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meio de setembro de 2022 - I have died everyday waiting for you
Scorpius sempre ficava nervoso quando ia encontrar Lily, mas hoje, em especial, suas mãos até tremiam. Ele gostava de estar com a ruiva, de passar seu tempo com ela, e afinal de contas, estava apaixonado já havia algum tempo -talvez desde aquele primeiro incidente na quadra de quadribol, em que ele a salvou de um balaço maluco e desgovernado. Desde aquele dia, ele nunca mais a olhou do mesmo jeito de antes. Por isso o passo que ele daria -a conversa, na verdade- era extremamente importante para ele; para o relacionamento.
Quando Lilian se aproximou e falou do bolo, ele riu baixo. Scor não deu muito tempo para a garota reagir, ele logo foi puxando-a pela cintura, ali mesmo, num canto do jardim, para quem quisesse ver, e roubou-lhe um beijo rápido. “Que bom. Porque o bolo também veio só por você.” Ele sorriu e soltou-a, apontando para a toalha no chão, com mais algumas guloseimas trazidas. “Queria passar um tempo com você, Lils.” Te dizer coisas, ele completou mentalmente. A duvida o circulava. Era cedo demais?
☽ 13 poems why ↠ scorose ☾
Scorpius suspirou e ouviu ela ler o poema, com paciencia. Ele não estava dizendo por dizer. Ela escrevia bem, mesmo. E por dentro ele estava completamente animado que ela finalmente estava lhe dirigindo a palavra diretamente, coisa que ele nunca imaginaria, pelo menos uma semana atrás. As coisas mudavam, claro. O loiro porém ficou ligeiramente confuso quando ela arrancou a página do caderno e a dobrou, estendendo-o determinadamente. Ele franziu o cenho quando ela revelou sobre o poema ser sobre ele. Ele tentou não arregalar os olhos, finalmente entendendo o sentido do texto, e sentindo-se um completo idiota por não ter percebido que era sobre ele.
O garoto pegou o papel da mão dela, a abriu-o, os olhos claros passando rapidamente nas linhas escritas a mão. As palavras custavam sair da boca dele, porque Malfoy não queria falar alguma coisa que comprometesse a amizade deles novamente. E muito menos algo que fizesse Rose se sentir diminuida ou não amada. Scorpius amava Rose Weasley, de uma maneira intensa, e ela fazia parte de sua vida. Assim como Albus. Não podia se imaginar sem um dos dois ali, lhe dando suporte.
Ele andou devagar até Rose, e puxou-a para um abraço apertado. Um abraço inocente que a muito ele não dava em alguém. Ali, ele colocouo suas preocupações, receios, e também intenções boas e positivas. “Odeio ficar distante de você, Ross. E obrigado pelo poema.”
☽ 13 poems why ↠ scorose ☾
malfolicious:
Era o quinto dia que procurava e ainda não havia encontrado o caderno de anotações, por mais que estivesse conformada que ninguém o leria, Rose temia que quem estivesse com ele fosse inteligente o suficiente para decodificar as letras invisíveis, e seria uma vergonha e tanto ter mais páginas intimas lidas por toda a escola, mesmo que aquelas fossem totalmente diferentes das que haviam no seu antigo diário. Seus poemas eram bons, ela sabia disso, mas a ideia de mostra-los para alguém era assustadora, afinal, ainda que fossem muito bem escritos, tratavam-se de pessoas, de seus jeitos e trejeitos, e da visão que a ruiva tinha sobre elas, que não eram ruins, mas melancólicas demais até para a Weasley.
