narcissa black d e t a i l s
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@narcissaeblack
narcissa black d e t a i l s

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everything changed: lucius&narcissa
LUCIUS:
Ele riu baixo quando ela falou com ele, o tom parecendo irritado. “Falando com uma bela moça, ao que me parece”. Ele respondeu, mesmo sabendo que era uma pergunta retórica. Lucius não poupava elogios e cantadas, nunca. Mas também nunca baixava o nível de suas conversas; pelo menos não em publico. Suas frases sempre tinham palavras difíceis e de alta classe, que ele gostava de usar. Ele suspirou aliviado, em um gesto exagerado quando ela disse que ele não era o único entendiado. Isso o fazia sentir bem melhor.
“Mas não vão mesmo. Depois que sua mãe tocar o piano, meu pai vai provavelmente começar aqueles discursos de três horas, onde ele agradece a mansão, os convidados e a minha mãe.” Ele fez questão de deixar um tom irônico, fazendo menção ao pai sempre esquecer de mencioná-lo nos discursos. No geral, ele tinha uma teoria: gente rica só tinha filhos para que seu dinheiro não fosse para nenhum outro sobrenome. Não que eles se importavam com os filhos; tudo girava em torno da fortuna.
O loiro, que tinha os cabelos presos com uma fita preta em um rabo de cavalo baixo, virou a cabeça para fitá-la melhor, enquanto sorria. Ele estendeu a mão mais perto dela para que Cissa a pegasse. “Então podemos sair. Aposto que você nunca conheceu o nosso jardim… Temos um labirinto vivo.” Com vivo, ele quis dizer ‘feito com plantas.’. O labirinto estava lá à décadas e décadas, e seu pai contou-lhe inúmeras histórias sobre o labirinto e sobre o seu caminho de pedras brancas: dizia que era encantado, e que se um casal entrar no labirinto e conseguir se encontrar no centro, eles iam ficar juntos para sempre. Mas é claro que ele não contaria essa parte à Narcissa. “Podemos fazer um desafio… Quem consegue chegar ao meio, sem sair do labirinto nenhuma vez. O que acha? Aposto que não vai ser nada tedioso.”
Ele deve achar que isso dá certo -- pensava Narcissa, a meio caminho de ficar emburrada --, que essas jogadas dão certo comigo. Mas nada se compara ao quanto enlouquece só de pensar que este mesmo charme jogado em cima dela é o jogado em cima de outras. - Quanto tempo você gasta pensando nessas respostas tolas, Malfoy? Alguém sequer cai na sua ladainha? - Fingindo estar com frio, cruzou os braços e usou as mãos para aquecê-los, já que estavam desnudos: sua mãe fazia questão que nada atrapalhasse a visão do vestido caro que comprara para a filha usar e isso inclui manter a garota aquecida. Mas quem se importa se ela amanhecer doente quando, na noite anterior, foi comentada como a mais bela da festa? Parte de Cissy se detesta por gostar dos elogios e se convencer que fica bem melhor no frio.
- Tem certeza que quer perder o discurso? - Respondeu na mesma cor de ironia, com um risinho no final. Da porta entreaberta vinha o som de vários instrumentos de corda, em sua maioria violinos (é parte da educação doméstica de Narcissa saber discutir música erudita), e algumas vozes em conversas animadas. - Todos lá dentro devem estar morrendo de saudades suas e das suas respostas inteligentes e bem pensadas. - Ela não queria voltar lá por nada no mundo, aceitando que teria de lidar com Lucius se quisesse manter sua sanidade e outras coisas intactas. Ele, pelo menos, parecia ser o mais perto de normal que a nova Black encontraria naquele lugar. Talvez devesse diminuir os comentários ácidos para manter a companhia. Talvez.
O sorriso de Malfoy trouxe algo bem semelhante ao que um bom casaco traria naquela noite fria, sendo o último interesse da loira demonstrar que ficava sem forças diante de algo tão pequeno. Mais por tentar esconder os primeiros tons de vermelho que chegavam ao seu rosto, ela se deu por vencida e tomou a mão do mais alto, sentindo a textura diferente da sua própria. Precisava manter maior atenção no que ele estava dizendo, portanto levantou o rosto para fitá-lo e ouvir a respeito do que fariam em seguida. - O labirinto? - É claro que Cissy sabe do que ele está falando: é impossível chegar à casa sem ver a magnitude do mesmo e, se fosse ser sincera, tem certo medo de se perder ali dentro, mas é claro que ão contaria essa parte a Lucius.
