∴ ─── I want to live, not just survive, tonight. So bring on the rebels, the painters, and poets. A bit of madness is key . To give us new colors to see Who knows where it will lead us? And that's why they need us!
Sabe, eu não deveria estar falando com estranhos, mas sinto que já te conheço! Talvez de algum lugar além do arco-íris... Você costumava ser conhecida como DOROTHY, do conto O MÁGICO DE OZ. Agora, em Storybrooke, você é conhecida como LIZZIE PROVOST, uma DJ NA MYSTIC BROADCAST de VINTE E SEIS anos de idade.
HEADCANONS
─ Elizabeth cresceu em uma família sem amor, na pequena cidade no Kansas. A garota fora um acidente, e os pais faziam questão de lembra-la disso sempre que possível, a tratando como se não fosse nada além de um estorve. Quando Lizzie completou dez anos, os pais oficialmente se cansaram dela, a despachando para Storybrooke afim de viver com a tia, que seria capaz de realmente cuidar da garota.
─ A partir desta mudança, a vida de Elizabeth deu um belo giro, e a garota descobriu o que era realmente viver. Se tornou uma pessoas mais extrovertida e falante, fazendo amigos por onde quer que passasse, e alguns inimigos também, já que haviam alguns que não gostavam de seu jeito expansivo e tagarela;
─ Música sempre foi algo presente em sua vida, era a única coisa que tornava sua vida tolerável enquanto ainda vivia com os pais, era seu escape. Elizabeth tinha o dom para compor, as melodias e letras surgiam com uma facilidade imensa, e com apenas 7 anos Lizzie compôs sua primeira música;
─ Sabia desde de cedo que queria ser produtora musical e compositora, o que lhe faltava era experiência de vida, por isso na adolescência fez uma promessa consigo mesma que viveria tudo o que pudesse, pois assim conseguiria trazer cada vez mais verdade para suas músicas;
─ Em Storybrooke a garota é conhecida por ser a nova Taylor Swift das canções sobre ex-namorados, o que lhe rendeu uma pequena fama de ser alguém que troca mais de relacionamentos do que de roupa. Porém, os rumores não poderiam estar mais longe da verdade, Lizzie nunca se apaixonou realmente, teve um casinho aqui e ali, mas nada que rendesse uma boa música. Então, sobre quem são as famigeradas músicas que fazem tanto sucesso? Bem, são sobre as experiências de suas amigas, e parte da magia está em ninguém realmente saber que canção é sobre quem.
─ Elizabeth gosta de deixar as pessoas curiosas a respeito de suas composições, nunca dizendo realmente para que pessoa a música é direcionada, o que gera muitos murmurinhos e fofocas pela cidade. E essa é sua parte favorita;
─ Trabalha na Mystic Broadcast como DJ e tem um poadcast bem famoso no país, onde fala sobre música e um pouco sobre sua vida, tendo como convidados várias personalidades famosas da cidade;
VOCÊS PODEM ENCONTRAR ALGUMAS DAS MÚSICAS QUE A LIZZIE COMPÔS AQUI
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Até tentaria retrucar a fala da garota sobre cardio para convencê-la de ir logo participar de uma das suas aulas, mas ela fora bem mais esperta e desviou sua atenção (a tarefa mais fácil do mundo) para os papéis nas mãos, e começou a passar os olhos pela letra. ❛❛ —- Ow, qual foi, tá mandando benzão! ❜❜ anunciou, realmente impressionado com as letras. Quando ele foi o sugerido para cantar a segunda parte do dueto, ele colocou uma mão espalmada no próprio peito e deixou o queixo cair, as sobrancelhas se curvando de forma triste apenas para completar a expressão de surpresa emocionada. ❛❛ —- Awwwww, eu, mesmo? Caramba, que honra, Lizzie! Pode deixar que eu vou me dedicar pra aprender. Já tem um ritmo pensado? Espero que seja uma parada animadinha pra eu poder dançar depois. ❜❜
🌈
───’ A animação de Lizzie com suas próprias composições era algo palpável, ela se orgulhava muito daquilo que escrevia, mesmo que demorasse um tempinho para achar que estava pronto para mostrar para outras pessoas, mas assim que considerava perfeito, lá ia ela mostrar pra Deus e o mundo, especialmente para amigos igualmente talentosos, como era o caso do outro. - “Quem mais seria?” - balançou a cabeça como quem deixava obvio que o outros fora sua primeira opção, na verdade, ela escrevera a música pensando exatamente na voz dele, isso tendia a acontecer as vezes, a inspiração vinha de lugares curiosos, como vozes alheias. - “Eu tenho já algo mais ou menos em mente, mas aceito sugestões, na verdade, acho que até preciso delas. E por favor, eu espero você criando várias dancinhas pra virarmos moda lá no tico teco.” -
