Aprendi, aos 24, que dedicar tempo, lealdade e vida a alguém pode acabar se transformando em apego e ansiedade quando não há reciprocidade. Aprendi que me permitir ser segunda opção nunca foi e nunca será uma opção para mim.
Também foi aos 24 que eu queimei. E precisei me reerguer das minhas próprias cinzas. Minhas escolhas me levaram a lugares onde eu não deveria estar, onde sentir a pele arder não era o pior , o pior era a rejeição.
Achei, por muito tempo, que já tinha enfrentado o mais difícil da vida. Até acordar em um lugar chamado “casa” que não parecia mais casa. Eu estava ali, mas não me sentia pertencente. Estava em casa, mas ao mesmo tempo fora dela. Fora de mim. Fora das minhas próprias decisões.
Algo em mim morreu.
Talvez eu tenha sido gentil demais com pessoas que estavam em momentos ruins. Talvez eu tenha oferecido cuidado a quem não sabia receber. E, no fim, foi a minha própria gentileza que pareceu me trair.
Como em uma dinastia em queda, fui completamente derrubada pelos meus próprios soldados
Meus pensamentos.