Seus olhos foram do rapaz até o local do qual falavam a respeito. Com uma expressão de confiança, ela apertou seus dedos ao redor da palma alheia não por temer algo, mas para demonstrar o contrário. - E o que eu vou ganhar, quando chegar no centro antes de você? - Questionou com as sobrancelhas levemente arqueadas. - Eu gosto de diamantes. - Brincou com um sorriso largo nos lábios, esquecendo por um segundo que estava para entrar naquele lugar imenso.
DAISY:
Se havia uma coisa que Daisy jamais conseguiria fazer de forma displicente era brincar sobre o bem estar daqueles com os quais se importava, seja tal referente à uma simples azaração até uma terrível maldição. Simplesmente não era capaz, não estava em seu sangue. Era uma lufana, afinal, não havia dúvidas provenientes de tal fato. – Se algum dos meus amigos for o alvo da sua varinha, acredite, uma maldição será, sim, capaz de arruinar a sua noite. – A ruiva não precisava se impor, estufar o peito, ou sequer tentar elevar o tom de desafio em sua voz. Não havia um. Ela sabia que a única coisa que realmente valia era a verdade por trás de suas palavras. – Então vamos apenas encher os nossos copos e brindar a nossa volta ao castelo, huh? É o meu último ano, afinal, e eu não sei se eu deveria estar animada ou em uma depressão profunda. Vee certamente sentirá falta da quantidade de ratos que circulam por aqui, disso eu não tenho dúvida.
Esses amigos da causa dos sangue-ruim são engraçados. É só mexer com um que todos saem na defesa, o que prova como são fracos. Contudo, é claro, tais palavras nunca deixariam os lábios da Black mais nova, que somente assentia com a cabeça, imaginando a comoção de lufanos irritados e segurando uma risada. - Sua ideia não é de toda ruim. - Narcissa foi genuína em sua resposta, diante da sugestão alheia de apenas brindarem mais um ano escolar. Considerava pegar um copo e fazer da sugestão uma realidade, até que o assunto tomasse uma curva indesejada. - Ratos? - Seus olhos se arregalaram. - Que ratos?
REMUS:
Deu de ombros, um pouco tímido diante da loira, especialmente por ter achado graça de algo que era verdade. Remus não sabia detectar deboche nas pessoas, mesmo que os colegas já avisassem que seria ótimo se deixasse de ser tão ‘inocente’. “Eles são meus amigos. Não é como se eles estivessem cometendo um crime… E eu ainda treino alguns feitiços.” explicou, e também porque sabia que eles fariam — e já fizeram — o mesmo por ele em diversas situações. Mas aquela era uma parte que ele não contara e não se imaginava contando para alguém. “Se um de nós não ficar sóbrio, vamos demorar muito para voltar ao normal e aos quartos. Isso é um problema realmente pior. A cerveja amanteigada às vezes é melhor que uísque de fogo, de qualquer jeito. Não me importo muito.”
A forma como o Gryffindor descreveu positivamente a atividade sem graça de permanecer sóbrio e cuidar dos outros que haviam passado da conta foi digna de pena. Narcissa o fitou enquanto ele lhe respondia, com uma expressão neutra que foi mudando de curiosa até chegar num singelo olhar de julgamento. - É, a oportunidade de treinar feitiços deve compensar por eles te fazerem de babá. - Por mais que tentasse, não ser irônica diante daquilo seria pedir demais. Voltou sua atenção ao grupo de pessoas que dançavam e bebiam, suspirando longamente. Quando Lupin começou a falar de novo, ela logo deduziu que não fazia parte do conglomerado ao qual o rapaz agora se referia. Sequer tinha ideia do que seria sua vida se fizesse. Muito provavelmente, teria seu rosto queimado na tapeçaria da família. - Vocês parecem ter uma... amizade bem forte.

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LILY:
Lily notou a surpresa da outra ao vê-la iniciando uma conversa; ela mesma estava surpresa, afinal, havia tempo que as duas não costumavam conversar ou ser amigas. Infelizmente, eram de mundos completamente opostos e a ruiva sabia que existia limites para certas amizades… Aprendera isso da pior forma com Severus. — Bom… Você tem que admitir que, pelo menos, eles sabem como se divertir. — disse ela olhando para os colegas com admiração.