🌈 ───’ e foi como eu disse, não é como se tivesse sido um grande acidente.” - comentou dando um suspiro sem olhar diretamente pra outra, quase dando de ombros, seguindo para a geladeira e pegando a pizza congelada. - “eu tava no alto da escada, procurando um livro ou um diário, sei lá o que eu tava procurando. o importante é que eu tava em cima da escada.” - disse com um suspiro de dor encostando a caixa gelada na cabeça. - “só que ai pra minha sorte divina, ele passou perto da janela, e tava tão bonitinho com aquela jaqueta de couro, acho que era antiga, não sei, eu lembro de ter visto ele com ela antes. mas beleza, ai eu fui me esticar só um pouquinho, pra ter uma visão melhor entende... ai BOOM.” - completou dramaticamente erguendo os braços. - “cai com toda graciosidade de um rinoceronte e ganhei de presente um belo galo.” -
🌈 ───’ Elizabeth era provavelmente a pessoa menos atlética que você vai conhecer, não que ela não se exercite, digamos apenas que ela tem um dom especial de se estabacar a cada 10 passos que dá, um verdadeiro desastre em pessoa, só se dava bem em cima de um palco com o microfone em mãos, de resto, nada parecia funcionar muito bem. Lizzie caminhava pelo parque naquela tarde, fones de ouvido, pensamentos ao vento, nenhuma novidade até ai, foi até ele ver Kit correndo ao longe, que a ideia estúpida de tentar alcançar a outra lhe passou pela cabeça, e lá foi ela. No começo, tava tudo bem, até que tava correndo numa velocidade legal, cabelos ao vento, bem clipe de música anos 2000, bem, isso até ela tropeçar nos próprios pés e ser lançada a alguns metros de distância, caindo bem a frente de Kit. - “Eu to legal.”
“é, se considerarmos isso, sou bom também.” acabou rindo baixo da discussão, achando bobo, mas divertido de certa forma. “harold? achei que o nome dele era renan…” olhou para o boneco de neve sem cabeça, mas logo deu de ombros e focou nela. “ok, vamos ao meu escritório, então.” concluiu, considerando que começariam a tratar de negócios antes de resolverem os problemas da criação de ambos. “ahm… eu não sei. infelizmente, não fiz curso de vidente para prever essas coisas. vamos ter que esperar para ver.” falou em tom sério, embora um sorriso começasse a aparecer, indicando que brincava. “quem sabe o jogo vira? não dá para saber quem vai se humilhar mais esse ano.”
🌈
───’ Ponto pra gente então, em alguma coisa eu tinha que ser boa.” - brincou oferecendo um sorriso em meio a uma risada. - “Renan? Em que momento a gente decidiu que ele se chamaria Renan? Porque eu me acho que me lembraria disso.” - disse inclinando a cabeça para o lado um tanto pensativa sobre o assunto, na verdade tentando se lembrar se os dois tinham decidido o nome juntos em algum momento ou apenas pensaram em nomes aleatórios sozinhos e batizaram o boneco separadamente. - “ Esse seria um curso interessante de se fazer, só espero que todas as minhas humilhações não acabem me demitindo um dia.” - comentou aquilo dando de ombros e suspirando profundamente, em alguns momentos ela considerava que boca grande ainda fosse lhe causar problemas. - “Eu tenho uma grande chance, a gente podia apostar.. Com o dia dos namorados chegando nunca se sabe, alguém ainda pode bater a gente, o povo fica emocionado e começa a pagar mico, é sempre divertido de assistir.” -
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“Oi bonita.” Disse Calum, aparecendo por detrás de Lizzie. Ele fez um enorme sorriso, ansioso para saber o que ela pensava no presente secreto que enviou-lhe durante o natal “Como está? Como foi seu natal? Alguma surpresa?” Perguntou, sentando-se ao lado da morena, com seus olhos e ouvidos abertos esperando que ela disse-se apenas coisas boas sobre o presente.
