𓇼˖ * ⸻ 𝐇𝐀𝐋𝐅 𝐂𝐇𝐈𝐋𝐃, 𝐇𝐀𝐋𝐅 𝐀𝐍𝐂𝐈𝐄𝐍𝐓 … uma prole de 𝐙𝐈𝐑𝐍𝐈𝐓𝐑𝐀 sempre indica uma boa história, ouvi dizer que essa aqui tem sentimentos 𝐍𝐄𝐆𝐀𝐓𝐈𝐕𝐎𝐒 em relação ao 𝐁𝐎𝐆𝐎𝐕𝐈 que lhe nomeou como 𝐑𝐀𝐕𝐄𝐍𝐊𝐀. Já é um milagre que 𝐎𝐃𝐄𝐒𝐒𝐀 𝐓𝐄𝐌𝐍𝐀𝐘𝐀 tenha chegado aos 𝟐𝟓 anos, talvez os monstros da 𝐏𝐎𝐋𝐎𝐍𝐈𝐀 não sejam tão agressivos. Em Nexum, onde vive há 𝐔𝐌 𝐀𝐍𝐎 𝐄 𝐌𝐄𝐈𝐎, atua como 𝐃𝐄𝐓𝐄𝐓𝐈𝐕𝐄 𝐎𝐂𝐔𝐋𝐓𝐈𝐒𝐓𝐀. Combina com sua reputação de ser 𝐆𝐄𝐍𝐓𝐈𝐋, 𝐀𝐒𝐓𝐔𝐓𝐀 e 𝐃𝐄𝐓𝐄𝐑𝐌𝐈𝐍𝐀𝐃𝐀, embora possa ser 𝐂𝐎𝐍𝐅𝐔𝐒𝐀, 𝐒𝐀𝐑𝐂𝐀𝐒𝐓𝐈𝐂𝐀 e 𝐈𝐌𝐏𝐑𝐄𝐕𝐈𝐒𝐈𝐕𝐄𝐋 em seus piores dias. Sabe uma coisa interessante? Ouvi dizer que ela tem muito medo de 𝐏𝐄𝐑𝐃𝐄𝐑 𝐎 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐎𝐋𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐔𝐀𝐒 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐒 𝐄 𝐃𝐄 𝐒𝐄𝐔𝐒 𝐏𝐎𝐃𝐄𝐑𝐄𝐒.
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𓇼˖ * ⸻ 𝐒𝐇𝐎𝐖 𝐌𝐄 𝐀 𝐇𝐄𝐑𝐎 𝐀𝐍𝐃 𝐈'𝐋𝐋 𝐖𝐑𝐈𝐓𝐄 𝐘𝐎𝐔 𝐀 𝐓𝐑𝐀𝐆𝐄𝐃𝐘 …
Nascida no fim de uma linhagem de escribas e feiticeiros, foi concebida num ritual de sangue, conduzido por sua mãe mortal, que ofereceu tudo em troca de conhecimento. Zirnitra ficou intrigado e aceitou. Nove meses depois, o nascimento de Odessa foi catastrófico: sua chegada incinerou todo o santuário onde ficavam, reduzindo-o a cinzas, e consumiu a vida de sua mãe e dos presentes no local. De tudo restou apenas a filha, uma criança com a alma dividida em três partes devido ao eclipse que ocorreu naquele dia, mexendo com a magia invocada presente no local. Criada por monges de um monastério, Odessa cresceu sem compreender muito bem sua origem. Os monges, cientes de que ela era mais do que humana, nos primeiros anos a mantinham confinada em uma ala separada, sob pretexto de protegê-la. Durante sua infância, descobriu fragmentos de sua história conversando e arrancando verdades daqueles que a criaram. Sabia que vinha de um santuário, que faziam magia e que talvez tivesse algo mágico em sua origem. Até então, ela era uma adolescente extrovertida, ia para a escola na vila da qual o monastério pertencia, convivia com outras crianças e praticamente era conhecida pela cidade toda por ser carismática. Mas havia pequenos momentos em que Odessa não parecia ela mesma. Sua alma fragmentada, dividida em três sombras, manifestava-se em comportamentos erráticos que ela não entendia: momentos de introspecção intensa, impulsos caóticos ou desejos que a assustavam. Os poderes não surgiram de repente, mas eram sutis desde a infância, embora ela não os reconhecesse como divinos. Ela tinha sonhos vívidos de dragões, que os monges atribuíam a pesadelos, mas eram visões de Zirnitra. Pequenos incidentes, como livros caindo de prateleiras ou velas acendendo sozinhas quando estava irritada, sugerem magia, mas eram tão raros que ela os ignorava.
