Horrível voltar a ser uma pessoa intensa, destruí meus muros e sinto que qualquer palavra dita ou recebida incorretamente já ativa uma crise de ansiedade.
I'd rather be in outer space 🛸
Jules of Nature
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Kiana Khansmith


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Horrível voltar a ser uma pessoa intensa, destruí meus muros e sinto que qualquer palavra dita ou recebida incorretamente já ativa uma crise de ansiedade.

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“De um tempinho pra cá, eu percebi que mudei bastante. Sabe quando você para, pensa e percebe que não é aquela mesma pessoa de antes? Que era viciado em certas coisas que hoje em dia você nem liga mais? Que tipo, saiu de dentro da caixinha em que vivia? E que saiu dos seus limites, mesmo sem ter virado a vida de ponta cabeça. É meio complicado, mas pensa assim: Você sempre gostou de azul, sempre foi sua cor favorita, e daí o vermelho do nada começa a chamar muito a sua atenção, só que você é muito apegado ao azul e não quer abrir mão da cor. Então você junta o azul com o vermelho e forma uma cor nova, e quando essa nova cor se forma você acaba percebendo que também gosta do roxo. E é praticamente isso que vem acontecendo na minha vida, tudo que eu fui, sou, vou ser, estou sendo, está tudo se misturando, formando que um “novo velho eu”. Óbvio que no começo eu estranhei essas mudanças, porque geralmente quando você encontra uma mudança em você mesmo, a tendência é estranhar e apontar aquilo como um erro. Mas com o tempo você vai se acostumando, e gostando da ideia de se renovar todo dia. Até porquê essa crise é natural, e indica que você está crescendo. Pense em você mesmo como uma esponjinha, que a cada segundo, dia ou ano vai absorvendo gotinha por gotinha. Seja a gotinha um amigo que você conheceu, um livro que você leu, uma série que mudou a sua vida, uma experiência incrível ou terrível, enfim… Você vai absorvendo tudo isso e somando com o que você já é, e o que você transmite para o mundo é a mistura disso tudo, das experiências que você já viveu com a sua essência, com aquilo que você já era, que estava aí dentro de você o tempo todo. Então essa mudança é inevitável, não adianta você se culpar ou se sentir mal por não ser mais a pessoa que era quando foi dormir ontem, porque algo que aconteceu hoje pode ter lhe alterado um pouquinho, e então você mudou. Quero dizer que está tudo bem em não ser mais a pessoa que você era antes, que não precisa se sentir mal por algo que você não consegue controlar, e nem precisa continuar fazendo velhos hábitos que você nem gosta mais de fazer porque se sente pressionado pela sociedade, por seus amigos ou quem quer que seja. Você não precisa se sentir preso a ser quem era antes, só precisa manter isso e somar com esse novo “você”, simplesmente você. O que importa é manter sua essência e ser honesto com você mesmo. O resto é resto, você pode gostar, deixar de gostar, pode enjoar, pode nunca enjoar. Porque se antes eu gostava de cantar, hoje eu gosto de ouvir. Se ontem eu gostava de ouvir, hoje eu gosto de observar. Se antes eu gostava de observar, hoje eu gosto de sentir. Se ontem eu gostava de sentir, hoje eu já nem me preocupo mais com o que eu gosto. Até porque eu nem sei mais direito quem eu sou hoje, e nem preciso saber. Só sei que sou eu, e isso já é o suficiente… Por enquanto.”
— Eduardo Cilto.
“Sem plateia. Sem resgate. Foi ali que comecei, não como quem nasce, mas como quem percebe que estar vivo é sustentar o próprio abismo.”
Nebulento.

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O que o Sol faz com as flores - Rupi Kaur

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Acho que você entendeu algo errado.
Eu não voltei para o meu passado. Não voltei para quem me machucou. Não encontrei abrigo em outros braços nem substituí o que sentia.
Eu apenas me escondi de novo.
Me recolhi para aqueles cantos silenciosos que sempre encontrei quando o mundo parecia grande demais e eu não sabia explicar o que acontecia dentro de mim.
E, mesmo ali, no meu isolamento, senti sua falta.
Não como alguém carente sente falta de companhia.
Senti falta como alguém que amou.
Como alguém que via uma novidade durante o dia e pensava em te contar. Como alguém que ainda encontrava você nos pequenos detalhes da rotina. Como alguém que, mesmo distante, continuava tentando construir pontes.
O que doeu não foi a distância.
Foi perceber que, aos poucos, minhas palavras chegavam até você sem realmente te alcançar.
Que eu ainda queria dividir pedaços do meu dia enquanto recebia de volta silêncios, ausências e uma indiferença que eu nunca soube atravessar.
Talvez nós duas tenhamos passado tempo demais tentando entender os passos uma da outra.
Você acreditou que eu estava correndo para longe.
E eu, do meu lado, só me perguntava por que parecia que você já não caminhava na minha direção.
No fim, talvez nenhuma de nós tenha ido embora de uma vez.
Talvez tenhamos nos perdido aos poucos, no espaço que cresceu entre aquilo que sentíamos e aquilo que conseguimos demonstrar.
Nem toda história tem um vilão.
Às vezes, duas pessoas se encontram no momento errado, carregando feridas que não sabem curar.
Há quem enxergue abandono onde existia confusão. Há quem enxergue desamor onde existia incapacidade.
Nem sempre quem não ficou queria partir. Nem sempre quem partiu deixou de sentir.
Algumas pessoas passam pela nossa vida para nos ensinar sobre amor. Outras, sobre limites.
E talvez a maior prova de carinho não seja permanecer a qualquer custo, mas reconhecer quando não se consegue oferecer ao outro aquilo que ele merece.
Nem toda porta fechada foi desprezo.
Algumas eram apenas pessoas tentando sobreviver às próprias tempestades.
Corajosos são os que encerram ciclos sem ter medo da solidão.
Ruan Guimar
Talvez eu jamais volte a ser quem eu era antes de toda essa tragédia acontecer. A dor tira muito da gente.
Sorry babe, I'm broken.

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Eu nunca saberei se, de alguma forma, doeu em você cortar o último laço que nos prendia. Assim como você nunca saberá o quanto eu chorei, porque em mim doeu. Doeu no peito e na alma. Somos dois estranhos agora, com uma história que só existe, talvez, na mente e nas memórias que o coração insiste em guardar. De quem lembra sozinho, e eu lembro. Talvez pra você tenha sido um alívio. Para mim, tristeza. Porque, no fundo do meu coração, ainda tem um laço de memórias afetivas que eu não consegui cortar.
Neide Torres