse. Simpatia essa suficiente para que fosse Eli a iniciar uma conversa entre os dois, cena rara com o centurião e sua tão conhecida disposição estoica. — Você estava na Sicília, não? Como se saiu? — A missão na Itália ainda era recente e, para alguém que não se mantinha atualizado das fofocas do acampamento, notícias das experiências alheias eram uma novidade.
vittorio soltou um breve suspiro enquanto encostava o corpo no portão. deixava collera do seu lado, em pé, devidamente equilibrada para não cair enquanto aproveitava aqueles momentos de calmaria durante o vigia. incrivelmente, ele tampouco se sentia desconfortável a conversar. pelo contrário, ele balançou a cabeça como se tivesse escutado até responder. “não a melhor experiência, mas pelo menos todos vivos no grupo.” tinha os braços cruzados e logo em seguida virou o rosto para elijah. “soube que o seu também, certo? como foi?” o rosto continuava aquele inexpressivo de sempre, mas ainda assim empenhado em continuar a conversar. vittorio era mais do tipo que escutava do que falava, sempre foi assim desde que bem se lembrava, então esperou que eli contasse as coisas. principalmente envolvendo batalhas, vittorio escutava bem os mínimos detalhes que existissem na história.
entretanto, enquanto não falava, pôde escutar um barulho ao longe de passos. fracos, mas não podia identificar sem o máximo silêncio. “elijah.”, vittorio sinalizou para indicar que parassem, enquanto com a outra mão pegava collera ao seu lado. agora dava para ouvir os vários passos que vinham em sua direção. cada vez mais alto e claros. tempo suficiente para montar a guarda até os monstros darem a cara. uma aranha gigante pulando do desconhecido em cima de vittorio, que, já bem preparado, manuesou sua própria habilidade para um ataque em cheio na região toráxica do aracnídeo e jogando-na ao chão, de patas para cima. não sairia dali por um tempo, o que deu abertura para desviar de mais um pulo de uma aranha que vinha atrás. essa última dando uma mordida no metal do portão e caindo com várias presas quebradas e despedaçando. devia ser uma dor terrível.
sem muito tempo para continuar encarando aquilo, ele pôde ouvir o farfalhar da aranha caída conseguindo retomar sua posição. uma força de vontade extremamente impressionante para um animal daqueles, que voltou a ficar de pé com maestria. virando o corpo e a visão unicamente para ela, vittorio sentiu a raiva queimar mais ainda seu corpo quando girou collera para um ataque frontal com o monstro. fazendo-a atravessar por pouca carne do bicho, mas não escapando de uma mordida em cheio no ombro. a vontade de rosnar de dor naquele ponto era crucial, então vittorio pegou toda sua força para tirar a lança enquanto a aranha conseguia acertar mais uma mordida em seu ombro. boa parte do ataque se perdia com a armadura e seu vigor elevado. porém, mesmo assim, era uma dor quase absurda. ele chuta o corpo do monstro para se soltar e voltar ao combate, respirando pesado enquanto mantém a guarda. “consegue ver mais alguma coisa ou só são essas?” ele falou na direção de elijah, sem perder o contanto com a aranha.
VITTORIO —— HP: 173/225 / MP: 175/200. ELIJAH —— HP: 500/500 / MP: 420/420.
ARANHA # 01 —— HP: 28/100 / MP: 100/100. ARANHA # 02 —— HP: 100/100 / MP: 100/100. EIDOLON (não apareceu) —— HP: 450/450 / MP: 450/450.
