Um livro aberto, leia por minha conta e risco
Escrevo com medo de concluir. Fechar um texto é um ato que me põe a julgamento. O medo desse julgamento se contrapõe com a necessidade sufocante de me expressar e expor ao mundo minhas ideias e sentimentos, um tanto irrelevantes e nem um pouco exclusivos e originais.
Minhas palavras transbordam na mesma velocidade em que voltam como um soco na minha face já roxa e ferida de de tantas outras brigas não vencidas e decididas como adiáveis.
A constante rejeição, menção honrosa de minha parte, grita no fundo da minha mente e por alguns segundos interrompe meus dedos nas teclas, minhas mãos no papel e minha boca em meio a frases e expressões enfeitadas e tantas vezes revisadas.
Quem quiser pode ler, não existem trancas, apenas um anonimato parcial para quem consome esta parte tão Ãntima de mim, não se enrolar em quem tem a oportunidade de entregar um feedback em minhas mãos ou de arrancar mais algumas lágrimas de meus olhos.
















