é com imensa alegria que damos as boas vindas à selecionada de belcourt, a senhorita eleanora margareth crow,da casta três. fofocas dizem que ela se parece com a vitoria strada, e está estudando para tornar-se médica. boa sorte para delphinus.
𝑩𝒖𝒚 𝒎𝒚𝒔𝒆𝒍𝒇 𝒂𝒍𝒍 𝒐𝒇 𝒎𝒚 𝒇𝒂𝒗𝒐𝒓𝒊𝒕𝒆 𝒕𝒉𝒊𝒏𝒈𝒔
𝐬𝐡𝐨𝐫𝐭 𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲
com a mãe atuando como veterinária no palácio, eleanora foi criada ali, embora não saísse muito de seu quartinho — quando escapava era para fazer fofoca com as camareiras, ou se esconder na lavanderia, onde experimentava roupas da rainha para fingir que era princesa. o pai morreu quando ela tinha quatorze anos, e só então a família conseguiu juntar dinheiro — maurice gastava muito de bebidas, e foi o que o levou. a mãe conseguiu abrir uma clínica veterinária, e tendo trabalhado pra realeza, seus serviços foram bastante procurados, o que fez a vida das crow melhorar — aulas com tutores tornaram-se comum na rotina das meninas, que tinham como objetivo arrumar casamentos vantajosos. nora inscreveu-se na seleção por conta própria, sendo apaixonada pelo príncipe desde sua infância, e também porque é um absurdo que uma de suas irmãs tenha se casado antes dela!
𝐜𝐮𝐫𝐢𝐨𝐬𝐢𝐭𝐢𝐞𝐬
ela possuí um diário de casamento perfeito, ao melhor estilo blair wardof, onde escreve seus ideias de casamento perfeito, guarda amostras de estampa para vestido, cola ideias de lua-de-mel e alguns recortes feitos com os rostos dela e do alex.
ela possuí três irmãs mais novas, sendo katia, ada e dianna.
eleanora não se importa em jogar sujo às vezes, se for para alcançar seus objetivos; o que ela se esforça para fazer, é não ser pega.
ela é bem falsinha, pode ficar toda sorrisos na sua frente e virar as costas e aprontar um milhão para cima de ti.
está estudando para tornar-se médica.
eleanora é vegetariana. tudo começou por seguir o estilo de vida da mãe, mas diferente de suas irmãs, nora adotou como suas práticas também.
𝐟𝐮𝐥𝐥 𝐬𝐭𝐨𝐫𝐲
meu sobrenome é crow, como o pássaro, primeiro nome, eleanora; e eu tinha vinte e seis anos quando me casei com alexander schreave, no dia 9 de novembro de 2412. okay, isso ainda não aconteceu, mas aprendi com minha mãe que precisamos projetar nosso pensamento, e mantê-lo sempre positivo, para atrair que coisas boas aconteçam. e, ah, eu faço isso desde que tinha dez anos, preenchendo páginas e mais páginas no meu diário de casamento perfeito — entre exemplares de tecidos que posso usar no meu vestido de noiva, recortes de lugares que desejo passar minha lua-de-mel e detalhes sobre a decoração, existe também fotos de casais, cujos rostos foram substituídos pelo meu e o de alex. isso não é assim tão esquisito, certo? para que eu não seja tão julgada sobre isso, vamos a minha não tão longa história:
minha família e eu somos três por nascimento, mas se dependesse da administração que papai fazia do dinheiro, teríamos despencado algumas castas — quem sabe até a sete. papai é o tipo de homem que gosta de marcar sua presença, ostentando com coisas que não lhe cabiam — para meu azar, tenho uma pequena tendência em fazê-lo também. apesar disso, mamãe sempre manteve o equilíbrio, sendo a ajuizada de casa, e num movimento de sorte, conseguiu adentrar o palácio para servir a família real. sylvia, é veterinária, e depois de bastante esforço, conseguiu compor o quadro de funcionários da família real; deixamos nossa casa em belcourt quando eu mal sabia andar, para viver em aposentos de serviçais.
imagine que, para uma criança, era completamente mágico crescer dentro do palácio. eu só precisava tomar cuidado para não ser notada, e, bem, era fácil passar despercebido, quando adultos pareciam ocupados demais cuidando de suas próprias vidas. do meu lugar, acompanhando as camareiras pelos corredores, sempre curiosa sobre a vida dos outros no palácio, eu conseguia vislumbrar alexander com seus tutores. foi minha morada no palácio que me fez admirar o príncipe e, até mesmo, fantasiar com uma vida sendo princesa — ora, às vezes os filhos dos servos brincavam de teatro, e com roupas velhas da rainha abby eu me fantasiava de um membro da realeza!
foi na minha adolescência, depois de papai morrer de algum mal que atacou seu fígado — maurice tinha a mania de ostentar com álcool, também — que mamãe conseguiu guardar dinheiro para abrir sua própria clínica veterinária. e então, fomos embora do palácio. era maravilhoso ter o nosso próprio canto, sem sermos convocadas pelo badalar de sinos quando a realeza precisava de algo; mas também era péssimo não estar mais convivendo naquele meio. mas mamãe dizia que seria melhor, e tentei me convencer disso, ao passo em que focava em meus estudos para me tornar médica.
foi neste momento em que minha irmã mais nova, katia, casou-se com um bombeiro. eu fiquei feliz por ela, é claro, até ser lembrada de que, como a filha mais velha, eu deveria ter sido a primeira a me casar. acredito que a ruga que carrego no meio das minhas sobrancelhas, tenha se originado desse estresse! querendo compensar meu atraso em arrumar um casamento, com a elevação do status social, eu me inscrevi na seleção — era tudo o que eu poderia desejar, que o príncipe finalmente olhasse para mim como a mulher que sou; e não como a garotinha que outrora serviu em seu palácio.
me esforço para ser, aparentemente, tudo o que a sociedade exige, e quer, de uma dama de minha idade e posição. elegante, obediente e comportada, minha face social é perfeita, e tenho uma reputação imaculável — nunca me envolvi em escândalo algum, e quem diz que tem provas disso, está mentindo! não costumo ir contra as imposições feitas a mim, muito pelo contrário, entendo desde nova que posso conquistar tudo o que desejar se agir da maneira correta. no entanto, por debaixo dos panos, posso ser um pouco inescrupulosa; não tenho medo de fazer o que seja necessário, contanto que não corra o risco de ser descoberta.