era muito raro ver vittorio não fazendo nada “útil” ou algo parecido. pelos últimos dias, ele preferia encher a cabeça de exatamente qualquer coisa que pudesse fazer para aumentar a própria força. não ligava muito para as consequências como cansaço ou fadiga, mas uma hora ou outra ele precisava descansar. momentos como esse ele preferia fazê-lo no quarto, mas por algum motivo ele queria ser incomodado por alguém. às vezes apenas a possibilidade de alguma conversa básica e solta para animar um pouco, ou até mesmo desviar os próprios pensamentos do que mais rondava sua cabeça. e vittorio era uma pessoa extremamente simples, em todos os sentidos possíveis. ele sentava perto de algum lugar quente, abria uma revista que a mãe tinha mandado do mês passado, com as coisas que vittorio gostava de ler apenas para passar o tempo. abria uma garrafa de soda de limão enquanto lia cada frase umas cinco vezes. a concentração era péssima. nãom por desinteresse, mas porque cada palavra se perdia em cinco que ele repetia para si mesmo. desde sempre ele não era a pessoa mais focada do mundo naqueles momentos de lazer ou descanso. e, uma coisa era verdade, os romanos não sabiam se divertir. e estava tudo bem, porque ele não sabia também. não tinha muitas opções em bases militares e acampamentos de semideuses. no fundo era tudo igual e ele sempre ia se sentar num local quente, abrir uma revista de esportes e ler cada estatística como se fosse importante. tampouco era.
uma página inteira que listava como foi o sorteio das frases preliminares da champions. listando cada acontecimentos importantes na conferência e demais. então, vinha a parte que ele gostava de ler. não tinha nenhum clube italianos nas pré-eliminatórias, em compensação tinham apenas três garantidos nas frases de grupos. então ele podia ler sabendo que tampouco iria ficar nervoso. aqueles clubes pequenos que lutavam por aquela vaguinha, mas que não eram tão pequenos assim nos locais de que vieram. às vezes ele se identificava um pouco com essa filosofia, mas deixava para si. a leitura era rápida, não houveram muitas partidas no mês de junho, mas várias no mês de julho. infelizmente, a edição daquela revista era do mês passado. depois da visão quase perfeccionista de cada jogo das preliminares, vinham as entrevistas com celebridades e atletas diversos. ele passava o olho rápido por todas, não tinha muito o que fazer mesmo. e a garrafa de refrigerante nem era tão grande assim. ele virou o rosto apenas para ver o vidro esverdeado completamente vazio. um pequeno relapso de expressão passou pelo rosto de vittorio, que se abaixou para deixar a garrafa perto do pé. deu um passo para a frente, ainda sentado, para facilitar. aí então vem a parte de ottis que sempre chama atenção. aquela parte que ele nunca quer que vejam, mas é quase impossível ignorar. o desastrado e sem cuidado, estabanado e completamente tonto senador e filho de ares. aquele que nunca consegue ser levado a sério por seu problema grave de o que quer que seja que o deixa desse jeito.
e é um pouco díficil meio ignorar quando uma brasa cai na calça de alguém, acendendo uma pequena chama que podia crescer aos poucos. “de novo não.” ele reclama. é muito díficil ver vittorio usando palavras de baixo calão, talvez pelo simples fato que levava um tapa na boca toda vez que soltava sem querer. ele rapidamente se repreende quando essas coisas acontecem, então mesmo em momentos como aquele ele mantém a calma verbal. entretanto, nem tudo acaba rápido quando ele se mete naquelas furadas. enrolou a revista que segurava para bater na bainha da calça tentando apagar o fogo. mas, vittorio, papel é inflamável... ele reclama baixo mais uma vez, jogando a revista na direção da fogueira e apagando a chama, um pouco maior agoa, com a mão mesmo. são alguns segundos de puro desastre até que a perna estivesse em segurança. ottis joga a cabeça para trás e suspira. “pelo menos eu não caí na fogueira de novo.”, ele repete para si mesmo e, assim que vira a cabeça vê algéum ao seu lado. não se desespera, mas chega perto com aquela postura de calma que sempre tinha. “você não se preocupou, certo? acontece sempre. pelo menos não pegou em você.” ottis mal percebe que a pessoa talvez tivesse escutado sua fala interior, sobre cair na fogueira. ele não fica sem jeito, acostumou-se uma hora ou outra que isso sempre acontecia desde que se entendia por gente. ele olha para o fogo com uma expressão até um pouco triste. “era do mês passado, mas eu queria guardar.” ele abaixa o rosto e suspira mais uma vez. levanta subitamente, apenas para espantar algumas das cinzas que caíram na roupa, virando o rosto para quem havia visto toda aquela cena miserável. “acho melhor eu ficar perto do fogo. quer dar uma volta?” ele diz em um tom surpreendentemente incomum. a única coisa que tinha para fazer estava arruinada, porque não bater um pouco de papo se era isso que ele estava esperando logo no início?

