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𓂅 ⋯ ⠀› Com seu fiel escudeiro Kuroi atrás de si, carregando uma cesta de doces para que a mãe os enfeitiçasse quando necessário, Momoiro agora auxiliava os feridos que haviam procurado sua cafeteria. Os mais graves eram prontamente enviados para o hospital ou para algum outro local que pudesse melhor tratar de suas mazelas, enquanto outros ela assumia a missão de curar respeitosamente. ❛ Feche os olhos, querido. Não quero que veja o próximo. ❜ Indicou à Kuroi, e o garoto prontamente fechou os olhos com força. Um osso quebrado era informação demais para o pequeno. Momo tratou de corrigir a posição do braço aleatório o mais rápido possível, e em seguida olhou para a companhia ao lado. ❛ Onde que você o encontrou? Parece que uma empilhadeira passou por cima... ❜ Comentou, com as sobrancelhas franzidas em preocupação. Buscou a cestinha de doces que Kuroi segurava, revirando o conteúdo antes de encontrar um potinho com ursinhos de gelatina. Diante do toque da semideusa, eles ganharam vida, e ela indicou que a pessoa machucada abrisse a boca antes de guiar alguns dos ursinhos para sua garganta. ❛ Não olhe assim... Eles estão se sacrificando para descobrir se nossa amizade aqui não tem nenhum dano interno. Isso é perfeitamente normal. ❜ Disse, sem tirar os olhos de seu trabalho.
Kuroi é filho dela, um garoto asiático de cerca de 4 anos. Seu personagem pode ser a pessoa ferida, a pessoa que a levou até ali, ou até mesmo outra pessoa sem nenhuma ligação com essa cena específica.
𓇼˖ * ⸻ ㅤ⠀𝐎𝐏𝐄𝐍 𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑, nos portões apoteóticos.
O caos maior já havia passado e o tal homem retirado daquele local. Odessa estava parada de frente ao grande local, fitando tudo ao redor como quem analisa o que realmente aconteceu ali. Conseguia sentir a magia do local, sempre conseguiu, mas era como se tivesse alguma coisa a mais naquele momento. Talvez fosse mesmo a energia do tal homem. Sempre foi fascinada por magia e tudo que a envolvia, principalmente alta magia e a mais antiga de todas. Obra de seu pai e, claro que iria se assimilar aquilo e ao antigo. Apesar de não ter mais do que um ano na cidade, já havia compreendido muitos dos ritos e mitos da cidade, absorvendo o conhecimento ao longo da sua passagem por ali. O que a bruxa não conseguia entender era o porque a névoa agiu de uma maneira diferente do que costumava, retrocedendo. Tinha quase a certeza que era a deidade desacordado. Bem, com aquele tipo de descrição, só poderia ser uma. ❝ Quem você acha que é? ❞ Dess questionou no momento em que sentiu muse se aproximar de si, encarando a pessoa em seguida. ❝ Ou melhor... Porque alguém de qualquer panteão iria nos ajudar? ❞ Não era a mais crente nos deuses, então era esperado que a bruxa provavelmente iria querer sim investigar tudo o que estava acontecendo naquele momento pós caos.
O mundo sempre parecia adormecer de uma investida. O céu estava parcialmente limpo e o vento soprava preguiçoso nos cabelos de Alba. As ruínas exalavam um odor ocre e a terra úmida vibrava sob seus pés, encolhida no próprio tronco e sentada no que horas antes foi um canteiro florido. Os dedos ansiosos embolavam-se às gramíneas que sobreviveram — havia perdido as botas tentando fugir dos pesadelos sancientes vagando pela cidade.
Ela viu o que viu. E por isso desejava poder se cegar com uma agulha quente. E mesmo que já estivesse cega pelo peso da angústia, o olhar, no entanto, era vago. Voltado para as copas recheadas se sacolejando para o vento. Contornando as sombras fantásticas mosqueadas no concreto sinalizando a chegada silenciosa de muse. Não se dignou a olhar em seus olhos pois ainda havia resquícios de loucura no vento. — Eu sei que vai parecer idiota mas… Você é você? — Perguntou num tom amiudado. Sentia, no interior, que estava recheada de galhos secos e pontudos alagando-lhe a garganta. — Desculpa. Foi um dia ruim. — Sacolejou os ombros estreitos, finalmente consentindo o contato visual. Muse parecia impecável, salvo pela poeira no rosto e pequenas escoriações transversais nas bochechas. — Acho que você arranhou um pouco da sua pintura, soldado.
starter aberto para qualquer personagem localidade: qualquer uma ! narrativa: sinta-se livre para assumir qualquer nível de proximidade entre os personagens !
A forma como o corpo de Phil se movia era magistral. Quem escutava seu papo de coach com dicas e conselhos questionáveis nunca diria que aquelas coisas "realmente funcionavam". Não é o caso da maioria dos moradores de Nexum que treinaram com ele, mas ainda assim é impressionante como esse desgraçado conseguia falar tanta asneira e ainda ser capaz de movimentos tão precisos. - Vem! Vamos pegar essas pragas e enfiar as espadas em mais buracos que eles podem abrir!