🌈 ───’ Hellow!” - disse abrindo um sorriso ao ver o garoto, franzindo o nariz, ele sempre era uma ótima companhia, e um dos poucos caras com quem Lizzie conseguia conversar sem travar por completo, se humilhar já era algo natural, mas ao menos com ele não ficava gaguejando sem parar. - “Wow, quantas perguntas.” - brincou rindo. - “Eu estou bem, com frio, porque esse inverno parece eterno, mas seguimos.” - assentiu em meio a um suspiro dramático. - “Foi interessante, sei lá, eu nunca tinha comemorado ou curtido um natal igual esse antes, foi divertido. E bem, essa cidade é cheia de surpresas, o prefeito enfiou um trem que te levava numa viagem alucinógena surreal, você chegou a ir?” - falou animada e rapidamente. - “Ah e eu ainda ganhei um presente misterioso, isso sim que foi uma surpresa, tinha bilhetinho e tudo.” -
Quase chegando no restaurante que estava acostumado a sempre almoçar depois do trabalho, mal havia atravessado a esquina quando ouviu seu nome, abafado pelos fones de ouvido. Conseguiu retirá-los com sucesso e virar-se para a fonte da voz antes que Elizabeth chegasse em si. ❛❛ —- Lizzieeeeeeeeeeeeeeee! ❜❜ comemorou, assim que identificou a amiga, nem se importando com as buzinas dos carros que ela quase havia passado por cima. Até abriu os braços para que ela pulasse ali e pudesse abraçá-la, mas foi atacado por papéis. ❛❛ —- Cardio é comigo mesmo, baixinha, tô te falando há quanto tempo pra virar minha aluna? ❜❜ provocou, enquanto pegava os papéis da mão dela antes que acabasse os engolindo sem querer. ❛❛ —- Que que é isso aqui, hein? ❜❜
🌈
───’ eh, não.. não. eu já me recuperei, nada de cardio pra mim.” - disse franzindo o nariz e negando com a cabeça, exercícios não era muito a sua vibe, e de alguma maneira ela continuava se perguntando como conseguia manter seu corpo com o tanto que comia e o pouco que se exercitava, talvez falar realmente emagrecesse, vai saber. - “Bom de qualquer maneira, vamos ao que importa.” - assentiu ajeitando os cabelos e também os papéis que carregava. - “Eu, sua dignissima amiga aqui, finalmente acabou aquele dueto que eu comentei com você dois dias atrás, sei lá, a madrugada bateu e a inspiração caiu no meu colo, eu simplesmente não consegui parar de escrever.” - falou de maneira rápida e bem animada para o outro. - “Agora, o que me falta é algo pra cantar comigo, e não existe outra opção além de você, certo? certo.” -
“Aposto que ele só falou que tem muito vermelho.”, ela brincou, porque era assim que a maioria das pessoas descreviam o local. Podia ser extremamente extravagante para alguns, mas para a Kirmizi era perfeito. No entanto, caso fosse decidido que após o casamento Todric se mudaria para lá, ela estaria disposta a mudar uma ou duas coisas para ele, apesar de achar que ele gostava tanto da cor quanto ela. Apontou para o sofá e assim que a outra se aconchegou, serviu um copo de chá — ela sempre tinha chá pronto, principalmente para dias frios. “Como você está? Fiquei muito feliz por ter aceitado o convite. Eu estava com medo de que eles não tivessem chegos, porque todas demoraram para responder.”, riu um pouco nervosa, ajeitando-se do lado dela com a própria xícara. “Mas agora que estão todas a bordo, já temos que pensar numa despedida de solteira.”
🌈
───’ é.. ele comentou isso também, mas combina.” - moveu os ombros ainda explorando o local com o olhar, era bem interessante, e tinha um espaço bom, mas era estranho pensar que dali algum tempo não teria mais Todric no galpão, era uma sensação esquisita, mas por outro lado estava feliz pelos dois e o que construiriam. Assentiu com um sorriso e seguiu para se sentar no sofá, ajeitando o corpo ali, era bem, confortável. - “Eu to legal, com uma sensação meio esquisita desde o ano novo, mas bem... Se bem que, faz quanto tempo desde o ano novo desde que os relógios pararam tá tudo meio confuso, talvez seja por isso a demora das pessoas.” - comentou dando de ombros - “Ou talvez por o último casamento acabou com uma noiva morta.” - disse meio sussurrado para si mesma, logo se corrigindo e engasgando com o chá. - “Não que isso vá acontecer com você, pelo amor de.. sei lá, de quem tiver lá em cima. Alguém nessa cidade merece um pouco de paz.” - disse rapidamente e se embolando no meio de suas palavras. - “Você já tem alguma ideia do que quer?” -
acabou rindo, por não imaginar que ela detestasse tanto o garoto em questão. “calma, eu não quero que você vá presa por uma bobagem dessas.” brincou, preferindo manter um tom leve na conversa. “é…” fez uma careta confusa, até a explicação vir. “ah! isso é legal…” assentiu lentamente. “acho que aqui é um ponto cego… exatamente onde está esse boneco. mas, podemos ver depois. ou agora... não sei, qual a prioridade? mostrar sua setlist, reconstruir o boneco de neve ou descobrir quem fez isso?”
