Há silêncios que parecem seguros, mas cobram um preço alto com o tempo. A gente aprende a sorrir por educação, a concordar por cansaço, a calar para evitar conflitos e assim vai empilhando tudo dentro do peito. No meio dessa tentativa de sobreviver emocionalmente, esquecemos que engolir palavras também intoxica, porque aquilo que não sai pela boca encontra outro jeito de doer. Vira aperto no peito, noites mal dormidas, irritação sem nome. Falar nem sempre resolve tudo, é verdade, mas calar quase nunca resolve nada. Ás vezes a coragem não está em gritar e sim em admitir o que machuca, dando às palavras o espaço que elas precisam para não nos adoecer por dentro.