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Olhos cinza-claros
Seus olhos eram cinza-claros.
Ele passou por mim com tanta velocidade que tive medo de ser atropelada.
Seus olhos eram cinza-claros.
Percebi um breve e leve marca de nascença embaixo de seu olho esquerdo.
Seus olhos eram cinza-claros.
Quando ele enfim se distanciou, entrando naquele táxi, ela virou-se e gritou:
- FILHO DA PUTA!
em breve
CHORO TODO DIA😭😭😭😭
O livro de um Mentiroso..., ou melhor: de um Iludido.
Análise do Livro: O Castelo no Ar
Autora: Diana Wynne Jones
Ano: 2021 (Edição Galera)
ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS
Prazer, chamem-me de Boreggio ou como preferirem.
Caso eu não esteja errada, a minha última postagem foi neste último domingo e se tratava na análise de O Castelo Animado, e com isso alego animadamente que acabei de ler o segundo livro da trilogia, O Castelo no Ar!
Bom, não tão animada assim, eu digo...
Você, que já lera meus dois últimos posts, deve ter notado que sou uma leitora um tanto exigente e critica, e faço de tudo para tirar uma mensagem valiosa ou um aprendizado formidável ao fim da leitura, não importa o quão doloroso seja a obra. E com O Castelo no Ar as coisas não serão diferentes...
Então, vamos começar a análise de um livro cheio de mentiras e histórias um tanto peculiares - para não dizer entediantes.
O livro é introduzido logo após os acontecimentos de O Castelo Animado, numa civilização com culturas Arábicas e do Oriente Médio. Há uma leve - eufemismo de gigante - semelhança com o filme Aladdin que, por mais que eu nunca tenha visto-o (não me julguem), consigo facilmente notar que são parecidos. Os dois tem personagens com estereotipo parecido, há uma lâmpada mágica que dentro jaz um gênio azul e, claro, há princesas.
Logo quando comecei o livro, senti uma enorme saudade de Sophie e Howl, mas ambos só foram aparecer por volta do capítulo quinze, porém, até lá, já não sentia tanta saudade. Então você me pergunta (ou não): Por que não sentira mais falta de teus tão amados personagens? E eu respondo-os: Eles já não são tão interessantes; Vocês retrucam animados: É por que você começou a ter afinidade com os novos personagens!? E eu respondo!: Não😃
Falemos sobre eles: Abdullah é um jovem revendedor de tapetes que tem uma família insuportavelmente insuportável. Seu pai tem duas esposas (não empregos), e com isso o jovem tem uma enorme quantidade de parentes, que o perturbam por ele ser um revendedor de tapetes. Logo no começo do livro já é nos mostrado isso com o fato de algum parente dele (não me pergunte qual, nem eu mesmo lembro) o caçoar e fazer coisas de vilões típicos de livros. E, bom, não se engane, está trama não irá correr um enorme percurso até chegar ao clímax e ter uma linda conclusão que as aparências não importam ou algo do tipo. Na verdade, os parentes de Abdullah somem do livro e nunca mais aparecem depois do capítulo três, se não engano. Toda essa parte dos parentes serem abusivos com Abdullah e por este motivo o jovem ter vivido toda a sua vida criando fantasias em sua cabeça sobre ele ser, na verdade, um filho de um rei perdido, foi completamente ignorada.
Bom, em um dia comum de suas vendas, ele acaba por comprar um tapete mágica voador, no qual eu sinto que faz coerência com o fato de Abdullah ser um mentiroso (ele contava suas mentiras aos outros, além de ser um baita golpista ao tentar vender seus tapetes) e ele acabar por muitas vezes "voar" em sua imaginação. Bom, posso estar exigindo muito do livro, mas eu não passo de uma pessoa como Abdullah: prefere criar novas realidades do que viver em sua verdadeira, já que é melhor viver numa ilusão do que numa catástrofe real.