O conforto que sentia por ter suas páginas invisíveis se esvaiu assim que encontrou o primeiro poema, que era escrito para Albus, colado sob a janela da mesa em que costumava estudar na biblioteca, a mesma que havia esquecido o diário, vê-lo ali, completamente exposto, lhe causou uma taquicardia no mesmo momento, não tardando em arranca-lo e passar bons minutos observando ao redor para ter a certeza que ninguém havia visto ou lido, o que era muito difícil. Atrás dele, uma pista, que assim que lida a fez sair correndo dali para o jardim na rapidez de um pomo de ouro, agradecendo por ter dito claramente em qual árvore estaria, segurava o poema que escrevera para Lílian, virando-o em busca da dica. Seguindo a segunda pista que a levava direto ao salão principal, ela correu até lá novamente. Rose procurou por todo ele, embaixo de bancos, da mesa, na porta da cozinha, até finalmente encontrar o segundo colado sob a grande porta, aquele escrito carinhosamente para Alice. Ela suspiro aliviada, por tê-lo achado no lugar menos visível de todos, a dica que continha atrás dele a levava para a Torre de Astronomia e ela foi inteligente o suficiente para não tardar em perceber que este estaria colado na janela, e lá estava, escrito para Hugo, o maior deles, exatamente como imaginou. O ar saia de seus pulmões na mesma rapidez que ela corria para cá e para lá em busca da sala precisa, amaldiçoando quem quer que fosse por tê-los colocado em lugares totalmente distantes um do outro. Era a quarta volta que dava, até desistir e simplesmente para frente a parede totalmente vazia. “Por favor, por favor, por favor.” Ela sussurrava a suplica de olhos fechados, desejando que ao abri-los, estivesse ali a porta que precisava e com sorte, lá ela estava.
“Espalhar os poemas não foi uma ideia muito legal mesmo que bem pensada, e pra que lugares tão distantes?! Por Morgana, eu nunca corri tanto em toda minha vida!” Ela resmungava enquanto ainda permanecia de costas para somente poder fechar a porta, brincando mesmo que estivesse um tanto estressada com toda a busca. Mesmo pedindo, incansáveis vezes para que seu caderno estivesse em boas mãos, ela não esperava encontrar Scorpius bem ali. Aliviada e ao mesmo tempo paralisada por não saber como reagir ou o que responder, ela engoliu a seco, riu nervosamente pelo nariz e balançou a cabeça em negativo. “Todos esses anos de amizade e você não reconheceu a minha letra, Malfoy” Foi a única coisa que conseguiu dizer, brincando acima de toda a apreensão, era a fala menos seca que lhe dizia por boas semanas. Rose riu, aproximando-se com as mãos dentro dos bolsos da calça, não evitando olhar para ele como das ultimas vezes. Mas o rubor que cobria seu rosto não lhe deixava esconder a vergonha, por saber que o quinto poema, depois do de Hugo, era justamente para ele.
Scorpius ficou a esperar pacientemente o autor entrar na sala, enquanto lia e relia os seus poemas favoritos do livro que encontrara. Quando finalmente alguém entrou, o Malfoy paralizou no lugar. “Eu posso ter me embaralhado com a ordem das pistas. Sou péssimo em localização.” Ele disse, com a expressão inalterada. Era ela, como ele não havia percebido? Agora que sabia, ele se sentia um idiota. Tudo nos poemas gritavam Rose Weasley. “Desculpa.” Ele respondeu simplesmente, quando ela lhe deu uma bronca branda sobre ele não a reconhecer. Essas desculpas, porém, vinham com mais carga do que apenas a daquele momento.
Ele se aproximou devagar, andando até ela, e quando estava a pouca distância, estendeu o caderno para ela, fechando-o. “O poema número cinco é meu favorito. Você escreve bem, Rose. Qual a sua inspiração?” Ele perguntou, sem pretenção. No fundo, ele se sentia parte daquilo, agora que sabia que era ela. E ao contrário do que pudesse parecer, Scor não havia se arrependido nem um pouco por espalhar os poemas. Como havia dito: eram lindos. Se arrependia muito menos agora, que Rose estava começando a trocar palavras com ele novamente, depois de tanto tempo.
