◥۪۪꫁۫۫۫♝⃟⸽⃟ː͜͜͜͜͜⸽⃟✿̸ེ᪵ꦿིྀ▸ 𝐂𝐋𝐎𝐒𝐄𝐃 𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑.
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Eretrïa buscava conforto em meio ao mártir pessoal, remoendo decisões e pensares cujo foram tomados no passado, não mais possibilitando meios de perceber que consequências tais poderiam ocasionar em vossa vida no dito presente. Não apetecia-lhe parafrasear os pensares, mas se o fizesse, declarar-lhe-ia ódio à Marmee, por mudá-la de tamanha forma e, posterior a isto, ir embora. De uma forma dilacerante e cruel. Não fora esta a promessa feita entre ambas em uma noite cálida de verão, nunca fizera parte do plano perdê-la de tal maneira. Culpava-se de forma irremediável por esquecer-se de pequenas lembranças, fragmentos do que detiveram quando em vida, mas memórias desmoronam até que não reste mais nada a qual apegar-se, sem fantasmas, apenas sombra.
As íris havanas da queniana seguiam fixas ao relógio de pêndulo pregado à parede adjacente ao ângulo da majestosa janela, composto e ornamentada por ripas de mogno maciço. Seu olhar destoara-se do objeto, declinando-se ao encontro da placa metálica pendurada contra a porta à sua frente, “Doutor Carlisle Godfrey, psiquiatra”, a moçoila depositara um mordiscar bruto contra o interior das bochechas à medida que a canhota deslizava ao interior do bolso de sua mochila, retirando três frascos alaranjados contendo os medicamentos anteriormente prescritos, encontravam-se intocáveis, desde o incidente na universidade, recusava-se a tomá-los, tal como ir às sessões de terapia. Erguera-se da cadeira plásticas, deixando os frascos para trás e encaminhando-se ao elevador no término do corredor. Deixara para trás a ala psiquiátrica, fingira deixar o cadáver de vossa irmã e todos os demônios que atormentavam-lhe a mente. Seu dedo pressionara o botão, logo atentando-se a aproximação da caixa metálica. Ao interior desta, quando as portas encontravam-se quase por fechar, pudera atentar-se ao vozear de uma moçoila, solicitando que impedisse o ato. Assim fizera-o. Aguardando pela acerejada, cujo aproximava-se a passos apressados. Não que fosse do interesse pessoal de Annūbis, mas a moçoila não aparentava qualquer desequilíbrio emocional e a descida até o térreo parecia levar uma eternidade, o que apenas implicava na inclinação desta em iniciar uma prosa, algo que nunca fora boa em demasia.
“𝑬́𝒔 𝒖𝒎 𝒂𝒃𝒔𝒖𝒓𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒏𝒔𝒂𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒎 𝑭𝒂𝒓𝒏𝒉𝒂𝒎 𝒏𝒂̃𝒐 𝒉𝒂́ 𝒄𝒍𝒊́𝒏𝒊𝒄𝒂𝒔 𝒎𝒆́𝒅𝒊𝒄𝒂𝒔 𝒇𝒐𝒓𝒂 𝒅𝒐 𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒐 𝒉𝒐𝒔𝒑𝒊𝒕𝒂𝒍𝒂𝒓, 𝒅𝒊𝒈𝒐, 𝒂 𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒋𝒂́ 𝒅𝒆𝒗𝒆𝒓𝒊𝒂 𝒕𝒆𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒒𝒖𝒊𝒔𝒕𝒂𝒅𝒐 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒂𝒗𝒂𝒏𝒄̧𝒐, 𝒏𝒂̃𝒐? 𝑯𝒂́, 𝒂𝒐 𝒎𝒆𝒏𝒐𝒔, 𝒕𝒓𝒆̂𝒔 𝒖𝒏𝒊𝒗𝒆𝒓𝒔𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔, 𝒎𝒂𝒔 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒖𝒎 𝒉𝒐𝒔𝒑𝒊𝒕𝒂𝒍”, comentara repentinamente, ao passo que fitara a mais velha de soslaio, não contendo certa indignação e incredulidade no timbre, “𝑫𝒆𝒑𝒐𝒔𝒊𝒕𝒐 𝒎𝒆𝒖 𝒄𝒓𝒆𝒅𝒐𝒓 𝒏𝒂 𝒕𝒆𝒐𝒓𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒑𝒓𝒆𝒇𝒆𝒊𝒕𝒐 𝒏𝒂̃𝒐 𝒂𝒏𝒔𝒆𝒊𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒗𝒐𝒔𝒔𝒂 𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒓𝒄𝒂 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒂 𝒆𝒔𝒔𝒆̂𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒊𝒏𝒕𝒆𝒓𝒊𝒐𝒓𝒂𝒏𝒂 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒂𝒔 𝒎𝒐𝒅𝒆𝒓𝒏𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔 𝒅𝒂𝒔 𝒈𝒓𝒂𝒏𝒅𝒆𝒔 𝒄𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆𝒔, 𝒎𝒂𝒔 𝒏𝒂̃𝒐 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒐 𝒏𝒆𝒈𝒂𝒓 𝒐 𝒑𝒐𝒕𝒆𝒏𝒄𝒊𝒂𝒍 𝒒𝒖𝒆 𝑭𝒂𝒓𝒏𝒉𝒂𝒎 𝒑𝒐𝒔𝒔𝒖𝒊 𝒄𝒂𝒔𝒐 𝒊𝒏𝒗𝒆𝒔𝒕𝒊𝒔𝒔𝒆 𝒆𝒎 𝒊𝒏𝒐𝒗𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒆 𝒊𝒏𝒇𝒓𝒂𝒆𝒔𝒕𝒓𝒖𝒕𝒖𝒓𝒂”, o silêncio cujo sucedera-se as primeiras orações, obrigaram-na a prosseguir em um monólogo, cujo apenas trazia-lhe constrangimento, mas nada seria pior senão o silêncio, voltara-se na direção da arruivada, estendendo-lhe a destra, “𝑨𝒏𝒏ū𝒃𝒊𝒔 𝑪å𝒎ō𝒏𝒂, 𝒑𝒓𝒂𝒛𝒆𝒓”, ofertara-lhe um sorriso complacente mediante à apresentação.