🌈
───’ ah fica tranquilo, eu sou boa em não ir presa. Pelo menos é o que eu acho, afinal nunca fui presa.” - comentou movendo os ombros, ao menos ela não se lembrava de chegar sequer perto, se bem que nos últimos dias não tinha se envolvido em tantas confusões assim. - “ok.. prioridades! Vamos começar com o setlist, assim a gente já tira isso do caminho e depois reconstruímos o harold, tadinho todo espalhado pelo chão, nem os bonecos de neve tem um dia de paz nessa cidade.” - disse revirando os olhos, se voltando para o chefe. - “Só me responde uma coisa antes, algum dia eu vou parar de me humilhar na sua frente? Assim, só pra eu saber e fazer uma previsão de quando a humilhação vai acabar.” -
Eleanor não podia negar que estava adorando aquela nova experiência. Sempre fora um plano dela procurar formas de engajar com a população mais nova da cidade, até para que pudesse aprender mais coisas para fazer com os filhos, só não imaginava que abordar uma delas na biblioteca e oferecê-la algo como uma aula de culinária funcionaria. De qualquer forma, ela estava super feliz. Ouvia com atenção a história da outra no carro, um sorriso terno estampado no rosto, achando divertida a forma como ela se portava, tão diferente de sua filha. “Você canta, então? Isso é demais. Se toca violão, vou querer ouvir um pouco, tenho certeza de que meu marido não vá se importar que pegue o dele. Na verdade, ele nunca usa.”, não deixou de rir, sabendo que aquele era um presente que havia se arrependido de dar a Finn. “E dessa do padeiro eu não sabia, eu acho que você vai ter que me contar outras dessas fofocas, estou precisando de um pouco de diversão.”, brincou e assim que estacionou na garagem da mansão, desceu do carro e abriu a porta para ela; em poucos minutos, já estavam na cozinha. “Mais tarde posso mostrar-lhe a casa, se quiser.”, porque ah, aquilo era adorava fazer. “Mas por enquanto…”, foi até uma gaveta e tirou de lá dois aventais, assim como duas tocas de chef. “Vamos para a cozinha. E o primeiro de tudo é lavar as mãos, então fique à vontade.”, apontou para a pia e esperou que ela se preparasse, fazendo o mesmo em seguida. Logo pegou o enorme livro de receitas que tinha, o folheando um pouco antes de parar em uma que julgou ser interessante para ensiná-la. “Mil folhas. O que acha?”, mostrou a receita, e esperou a reação alheia. “Se não quiser, pode escolher qualquer uma dai.”