A primeira manifestação de sua natureza semidivina junto da revelação veio aos 13 anos durante um incidente na biblioteca do monastério. A descoberta aconteceu quando ela, atraída por um arrepio na pele, encontrou um tomo proibido escondido atrás de uma estante. Ao tocá-lo, runas douradas brilharam em sua pele, e ela sentiu um impulso irresistível de pronunciar palavras estranhas sem saber por quê. Assustada, acabou quebrando um castiçal de vidro e quando o pegou, se cortou e foi quando aconteceu. Uma runa brilhante de sangue flutuou, iluminando o tomo, que se abriu sozinho, revelando um texto sobre Zirnitra e uma visão de uma figura com olhos de fogo apareceu bem na sua frente. A visão a chamou pelo nome verdadeiro confirmando sua herança divina. "Ravenka.” A verdade completa apareceu, com o deus exigindo que ela abraçasse seu legado. O choque da revelação, combinado com a dor do corte e a exaustão do feitiço, fez com que desmaiasse, enquanto as sombras em sua mente começaram a sussurrar pela primeira vez.
Tudo aquilo a deixou inquieta e dias depois, aproveitando a movimentação da vila durante um festival, fugiu para investigar o local onde teria nascido. No meio das cinzas, encontrou uma entrada secreta protegida por runas. Ali, desceu sozinha a um santuário oculto cheio de grimórios, fragmentos de feitiços e vestígios de magia ancestral. Foi nesse lugar que encontrou uma serpente alva de olhos escuros como o vazio enviado por Zirnitra. A criatura chamada Vyrna confirmou que Odessa era filha de Zirnitra. A serpente explicou que seus poderes vinham do sangue sacrificial de sua mãe e que para usá-los necessitaria de seu sangue também, ou de inimigos. A serpente, no entanto, omitiu a verdade sobre sua alma fragmentada, por ordem de Zirnitra. Vyrna se tornou seu familiar e junto um presente: sua arma. Odessa passou dias lendo e estudando os grimórios e foi quando os monstros chegaram. Uma jovem mocinha achando que podia dominar o mundo... Infelizmente após a batalha da qual quase morreu, Odessa percebeu como seus poderes eram um completo caos, tinha um grande descontrole e sua magia era horrível. Foi assim que colocou em sua cabeça que precisava de muito estudo, e que não havia mais espaço para ficar na vila. Ela poderia e deveria procurar por pessoas que ajudassem com suas magias, e então mesmo em uma idade jovem, decidiu que iria viajar mundo afora.
Anos se passaram e Odessa encontrou um feiticeiro em um assentamento muito tempo depois. Experiente e versado em magia proibida, reconheceu a instabilidade de sua magia e, após um ritual de sangue, revelou que sua alma estava fragmentada em três partes. Foi quando descobriu que a cada feitiço ou batalha fortalecia as sombras e esses fragmentos que lutavam pelo controle. O que explicava episódios onde Odessa tinha blackouts dos quais não se lembrava do que havia acontecido nesse período. No pior dos casos, ela acordava em locais destruídos ou com sangue espalhado pelo corpo, sem saber se era seu ou pertencente a alguém, intensificando seu medo. Agora ela sabia que era o medo de perder o controle. Naquele assentamento, ela foi treinada e ensinada a usar feitiços ao contrário, pois isso iria retardar o efeito de fragmentação, mas também recebeu o alerta de que unir sua alma exigiria um conhecimento arcano além do que ele conhecia.
