Entre Cicatrizes e Luz
Eu já fui silêncio gritando por dentro,
tempestade presa em um peito pequeno,
já caminhei com os pés feridos
por caminhos que eu não escolhi.
Houve dias em que o peso era tanto
que respirar parecia um esforço gigante,
e sorrir… quase impossível.
Mas ainda assim, eu fiquei.
Fiquei quando tudo em mim queria ir,
quando a esperança sussurrava baixo,
quando o medo falava alto demais.
Fiquei… e isso já foi vitória.
Cada lágrima regou uma força escondida,
cada queda ensinou um novo recomeço,
e, aos poucos, entre rachaduras e dores,
a luz encontrou espaço em mim.
Hoje, eu não sou ausência de cicatrizes,
sou prova viva de que sobrevivi a elas.
Carrego marcas, sim,
mas também carrego coragem.
E se ainda há dias nublados,
há em mim um céu inteiro esperando abrir.
Porque aprendi, na pele e na alma,
que a superação não grita… floresce.
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