flashback - o vira tempo | malfoy siblings
A partir daquele momento, nenhuma ideia era uma boa ideia. Qualquer coisa que fizesse já estava fora do aceitável, mas também não podiam ficar parados, esperando serem pegos. Se fossem, as coisas com certeza iriam ficar horríveis. Por isso Scorpius simplesmente deixou ser levado quando a irmã o puxou para o quarto de visitas e trancou a porta. “Ambrosia, precisamos respirar fundo. A gente está muito escrencado. E não podemos pedir ajuda ao papai, meu Merlin!” Apesar de Draco ser distante dos filhos, ainda era o pai dos dois. Scorpius sabia que se estivesse com problemas, ele poderia correr ao patriarca, para pedir socorro. Agora, nessa situação atual, isso não era uma opção. E conversar com Lucius era pior ainda, principalmente tendo Draco mais novo andando pela mansão. “A gente não devia ter feito isso. Nós vamos morrer, nós vamos morrer.” Scorpius estava super ventilando. Ele respirava rápido demais e seu coração batia muito forte no peito. Ele não teve tempo para ouvir a resposta da irmã, porém, porque a mesma pegou a varinha e agarrou-lhe o braço novamente, tomando sozinha a decisão de aparatar na escola.
A primeira coisa que viu quando abriu os olhos, foi Ambie vomitando, o que não ajudou em nada a tontura que ele mesmo sentia. Devagar, encostou-se na parede, e respirou fundo. Ele olhou em volta, e raciocinando melhor, percebeu que não havia ninguém naquele corredor. Bem, não era para menos: era primeiro de setembro, e na escola só estava atualmente os alunos que ficavam ali durante as férias. A maioria ainda não chegara, para a sorte dos dois. “Vamos, Amb. Você precisa se limpar. E precisamos ir a biblioteca. Sessão reservada. Precisa ter um tipo de manual lá, para o vira tempo. Precisamos saber exatamente quantas voltas dar desta vez.”

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at least i’m honest • with albus
Scorpius estava tremendo, e até suando um pouco. Ele sabia exatamente porque estava tão nervoso: tinha muita coisa em jogo. Quer dizer... E se Albus se irritasse com Lilian por não ser ela a contar? E se Albus se irritasse com Scorpius por seu melhor amigo estar se relacionando com sua irmã caçula? Ou por ter escondido esse fato por algum tempo? Era vários motivos que causaram a briga com Rose da última vez, e não queria que causassem uma briga com Albus agora.
O loiro trancou-se em seu dormitório que dividia com o Potter, e ficou sentado na cama, passando os olhos claros pelas palavras do livro que segurava, sem realmente ter cabeça para ler e entender o que estava escrito ali. Logo quando Albus abriu a porta do quarto, Scorpius deu um pulo e se levantou da cama, falhando em tentar agir normalmente. “Albus... A gente pode conversar?”
@slythxrinpotter
Apesar dos dois terem se entendido, apesar de agora terem contado para quem devia e em tese não precisar mais temer as consequências, para ele ainda parecia que Lilian não estava confortável. Principalmente agora que contara sobre Rose para ela, ele sentia como se os dois estivessem voltado a estaca zero no relacionamento. A reação dela, de fitar em volta para ver se alguém os observava, não ajudou nada em sua constatação. “Lily... Eu sei que se sente culpada. Mas não podemos deixar isso afetar a gente.” Ele disse, pacientemente. Ele sabia porém, que se fosse ao contrário, e se fosse com Albus, ele faria a mesma coisa; se sentiria da mesma maneira. Era uma coisa egoísta, até. Scorpius era egoísta em todos os sentidos. E de repente, seus pensamentos levaram-o para um novo nível. O loiro uniu as sobrancelhas, desviando o olhar de Lilian. “Você... Pretende contar para o seu pai? Sobre nós dois?”
