um sorriso travesso apareceu nos lábios da weasley mais nova mais uma vez quando ele lhe perguntou sobre o que ela tinha certeza e ela vagou os olhos pelo rosto dele antes de desviar o olhar e comentar. ‘eu tenho certeza de que você me acha gostosa’ ela disse dando de ombros, não tinha o menor pudor em fingir que não se achava bonita ou algo assim, ela não precisava fazer de conta de que não era apenas para receber atenção. ‘eu sei… e eu preciso dizer o mesmo para você, sabe? não tenho mais 13 anos’ comentou com uma piscadela, esperava que ele entendesse exatamente o que ela queria dizer com aquilo. chegava a ser um pouco cômica a interação dos dois, porque draco não era exatamente o tipo de pessoa que seus irmãos ou seus amigos aprovariam que ela conversasse e para ser sincera, ela não se importava muito com isso. no começo a ideia de conversar com draco era interessante porque irritariam todos a sua volta e foi exatamente por esse motivo que começou a conversar com ele na detenção, não tinha intenção nenhuma de que os dois fossem se aproximar tanto quanto naquele momento, sequer imaginou que um dia fosse ter uma conversa realmente civilizada com draco, apenas com provocações brincalhonas um para com o outro. mas era uma situação completamente delicada para os dois, estavam em lados opostos e isso podia dar em dois resultados, mas nenhum deles tinha um final feliz. ginny sabia dos riscos que apenas a amizade com draco, publicamente, daria, mas ela não queria desistir, não agora que chegara tão perto. ginny não era cega e draco sempre foi um homem atraente, se lembrava de quando os dois ainda estavam em hogwarts em que as meninas suspiravam nos corredores quando ele passava, ginny nunca foi como as outras, mas não podia negar que sentia uma pequena atração pelo homem, embora não passasse de uma coisa completamente platônica.
naquele momento todos os seu pensamentos, por mais perturbados que fossem com as complicações de seus atos, estavam voltados apenas para os lábios de draco e de como eles deveriam ser junto aos seus. não estava ligando para o que viesse depois ou mesmo para o que isso poderia gerar nas famílias de ambos se eles soubessem, apenas agia pelo inconsciente. ‘tudo bem, eu já esperava que não falasse. mas eu sei o que eu quero fazer’ comentou quase em um sussurro, fazia um grande esforço para manter-se na mesma altura de draco, já que ele era consideravelmente mais alto que ela. ele não precisava dizer, porque ela sabia, apenas pela forma como ele estava, que ele não ia negar caso ela lhe desse um beijo naquele momento. ‘o que estamos fazendo?’ perguntou ela baixinho mais uma vez. boa pergunta, porque nem ela mesma sabia o que os dois estavam fazendo naquele momento, nem sabia o que aquilo significava, mas ginny sempre agiu mais pela emoção do que pela razão. ‘não sei exatamente, mas não me importo muito’ respondeu rápido e finalmente se deixou levar pelo impulso que a tempos estava lutando contra e empurrou seus lábios nos dele, entrelaçando-os em um beijo.
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o malfoy esperava que ela lhe contasse qualquer história, de pessoas aleatórias e irrelevantes, de alguém importante do ministério, ou até mesmo, de algum time fracassado de quadribol. por isso, a fala alheia o fez soltar uma gargalhada. "você é extremamente convencida, weasley. eu realmente esperava alguma informação relevante." não se deu o trabalho de negar o que ela havia dito, afinal draco poderia ser muitas coisas, mas, na maioria das vezes, não era mentiroso. "sei." limitou-se a responder, entendendo o sinal que lhe foi dado. a situação toda o fez pensar que não se lembrava ao certo quando deixou de ver ginny como uma pirralha irritante, mas minimamente divertida, para vê-la como uma mulher atraente, mas foi há alguns anos quando se encontraram em um desses eventos desnecessários. e por mais desapegado que fosse acerca de suas relações, já que era fácil para ele encontrar uma parceira de uma noite, tinha uma certa curiosidade sobre ela, já se perguntou vez ou outra como seria o gosto dos lábios da mulher. e agora estavam ali próximos demais, é verdade, mas estaria mentindo se dissesse que ela não o surpreendeu. largou a garrafa de hidromel ao lado deles, sem se preocupar com aquilo, deixando que seus extintos mais primitivos e sua vontade por ela guiassem seu corpo, girando-os, agora pressionando ginny contra a parede enquanto a beijava. uma das mãos habilmente tomou a nuca alheia, enquanto a outra explorava a lateral do corpo feminino em toques firmes. e, para sua desgraça, draco imaginou, por um segundo, que se aquilo ali avançasse um pouco mais, provavelmente ela veria a marca em seu antebraço esquerdo e com toda a certeza nada, nunca mais, seria igual. enquanto o malfoy sabia que ela era muito mais impulsiva, ele era muito mais racional. e por mais que quisesse continuar aquilo, sequer poderia. já não era mais sobre o que seus amigos ou seus pais diriam, era sobre estar com preocupações demais no momento. e não queria ter que lidar com isso no futuro, ele sabia dos planos dos comensais e por mais que, em seu íntimo, não os apoiasse cegamente, não poderia fazer nada sobre. livrar-se da possibilidade de sequer hesitar, mais uma vez, quando o momento chegasse, era o melhor que poderia fazer para si mesmo no momento. fugiria daquilo, fugiria dela, como o covarde que era. então, quando o ar faltou, encarou-a enquanto sussurrava: "eu meio que não posso fazer isso." e deu um passo para trás, as mãos que antes estavam divertindo-se no corpo alheio, agora bagunçavam seu próprio cabelo, tentando voltar a si, tentando ser a merda de uma pessoal racional e não complicar mais a própria vida. por fim, recolheu do chão a garrafa, dando mais um longo gole.