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lotus & gilbert.
missão: evento (round 2).
participantes: gil & @griseonoctis @cvpidsarrov @lotuser @disjointtis & @damnh
local: sicília, itália.
era tão irônico o fato de vittorio estar aproveitando os breves minutos de paz sem o ataque de nenhum monstro enfurecido? não tão irônico quanto pensava, mas ele era quase intocável enquanto afiava a ponta de collera de forma quase cuidadosa. em silêncio, um puro e intragável silêncio que escondia a mais severa raiva que já sentiu. ele odiava sentir raiva, porque não era o sentimento mais educado do mundo. porém, quanto mais pensava, mais fazia sentido sentir cada vez mais. a raiva de estar sendo atacado, a raiva de não ser o suficiente, a raiva de não ser forte, a raiva de tudo e a raiva de qualquer coisa. ele se distraiu com tudo isso, mal percebeu que pressionava demais a pedra na lâmina enquanto andavam. reclamou baixo, o suficiente para não ser ouvido. enquanto, jogou a pedra em algum canto e continuou a caminhar enquanto segurava firme collera, firme até os nós dos dedos esbranquiçarem. a atenção foi completamente captada pela junção de monstros que inham e vinham. os da frente desbravando as armas e habilidades, ottis apenas batendo com o cabo da lança nos menores e mais fracos para afastar ao máximo até recuperar-se. recuperar-se. que irônico. assim que a terra tremeu debaixo dos pés de todos e os monstros pararam, catalisados. correndo para onde sequer que vieram. “não, não, não, não...” ele repetiu baixo para si mesmo. os olhos completamente captados por aquele monstro enorme que substituiu os outros. um minotauro. em frente aos meros seis semideuses ali. ottis mal conseguia se mexer. era como se os pés haviam sido fincados no chão. ele não conseguia sair do lugar enquanto gilbert tomava à frente da luta. era comer ver tudo diante dos olhos e não ter o que fazer. ele não tinha. e era um sensação terrível, um medo tão palpável que substituía toda a raiva de outrora. ele apenas piscou algumas vezes antes do corpo começar a acordar. tarde demais. a visão do corpo de lotus sendo arremessado dali para longe por integrar a luta também.
carter.
LOCAL: Acampamento Júpiter;
MISSÃO: Patrulha Avançada com Carter, @mattsuokas & @disjointtis.
“Vocês não acham mesmo que eles iam arriscar nossas vidas…”, iniciou seu pensamento de maneira distraída, cenho franzido ao que rodava sua nova aquisição: a adaga de ouro imperial. Sua haladie, xodó, continuava como pingente à pulseira de seu punho. Ele tentava se prender ao ambiente, perceber o silêncio insistente e perigoso que os cercava, a maneira como — mais uma vez — estava do lado de fora das barreiras do acampamento com um filho do três grandes e a forma como os sussurros das folhas das árvores pareciam mais como uma ameaça. Ele se esticou, logo ali, perto deles, via um lago se estender. “De novo, né? Depois de tudo o que passamos?”, concluiu o pensamento, finalmente se voltando para seus companheiros. Não sabia em quais condições haviam parado em uma patrulha, mas sabia as suas: se provar mais uma vez como um centurião decente. Sua pergunta só não havia soado mais irônica porque ele estava parcialmente distraído, nem por um momento havia cogitado deixar sua armadura e escudo para trás, mas foi quando ergueu o olhar e encontrou dois geminis lhe esperando que percebeu, então, o quão infantil era esperar que, pelo menos dessa vez, seria agraciado com a benção divina de uma patrulha de paz. “Sabe o que seria irônico?”, Carter perguntou entre um sorriso e outro, adaga firme no punho. Então indicou com o queixo a porção de água num ar mais suave, mais tranquilo, quase sem dar importância ao que falaria e ele sabia que podia estar augurando todo o rolê. Era também um sinal para que ambos ficassem se atentassem aos arredores, aqueles provavelmente não eram os únicos monstros. “Se surgisse um bicho dali”, riu divertido e encolheu os ombros. Mas claro que não, não é?