Após Abdullah comprar o tapete e dormir no mesmo, ele é, magicamente, levado a um castelo (não no ar) e encontra uma bela princesa, a Flor da Noite. E com isso a trama principal começa.
Os dois se apaixonam quase que à primeira vista, e Abdullah conta sobre sua vida (a de mentira, aquela em que ele é um príncipe perdido) para a dama, encantando-a de vez.
Após isso, Flor da Noite é sequestrada por um dijim (um bixo bem estranho no qual não entendi sua definição) e Abdullah tenta desesperadamente salvá-la.
No dia seguinte, Abdullah é perseguido pelos guardas de Flor da Noite pelo fato do rei tê-lo acusado de sequestrar sua filha.
Isso tudo o que eu acabei de resumir para vocês acontece somente em três dias. Sim, Flor da Noite e Abdullah se apaixonam perdidamente em apenas duas noites e tinham planos de fugirem para se casarem na terceira noite.
Depois de todo esse rololo todo, Abdullah encontra-se com o gênio da lâmpada e com um soldado de um país de costumes nórdicos, o mesmo que foi inimigo de Ingrary durante o livro O Castelo Animado. O soldado virou o parceiro de Abdullah após o mesmo ter-lhe dito que a recompensa por o soldado ajudá-lo seria uma princesa disposta a casar-se contigo (outra das inúmeras mentiras que Abdullah contara, o cara é realmente um golpista. Mas é como dizem: o golpe tá aí, só cai quem quer)
Depois eles se encontram com dois gatos (mãe e filho) e é isso.
....
Sim, é só isso que acontece durante os próximo quinze capítulos, onde eles finalmente chegam a Ingrary.
Bom, o que eu tenho a dizer é: Os plots deste livro são realmente sensacionais. Haviam coisas que me fizeram cair o queixo de tão surpresa, como o fato dos dois gatos serem, na verdade, Sophie e seu filho recém-nascido, Morgan. No caso, a ruiva havia sido enfeitiçada por Howl quando o castelo animado estava prestes a ser roubado pelo mesmo dijim que sequestrou Flor da Noite e, que sabemos mais tarde, havia sequestrado outras princesas também.
Essas tramas foram tão bem escritas a ponto de não desconfiarmos de nada ao decorrer do livro, mas...
Até o capítulo quinze, onde é descoberto que Sophie era o gato e seu filho o outro, o livro é terrivelmente entediante. São duzentas páginas somente contando sobre a "aventura" do soldado, Abdullah, o gênio, o tapete voador e os dois gatos. Somente. Não ocorre nada. É insuportavelmente chato a ponto de você querer desistir da leitura durante este período. E não ache que as coisas melhoraram após o capítulo quinze! O que faz você querer continuar ler até esse momento adiante é quando é descoberto quem é Sophie e quando o mago Sulliman e sua esposa, Lettie, irmã de Sophie, aparecem (apenas naquele capítulo).
O que eu percebi ao decorrer deste livro é que a autora não soube mediá-lo. A introdução da história do vendedor de tapetes foi até que legalzinha e tal, mas depois daquilo o enredo se tornou lento, a cada capítulo que se passava, nada melhorava ou acontecia de maneira inesperada. Após o capítulo quinze, a situação reverteu! A história ficou rápida demais, ao ponto onde fatos e tramas a serem desenvolvidas ou aplicadas de lado ou foram deixadas de lado ou nem deram continuação.
Quando finalmente Abdullah e Flor da Noite se reencontram no castelo no ar, o temperamento da moça esfriava-se com a presença de quem seria o seu amado. Ela se mantinha distante, como se estivesse magoada, então eu pensei: Graças as rezas algo de interessante vai acontecer! Mas me decepcionei depois...
Vocês já devem terem estudado em redação a construção de um enredo, certo? Bom, a teoria também se aplica nos arcos (pense nisso como temporadas de um série). Começa com a introdução, depois vêm o conflito, seguido por seu desenvolvimento e, enfim, o clímax e o desfecho, respectivamente.
