Drive me home || Simon x Alexa
Um grande círculo de humanos havia se formado ao redor de Simon e do homem desconhecido, um círculo de curiosos. Alexa ficou extremamente estressada com aquilo, além de ser baixinha e não conseguir enxergar o que estava acontecendo ou passar para intervir e acabar com aquilo, as pessoas daquela cidade não precisavam colocar mais lenha na fogueira, como o famoso ditado dizia. Elas podiam muito bem continuar sentadas, encarando ou ignorando a luta de longe, não havia necessidade de criarem um tumulto maior.
Irritadiça, tentando manter-se na ponta dos pés para tentar visualizar o que causava os gritos e provocações, quase realizou a vontade de escalar o homem que estava em sua frente, praticamente batendo palmas para a luta. Nunca imaginara que o tédio na cidade elevava-se a esse ponto, pois ninguém parecia ter vontade de mandar os dois que causavam a bagunça para fora. Ninguém menos Alexa.
Quando o barulho dos socos e chutes terminaram, a garota presumiu que a luta houvesse, finalmente, acabado, e o aglomerado de clientes voltando às suas mesas confirmavam o pensamento. Agora conseguia ver a cena com clareza. Simon estava saindo do estabelecimento, até que algo que ouviu despertou sua atenção novamente, Alexa não estava muito perto do cara desconhecido e de sua companheira, não conseguira ouvir. No momento em que Simon voltara a desferir socos no homem, não hesitara, correra até eles.
- Simon, pare com isso! - Gritou Alexa enquanto tentava afastar Simon de cima do rapaz que estava com sua face coberta por sangue. Ao ver o estado do homem mais velho, ficara realmente assustada. Eles poderiam ter se matado, pensou. Sentia suas mãos tremerem, mas ainda assim tiveram a força necessária para afastá-lo. Simon fedia à bebida, e muito forte. Teve vontade de vomitar pela aparência do rapaz que agora empurrava pela porta de entrada, levando-o para fora.
No momento em que começou a socar e chutar o homem, o mundo parou, não ouvia nem via, todos seu sentidos estavam dormentes, quando uma força externa tirava suas mãos do rapaz, do homem que machucava, tudo voltou em um estrondo. De repente estava consciente das coisas ao seu redor.
Saí, não me toque, e não venha me falando que foi errado. Você ouviu o que ele falou, da minha mãe? Tire as mãos de mim! Praguejava Simon, enquanto a pequena garota o levava para fora do restaurante.
Sentia, agora, todas suas lesões. Algumas ardiam, outras apenas doíam, algumas estavam quentes, graças ao sangue que as cobria. Algumas doíam tanto que Simon não as sentia mais. Ele sentou na calçada, murmurando afrontas ao mundo.
Sabe, eu não precisava de ajuda. Falou, para quem quer que havia lhe ajudado. Quem havia lhe ajudado, afinal? Levantou os olhos para a garota. Não a reconhecia. Bem, talvez um pouco, mas era improvável. Ela sabia seu nome, e isso já era alguma coisa.
Tentou levantar, mas estava demasiado machucado. Estava tonto e doía em todo lugar. Tornou a sentar-se, caindo bruscamente. Estava a ponto de desmaiar. Tentava esconder o máximo possível, deixar passar a imagem de garoto resistente, mas falhava miseravelmente.











