Eu novo, sentimento antigo
Espero já não me lembrar com dor desses anos todos de angústia, lá na frente (ou aí onde você já está) existe um lugar de paz e determinação.
Talvez só o tempo não seja suficiente para resolver certas coisas. Alguns etc requerem uma borracha pra que o texto continue sendo escrito. Queria que ele não estivesse na nossa história (mesmo que de forma passageira, ou não).
Se esse texto puder continuar, me dê um sinal de que posso apagar essas três letras.
Por mais que eu queira ou me esforce, você meche comigo além do que eu posso controlar, ou acho que posso.
Não entendo ainda como isso se dá. Se é só a sua presença silenciosa, que me abre a janela da imaginação, que me deixa pensar e supor o que eu quiser, inclusive que você me quer como eu quero você.
Se eu conhecesse tudo o que eu desejo sobre você, talvez sua falta não seria tão dolorida pra mim.
Te odeio e te quero assim desde que a gente se viu pela primeira vez, vindo e indo um fim de semana, um mês, um ano, 8 anos. Fazendo as contas nem parece tanto tempo, embora minha saudade seja sempre grande, uns dias mais outros menos.
Talvez tenha sido o momento da minha vida que você apareceu, mas já fazem quatro anos que não te tenho e o seu toque ainda é vivo na minha pele. Em qualquer e todo lugar por onde ele passou. As mãos, a cintura, o rosto, os lábios. Posso reviver a qualquer momento, pela memória, aquela troca de olhares profundos e abraços apertados a pontos de sentir nossos corações batendo no mesmo ritmo.
Não sei qual foi a última vez que te escrevi/descrevi pra mim, mas é sempre bom. Me faz sentir que ao menos mais alguém (que seja um papel ou bloco de notas do celular) sabe do que tem aqui em mim sobre você.