Leia, porque esse texto Γ© pra vocΓͺ. Quero ir direto ao ponto dessa vez, e vou ser o mais sucinto possΓvel. NΓ£o vou usar palavras difΓceis de escrever ou pronunciar. Mas, entenda, de uma vez por todas, porque eu nΓ£o vou suportar ter que te escrever mais uma vez. NΓ£o vou aguentar ter que reorganizar todos os meus sentimentos e ter que coloca-lΓ³s em palavras novamente. EntΓ£o, leia com atenΓ§Γ£o. Poderia citar o teu nome, mas seria o mesmo que te dizer isso em voz alta e olhando no fundo dos teus olhos. E, bem, eu e vocΓͺ sabemos que nΓ£o tenho coragem suficiente pra isso. Por isso costumo deixar as coisas assim, subentendidas. Por detrΓ‘s dessas entrelinhas eu despejo tudo o que sinto. Por detrΓ‘s de cada palavra, escondo meus sentimentos - meus reais e sinceros sentimentos. EsqueΓ§a tudo que eu jΓ‘ te disse, mas, por favor, tente nΓ£o esquecer o que estou prestes a dizer. EsqueΓ§a todas as palavras que foram ditas de forma errada. EsqueΓ§a todas as vezes que te deixei ir, e os dias em que eu disse que vocΓͺ era substituΓvel. Porque vocΓͺ nΓ£o Γ©. Nunca foi. E por mais que eu tenha te dito isso, vocΓͺ nunca serΓ‘. Chegamos ao clichΓͺ. Γ inevitΓ‘vel, eu sei. Mas tratando de sentimentos, tudo se resume a isso: clichΓͺ. NΓ£o sei como expressar de outra forma sem usar esses termos meio melosos e ridΓculos. O problema Γ© esse: eu nΓ£o sei demonstrar o quanto amo vocΓͺ. Nunca soube. Porque, por mais que isso vire um livro, ainda irΓ£o faltar pΓ‘ginas que descrevam o tamanho do que eu realmente sinto. Desculpa, mas eu acabei reprovando na matΓ©ria de fazer com que as coisas deem certo. E com vocΓͺ, mesmo sendo tΓ£o complexo, eu queria muito que desse. Tudo bem, talvez eu nΓ£o tenha comeΓ§ado da melhor forma. Mas, entenda, eu tinha medo. Medo de me deixar levar por uma coisa que eu nΓ£o consigo controlar. E mais medo ainda de gostar de ser levado por essa coisa. Eu tinha medo de chegar mais perto e nΓ£o conseguir ir pra longe nunca mais. E, exatamente por medo, eu tentei te afastar e socar o meu coraΓ§Γ£o atΓ© ele nΓ£o ter mais forΓ§as pra gostar do seu sorriso, da sua boca, dos seus olhos. Eu tentei diminuir o meu fluxo sanguΓneo atΓ© que vocΓͺ se esvaΓsse completamente das minhas veias. Foi em vΓ£o, confesso. Cheguei a um ponto onde ignorar Γ© simplesmente impossΓvel. Eu sΓ³ te peΓ§o que, por favor, nΓ£o zombe da minha cara, por mais que a sua maior vontade agora seja de apontar o dedo pra mim e dizer o quanto sou um babaca por tudo isso. Γ a primeira vez na vida em que me arrisco assim, sendo o mais transparente e verdadeiro possΓvel. NΓ£o, essa nΓ£o Γ© a parte onde eu te faΓ§o mil e uma promessas romΓ’nticas, cito todos os itens que formarΓ£o o nosso futuro ou te elogio da cabeΓ§a aos pΓ©s. Mas isso nΓ£o quer dizer que eu nΓ£o queira te fazer mil e uma promessas, planejar o nosso futuro ou exaltar as suas qualidades atΓ© que as pontas dos meus dedos doam. Simplesmente acho essas coisas uma perda de tempo. O que importa agora Γ© que vocΓͺ saiba o que, de fato, se passa na cabeΓ§a e no coraΓ§Γ£o desse idiota que vos fala. Com o amanhΓ£ a gente se preocupa depois, certo? E eu espero, do fundo do meu coraΓ§Γ£o, que vocΓͺ tambΓ©m queira estar do meu lado quando ele chegar.
Querido John e Capitule. (via versificar)