🌈
───’ A sensação de estar naquela coisa, conversando com alguém que realmente queria ouvi-la era diferente de tudo o que Lizzie passará durante a infância, não conseguia sequer se lembrar se em algum momento tivera alguma conversa descontraída com sua mãe ou dividira seus pensamentos com a mesma, na verdade, ela sequer se lembrava se algum dia já se sentira bem vinda na casa dos pais, no Kansas, aquele ponto, era até estranho perceber que existiam mães que realmente se importavam com os filhos, e naquele caso em questão, com estranhos. A morena percebeu que estava divagando e afastou tais pensamentos, não valia muito a pena ficar se lembrando do passado que ela lutara tanto pra deixar pra trás, voltou a realidade quando a mulher mencionara o violão. - “Eu toco um pouco, mas acho que sou melhor no piano, ah e se ele quiser eu posso ensinar uma música ou outra pra ele, assim ele pode tocar pra vocês.” - comentou animada, adorava tudo relacionado a música e poder ensinar alguém a tocar seria no mínimo divertido. - “Eu tenho várias delas pra contar, você não faz ideia do quanto o povo dessa cidade gosta de falar dos seus problemas, tem sempre alguma coisa rolando.” - assentiu dando um pequeno suspiro, e sorrindo em concordância quanto ao conhecer a casa da mulher, era bem diferente de tudo o que ela já tinha visto, precisava começar a arranjar mais amigos ricos. Seguiu a mulher até a cozinha, lavando suas mãos logo depois dela, e parando ao seu lado para observar o livro de receitas que ela indicava. - “Me parece ótimo e não tão complicada, é perfeito.” -
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O ano que passou nunca que poderia ser considerado um ano simples, pra variar, tinha sido um tanto conturbado e caótico, mas é do caos que surgem as grandes inspirações, e para Lizzie não foi diferente. Apesar do mix de sensações, que variam de angústia a alegria, ela teve um ano muito produtivo musicalmente, e graças ao presente maravilhoso de natal que recebeu de @desjardins (você pode conferir aqui) ela conseguiu colocar ainda mais em prática seu sonho, a gravação de um álbum com suas composições.
Abaixo do read more, vocês podem conferir com exclusividade algumas das composições da menina Lizzie, tem pra todos os gostos, pra cantar com raiva do ex, pra chorar e principalmente para se divertir. E bom, caso você tenha uma história muito doida, conta pra Lizzie quem sabe ela não faz uma música inspirada em você?
( 🌹 ) 𝐅𝐆 › O dia não poderia ter finalizado em circunstâncias mais aterrorizantes do que a que acabou, naquela manhã. Apesar de amar tik-tok, Fahriye odiava quando tinha que limpar o terrário, apesar de ser uma obrigação. Usualmente pedia para Maddy ajudar naquela parte, porque Fay morria de nojos. Gostava só de organizar as coisinhas para ficar tudo lindinho para a morada do lagarto. E era o que fazia, feliz, escutando Taylor Swift, quando virou-se para pegar algum objeto do terrário e encontrou o recipiente onde tik-tok estava, vazio. Um frio percorreu sua espinha e ela deixou cair no chão o que quer que estivesse segurando, prendendo a respiração e em seguida vasculhando a casa toda sem sinal do bichinho. Fay já se desesperou e começou a chorar, tirou as luvas e saiu no quintal caçar tik-tok com medo que ele se perdesse. Sem sucesso. Por fim, decidiu sair rua afora em busca do pequeno e acabou encontrando @not-angeleyes no caminho. ❝ Lizzie. Lizzie. LIZZIE. O tik-tok sumiu. Eu preciso achar ele, ele é tão pequeno e se algo acontece á ele? Me ajuda pelo amor das minhas rosinhas. Ele é tudo o que eu tenho!!! ❞
🌈 ───’ Lizzie detestava ir ao mercado, por mais que fizesse uma lista sempre acabava esquecendo um item ou outro, mas aquela era sua semana, e lá estava ela, seguindo em direção a tortura semanal que era escolher frutas maduras sem saber se elas realmente estavam maduras, alguém tinha que inventar um sistema pra isso, talvez na internet tivesse algo. Estava pegando o celular para fazer mais uma de suas pesquisas mirabolantes, quando a visão de uma Fay desesperada surgiu em seu campo de visão. - “Opa mulher vai com calma, respira pra não infartar.” - disse levantando as mãos e finalmente entendendo o que estava acontecendo. - “Beleza, resgatar o porquinho perdido 101, é um porquinho né? Pra falar a verdade eu nunca soube muito bem o que ele é..” - falou inclinando a cabeça pensativa. - “Mas deixa isso pra depois, vamos lá.. Você vai por aquele lado, eu vou pro outro lado e nos encontramos na frente da casa em 5 minutos, ok? ok!’ -
“Ótimo!”, agora Eleanor estava verdadeiramente animada; se havia uma coisa que ela gostava era ensinar a cozinhar, e por mais que conseguisse convencer seus filhos a fazer uma receita ou outra com ela algumas vezes, não era sempre que tinha o prazer de dividir seus conhecimentos na cozinha com alguém. “E eu tenho certeza de que não vai explodir nada. Quer dizer, às vezes até eu quase boto fogo na casa, não vou mentir. Mas se é acidental, não tem problema. E se tá todo mundo vivo, menos ainda.”, lançou uma piscadela na direção dela, e então, fotografando a receita do livro com o celular, apontou para a direção da saída. “Meu carro está aqui na frente, vamos lá.”, e então, em poucos minutos estavam no veículos em direção à mansão Duncan. “Então, me conte um pouco sobre você! Sinto que não conheço a população jovem da cidade, meus filhos não me dizem nada.”