☽ 13 poems why ↠ scorose ☾
Scorpius ficou dias e dias tentando desvendar o que aquele estranho livro era. Seu pai havia o contado a história sobre o diário de Tom Riddle, que nada havia escrito. Será que por acaso havia encontrado algo minimamente parecido. Quando testou, porém, fazendo um pontinho na última página, soube que não, porque o pontinho lá ficou. Depois de mais alguns dias, finalmente conseguiu descobrir que aquilo tinha coisas escritas, e quando conseguiu fazer todas as frases aparecerem e ficarem legíveis, ele pode finalmente ler o misterioso livro da biblioteca.
O Malfoy leu e releu cada palavra daquela página e não poderia se apaixonar mais nem se quisesse. Os poemas escritos naquele caderno o cativaram, e isso fez com que o loiro acabasse por ler todos eles, e só quando terminou, percebeu que estavam todos escritos em tinta à mão. Céus! Não era mesmo um livro da biblioteca, e sim o caderno pessoal de alguém -alguém que não colocara o nome.
Sua curiosidade de saber quem era o dono do livro o fez ir ao extremo e ter uma ideia: fazer um caminho com os poemas, de modo que o autor o seguisse e se revela-se. Mas também decidiu espalhar mais poemas do que o necessário pela escola por um simples motivo: ele achava que todos deveriam ser agraciados com aquelas palavras. E assim foi: uma cópia do poema número 1 foi deixado exatamente no lugar onde Scor encontrou o livro: o dono de certo repassaria ali hora ou outra. Atrás da folha Scorpius escreveu ‘Os jardins estão cada vez mais bonitos, não estão? Um pulo lá não faria mal, a essa altura. A maior árvore lhe promove a melhor sombra’.
Nos jardins, Scorp deixou o poema número 2. E a pista número 2 atrás da folha. ‘Um dos lugares mais mágicos de Hogwarts é o grande salão. Todos deviam passar por ele hora ou outra.’. Na porta do Salão Comunal estava o poema número 3, e atrás, Scorpius escrevera: ‘A torre de Astronomia tem a melhor visão de Hogwarts inteirinha. O ar de lá é fresco e muito agradável.’ E no topo da escala da Torre, o último poema jazia. Nele, a última pista. ‘Só existe um lugar onde se pode ter tudo, sem precisar ter nada.’ E ele falava da Sala Precisa. E ele entrou na Sala, desejando que apenas o autor do livro conseguisse entrar nela naquele momento, barrando as outras pessoas que poderiam ter lido e encontrado as pistas que o sonserino deixara.
@rosegrangx
Patrono: Doninha
Porque?
Aqueles com esse patrono tendem a ser governados por instintos e ser muito intuitivos. Tem sido assumido por alguns que aqueles com o Patronus de doninha são extremamente astutos, e isso não poderia ser mais correto. Essas pessoas são amistosas, educadas e honestas. São excepcionalmente perceptivos, muitas vezes entendendo coisas sobre os que estão ao seu redor sem precisarem ser contados. Eles se fazem excelentes ‘detetives’ devido a ter uma natureza tão curiosa e estar tão em sintonia com o ambiente. Outro bom traço daqueles que têm a doninha é uma atitude de trabalho árduo. Sempre prontos para ajudar, é provável que eles aceitem qualquer tarefa que esteja à mão. Muitas vezes se destacam na maior parte do que fazem, embora permaneçam sempre modestos quanto a isso.
Como?
Scorpius demorou um tempo considerável de dias e tentativas árduas para conseguir uma mínima fumaça. Claramente as memórias que incluíam quadribol ou Lilian não estavam funcionando tão bem quanto ele pensava que iam. Assim, ele passou para o próximo passo: Ambrosia e Astoria. E o Malfoy testou várias e várias memórias, que iam desde aniversários a festas formas, dias que estavam os três e a mãe lhe contavam histórias. Nada disso funcionava.
