Nenhuma memória é mais dolorosa do que uma memória feliz
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@nevoentos
Nenhuma memória é mais dolorosa do que uma memória feliz

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Eu sou o que fiz no passado?
Eu preciso me lembrar constantemente que não sou mais a mesma, que minhas atitudes do passado não me definem mais, porque algumas pessoas não conseguem me enxergar com outros olhos. Não é minha culpa. Só quero poder ser eu, sem olhares de julgamento, sem dedos apontados em minha direção, é meu direito. Respeita a pessoa que sou agora, me olha nos olhos e me da a mão, estou completamente vulnerável.
Apenas um desabafo, Nessa Cross.
Eu devo ser uma sereia. Não tenho medo de profundidades, mas tenho um grande medo de uma vida superficial.
Anaïs Nin, escritora francesa.
A solidão não é um problema, quem pensa assim nao é nada sozinho. Só existe em multidões.
Quero te reencontrar para ver se reencontro em mim algo
Para ver se chovo nos jardins de dentro e se encontro novas trilhas
para cachoeiras escondidas
Quero te ver para resgatar a faísca do dia e ceder as tentações da poesia
De testar palavras novas em minha pele
Para deixar que os poros chorem a mágoa de todos os dias que se fizeram invisíveis
E depois sentir o amargo mais doce de seguir sozinha outra vez.
-Caliu

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Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… Um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem.
Caio Fernando Abreu. (via proseastes)
~ Susana Thénon
~ Thiago de Mello
"O retrato da Favela tem uma só imagem. Mais cada olhos tem a sua interpretação."
📸: brunoitan
tem tanta coisa na minha vida que eu apenas larguei e me afastei, e estas coisas sempre me deixam com uma sensação de “talvez”.
[a gente não faz ideia do que poderia ter acontecido pelo simples fato de não ter continuado tentando.]
e a vida é cheia disso, você vai cada vez mais se tornando um monte de talvez, até não se lembrar mais deles.

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E o celular sem mensagens
é sinônimo de paz ou solidão?
Olhos de Coruja
“E de vez em quando tudo o que a gente quer é mesmo dar um tempo da vida.”
— Tati Bernardi.
“Power”. Carnival, Rio de Janeiro, 1972, by Carlos Vergara.
“No fundo a gente realmente tem esperança. Que alguém se importe e que nos ajude a passar por tudo.”
— Essas foram as palavras dela.
“Eu me apego. Eis o meu problema. Eu me apego a abraços de mentira, a sonhos falsos e a pessoas que vão embora.”
— Gael Oliveira.

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carta aos que partiram e aos que vão partir.
é o vazio que machuca a alma. é o procurar e não achar algo que estava logo ali, como a sensação desesperadora que é não conseguir lembrar de um pensamento recente, ou uma palavra fácil. é angustiante.
não existe voltar no tempo. não existe consertar um erro. não existe fazer o que podia ter feito na hora, mas preferiu deixar pra depois, por preguiça ou egoísmo. mas a pior parte é que não existe futuro. não existe o amanhã. o depois.
e como diz aquela música, saudade é vontade daquilo que já se sabe que gosta. mas dói.
a partida é uma pedra no sapato que não tem como tirar. é um osso quebrado que dói sempre que o tempo muda. não importa quantos dias, meses ou anos passem.
às vezes eu me esqueço que esse silêncio é sintoma da ausência. que essa tristeza foi tudo o que sobrou depois da partida e o que me lembra de como cada segundo foi importante. cada um, até os que eu me impedi de viver, por besteira.
a vida não espera, ela atropela. empurra pra frente, mesmo quando tudo que se pode fazer é ficar parado.
o poder de uma catástrofe é desconcertante.
eu não gosto de partidas. não sei lidar com o silêncio que fica mesmo quando o lugar é barulhento. a vida acontece e acontece e se repete e eu ainda não me acostumei a me equilibrar quando me falta o chão. quando sobra uma coluna vazia que antes não existia.
pense em um mim assim como eu penso, talvez seja mais fácil de compreender esse processo complexo que a perda causa em mim.
eu sou e estou em um precipício constante. entre quedas e voos, é assim que eu vivo. é inevitável. sou apaixonada por tudo que me cerca e ao mesmo tempo totalmente frustrada com tudo que envolve existir. mas eu amo e amar me salva todos os dias.
eu amo cada parte do chão que me sustenta nesse vazio que escondo e no qual tento não cair.
e é estranho só perceber as outras partes desse bloco de terra quando as rachaduras surgem. quando me tiram do meu estado de entorpecimento, por causa da comodidade. quando me tiram da minha zona de conforto descompensada. quando me provam que nada é tido como certo e tudo tem o poder de partir sem avisar.
é como quebrar a parede de uma casa pra só então perceber que ela era uma parte importante do sustento.
às vezes eu esqueço, desculpa. as coisas mudam rápido demais. tudo parte com mais facilidade do que chega e eu sou boa em ignorar a dor. de algum jeito meu cérebro não sabe processar direito, talvez não me entenda como alguém forte. esquecer é sempre mais fácil. ou talvez só tenha sido inesperado demais. o costume e a aceitação levam tempo, eu acho.
às vezes queria que fosse aquele mecanismo de defesa, recalque.
mas então eu lembro e me digo que não acredito, porque eu, de fato, não acredito.
não sei lidar com ausências. vazios. desaparecimentos. não sei me equilibrar quando as rachaduras surgem no meu chão.
então eu lembro, mas não acredito.
aos que partem,
sempre levam pedaços de mim.
outroeu
você está na minha frente agora e eu não tenho coragem de falar. eu temia esse reencontro, as lembranças me assombram e sua falta ainda me tortura. você está com a pessoa que, por inúmeras vezes, nos fez brigar, mas eu estava certa sobre as intenções dela. por incrível que pareça, você não está feliz, a sua expressão diz o contrário. estou usando a sua camisa favorita, aquela do ursinho diferente. você sabia que eu adorava ela, então me deu pra lembrar sempre de você. e eu lembro. por mais que eu me arrependa de ter dado passos maiores que minhas pernas, hoje posso dizer que, mesmo não estando juntos, conseguimos conquistar o que sonhamos. eu queria viver sem limites e você queria crescer sem sentir-se preso a ninguém; cá estamos nós, carregando o peso que nossas escolhas nos causaram.
nem sempre o amor vence todas as coisas, mas eu espero que saiba: sempre vai existir lembranças de nós, mesmo que deixe de ser frequente, meu coração sempre vai ser morada para você. é como diz aquela frase: “o amor da sua vida sempre vai ser seu ponto fraco por bastante tempo, mesmo que nunca dê certo”. realmente, nunca demos certo. por mais que nos machuque viver com essa dor, conhecemos outras pessoas. um dia, pode aparecer alguém que chamaremos de o amor e será recíproco. talvez, essa será uma das escolhas mais difíceis: ficar com alguém que faz seu coração dar saltos ou estar com alguém para construir um novo recomeço?
você sempre vai ser aquele amor que, por mais avassalador que tivesse sido, nunca teria chance de dar certo.
prosificada.