Bem, normalmente um arco secundário ou trama duraria alguns capítulos, no mínimo, mesmo que fique num plano de fundo em comparação à história principal. Agora, pense que tudo isso seja encaixado e descrito em apenas três páginas.
Eu me iludi. Me senti como o Abdullah. Talvez tenha sido a minha culpa por ter criado expectativas demais sobre uma obra que, até o momento, havia sido tão fraca.
Minha teoria inicial é que Flor da Noite teria, de alguma maneira, descoberto das mentiras de Abdullah e se enraivecido. E isso até mesmo completaria o fato de que quando os jovens se reencontraram, Abdullah teve uma visão que antes não tinha visto de Flor da Noite, lados delas que ele não havia conhecido!
Cara, na minha cabeça, isso teria ficado perfeito! Eles iriam aceitar sua diferenças e o fato que ainda não se conheciam bem o suficiente, claro, somente após eles brigarem devido suas crenças e temperamentos ignorantes. Daria uma ótima mensagens para muitos aqueles que tapam os olhos para aquilo que não querem ver e para os outros que não mostram aquilo que são. Mas, como nem tudo são rosas, o motivo de Flor da Noite estar distante de Abdullah foi outro...
Gerou-se um clima suspenso. Apenas os dois cara-a-cara. Meu coração palpitava rapidamente em expectativas. Flor da Noite já havia tratado mal Abdullah o suficiente para que todos ficassem curiosos. Então, como facas em meu coração e tiros em minhas pernas, a dama sentenciou:
"Por que não me beijou?"
Minha cara de indignação, como se eu tivesse levado um cara na tapa injustamente, poderia facilmente fazer os outros rirem, mas eu não.
Flor da Noite estava indignada pelo o fato de Abdullah nunca a ter beijado (sendo que eles só se viram, literalmente, duas vezes antes dela ser sequestrada).
Não estou dizendo que isso não é um motivo de se entristecer, pelo contrário, qualquer alma perdidamente apaixonada sentiria o mesmo caso seu amado ou amada nunca tenha lhe beijado. E outra, não que eu duvide do amor que ambos os jovens sintam um pelo o outro. A autora, Diana, conseguiu colocar muito bem na obra que os dois realmente se amavam e era convincente o suficiente para eu acreditar fielmente nisso, o que é algo muito bom.
Na minha opinião, romances realmente bons são aqueles que, quando se acaba de ler o livro, ver a série ou qualquer coisa do tipo, você tenha certeza que o casal realmente se ama, mesmo que não demonstre isso com palavras (claro que isso depende muito do que o autor(a) que passar aos leitores). Há muitos casos onde eu termino de ler o livro e digo a mim mesma: Nossa, achei lindo, mas... e se? E se eles não se amarem, pois foi essa a impressão que fiquei mesmo após eu ouvir um eu te amo dos dois.
Em suma, Diana cumpriu com o papel de escrever dois pombinhos realmente apaixonados, mas por que diachos ela teria feito toda aquele enrolação e suspense para um motivo como aquele numa situação daquela!?
A minha decepção ainda está cravada em meu peito e desenhada em minha testa.
No final, após três capítulos, eles conseguem resgatar todas as princesas no castelo de maneira muito rápida (não fácil, mas rápido). Foi como eu tinha dito: a velocidade desse livro não é algo proveitoso ou confortante. Há momentos em que o leitor deve ficar com o coração na mão, há outros onde eles deve apenas relaxar, há momento para tudo, mas não foi isso que O Castelo no Ar me mostrou. O livro começou numa "velocidade" (como que os fatos são descritos na obra e em que decorrência eles ocorrem) normal (classifiquemos as velocidades em números, quanto mais baixo, mais devagar). Após, por volta de três capítulo, a "velocidade" decaí para 0,2 e vai descendo... no capítulo quinze ele vira uma ladeira de oitenta graus e sobe de maneira incrivelmente absurda, chegando aos céus, na velocidade 100/10.