No momento, se preocuparia com as duas cobras de jardim venenosas e o som misterioso de um semideus perdido entre as florestas. Ele não esperou que o gemini em questão fizesse o primeiro avanço, desviou da primeira tentativa alheia de lhe atingir com o tridente, segurando-o e o puxando para si ao que cravou com força até desnecessária a adaga de ouro imperial logo ali na curvinha do pescoço da criatura, retirando-a num movimento grosseiro que levou o monstro a cambalear, sem conseguir se defender do segundo golpe, logo em seu tórax. “Toma essa!”, Carter deliciou-se com o guinchar nojento que escapou a boca alheia e, honestamente, talvez isso tenha o impedido de prestar atenção no tridente lhe atingido pelo cabo na lateral e enviando-o para longe, ainda que tivesse aparado parte do golpe com sua armadura e escudo. Rolou e ergueu-se, cenho franzido. Normalmente, de sua boca escaparia uma piadinha, mas ele estava gostando até demais de conflitos. De canto de olho, vislumbrou o outro gemini e o atingiu com a energia concentrada em suas mãos que se transformou em uma lança que atravessou o corpo asqueroso da criatura, tonteando-o e sem deixar chance para qualquer tipo de defesa, bem a tempo de desferir outro corte de suas adagas na primeira das criaturas, o tridente alheio lhe atingindo outra vez e lhe roubando o ar por segundos o suficiente para que seu próximo golpe não tivesse sucesso e ele fosse capturado pela cauda espessa que despontava do bicho. “Porra!”, gemeu sem ar, músculos sendo contraídos. “Eu ‘tô bem, pode dar jeito no outro, pessoal!”, tentou brincar, pulmão seno comprimido e com dificuldade para pronunciar as palavras.
era um pouco mais distraído do que o normal enquanto não entrava em batalha. na mania de não prestar atenção nas coisas ao seu redor, vittorio levou o dedo até a ponta da lança, apertando um pouco para ver se estava bem afiada. o dito de carter passou pela audição de ottis logo em seguida, mesmo que o italiano tenha feito uma reclamação baixa da dor. estava afiada sim e o suficiente. “eles nunca fariam isso, carter. os deuses brincam com a nossa vida para ficarmos mais fortes, é esse o jogo dos céus.” as palavras podiam parecer irônicas se separadas da voz séria e sem tonalidade de vittorio. ele nunca tinha ido contra os deuses, nunca. desde criança foram bem treinado a não desrespeitar ou questionar autoridades. as coisas poderiam parecer injustas, mas mesmo assim tinha um motivo por trás. tinha que ter. não era possível que eles saíam ali fora para proteger os outros apenas por hobby, era por apreço, não? que eles não desciam eles mesmos e terminavam com todo esse inferno, não? vittorio mal percebeu que segurava a ponta da lança com força a ponto da mão ficar vermelha. soltou o aperto e respirou fundo. a visão do lago intrigou ottis um pouco. ele sabia da existência dele, mas água doce vinha com uma peculiaridade interessante de vida marítima. ele deixou de lado, nada havia dado as caras por enquanto, não tinha o que se preocupar. não era o que ele estava pensando, afinal, o mal de vittorio era sempre pensar demais, remoer-se demais. mas o que carter disse novamente fez com que ottis se aproximasse. “carter, fica longe do lago. o máximo que p-”, mal pôde completar o que disse. uma horda de monstros. ele olhou para trás para ver matt. claro. filha de um dos três grandes, era quase certo que iriam dar de cara com diversos bichos. respirou fundo, até então eram apenas dois geminis que avançaram em carter. entretanto, ao apertar a visão, ottis pôde ver aquele par de olhos vermelhos. não pensou duas vezes, avançou para o monstro que se ergueu logo em seguida: leucrota. e leucrotas não andavam sozinhas. ele fez um estalo com a língua e desviou da primeira investida da besta.