Alguns dias e muito perto de desistir, ele teve uma última ideia: a vassoura relíquia que seu pai havia lhe dado. Depois de respirar fundo, com muita paciência, Scorpius pegou a varinha e conjurou o patrono, pensando em quando recebeu a vassoura. O patrono se tornou mais brilhante, mas ainda não tinha forma. Consequentemente sua mente viajou a Draco. Scorpius visualizou Draco embrulhando a vassoura e fitando o objeto com o orgulho que sabia que seu pai tinha do esporte. E dentre poucas possibilidades, ele decidiu da-la ao filho então.
O loiro fechou os olhos e depois de dizer o feitiço mais uma vez, o patrono finalmente tomou forma. “Só pode ser brincadeira.” Ele murmurou baixinho, vendo a doninha clara esvoaçando pela sala. Scorpius percebeu que sua melhor memória envolvia apenas o pai, apenas se sentir amado e aceito por ele, e o fato de seu patrono ser uma doninha -sua mãe havia deixado escapar aos filhos o incidente no quarto ano de Draco- deixava-o um pouco confuso. Prometeu mentalmente que não contaria esse fato -e nem a forma de seu patrono- a ninguém, a não ser o professor da matéria.
[ Plots ilustrados: começo de setembro de 2022 - I’m the reason why you’re falling apart | scorose ]

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Uma pitada de esperança passou por si quando ela disse o seu apelido, mas logo ela arrumou para o nome todo, e ele abaixou os olhos ao chão mais uma vez. Com firmeza, usou as duas mãos para enxugar o resto das lágrimas de seus olhos, pretendendo não chorar mais naquele dia. E foi nesse momento que ele descobrira que era um monstro. Ele simplesmente estava forçando Rose a dizer que gostava dele. A tempos! O coração dele começou a pular no peito mais do que nunca, pelo simples motivo de ele ser o que estava fazendo mal a Rose, esse tempo todo.
“Rose, me desculpa. Eu não fazia ideia.” Porque agora finalmente ele entendia o que ela sentia. E entendeu porque haviam se afastado e ela havia ficado estranha depois daquele beijo, a tanto tempo atrás. Scorpius não tinha ideia de como lidar com a situação. Ele já havia tido garotas gostando dele antes, mas nenhuma delas era a sua melhor amiga. Ele estava em um empasse entre deixá-la ir, e precisar dela perto de si. Devagar, tudo o que ele havia lido no diário voltava a sua mente, e era como se estivesse lendo os pensamentos de Rose, retroativamente. Ele se sentia péssimo por isso. Quando ela disse que precisava de espaço, ele assentiu. Soltou-a e deu alguns passos para trás, se mantendo longe dela. Também não disse mais nada. Ele sabia que Rose precisava de tempo agora, e no fundo, ele também precisava.
[CLOSED]
slytherinpxttr:
Albus olhou de um para outro chocado, cruzando os braços não como uma criança birrenta, mas como alguém que já não sabia como ajudar e estava cansado de ficar em fogo cruzado. Escutou as falas do amigo sentindo novamente a esperança se esvair. Não era um garoto positivo ou bom para mediar conflitos, caso contrário conseguiria articular algo com James, seu próprio irmão que era brigado. Ele juntou as mãos nervosamente, apertando uma e depois a outra e quando a segunda frase de Scorpius saiu ele desfez o entrelaço, batendo de leve as mãos na perna, levantando-se em seguida. - Quer saber? foda-se! Se resolvam sozinhos, eu não vou ficar aqui para escutar meus dois melhores amigos se odiando. E não vou mais ficar dando recados, eu odeio ficar no meio disso. Se precisarem de mim, sabem que sempre estarei “aqui” por vocês. - o aqui era metaforico, referindo-se não a um lugar, mas a uma cumplicidade na relação. Dito isso ele arrumou a capa tirando o pó, arrumando-se para virar e ir embora. Amava demais os amigos, mas infelizmente algumas coisas não estavam ao seu alcance e agora dependia deles conversarem e decidirem se preferiam continuar brigados ou o que.