E então acaba.
Sim, do nada, acaba, como se tivesse acabado um capítulo qualquer.
O final foi, não tão surpreendente assim, fraco.
Mas, até lá, outras coisas me surpreenderam! A volta dos plots (eles na verdade não tinham acabado, uma vez que foi solto que Sophie era um gato e teve um filho com Howl, foi exposto um atrás do outro).
Descobre-se, um pouco mais tarde, que Howl era o gênio da lâmpada, o tapete era o Calcifer e o Soldado o príncipe que uma vez foi o cabeça de nabo (no filme)! Sim, por essa você não esperava (nem eu). Fiquei, sinceramente, bastante surpresa. A maneira como a ponta de uma corda foi amarrada a outra foi reconfortante de se ver.
Em suma, o livro teve suas cenas entediantes (80%), cenas de emoção (3%), cenas de romance (2%) e... só.
O resto 15% são aquelas cenas que eu esperava mais, como a trama da família de Abdullah e de como as mentiras do jovem poderiam dar uma lição de vida maior, já que no final (literalmente na penúltima página) é descoberto que Flor da Noite já sabia das mentiras de Abdullah porque, diz ela: "ain, eu também criava umas fantasias na minha cabeça, LOGO você também devia criar."
E não! Não ache que a linha de pensamento que Flor da Noite utilizou foi sem justificativa e sem lógica alguma! Isso é ofensivo de se pensar, pessoas! Claramente somos nós que não possuímos QI o suficiente para alcançar a rede de pensamentos de uma Einstein.
...
Relevem meu surto de esquizofrenia.
O que eu quis dizer com tudo isso é: O livro, se resumir ele em apenas uma palavra seria tédio, mas ele não deixa de ter seus pontos fortes, como os seus plots muito bem pensados e com poucas brechas para refutá-los.
Outra coisa que eu gostei foi uma das frases dita no livro que eu acho que muitos deveriam levar adiante: "O Destino não se importa com o que acontece". Isso pode ser levado como uma metáfora que fora escritos décadas atrás e que hoje pode ser vista como uma crítica àqueles que pensam que o mundo gira ao seu redor, casos que vêm ocorrendo muito atualmente.
O romance, como dito, foi bem escrito e eu amei ver que o Howl e a Sophie tiveram um filho, por mais que eu adoraria ler um livro a parte de uma continuação da história dos três. Eu simplesmente amaria.
Enfim, foi essa minha análise/crítica ao livro O Castelo no Ar. Eu sinto muito pelo fato de não ter conseguido sentir a magia que muitos falaram que sentiram ao ler esta obra, eu realmente gostaria de ter conseguido, mas não fora desta vez.
Bom, não sei bem a quem recomendar esse tipo de livro, então vou dizer o clichê: rencomendo àqueles apaixonados por Aladdin e adoradores dos romances de amor a primeira vista, aqueles típicos encontrado em livros que se passam há alguns séculos.
"Em que Abdullah é confundido com uma jovem"
"O Destino não se importa com o que acontece"
- O Castelo no Ar

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O filme não é uma adaptação do livro e eu posso provar
Análise do Livro: O Castelo Animado
Autora: Diana Wynne Jones
Ano: 28 de maio de 2021 (Edição Galera)
ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS
Acho que devia me apresentar: Olá. Pode me chamar Boreggio ou como queira.
Bom, você, leitor fanático, já deve ter visto ao menos um vídeo no YouTube de comparações de livros com seus filmes, certo? Bom, este post é basicamente isso, porém escrito.
O Castelo Animado foi um livro escrito por Diana Wynne Jones em 1986 e que, algumas décadas depois, foi "adaptado" (se eu posso chamar isso de adaptação) para um filme animado produzido pelo Studio Ghibli, famoso por suas incríveis obras que fizeram sucesso no cinema e na vida de muitas crianças, como Ponyo e Princesa Mononoke.