tomou uma grande porção de ar para pensar no que fazer. não, não tinha dúvidas. ele iria encarar as duas ali e agora. brandou collera com o máximo de força possível, atacando na pata do animal. o gasnido de dor atingindo os ouvidos, mas não fazendo diferença. ele estava determinado. ali estava: raiva. aquela que ele não conseguia controlar desde o treinamento mais cedo. e, desde aquele horário, parecia tão certo usar ao seu favor. a sua força crescia, ele sentia isso. era mais eficiente dessa forma, afinal. e, aquela irritação quase entranhada na própria alma, ficou mais visível ao sentir aquela boca úmida fechar no braço e os dentes entrarem na pouca parte da pele que não era protegida pela armadura. conseguiu bloquear um pouco do ataque, mas não foi o suficiente para ainda gritar pela dor. os olhos de vittorio ferveram, o corpo ficou mais quente. preso na boca do animal, trocou collera de mão e aproveitou a oportunidade para afundar a lança no peitoril do animal. ainda não soltou, mas a mordida não afundou, não estava sentindo mais nada no braço. então, ou ele estava movido a adrenalina da própria raiva ou o animal não conseguia afundar os dentes por estar preso na armadura do braço. a respiração completamente desregulada de ottis se fez presente antes dele jogar collera para cima e voltar o rosto para a leucrota. “pace.” ele disse. conforme pensava e controlava, a lança voltou para a carne do animal com tudo, afundando em suas costas e caindo inclinada o suficiente para ottis pegá-la de volta. a boca do animal abriu, mas a sua pata ainda prendia vittorio. ele ouviu aquilo o que parecia ser um... rosnado? não sabia explicar, mas o bicho ficou mais certeiro depois daquilo e então vittorio mal deu tempo do bicho terminar o seu chamado. quando a leucrota abriu a boca, ele enfiou a lança pela sua goela, fazendo o sangue espirrar no próprio rosto. tirou sem cuidado e depois chutou o corpo do bicho morto para o lado. a visão levemente vermelha virando para o animal que corria em sua direção. ottis estava em guarda, iria matar aquele. iria matar o gemini se ainda precisassem. iria matar qualquer monstro que surgisse até a sua raiva se cessar. segurou a própria vontade de gritar naquele momento. apenas o que fez foi afundar a lança na lateral do próximo monstro que tentou o ataque, mais falhou. vittorio sentia-se descontrolado, mas a verdade é que era apenas questão de estar mais forte.
VITTORIO —— HP: 225/225 / MP: 175/200. MATT —— HP: 400/400 / MP: 340/340. CARTER —— HP: 289/325 / MP: 289/325.
GEMINI 1 —— HP: 224/350 / MP: 325/350. GEMINI 2 —— HP: 280/350 / MP: 350/350. LEUCROTA 1 —— HP: -10/150 / MP: 100/150. LEUCROTA 2 —— HP: 125/150 / MP: 150/150. SEREIA —— HP: 350/350 / MP: 350/350.
Lorenzo Zurzolo.