Sua primeira reação ao vê-lo sair andando foi olhar para Scorpius com a cara de quem diz “é tudo culpa sua”, a segunda, e mais sensata, foi levantar de onde estava e puxar o primo de volta pelo braço. “Agora você só está faltando ir para o quarto e chorar, Albus.” Disse em um tom de clara irritação. Estava mais cansada de tudo aquilo que qualquer um dos dois e brigar com o outro definitivamente não estava na sua lista de desejos. Rose suspirou alto e profundamente quando obrigou o primo a sentar-se novamente ao lado de Scorpius, ficando ela em pé desta vez. Levou uma das mãos ao cabelo, arrumando-o mesmo sem haver necessidade alguma. “Scorpius, eu o admiro por conseguir ser benevolente em todas as situações e por ser atencioso.” Ela falou, agora mais calma sem nenhum vestígio de sarcasmo na voz. Cruzou os braços, voltando o olhar para o chão aos seus pés, em uma falha tentativa de conter o vermelho que cobria seu rosto após ter feito aquilo.
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Scorpius ficou surpreso pela explosão do melhor amigo. Albus era a cola grudenta que estava mantendo o grupo unido ainda. Internamente, Scorp tinha medo de Albus desistir dos dois, e assim, o orgulho do loiro e de Rose não permitirem que se juntem novamente. Assim, quando Rose buscou ALbus pelo braço e o fez sentar-se de novo ao seu lado, Malfoy soltou um suspiro. Agora, a surpresa pela reação de Albus não foi nada perto da surpresa que teve quando Rose se dirigiu a ele, com palavras doces e simpáticas. automaticamente toda a sua vontade de resistência caiu por terra. “Rose, eu...” Ele suspirou. “Admiro sua genialidade. E como você não fica jogando na cara dos outros que é inteligente. Pelo contrário. Adora ajudar as pessoas.” Soltou, mas ao contrário dela, ele segurou o olhar, tentando fitar os olhos da ruiva.
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Scorpius fechou a cara. Não por estar irritadiço, mas apenas colocou uma expressão neutra no rosto, ouvindo o que o mais velho e mais experiente tinha a dizer. Mesmo a essa altura ele ainda não tinha se acostumado com a postura firme e dos palavrões ocasionais que o outro soltava. Lhe lembrava muito a postura de seu avô Lucius, e por isso era inpossível Scorpius não responde-lo como ‘senhor’. “Claro, senhor. Vou juntar o nosso time de Quadribol. Vai ver que não vai precisar da Grifinória.”
Scorpius levantou as sobrancelhas. Era uma ideia realmente boa. Todo bom sonserino amava uma competição, principalmente se o prêmio fosse uma possível vaga no time de quadribol da casa. “Céus. Acho que você acabou de salvar a todos nós. É uma ideia ótima.”
Scorpius franziu o cenho enquanto ouvia a resposta exclamativa dela. “Não sei se levo como um elogio, ou se me ofendo por achar isso da nossa escola.” E ele deu uma risadinha ao final da frase. “Queria poder visitar Ilvermorny um dia. Não parecem tão tradicionais como Hogwarts, mas deve ser muito bonita.”