Seu objetivo se tornou aprofundar e procurar pelo conhecimento mais sagrado, antigo e oculto. Foi quando chegou aos 20 anos e ainda não sabia como ajudar a si mesma. O mundo ficava cada vez mais perigoso e foi em um dos acampamentos que ficou sabendo sobre a névoa e aquele local que foi totalmente destruído sem que ela pudesse fazer nada além de fugir com outros semideuses. Mas o que se tornou o foco de Odessa, foi o momento em que decidiu que ajudaria outras pessoas. Ela podia não saber como se ajudar, mas tinha conhecimento para ajudar outros. Então decidiu que iria se tornar uma detetive ocultista para ajudar em casos que envolviam demônios, maldições, mágicas, monstros e outros elementos sobrenaturais que sabia e podia ajudar. Foi em uma das aventuras que acabou encontrando um mapa, e sua busca por conhecimento antigo para unir sua alma a levou a ficar curiosa, quando acabou seguindo, simplesmente chegou a Nexum. Ela não entende exatamente como ou por que chegou ali, mas tem a sensação de que talvez aquele seja o lugar onde poderá, enfim, reunir os fragmentos de sua alma em uma só e deixar de viver com o constante medo de que alguma parte assuma o controle ou talvez o perca de vez. Diferente dos acampamentos caóticos que conheceu, a cidade ofereceu um senso de pertencimento, e Odessa decidiu ficar, colaborando para protegê-la e garantir que a cidade não seja destruída.
𓇼˖ * ⸻ 𝐑𝐄𝐀𝐋 𝐆𝐎𝐃𝐒 𝐑𝐄𝐐𝐔𝐈𝐑𝐄 𝐁𝐋𝐎𝐎𝐃 …
Habilidade ativa — Magia de Sangue. Ao usar o próprio sangue ou, em raros casos, o sangue de outro ser, ela pode conjurar feitiços com efeitos ritualísticos diversos, como explosões mágicas, aprisionamentos momentâneos ou revelações ocultas. Selos carmesins brilham em símbolos rúnicos no chão, no ar ou até mesmo sobre o corpo dela. Odessa precisa se ferir voluntariamente para conjurar os feitiços, caso não faça, simplesmente não funciona. A quantidade de sangue influencia o poder e estabilidade da magia e ela só pode manter até dois selos ativos por vez. Um terceiro causa instabilidade mágica, podendo sair do controle. Além disso, ela conjura feitiços ao contrário, o que exige uma concentração e um breve tempo de preparo, sendo vulnerável durante a invocação. Uso excessivo pode levar a fadiga extrema, tonturas ou até desmaio por perda de sangue.
Habilidade passiva — Sussurro Dracônico. Como filha de Zirnitra, Odessa possui uma percepção instintiva ligada a dragões e conhecimento secreto. Ela sente a presença de monstros, grimórios ou magia em um raio de 100 metros, como um formigamento na pele, sussurros ou vislumbres em sua mente. Quanto mais caótica for a fonte, mais intensa e confusa é a manifestação, podendo até causar tontura caso ela já esteja fragilizada emocionalmente ou fisicamente. Não revela a localização exata nem a natureza precisa da ameaça, serve como um alarme.
Item mágico — Kaelvoryn. Um cetro de prata com ponta em forma de maça flangeada entalhado em osso de dragão, com espirais de metal que fere monstros. A arma permite canalizar magias de alto nível com maior estabilidade quando usada em rituais e pode absorver uma magia lançada contra ela e redirecioná-la com efeito corrompido. No topo, uma gema trina pulsa em três cores, representando as três almas de Odessa.

