# MISSÃO FIXA : treinamento. # LOCAL : coliseu (acampamento júpiter) ; 1407.
acompanhava os sons do passo apenas o tilintar dos metais das diferentes armas que vittorio carregava nos braços, até o coliseu do acampamento. para muitos dos semideuses, apenas a arma que sempre carregava era o suficiente para o treinamento. ou apenas as habilidades. mas nada era o suficiente para ottis. nunca, em um milhão de anos. era por isso que ele se propunha a ser o primeiro a acordar e o último a se deitar. ou talvez fosse apenas aquela rotina de anos impregnada no seu corpo, entrelaçada nas entranhas do corpo. o ritmo militar que nunca o deixara em toda a sua vida, e ele não tinha muito o que reclamar ou se opor. deu uma tossida, as várias armas escorregavam dos braços e ele tentava ajeitar. estranhamente, ele não tropeçava. seria um momento muito propício para a própria morte e ele não estava com o foco de batalha. entretanto, até mesmo o costume vencia as manias. ele repetia aquilo todos os dias por tantos anos, que até fazia sentido ele ir em paz e calmaria até o coliseu, sem nenhum arranhão. ou quase, porque uma hora ou outra alguma lâmina rasgava a pele do braço ou cutucava o peito. nada que ele não pudesse esconder no semblante impassível de sempre. suspirou quando finalmente chegou, mas não terminava por ali. não só responsável e focado, ottis tinha uma mania quase obsessiva pela organização de suas coisas. ou talvez outro fato que ele tenha apenas cultivado com as manias de sua vida. não importava, para começar ele tinha que colocar tudo em ordem. as armas que usaria para treinar pontaria, as armas que usaria para treinar precisão, as armas que usaria para treinar defesa. as armas que usaria para treinar velocidade. era tudo calculado e posto em um local específico em que ele pudesse pegar com facilidade e começar o treino.
# missão fixa : patrulha avançada. # participantes : vittorio, @mattsuokas, @lotuser. # local : acampamento júpiter (1207).
o primeiro dia útil após a contenção. vittorio sentia o corpo gritando, um misto do resto de dor da sucessão de batalhas, outra parte incrivelmente bem de estar no conforto de casa. e essa poderia ser uma frase inrivelmente normal se não estivesse pensando nisso enquanto avançava os arredores do monte diablo. sim, o conforto de casa para ottis sempre acabava sendo missões, batalhas. não tinha um otimismo impressionante em esperar que não tivessem monstros no caminho, então uma hora ou outra tudo iria se resumir a batalhas e lutas travadas, apenas. ele sabia que teria sido melhor deixar matt na frente do pequeno grupo. em questões de habilidade, ela tinha avançado muito mais naquele ponto. entretanto, não compunha a dianteira por heroísmo ou cavalheirismo. ottis precisava ficar mais forte, o mais rápido que podia. não aguentava mais esse limbo que tinham sido jogados. era como ser um estorvo e tampouco podia deixar isso acontecer. claro, ali na frente dava para ver o quanto ele tropeçava nas raízes e galhos espalhados pelo chão. então, recobrava o equilíbrio com collera de suporte.
ele era quieto. podia jurar uma conversa solta atrás dele, mas o foco de ottis era completamente inabalável enquanto em missão. ele permanecia sozinho na própria cabeça enquanto andava em um ritmo constante. o único problema do seu foco inabalável ao caminhar, é que ele unicamente concentrava-se no caminho. sons e cheiros estranhos passavam batidos pela percepção de ottis, focado em avançar mais do que tudo. talvez isso se dando pelo fato dele fingir que não contava com ataques de monstros enquanto andavam. o que, por sinal, era uma completa mentira. afinal, ele sabia desde o começo que era inevitável. então, porque não estava preparado corretamente para aquela garra que passou por centímetros de seu rosto? de fora parecia que ele tinha escapado por sorte e foi basicamente isso que aconteceu. não tinha o que dizer, por pouco ele não tinha ganhado uma cicatriz bem feia no rosto. grifos. não só um, dois. ele recuou. “tem um atrás, vamos focar eu e a lotus nesse da frente. matt consegue conter o de trás, certo? eu confio em você.”, disse por cima do ombro. em seguida, ottis apenas conseguiu mover um sorriso breve no rosto antes de brandar collera. o suficiente para perfurar a pata do animal. aquele grunhido de dor atingindo os ouvidos de todos.