Há pouco, pela editora Galera, foi publicado o box do livro, contendo-o os três livros da trilogia, sendo o primeiro O Castelo Animado, obviamente.
Alguns meses depois de seu lançamento, decidi comprá-lo e em poucos dias finalizei a leitura do primeiro livro.
Minha opinião? Bom, nada a declarar, se excluirmos o fato de que o filme de O Castelo Animado é, com todo respeito, horroroso em comparação ao livro.
Apenas assistindo ao filme já é possível notar que há furos no roteiro e pontas soltas. É possível perceber isso mais claramente ainda ao ler o livro. Além desses "pequenos" casos, as personalidades, aparências e até mesmo personagens são diferentes.
Vamos começar com a análise (mais para comparação) de O Castelo Animado, ou, se preferirem, Howl's Moving Castle!
A história começa introduzindo a vida de uma garota, filha mais velha de três, a "normal" Sophie Hatter, como é dito no começo do livro. E sim, Sophie possuem duas irmãs (diferente do filme, onde existe apenas uma) e ambas são importantes na história, não são simples figurantes, como a "única" irmã de Sophie no filme é, aparecendo apenas uma vez.
Outra coisa a notar-se como uma grande mudança - ao menos eu considero - em relação ao livro e filme é a maneira como Howl e Sophie se conhecem.
No filme é apresentada a cena clássica dos dois voando sobre a cidade no feriado de Primeiro de maio (isso não é claro no filme), onde ocorre a tão famosa frase "That's my girl". No livro, a coisa é outra: Sophie é, na verdade, abordada por Howl (sem ela saber que ele é o mago ilustre maligno) durante a festa. Ele pergunta se poderia acompanhar um jovem bela como ela durante o festival, mas ela nega, e é esse o encontro dos dois.
Em minha opinião, por mais que eu adore a frase "That's my girl" que o Howl fala à Sophie, a história fica bem mais criativa quando eles se conhecem puramente por sorte. Além disso, no filme, Sophie, após o encontro com Howl, sabe imediatamente que ele é ele, porém no livro não, ela só descobre tal fato após ela se reencontrar com ele mais futuramente.
Outra coisa muito importante que é diferente do livro para o filme é: Sophie é ruiva e sua personalidade é totalmente o oposto! Sua gênio é um tanto explosivo e o fato de ser mais teimosa do que eu não sei o que. Além de sua história de ser a filha mais velha ter sido bem mais desenvolvida, apontando fatos como o quanto que ele sofreu por isso, Sophie é muito mais resolvida com si mesmo ao fim do livro, diferente do filme, onde ela é semelhante a Bella de Crepúsculo.
Lembram-se Michael? Certamente que não, já que este não é seu nome no filme. Michael é Markl, aprendiz de Howl que não fazemos ideia do que faz no filme, já que não tem importância, relevância e desenvolvimento algum! Além de ser negro no livro, diferença a se ressaltar.
Agora, lembram do cabeça de nabo? Bom, ele é um fantoche da Bruxa no livro, enquanto no filme ele é o príncipe. E vocês me perguntam: Então aonde raios o príncipe aparece? Bom, ele é o cachorro. Então vocês retrucam: Mas o cachorro não era da rainha? Rainha, que rainha? No livro ela não aparece, é somente o rei! Ah, e o cachorro não é só o príncipe, vai muito além disso. Na verdade, ele também é o Mago Suliman (você não deve ter ideia de quem é ele). Ambos caíram num feitiço da Bruxa das Terras Desoladas e se "fundiram", virando um cachorro! Ah, e lembra-se da porta de várias cores do castelo, onde cada cor leva a um lugar diferente? Bom, isso você deve se lembrar, o que você não sabe é que, na verdade, a cor negra leva o castelo a outro país: A terra natal de Howl, onde mora sua irmã e sobrinhos!!! E outra, não tem a mãe maldosa de Sophie que a entregou para o reino em troca de dinheiro!? Começamos pelo fato dela nem ser sua mãe, e sim sua madrasta, e outra, ela nem vilã é! Dá a se entender isso, mas, no fim, é tudo explicado de maneira suave e saudável, mostrando pontos de vista diferentes e como nos deixamos levar pelas opiniões dos outros.