Sem pretensão alguma de fingir o contrário, Narcissa olhou com desdém para os alunos dançando e se embebedando e o sentimento de vergonha alheia tomou conta do seu âmago. Como eles poderiam pagar tanto mico e não se importar com as próprias imagens? É claro, o álcool deve ajudar com essa segunda parte, assim como com a primeira. Rindo soprado por estar mentalmente dando defesa ao comportamento daqueles bárbaros. - I suppose... Eles parecem mesmo estar curtindo. Ainda parecem macacos, mas pelo menos são macacos felizes.
Narcissa: Isn't it amazing how I can feel so bad and still look so good?
those cunning folk use any means to achieve their ends.
everything changed: lucius&narcissa
LUCIUS:
[Flashback]
Lucius andava pela festa cumprimentando todos os rostos que eram minimamente conhecidos, mas também os que não eram tanto assim. Era o que o Malfoy mais novo era instruído a fazer. Ficar na festa sorrindo e sendo agradável, porque afinal de contas, era o aniversário de seu pai, e isso era o mínimo que podia se esperar do filho do homem mais importante daquela festa. Mais para o final da festa, porém, o garoto já estava desesperado para fugir dali. Ele era um cavalheiro, claro, mas acima de tudo era jovem. Queria beber vinho, rir, fazer piadas, e quem sabe nadar nu. Isso não era nada parecido com o que era permitido fazer naquela festa, que parecia apenas ter velhos ricos e rabugentos. Por isso Lucius congelou quando viu os fios dourados não muito longe de si. E ele não titubeou em se aproximar, com o seu melhor sorriso, tentando não parecer desesperado por uma companhia que tivesse menos de cinquenta. “A festa acabou de ficar bem melhor.” Ele comentou em voz alta, deixando que Narcissa ouvisse o que ele dissera. Depois de alguns segundos ele aproximou a bica do ouvido dela, para falar baixinho. “Por favor, diga que não sou só eu que estou tendo um ataque de tédio nessa festa…” Ele fez a suplica bem baixinho, porque a música da festa era clássica e baixa, e qualquer voz mais alta poderia facilmente ser ouvida, e isso era algo que Abraxas não toleraria vindo de Lucius.
@narcissaeblack
Tick tock goes the clock. E com cada badalar da próxima hora, mais entediada Narcissa se tornava. Estava se divertindo, é claro -- por fora. Seu sorriso era cristalino e cheio de sentimento, sendo os elogios recebidos apenas uma forma de combustível para continuar mesmo frente à dor nos músculos do rosto. Tudo o que queria era choramingar para Druella que já estava na hora de irem para casa, mas a mulher tinha uma taça de vinho nas mãos e conversava vividamente com um casal cujos nomes a filha mais nova não se recordaria nem mesmo com auxílio de uma penseira, tantos foram os rostos e nomenclaturas introduzidas só naquela noite.
É aniversário de ninguém menos que Abraxas Malfoy e, obviamente, todos estão ali. Druella e Cygnus fizeram questão até de comprar roupas novas para Narcissa e Bellatrix, julgando os inúmeros vestidos de festa que tinham “fora de moda” -- palavras da matriarca. Narcissa não reclamou, qualquer chance de ter roupas novas é apreciada. No entanto, agora, nem mesmo o seu belo vestido de seda azul bebê é o suficiente para lhe tirar o cansaço de horas e horas inventando sorrisos e gentilezas para o que deve ser a maior junção de velhos já visto no país. Contrariada pelo próprio pensamento, a voz às suas costas ajudou-lhe a esquecer de como estava sendo rude.
Estava prestes a se virar quando foi impedida pela presença de Lucius tão perto de si que todo seu âmago pareceu derreter por um instante. Engoliu em seco, colocando uma mecha teimosa do cabelo atrás da orelha, antes de tomar um passo para longe do rapaz e fitá-lo com certa irritação no olhar. “O que você acha que está fazendo?” Retórica, Narcissa bufou e considerou andar para longe de Lucius, mas dali conseguia ver a porta aberta da grande mansão e sabe muito bem o que lhe espera lá dentro, parando exatamente ao lado do mais alto, seu ombro tocando o dele. “Não, você não é o único tendo um ataque de tédio aqui.” Era contrário ao seu feitio assumir desagrado a qualquer situação social, porém sempre acaba confessando a verdade na presença de Lucius.
“Mas eu não acho que vão notar nossa falta. Mamãe viu o piano e disse que tocaria algo para todos e, quando ela senta no piano, pode ter certeza de que só sai de lá após três crises de artrite.” Apesar do tom gélido, ela terminou com uma risada curta e baixa, acompanhando a noção de que não deveria atrapalhar a festa que os mais velhos aproveitavam não muito longe. “Você vai me julgar se eu disser que o que mais quero agora é me sentar?”