F L A S H B A C K
🌈 ───’ Eu espero, por que assim, não quero acabar estragando tudo e ainda de quebra ficar te devendo uma cozinha nova, mas eu tenho os bombeiros na discagem rápida, então deve dar certo.” - brincou enquanto caminhava ao lado da mulher em direção ao carro dela, quem diria que seu dia acabaria daquela maneira, aceitando uma carona e cozinhando com alguém que acabara de conhecer, não que Lizzie não conhecesse Eleanor, sabia quem eram os filhos dela e tudo mais, mas não ela assim pessoalmente. A morena observava pela janela conforme a paisagem da cidade ia mudando e os casarões começavam a aparecer, não era muito comum ela ia até as grandes mansões. - “Ah, eu sou bem normal, sei lá..’ - disse sem saber como se descrever ou o que falar de si. - “Eu trabalho na rádio, e nos fins de semana estou pelo The Lakes, normalmente me apresentando ou servindo mesas, depende.” - moveu os ombros conversando animadamente. - “Eu canto um pouco e componho também, é aquela coisa de ter muito na cabeça e precisar jogar em algum lugar. Também sou desastrada e vivo escutando fofocas e histórias pela metade, então gosto de inventar meus próprios finais.” - começou a destrambelhar de falar acelerando o ritmo de suas palavras. - “Tipo o padeiro que esses dias tava aos berros porque alguém furou um pedaço de bolo e uma mulhe gritou ratos e foi uma confusão, no fim, bem, no fim eu não sei qual foi a resolução final, mas na minha cabeça eu acredito que tenham sido os elfos da vila de natal, eles pareciam esfomeados.”
🌈 ───’ Seu turno na rádio tinha sido ótimo, fazia um tempinho que não tinha programas ao vivo, tudo por conta dos feriados de natal e ano novo, mas era sempre bom voltar a ativa, nem tinha percebido o quanto sentia falta. A morena seguia pela parte central da cidade, ia passar no mercado antes de seguir para o galpão, que falando nisso, agora com o casamento de Todric ela precisaria encontrar outra pessoa pra dividir o espaço, talvez pudesse anunciar na rádio, é esse seria uma boa ideia. Foi nesses momentos de pensamentos aleatórios que notou @thepauper perto da praça olhando confusa pra um violão, como quem tentava desvenda-lo. - “Cala boca elizabeth não se mete na vida alheia, fica na sua e toma vergonha na cara.” - murmurou para si mesma, mas não se conteve, andou até a outra. - “Acho que fica mais fácil se você inverter as mãos, assim vai ter mais fluidez...” - disse com um sorriso nervoso.
Após todos os convites com pedidos para serem madrinhas terem sido enviados, conforme suas amigas respondiam, Crimson combinava de ir encontro a elas para que juntas pudessem discutir um pouco sobre pontos do casamento, além dela também explicar qual seria a função de cada madrinha, a cor do vestido, e todos detalhes como aqueles. Naquela tarde, sua vítima era Lizzie. Havia enviado a ela o endereço de seu apartamento e assim que ouviu a batida na porta, não demorou em abrir, a cumprimentando com um sorriso animado. Parecia que fora ontem que tinham suas desavenças, a outra sem saber que Crimson era a melhor opção para Todric — e que ela até entendia, pois por muito tempo se perguntou a mesma coisa —, mas que agora estavam ali, falando sobre casamento. “Lizzie! Obrigada por ter vindo.”, abraçou-a brevemente, antes de puxá-la para dentro do apartamento. “Bem-vinda ao meu cafofo. Acho que nunca tinha vindo aqui antes, não é?”