Sinceramente, essas poucas diferenças, ao juntá-las, acabam mudando todo o enredo! E isso que citei foram poucas! O que mais me frustrou mesmo, foi o fato do filme ter mudado toma a trama da Bruxa das Terras Desoladas, fazendo-a ser derrotada na metade do filme por um motivo bobo! Em comparação ao livro, onde ela é apenas derrotada com muito sufoco no final. Com isso filme perdeu todo o seu charme!
E que negócio é esse de Howl se transformar num pássaro!? Nunca vi tal magia no livro, ele não precisava de algo tão bobo para ser poderoso.
Em suma, o livro me surpreendeu muito, enquanto, a cada capítulo que eu lia, mais e mais me decepcionava com o filme, e me entristecia saber o crime que cometeram nele. Claro, nunca que eu pediria para fazerem igual ao livro, isso, além de ser enjoativo, não faria sentido. O que eu quero dizer é que, ao se adaptar uma obra tão boa quanto O Castelo Animado, eles não deveriam ter mudado a trama toda, perdendo seu brilho essencial.
O livro, como qualquer outro, mesmo assim possuí suas incógnitas não resolvidas e que poderiam ser trabalhadas mais a fundo, mas isso é o básico em uma leitura. Não existem livros perfeitos, existem histórias que a serem lembradas, e isso o livro, O Castelo Animado, cumpriu.
A Galera fez um ótimo trabalho com o designer da capa e do box, o mais lindo que já em toda a minha vida. E o conteúdo dentro faz jus, isso eu afirmo sem ressentimento.
A batalha interna que Sophie gera devido ter ficado velha é bem resolvida. O desenvolvimento de sua história tendo uma alma de idosa, sendo a filha mais velha e como foi difícil viver após a morte de seu pai com apenas presença de sua madrasta tem uma ótima resolução.
A magia presente no universo mágico é trazida até as almas dos leitores deste livro. Podemos sentir cada traço e resquício de fantasia que Howl e Sophie, além dos outros personagens, nos trazem ao decorrer do enredo. Ah, e sim, novamente sendo diferente do filme, Sophie possui talento para magia, não tento quanto Howl que passou a vida treinando, mas ainda tem.
O Castelo Animado, o livro, com certeza me fez sentir muita mais coisa do que pensei que sentiria. Recomendo a todos os amantes de fantasia e romance de tempos antigos.
E agora, para todos vocês:
"Acho que devíamos viver felizes para sempre"
Rápido, fácil e confortante, porém...
Análise do Livro: Como sobreviver à realeza
Autora: Rachel Hawkins
Ano: 1 de maio de 2018
ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS
Olá, ou melhor, boa tarde.
Apresento-me como Boreggio, e hoje, sendo o meu primeiro post aqui no Tumblr, escreverei minha resenha sobre o livro no qual mais me decepcionei ao ler em toda a minha vida.
Antes de tudo, saibam que não é minha intenção xingar ou ofender ninguém, principalmente a autora. Meu papel aqui é dar a minha opinião de Como sobreviver à realeza, logo peço desculpas se de alguma maneira alguém ficou chateado com isso.
Outra coisa: minha intenção aqui é apenas dar minha opinião do livro, não resumi-lo, então pularei algumas partes....
Então, vamos lá!
Daisy Winters é a nossa protagonista de 16 anos de idade, sua irmã, Ellie, é noiva do príncipe da Escócia. Que conveniente, não? Bom, Daisy e Isabel, sua melhor amiga, moram em uma pequena cidade chamada Perdido, um fim de mundo, praticamente.