“Essa sempre foi a maior qualidade dela. Adicionar cor onde nunca tem.” Foto tirada por @narcissaeblack

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DOE:
Não é fácil surpreender Dorcas, porém naquele momento ela estava de boca aberta. Tinha certeza que ia dançar sozinha naquela mesa até finalmente desistir de seu objetivo, não esperava que Narcissa Black realmente subisse na mesa. Porém, contra todas as chances, ali estava ela ao seu lado, e aquilo encheu seu coração de alegria, e orgulho de suas próprias habilidades de convencer. “Merlin, desse jeito você me assusta!” Ela exclamou, entre gargalhadas, ao observar a quase queda da loira.Toda a irritação que sentira há segundos atrás evaporara como num passe de mágica. “Se você caísse na lama e arruinasse esse vestido chique, sua irmã me mataria.” Doe se arrependeu do que disse no momento em que as palavras saíram de sua boca. Não podia deixar ninguém pensar que tinha medo de Bellatrix, mesmo se alguém provavelmente fosse esquecer disso no dia seguinte. “Quer dizer, se ela ficasse ofendida, teria que vir se resolver comigo, e não teria coragem…Com certeza…Ela sabe de minhas habilidades em duelos…” Finalmente, deu de ombros, como se não ligasse, e em seguida abriu um sorriso. “Enfim, agora que estamos aqui, vou aproveitar essa oportunidade única.” A grifinória se empolgou e começou a dançar com mais entusiasmo, estendendo a mão para girar Narcissa e chamando as pessoas em volta para se juntarem a elas.
Lá estava ela, em cima de uma mesa em plena festa organizada por sabe-se lá quem, na entrada da Floresta Proibida, com o cérebro marinado em vodka e refrigerante. Se Druella lhe visse agora... O orgulho seria o bastante para causar um ataque do coração. Sua princesa, dançando em cima de uma mesa com uma Gryffindor. A gravidade parecia ser a única sã naquele momento, puxando Black de volta ao solo. Entretanto, a loira persistia em pé, balançando de acordo com a música que mais parecia barulho. A menção de uma “irmã” lhe despertou um pouco, só um pouco, e se virou por achar que Bellatrix poderia estar olhando. A essa altura do campeonato, nem reconhece mais Andromeda como uma opção. - Bellatrix com medo de alguém? - Começou a rir com vontade, mas logo sua risada foi mudando, sua expressão facial foi mudando, e uma sombra de medo tomou conta do rosto da quintanista. Há sim, uma pessoa da qual sua irmã tem medo - certamente não é aluno algum. Engoliu em seco a informação, forçando um sorriso tonto para amenizar o silêncio desconfortável. Dorcas dançava à vontade ao seu lado, e ela se pôs a fazer o mesmo, chutando os copos que descansavam em cima da mesa e vendo o líquido dentro deles voar alcançando metros de distância delas. - Sabe o que seria legal? Vassouras. Vamos pegar vassouras e sair voando pelo perímetro, o que diz?
Grace Kelly in High Society (1956).
She was like the waves of the ocean; so beautiful and also so dangerous
MARLENE:
Marlene olhou com genuína piedade para a menina enquanto ela ria. Simplesmente não conseguia compreender como alguém realmente tinha convicções tão distantes da realidade. Como podiam acreditar que seu sangue te fazia melhor ou pior que os outros? Ela suspirou - Tem razão, eu e minha inabalável esperança nos outros, sempre achando que eles serão melhores algum dia. Mas não serão, não é mesmo? É muito mais fácil apenas acreditar no que seu papai disse a questionar qualquer coisa.
Narcissa inspirou fundo e virou-se para olhar Marlene nos olhos. - Por que você assume que me conhece e sabe o que eu penso ou deixo de pensar? - Ser acusada de não ter um próprio cérebro é um assunto sensível para a Black mais nova, que não suporta a ideia de ser vista como alguém que segue os preceitos de outros só porque eles disseram assim. No entanto, está longe de começar uma discussão por culpa de algo tão frívolo. - E por que ainda está aqui? Não tem nada mais interessante para fazer, como ir ensinar ética trouxa para algum primeiranista facilmente iludido?