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Estar em Hogwarts era incrível, nunca encontrava-se sozinha e quase sempre tinha algo para fazer. Contudo, não tinha a constante presença do pai ou da avó trançando seus cabelos escuros antes de dormir. Sentia falta disso. Não podia ir até o pai porque bem, tinha onze anos, precisava começar a crescer… mas caramba, era bastante inquietante aquele sentimento de saudade. A pequena não conseguia dormir. Tinha se deitado há mais de uma hora e mesmo assim lá estava com os olhos bem abertos e secos. Com um suspiro pesado, a menina desistiu. Ela se levantou da cama e agarrou a escova em cima da penteadeira assim como dois prendedores pequenos de cabelo. Trajava o pijama, um shorts e uma camiseta confortável, os pés descalços para não fazer barulho a levaram para o quarto de Scorpius; se acostumara, afinal, naqueles dias a tê-lo por perto em vários momentos. Bateu então na porta do dormitório esperando que fosse aberta e, quando isso aconteceu, não foi o loirinho conhecido. Suas sobrancelhas finas foram franzidas mas como conseguir enxergar o rapaz mais no fundo do quarto, ela emburacou no quarto. “ — Scor! Faça tranças em mim.” não era um pedido. A menina apenas soltou os materiais na cama e sentou-se na frente dele com as costas voltadas para o mesmo. “ — Eu gosto bem apertado porque…” seus ombros caíram um pouco ao de novo pensar no pai, estava com saudades. “… Papai diz que meu cabelo cresce mais.”
Era tarde da noite, mas Scorpius ainda não estava dormindo. Na verdade, ninguém do dormitório estava. Era raro os dormitórios masculinos que encerravam suas atividades cedo, e iam dormir. Mas ao contrário da obviedade, Scorpius e seus colegas de quarto não estava bagunçando fazendo barulho. Só contando algumas piadas inoscentes e brigando com o sono. Por isso, quando alguém bateu na porta todos os colegas dali ouviram e ficaram fitando a porta enquanto um deles levantou-se para abri-la.
O Malfoy imediatamente reconheceu a garota que invadira o dormitório sem pedir permissão, e ele teve que esconder as bochechas vermelhas quando ela pediu as tranças. Com toda a certeza Scorpius teria que aguentar algumas brincadeiras dos colegas mais tarde, considerando as risadinhas que ele ouvia. “Claro. Senta aqui em cima.” Ele deu um tapinha em sua cama, convidando-a para sentar ali. Scorpius sabia fazer tranças, e isso se dava principalmente por ele ter uma irmã mais nova, Ambrosia. Era ele quem trançava o cabelo da garota quando a mãe morrera. “Quer uma ou duas? E você já não devia estar na cama? Sabe que é proibído estar aqui a essa hora, não sabe?”
flashback - o vira tempo | malfoy siblings
Era engraçado, porque Scorpius podia reconhecer o cheiro de seu pai. Com certeza era o quarto dele, e a vassoura apenas comprovava isso. Scorpius arregalou levemente os olhos. A vassoura! O loiro virou-se de costas para Ambrosia e tocou levemente a vassoura espoxta ali no canto do quarto. Estava em melhor estado do que quando a ganhara, em 2022. Pensar no tempo que havia se passado chegava a ser desesperador. “Em que anos estamos?” Scorpius disse baixinho, fitando a irmã de soslaio. Começou a andar pelo quarto, dedilhando os quadros de fotos que haviam ali no cômodo. Com os olhos, Scorpius acompanhou o crescimento do pai, atravez das fotos. Céus, a maioria das fotos parecia ser de Scorpius, e não de Draco. A semelhança era incrível. “Papai parece ter quinze ou dezesseis. Isso é muito bizarro.”
Scorpius não fazia ideia do que fariam. Estava ele e a irmã presos nos anos noventa, sem ideia de onde ir ou a quem pedir ajuda. De repente, ouviu um barulho nas escadas e uma voz grave muito perto “Draco... Já disse, vamos nos atrasar.” Scorpius empurrou Ambrosia para atrás da porta no mesmo segundo que Lucius apareceu no quarto. “Draco, que roupa é essa? Vista-se! Ou Hogwarts não o receberá esse ano”. O loiro suspirou pelo avô te-lo reconhecido como Draco, e no mesmo segundo assentiu. “Sim, senhor. Já vou descer.” E assim, Lucius e sua pomposidade voltaram a descer as escadas. “Ambrosia, papai está em casa! Precisamos sair daqui antes que ele nos veja!”