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_ Sai daqui! Sai daqui! - os olhos de Caio demonstrava dor, arrependimento, raiva. Não era medo. Não dava pra ter medo quando se olhava de cima de um iate com uma lança bem afiada presa entre os dedos. - Você não é quem diz ser. - Já tinha sido consumido pela névoa, era evidente. Não via a realidade ou não confiava mais. Não tinha como suspeitar além do fato de que aquele homem precisava de ajuda. - Sai daqui antes que eu acerte no meio da sua fuça! - Berrou uma última vez.
perto da igreja do broto, estão duas silhuetas: uma mulher de um pouco mais de um metro e sessenta com um arco, e um animal selvagem com listras, quase maior que a mulher mesmo em suas quatro patas: saffron e calla. os olhos preocupados da mulher tocam a face felina minuciosamente, olhando com atenção a pele macia e peluda atrás de sinais de doença ou ferimentos. calla não parece paciente o bastante, soltando um, dois, três grunhidos antes de se afastar da dona, desinteressada e imponente em toda sua força e tamanho, enquanto se aproxima de outra pessoa, com seu olfato apurado e olhos amarelos cintilantes, fazendo menção a tocar o nariz gelado sem qualquer polimento na pele alheia. saffron a observa ir, com as íris pairando na figura de muse. — ela só está procurando sinais de mácula em você. — justificou-se pelo animal, especialmente por saber que era a única que conseguia escutar os pensamentos da trigresa. olhando na direção contrária, a semideusa coloca as mãos na cintura e suspira, com pesar. — qual dos divinos você acha que é aquele? — e então dá de ombros. — queria que ele acordasse logo pra ser interrogado.
a cidade ainda parecia sustentar o eco dos gritos. por mais que o céu estivesse limpo outra vez, havia algo no ar — uma pausa errada, um silêncio que não pertencia. a criança abençoada caminhava devagar, as mãos escondidas nas mangas longas do moletom, os olhos semicerrados contra o brilho súbito do sol, como se a luz lhe ferisse mais do que a escuridão de minutos atrás. o sangue dos mortos havia sumido, mas não o cheiro. não o peso nos ombros. não o cansaço entranhado nas articulações. ele vira a névoa engolir um novato em frente à fortaleza dos ancestrais. vira um rosto sorridente de criança retorcer em uma boca cheia de dentes. e vira a si mesmo — algo que não queria mais ver.
só por isso, quando avistou a silhueta conhecida, sentada num banco maltratado à beira da praça ainda parcialmente evacuada, ele foi. os passos não foram urgentes, mas foram necessários. alguma parte dele, escondida entre os batimentos e as cicatrizes, sabia que precisava ver alguém real — ei. sua voz veio baixa, quase brisa; mas era ele. inteiro, ou ao menos o suficiente. sentou-se ao lado da figura, sem pedir. os olhos escuros se voltaram para o horizonte, como se as árvores do limiar ainda escondessem alguma resposta que escapara — você também viu coisa errada demais? não era uma pergunta que precisava de sim. era só uma forma de dizer: eu sei e tô aqui. passou a mão pelo próprio rosto, como se ainda tentasse apagar alguma lembrança. não falou mais. às vezes, só o silêncio partilhado já bastava para manter as sombras do lado de fora. e donghae sabia esperar.
quem. aberto para todos.
onde & quando. onde você preferir!
oliver sentou na beirada do parapeito, as pernas pendendo como se não houvesse abismo abaixo. os olhos passeavam pela cidade; nexum tão pequena dali, tão bonita com a fumaça ainda subindo preguiçosa dos cantos onde a névoa deixou dentes, garras, memórias. puxou o capuz, mesmo que não houvesse vento. não pra se proteger, mas pra parecer que precisava. riu sozinho, um som breve, fechado entre os dentes. como quem ouve uma piada que só ele entendeu. quando percebeu a aproximação, não desviou o olhar do horizonte. só inclinou um pouco a cabeça e soltou, casual, como quem comenta o tempo — engraçado… como todo mundo sempre acha que vai dar tudo certo. bateu a sola da bota no concreto, duas vezes, como quem marca compasso ou chama alguém mais pra dançar no meio dos escombros. virou só um pouco, o suficiente pra que a meia-lua de um sorriso aparecesse. sem nenhuma pressa, como quem saboreia o silêncio que precede a próxima ruína: — e olha só… deu mesmo? não parecia preocupado com a resposta. não parecia preocupado com nada, na verdade. só deixou a pergunta no ar, como fumaça, como a névoa que talvez nunca tivesse ido embora de verdade.
quem. aberto para todos.
onde & quando. qualquer canto onde a névoa se dissipou tarde demais, na franja esquecida de nexum
valya encostou a testa no tronco áspero, como quem pede desculpas ou como quem espera uma resposta que nunca vem. as mãos douradas ainda tremelicavam ali, silenciosas, indecifráveis, enquanto a luz escorria em fiapos pálidos entre as folhas grossas. não sabia ao certo por que tinha ido até ali. não buscava redenção, nem bênçãos. talvez só silêncio. ou talvez o tipo de ruína que ninguém percebe, porque acontece de dentro pra fora. quando ouviu passos, não se virou de imediato. mordeu o canto da boca, respirou fundo. então, com a voz baixa, quase um segredo enfiado entre as raízes — você também ouviu…? não disse o que. não precisava. todos tinham ouvido: o estalo do vidro quebrando, o grito sem garganta da cidade, o chamado que a névoa fez e que, talvez, ainda fizesse, mesmo agora, mesmo ali. afastou-se um pouco do tronco, o olhar ainda preso na cicatriz que uma das mãos douradas deixava no chão — ou… e, dessa vez, virou o rosto, fitando quem quer que fosse, com aquele meio sorriso que doía mais do que curava — … tá fingindo que não? não soava como acusação. soava só… cansada. ou lúcida demais pra disfarçar. ficou ali, esperando uma resposta, ou o silêncio. às vezes, era difícil saber qual dos dois era pior.
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onde & quando. ao pé da árvore shinju no kizuna, no fim do dia.

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