DAISY:
Aquele era o tipo de ambiente no qual Daisy se sentia bem. Não pelo fato de estar beirando à floresta proibida, tal tipo de coisa não lhe trazia mais nenhuma adrenalina como nos seus primeiros anos no castelo, mas simplesmente por estar cercada de pessoas animadas em uma atmosfera de comemoração. Aquele era o começo de seu fim no castelo, afinal, motivo suficiente para não abaixar o copo de sua mão por um instante. – Começos são melhores, mas apenas porque eles prometem muitas horas pela frente. – A prontidão de emerger-se no diálogo com a sonserina não possuía explicação alguma, era óbvio que o álcool já começava a afetá-la. – Mesmo que alguém da sua casa queira tirar a roupa e se tacar no fogo, acho que a noite não precisa ser arruinada com maldições à solta.
A menção de algum colega de casa se jogar no fogo fora motivo para a bela loira virar nos próprios calcanhares em ordem de conseguir fitar quem era dona da tal atrocidade falada. - Se isso acontecesse, a festa teria que terminar mais cedo e eu não acho que seja esse o desejo da maioria aqui. - Respondeu em tom monocromático, frio, arrumando uma mecha do cabelo que tinha escapado de trás da sua orelha. - Uma maldição, em uma pessoa descontrolada dificilmente arruinaria a minha noite. - Era quase uma brincadeira, a probabilidade de realmente fazer algo do tipo é baixa. - Medo que seja um dos seus amigos o alvo da minha varinha?

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DOE:
Dorcas revirou os olhos, impaciente. Aquilo seria mais difícil do que tinha pensado. Observando a expressão desconfortável de Narcissa, se perguntou porque precisava ser tão teimosa. Se fosse qualquer outra pessoa, já teria desistido da loira e ido fazer outra coisa mais fácil. Mas Dora era orgulhosa demais pra desistir agora, se disse que Cissa ia se divertir, ia fazê-la se divertir. “Por Merlin, Cissy, você pensa demais! Como vive desse jeito? Deve ser um inferno, sinceramente.” Percebeu estar sendo grossa mas decidiu não pedir desculpas, apenas bebeu mais um gole do copo e o entregou para Narcissa. “Agora você vai beber essa porra enquanto eu danço em cima da fucking mesa e quando você acabar vai subir e dançar também!” A fuzilou com os olhos. “Estou tentando te ajudar aqui se não percebeu!” Dito isso, Dora subiu na mesa habilmente e começou a dançar como se ninguém a estivesse olhando.
A troca de climas tão repentina fez Narcissa ficar intimidada. Estava confortável, ou algo perto disso, até ser motivo da falta de paciência de Dorcas e ser motivo dos outros mudarem do positivo para o negativo é algo que afeta Cissy como nada igual. Ela murmurou algumas palavras que deveriam ser desculpas, mas alguma parte de si ainda lutava contra, sem saber o porquê da loira estar achando que deve qualquer coisa à Dorcas, senão pura indiferença. No entanto, haviam olhos prestando atenção nas duas - Black conseguia senti-los em suas costas -, e não poderia sair da festa sendo conhecida como a fracote sem coragem. Por isso, terminou mais um copo com um pouco mais de cuidado dessa vez, apesar que ainda de forma apressada. Tirou os sapatos de saltos modestos, deixando-os no pé da mesa, e então ofereceu sua mão para que Dorcas lhe ajudasse a subir. - Que a Bellatrix não veja isso. - Disse entre um sussurro, tentando procurar a irmã já que a vista agora lhe dava mais vantagem para ver os cabelos negros e olhos faiscantes da mais velha. Sem ver sinal desta, Narcissa começou a se mover, modestamente, em cima da mesa, achando engraçado como seu vestido parecia ter vida própria. - Será que ele foi encantado? - Segurou o braço de Meadowes quando viu que perdia o equilíbrio e começou a rir, até ver o rosto dela e se lembrar de como estava irritada momentos antes. - Eu quase caí.
ALICE:
-Verdade. Mas eu nunca fico para o final, já que odeio de ver o resto a se embebedar e eu ser obrigada a levar os seus corpos. Por isso, venho sempre antes.-
- Lavar os copos? - Suas sobrancelhas arquearam com a confissão, Narcissa fazendo de tudo para acreditar que só devia ser uma piada, embora saiba com quem está falando e levar isso a sério deveria ser uma atividade comum para o seu cérebro. - Você parece estar se divertindo. - É melhor focar em algo positivo, e, com isso, Black apontou para o conforto no qual Alice se encontrava. - Melhor do que ficar de pé e sendo alvo de tropeços dos mais inebriados.