tirou a lança dali, tendo visão da tentativa fraca daquela pata ensaguentada atingir vittorio. okay, fez um efeito. mesmo não sendo o melhor do ataques. ainda tinha dado uma melhor possibilidade para seguirem em frente lutando. o equilíbrio de vittorio falha quando ele investe em um contra-ataque, fazendo com que a lança atingisse o ar ao lado do grifo. respirou fundo, desviando de mais um ataque das garras do animal, mirando na outra pata dianteira que servia de suporte. mas um furo fundo, retirando collera rápida. um ato que fez com que vittorio ficasse com a gurda baixa enquanto a outra pata atingisse as costelas do italiano. ele engoliu a própria saliva. não fora um corte fundo, mas ainda doía ter a pele rasgada pelo lado da armadura. a lança girando no ar com um movimento rápido dos dedos enquanto cortava o superficial do peitoril do monstro. guardando collera com um ato quase estético dos pulsos, agora a lâmina ficava para trás, tentando não atingir as companheiras, afinal. tentando desviar da investida do grifo, que apenas ameaçou para frente o suficiente para atacar a panturrilha de ottis depois de um corte reto que fora semi-bloqueado pela armadura. vittorio fez um estalo com a boca, antes de afundar collera no que seria o antebraço do animal. a respiração era descompassada, mas aquele era o ottis de batalha, afinal.
VITTORIO —— HP: 60/100 / MP: 100/100 MATT —— HP: 375/375 MP: 320/320 LOTUS —— HP: 100/100 / MP: 100/100
GRIFO —— HP: 216/300 / MP: 300/300 GRIFO —— HP: 300/300 / MP: 300/300

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miranda, nieve, gil & heidi.
missão: contenção de surtos de monstros.
local: sicília, itália.
coçou a nuca um pouco desajustado. na verdade, não tinha memória sequer se um dia se ajustou. à sua frente uma das companheiras de júpiter. então, fazia sentido o filho de marte permanecer na retaguarda. atrás de todos, podendo conter possíveis ataques ou correndo o máximo possível para compor a dianteira. era suicídio afinal. de qualquer forma, ele sairia ferido e tampouco tinha mágoas desse destino. não, muito pelo contrário, ele caminhava ao que sempre saberia que seria seu fim digno. em meio aos pensamentos, ele tropeçou em alguns troncos de árvore. murmurando silenciosamente enquanto avançavam em campo. ao longe, todas as palavras trocadas entravam e saíam pela sua cabeça como meros sussurros, daqueles que nem tem como identificar o que foi dito mesmo. de toda forma, ele segurou firme na lança enquanto se forçava a andar. então, todos os acontecimentos começaram a ficar frenéticos. o discurso de miranda não era bem escutado da retaguarda, porém vittorio avançou com aquela sande de sangue descomunal da batalha. avançou até o ponto de que pôde pegar o trem andando, deixando para trás o único propósito que o colocara no final do caminho: proteção. ele ainda não sabia o quanto poderia aguentar, mas faria o que pudesse até cair no chão.
ainda sentia-se fraco. impotente. e toda essa angústia de não ser o suficiente o abatia a todo momento. eram naqueles momentos que vittorio se perguntava: o que sua mãe faria? não, ela não se arrependeria de ir a combate, preparada ou não. tinham duas possibilidades. honrar os deuses enquanto vivo, salvar quem podia ou então morrer tentando aquilo que seu propósito servia. no final do dia era isso a que vittorio se resumia: um guerreiro. e nada mais. não se enganava, não era que ele deixava de confiar ou não apreciava o pai. entretanto, de todas as pessoas do mundo, ele sempre esteve com a mãe em todos aqueles momentos, não marte. não eram habilidades a mais que o faziam tê-lo como pai por inteiro ou não, mas sim quem o criara. a sua relação era um pouco mais complexa, ele era alguém que deseja profundamente orgulhar. alguém que queria ascender por glória e reconhecimento, não exatamente por afeto familiar. afinal, não era apenas isso que rondava todas as relações entre deuses e semideuses?
I demolish my bridges behind me… then there is no choice but to move forward.
Fridtjof Nansen (via qvotable)
servono a mantenere vivo lo spirito di guerra.