Depois de alguns incidentes envolvendo Daisy batendo em seu ex-namorado e, coincidentemente, um paparazzo ter tirado foto deste momento exato, Ellie, via chamada de vídeo, já que mora na Escócia, insiste para que Daisy a visite e tente "concertar" a situação, já que, na visão de sua irmã, Daisy cometeu um gravíssimo erro e isso arruinaria com a imagem de toda a família real, na qual Ellie estava tentando se adaptar.
E é assim que se inicia o livro.
Daisy, como dito no começo do livro, odiava o fato de ter que ser irmã de uma famosa e ter que aturar os holofotes, porém esse fato é contrariado diversas vezes durante o livro. É como se Daisy não tivesse uma personalidade formada, que muda dependendo da situação, o que é muito inconveniente, já que o livro não se trata sobre crises de identidades.
Outra coisa igualmente sem sentido é como os personagens são implementados, sem praticamente papel algum. Por exemplo: Logo após Daisy chegar à Escócia, ela é apresentada aos Rebeldes Reais, um grupo de cinco garotos populares de um colégio de alto padrão do país, onde apenas pessoas com sangue nobre estudam, o que também não faz muito sentido, já que esse analogia onde existem tipos de colégios apenas para pessoas nobres já é um pensamento retrógado, já que o livro se passa em pleno século XXI e essa pratica não é, pelo o que eu saiba, utilizada em países monárquicos.
Os Rebeldes Reais são compostos por cinco garotos: Seb, Miles e o resto.
E, bom, quem seria o resto? Não importa, eles não tem papel alguma na história.
Seb é o irmão mais novo do príncipe que se casará com Elie, Alex. Já Miles é o melhor amigo de Seb. Naquele momento, como Seb foi o primeiro personagem a ter sido apresentado a nós e com maior tempo de fala, pensei que seria ele a ficar com a nossa protagonista no final, já que se trata de um livro de romance, mas acontece que não, na verdade é Miles que se apaixona por Daisy e ela por ele.
Miles, sendo um nobre e um Rebelde Real, é famoso e acaba por sempre ser foco das revistas. E, puxa, adivinha quem odeia ficar nos holofotes? Sim, nossa querida Daisy. Com isso, podemos perceber um dos famosos clichês que o livro segue, os Opostos se atraem, e, bom, eu estou longe de dizer mal disso, pelo contrário, esse tipo de enredo é o que mais me atrai num livro, sou simplesmente apaixonada por isso e pelo queridíssimo Amor & Ódio.
Bom, recapitulando.
Já sabemos dois clichês que o livro aborda: Os opostos se atraem e o Príncipe e a Plebeia.
Outra coisa que me incomodou demais foi o fato do livro não se adequar ao tempo que ele diz ser. Porque, minha nossa, ou eu estou presa dentro de uma bolha que não sabe nada sobre a vida Real dos países monárquicos ou esse livro realmente não condiz com a realidade, pois onde já se viu fazerem festas aristocratas na Escócia onde os convidados são obviamente nobres e têm paparazzi por toda a parte tentando tirar foto de alguma gafe para se publicar nos jornais!? Okay, me desculpem se eu estiver atacando demais o livro ou estiver errada e essas coisas sempre acontecerem, mas eu diversos momentos eu me senti lendo um livro da Julia Quinn, onde ocorre esse tipo de clichê e com razão, já que seus livros se passam no século XIX!
O que eu quero dizer com tudo isso é que não faz sentido algum. Se a autora queria colocar os famosos clichês da Inglaterra no século XIX, onde a garotinha é obrigada pela irmã a se apresentar em seu casamento com o príncipe, sendo que essa garota é da roça e ela odeia qualquer tipo de contato com pessoas metidas a besta que moram na capital, escrevia um livro com esse enredo, mas não um onde a garota é obrigada a "limpar" sua imagem e por isso tem que comparecer a bailes de galã e acaba conhecendo um rapaz formoso e nobre.
