if life doesn't break you today don't worry | pov
Uma das melhores coisas que Maeve considerava em seu trabalho era a oportunidade que tinha de viajar pelo mundo, conhecer lugares que nunca poderia conhecer por conta prĂłpria, fazer novas amizades, ter novas experiĂȘncias e nisso era bastante agradecida. A maior honra que tinha era trabalhar com os maiores designers do mundo, e poder contribuir para com a arte e a visĂŁo deles. Se sentia realizada apĂłs ver uma visĂŁo finalizada tendo as memĂłrias da criação para faze-la continuar. E lĂĄ estava ela em Paris, onde iria fazer mais uma campanha para uma marca, e por mais que a diferença de horĂĄrio nĂŁo ajudava em nada o seu corpo a sua agenda do dia havia sido estabelecida, no dia teria duas sessĂ”es de fotos onde trabalharia com um grande amigo seu, e outra onde seria mais indie ajudando um fotografo que haviam lhe contratado para um trabalho. Estava confiante e super animada, o que claramente transparecia nas açÔes da jovem.Â
A primeira fora um total boost para a animação e criatividade de Rogers, a equipe tinha sido maravilhosa, alĂ©m de que ter uma amizade com o designer que trabalhava tornava o seu trabalho ainda mais fĂĄcil e divertido. Logo seguiu para o outro destino, chegando alguns minutos mais cedo do que combinado e assim que pisou os pĂ©s no estĂșdio algo no fundo lhe dizia que aquilo nĂŁo iria sair bem, pensando que poderia ser a sua ansiedade falando mais alto apenas respirou fundo, preferindo ignorar totalmente o mau pressĂĄgio que sentia. O set para as fotos jĂĄ estava praticamente montado, visando assim que nĂŁo demoraria muito jĂĄ que fora lhe dito que as fotos seriam bem simples e naturais, nada que demoraria o processo. Avistou uma porta se abrir e o rapaz que supos que iria tirar as fotos sair de lĂĄ, abrindo um grande sorriso ao perceber que a morena jĂĄ havia chegado. âUau eu nĂŁo esperava que vocĂȘ fosse tĂŁo pontual. VocĂȘ Ă© mais bonita pessoalmente, acho que jĂĄ estĂĄ pronta para começarmos.â disse o rapaz, olhando o corpo de Maeve, fazendo ela recuar um pouco pelo modo que a olhava, mas por educação abriu um sorriso e estendeu a mĂŁo para o cumprimentĂĄ-lo. âEu fui liberada mais cedo do meu outro trabalho e resolvi vir direto para cĂĄ. Uh, obrigada, Ă© um prazer conhecĂȘ-lo. Como iremos fazer hoje?â questionou, genuinamente interessada em saber qual era o projeto dele em mais detalhes. Ao ouvir novamente o que fora dito sem nenhum detalhe diferente, o sentimento que estava sentindo desde que pisara ali começava a crescer dentro do seu peito, mas nĂŁo poderia partir agora, jĂĄ estava envolvida demais para sair dali e ocasionar uma noticia que acabaria com os seus trabalhos futuros. EntĂŁo respirou fundo, abrindo um sorriso falso ao que se encaminhava para trocar de roupa.
Assim que se posicionou em frente a cĂąmera o mau sentimento parecia ter se dissipado vagamente, dando assim espaço para a animação que começava a invadir o corpo de Maeve. As primeiras fotos realmente tinha tirado a paranoia de sua mente, e atĂ© entĂŁo estava tudo indo como o esperado, no entanto em questĂŁo de uma virada de minuto as coisas começaram a ficar cade vez mais estranhas e desconfortĂĄveis, pelo modo como o homem a tocava para demonstrar como deveria fazer para a foto, fazendo a garota tencionar o corpo a cada click que ouvia. Logo tudo acontecera muito rĂĄpido mas ao mesmo dolorosamente lento em sua mente, estava presa aos braços dele, tentando de qualquer maneira se livrar e sair dali o mais rĂĄpido possĂvel mas o panico tomava conta de si e as liçÔes de auto defesa nĂŁo serviam para nada naquele momento. Os gritos de socorro começavam a ficar mais altos, na esperança de que alguĂ©m poderia lhe salvar naquele momento, mas o silĂȘncio era apenas o que recebia de volta fazendo a dor que sentia em seu peito aumentar, e entĂŁo pedia aos cĂ©us para que lhe desse forças para se livrar. E como se ouvissem o pedido de Rogers um alto barulho que fora feito no andar de cima, fora o suficiente para que Maeve conseguisse se livrar, acertando o banco no homem dando assim tempo para que conseguisse pegar suas coisas e sair dali.Â
E naquele momento Maeve chorava, chorava como nunca havia chorado na vida, a dor em seu peito parecia insuportåvel, sentia nojo do seu próprio corpo e os pensamentos estavam confusos demais para poder encontrar o caminho para o seu hotel, apenas conseguindo voltar após receber ajuda de uma senhora que prontamente se disponibilizou para leva-la até onde estava hospedada. E por mais que não conseguia formar uma frase sobre o que havia acontecido, ainda sim foi amparada por aquela senhora que não conhecia, o suficiente para se acalmar mas não para esquecer o que havia acontecido contigo alguns minutos atrås, jå que a sua mente fazia questão de lembra-la toda vez que fechava os olhos. Podia ouvir o celular tocar ao fundo mas não havia forças para que ela pudesse atende-lo apenas ficando ali no canto de sua cama, se sentindo completamente sozinha, ao que chorava na esperança que as lågrimas lavasse toda a dor que estava sentindo.