➺ Psicólogos… algo que Layla sempre evitara em sua vida, principalmente depois da morte violenta dos pais, negando que precisava de algum tipo de ajuda para lidar com aquilo ainda que seus avós e amigos lhe dissessem que era algo necessário para deixar aquele capítulo de sua vida para trás. É claro, havia ignorado todos eles, afirmando que estava bem e ainda acreditava que não era algo que queria em sua vida, sabia lidar com as coisas muito bem e não havia necessidade de conversar com alguém sobre qualquer coisa que fosse. Mas naquele dia, estava ali para algo um pouco diferente e não tinha absolutamente nada haver com uma consulta para si mesma, mas sim para um caso que estava resolvendo… já que o álibi que a parte contrária havia dado era que estava no psicólogo e a advogada precisava do histórico de atendimentos para ter certeza daquilo — mesmo que a muito contragosto do próprio psicólogo, mas era para isso que tinha um mandado, além do mais, não lhe interessava o que conversara com o homem e sim, o horário em que ele estivera ali.
Mas parecia que tudo não estava lá as mil maravilhas para si — por mais que tivesse conseguido o que almejara quando apareceu ali no prédio — já que ao chegar ao corredor, o elevador estava quase fechando a porta e foi necessário que a ruiva gritasse para a garota que encontrava-se ali, apressando o passo o máximo que conseguia em cima dos saltos altos. Um suspiro de alívio escapou por entre os lábios femininos quando conseguiu entrar, já que acabaria por se atrasar caso tivesse que esperar pelo outro — ainda que não tivesse nenhum compromisso de extrema importância — Obrigada, acho que nunca corri tão rápido estando de salto — a advogada comentou em um tom divertido, apenas para deixar um clima mais calmo além de estar com um ótimo humor já que havia conseguido com facilidade o que queria.
Por um instante, a estaduniense pensou que permaneceriam em silêncio até que o elevador chegasse ao térreo, mas estava claramente enganada já que a mais jovem tratou logo de puxar assunto e um assunto um pouco inesperado, tinha que admitir — Realmente, mas acredito que seja o que acontece em cidades pequenas, temem o avanço desenfreado e a perda de controle sobre o que possa vir a acontecer por conta disso — respondeu ao virar o rosto lentamente na direção da mais nova e fixar as íris azuladas no rosto feminino, pensando se seria uma boa ideia puxar uma conversa como aquela com alguém que não conhecia muito bem — não que fosse uma pessoa anti social, quer dizer, não muito, mas simplesmente porque não tinha noção se a jovem era uma pessoa confiável para dizer algo contra a cidade ou não — por esse motivo, a advogada preferiu não falar muito mais do que aquilo e apenas concordou com um aceno de cabeça para não se colocar em possíveis problemas que comentários como aquele pudessem acarretar.
A Blackwood apenas voltou a falar quando a mais nova se apresentou, acabando por dar um pequeno sorriso — claramente tentando ser simpática — Layla Blackwood, é um prazer. Acredito que um elevador seja o local mais estranho para se conhecer alguém — tentou brincar, aliviando a tensão que anteriormente poderia ter ficado no ar já que não respondeu ao comentário sobre o prefeito não querer acabar com o clima de cidade interiorana que tomava conta de Farnham.