Outra coisa que eu também não achei que faze sentido é o fato dela ter que "limpar" a sua imagem. Bem, como Jack fez, vamos por partes... Daisy não é ninguém importante se tirarmos o fato que sua irmã é noiva do príncipe da Escócia, o que também não é muita coisa, então, por que diachos teria sempre paparazzi a perseguindo de carros em frente ao trabalho e casa? E outra, desde quando uma foto de uma irmã de um famoso batendo em uma cara qualquer iria "arruinar" a imagem de alguém ao ponto de Daisy ter que ir para a Escócia resolver isso? Se nem o presidente do Brasil precisa fazer isso quando fala alguma merda, por que uma mera desconhecida teria que fazer? Se eu nem ao menos sei o nome da irmã da Beyonce, por que saberia o nome da irmã de uma al noiva de um tal príncipe da Escócia? Eu acho o enredo desse livro muito forçado, um forçado além da conta que chega a ser cansativo.
Outra coisa que muito pouco acontece é o desenvolvimento dos personagens. Além da personalidade confusa de Daisy, nenhuma outra é desenvolvida com mérito. Quer um exemplo? Sabemos na metade, um pouco mais a frente do livro que Seb é apaixonado por Elie, o que me surpreende... como alguém poderia gostar de um personagem tão irritante? E foram dois príncipes! Queria eu ter essa sorte....
É dito que Seb é apaixonado por Elie e que ela já sabia disso, mas que era apaixonada por seu irmão, e que não contaria isso a ele para não arruinar a relação dois dois. Alguns capítulos após, ele e Alex, que "descobriu" (Seb contou a ele enquanto estava bêbado numa festa após Miler e Daisy se beijarem), têm uma briga, uma bem séria, já que eles saem no soco.
Sabe o que aconteceu depois disso? Eu não faço ideia. A autora simplesmente ignorou o fato de Seb nutriu sentimentos românticos por Elie e o livro continuou focando na história de Daisy.
No final, descobre-se que uma outra garoto no qual o nome e seu papel no livro eu não me lembro é lésbica, e seus pais não podem saber disso por ela é da realeza e tals e que isso iria arruinar as coisas e mais um monte de baboseiras. Esta história a parte também não tem um fim, mas é continuada no segundo livro, Sua Alteza Real, no qual eu não tenho vontade nenhuma de ler.
Por mais que eu tenha criticado muito o livro até esse ponto, ele não é um mal encarnado. Sim, ele tem seus diversos furos e incógnitas, mas tem seus pontos, como o fato dele ser super leve e rápido de ler, como está escrito do post. Ele foi um dos livros mais bem proveitoso de toda a minha vida, não me senti cansada ao lê-lo, ele é rápido de uma maneira singular e positiva, e gostei isso dele.
Como sobreviver à realeza também tem suas cenas engraçadas e, por mais que seja sem sal, também tem seus lados românticos. O primeiro beijo de Miler e Daisy, na minha opinião, é bem construído, por incrível que pareça. O final também é muito bom, um dos meus tipos de finais favoritos, onde a mocinha volta para a sua casa pensando estar sozinha, mas é surpreendida pela volta inesperada do rapaz. Além disso, outros pontos de reflexão também foram postos na obra, como quando Daisy volta para casa e fica num estado de transe e somente seu pai foi capaz de ajudar, ou quando ele começou a ganhar visibilidade na mídia e teve que ir com um capacete para a sessão de autógrafos de sua autora favorita e em como ela conseguiu ver uma outra realidade.
Ao todo o livro tem muita coisa a ser descartada e acrescentada, mas no fundo, no fundo ele tem seu próprio universo mágico.
Como sobreviver à realeza é um livro que recomendo para aqueles que querem se desprender da realidade sem saírem dela.