🌈 ───’ Surpresa completa, quase um estado de choque, essa fora a reação de Lizzie quando recebeu o convite para ser madrinha de Crimson. Ok, ela esperava um convite para o casamento, quem sabe até uma pontinha ao lado de Todric no altar, já que os dois eram praticamente a família um do outro, mas ser chamada pra ser madrinha a pego desprevenida, se bem que ela gostava de Crimson agora, começou com aquele encontro no halloween, mas foi no natal, depois de uma conversa esclarecedora e alguns cookies, que Lizzie finalmente dera o braço a torcer e se permitiu conhecer melhor a amada do melhor amigo, e não é que ela acabou sendo uma pessoa legal. Lizzie aceitou o convite um tanto animada, tinha tido várias ideias para um presente e também queria ajudar no que pudesse, daria um jeito até de fazer biscoitos em formatos fálicos para a despedida se fosse necessário. No horário marcado apareceu no apartamento da outra e timidamente bateu na porta, tinha ficado nervosa de repente, era até estranho. - “Você chamou, eu vim.” - disse relaxando os ombros e retribuindo o abraço. - “ah, acho que não.. Mas o todric já tinha descrito pra mim, mas.. Bem, ele não é muito bom com descrições.” -
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“ei! você não pode acusar as pessoas assim.” fez uma careta para ela. “mas eu apostaria nele também…” falou mais baixo, com os olhos estreitos, quase cedendo a vontade de ir atrás do garoto para conferir se era mesmo ou não um crime dele. mas, com a última fala alheia, ficou confuso e acabou rindo. “lizzie… eu sou o chefe. e você não vai a lugar algum! não queria me mostrar algo? ou foi outra pessoa? não sei, mas… podemos consertar o boneco depois.”
🌈
───’ Poder eu não posso, mas certeza absoluta que foi aquele...” - apertou uma mão contra a outra como se estivesse esganando algum ser invisível, ela realmente detestava aquele garoto. Os pensamentos da morena voltaram a órbita quando ouviu o comentário de Max, e lá estava ela, mais uma vez passando vergonha na frente do seu chefe, como ele ainda não a tinha demitido esse era o verdadeiro mistério. - “Eu? mostrar algo?” - repetiu confusa, até se lembrar das músicas que carregava na mochila - “Ah, sim, era eu mesma. Queria te mostrar um novo setlist que eu pensei pro final de semana e tals.” - falou um pouco mais calma se ajeitando e limpando a neve de suas calças. - “Ok.. Ok... Mas eu vou olhar as câmeras, e se foi aquela peste... Eu vou me vingar, não sei como, mas eu vou.” -
max apareceu no restaurante somente de noite, já sentindo um pouco da liberdade — e ansiedade — em deixar os cuidados para a nova gerente. precisou se controlar para não aparecer mais cedo, mas agora que estava ali, se sentia mais calmo… exceto pelo pobre boneco de neve. a ideia de @not-angeleyes em contruir um para ficar na frente do the lakes foi boa, bem divertida, e até ficou orgulhoso dos acessórios que colocou no boneco, mas… algo parecia errado. muito errado. a placa com os avisos de promoções estava caída, assim como a cabeça pareceu ter caído ou deslizado para trás… e se espatifou. não sobrou nada além de um monte de neve e os acessório jogados. “alguém perdeu a cabeça aqui…” comentou para lizzie.
🌈 ───’ Lizzie era uma pessoa que se orgulhava em dizer que tinha dois empregos, e por sorte, ambos tinham ligação com música, o que só tornava tudo melhor ainda, e talvez por isso ela sempre estivesse um tanto animada na hora de trocar de um trabalho para o outro. Apesar do frio, a morena andava pela rua com seus fones e um sorriso estampado no rosto, tinha preparado uma setlist nova para aquela semana no The Lakes e queria mostrar a Max antes, e assim que virou a esquina viu a silhueta do rapaz próximo a porta, inicialmente achou que ele tinha perdido algo, mas com a fala dele e os olhos baixados em direção ao boneco, a morena sentiu seu sangue ferver. - “Foi o Malcon, eu tenho certeza, aquele pestinha tava rodando demais a loja ontem...” - comentou mencionando um garoto conhecido na cidade por suas bagunças. - “Ah mas eu vou atrás dele, eu vou pegar esse menino pelo pescoço e... E depois eu não sei, mas eu vou. Ele vai se ver comigo, como.. como ele OUSA destruir a nossa obra de arte, e deu um trabalhão...” - disse de maneira dramática e performatica como sempre, mas havia um fundo de verdade em sua fala. - “Eu vou lá... Max, avisa o chefe que eu vou me atrasar... Eu tenho que cuidar de um pestinha.” - disse sem se tocar que já estava falando com seu chefe, deu um passo na direção oposto a da entrada de maneira firme, até sentir o pé escorregando por conta do gelo.