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rook-wood:
Fico contente em saber que isso o interessa. Temos setores que podem ser Ășteis para isso no departamento. VocĂȘ deveria conversar com Jenkins quando voltarmos lĂĄ para baixo, ele conhece um pouco mais de alguns pormenores da questĂŁo do estĂĄgio.
You sure are something, Fawley. Mas nĂŁo serĂĄ necessĂĄrio. Viu? JĂĄ estamos no nĂvel 2. E em um sĂł pedaço. O escritĂłrio de serviços do Wizengamont fica para esse lado. Para aquele fica o QG dos aurores. Hoje nossa visita se restringe ao escritĂłrio. Esses processos precisam ser entregues para avaliação. Ă bastante burocrĂĄtico, mas bastante simples e necessĂĄrio, sim?
Jenkins? Ela Ă© bonita, nĂŁo acha? AliĂĄs, sĂł vejo mulheres bonitas por aqui. Claro que nĂŁo digo isso para Izzie, afinal, ela Ă© a mais linda de todas as lindas e nĂŁo quero que ela pense que eu fico reparando nas garotas do trabalho.
Mas e se eu entregar errado? Tem algum problema ou é só destrocar? Não sou bom com trabalho e tarefas, acho que é um problema meu de nascença. Pode acabar acontecendo de eu entregar tudo errado. Quer dizer, parece fåcil para alguém tão esperto quanto o senhor. Mas, eu sequer tive algum NEWT. Aliås, ainda me pergunto o motivo de terem me contratado.
rook-wood:
Talvez vocĂȘ se interesse em estudar e investigar casos como o de sua famĂlia quando for efetivado em nosso departamento, entĂŁo. Quem sabe encontre uma resposta para tantas tragĂ©dias. Por ora, deixemos essa questĂŁo aos clarividentes, sim? O futuro Ă Merlin pertence.
Ora, Fawley, vocĂȘ nĂŁo Ă© um bruxo? Caso algo aconteça, use a varinha. NĂŁo que vocĂȘ vĂĄ precisar dela dentro do elevador, sim? Creio que chegaremos inteiros lĂĄ em cima.
Seria incrĂvel descobrir o que nos assombra! Senhor Rookwood, o senhor Ă© um gĂȘnio. Vou atĂ© começar a me esforçar... mais aqui no trabalho para conseguir ser efetivado! Essa sim Ă© uma boa motivação!
Assim espero, senhor Rookwood. Mas se algo acontecer, diga a todos que deixei todo meu dinheiro e o dinheiro da apĂłlice do meu seguro de vida para Izzie. Por favor.
rook-wood:
Rapaz, isso nĂŁo tem nada a ver com eu gostar ou nĂŁo de vocĂȘ. Mas nĂłs temos funçÔes diferentes no nĂvel 9 e vocĂȘ logo terĂĄ que dar conta das suas sem a minha companhia, sim? Seu treinamento nĂŁo serĂĄ eterno. Ora, pensei que isso fosse uma coisa boa. Quem gosta de ter o prĂłprio supervisor no calcanhar o tempo todo, nĂŁo Ă© mesmo? VocĂȘ vai se virar muito bem, estou certo.
Lamento o destino de seu tio, Linus. Receio que muitas tragĂ©dias pessoais assombrem a vida de todos nĂłs. Ser confundido com um criminoso enquanto empregado do MinistĂ©rio da Magia, dentro de suas prĂłprias imediaçÔes e no departamento em que amigos de longa data trabalham, porĂ©m, nĂŁo Ă© uma preocupação minha de forma alguma. NĂŁo deveria ser a sua tambĂ©m, jĂĄ que vocĂȘ usa o nosso uniforme agora. Nada de mal ocorrerĂĄ a vocĂȘ.Â
Podemos entrar no elevador?
Só não gostam aqueles que não tem o senhor como supervisor, senhor Rookwood. Eu sou normalmente um cara bem azarado, mas até que tive sorte nessa coisa de chefe. Tenho amigos que reclamam de seus chefes o dia inteiro. Deve ser ruim estar na pele deles.
Eu nĂŁo estaria tĂŁo certo se fosse vocĂȘ. Minha famĂlia tem um histĂłrico respeitĂĄvel de tragĂ©dias, sabe? E nĂŁo serĂĄ um simples uniforme que vai me livrar das coisas ruins que podem acontecer. E, adicionando Dominique Podmore na equação, o resultado sĂł pode ser desastre. NĂŁo estou supondo ou prevendo nada, Ă© apenas algo empĂrico.Â
Vamos, tenho outro escolha. Fazer o que, né? Não tenho muitas escolhas. Mas, vamos tomar cuidado. Tenho um primo que morreu nesse elevador do Ministério. Parece que ele não é tão seguro quanto fazem parecer.
rook-wood:
Derrubou o quĂȘ?!
Entendo, entendo. Perdoe a incisividade, porĂ©m, Fawley, mas vocĂȘ nĂŁo precisa gostar do Wizengamont para me acompanhar atĂ© lĂĄ. AtĂ© mesmo porque, Ă s vezes, vocĂȘ vai precisar fazer isso. Sozinho.Â
NĂłs conduzimos procedimentos importantes aqui no MinistĂ©rio, precisamos lidar com essas situaçÔes. Tenho certeza que vocĂȘ irĂĄ se acostumar. Assim como se acostumarĂĄ com os funcionĂĄrios do escritĂłrio do Wizengamont. E deixe os pressĂĄgios aos clarividentes, sim?
Agora, vamos? Precisamos terminar essa papelada antes do almoço.
Sozinho?Â
Poxa, senhor Rookwood. Achei que estĂĄvamos nos dando tĂŁo bem! Ă errado ser amigo do prĂłprio chefe? JĂĄ estava te colocando na minha lista de amigos... que na verdade sĂł tem Alec. Mas, o que eu fiz? Por que nĂŁo quer mais me acompanhar nessas tarefas? Achei que fossemos uma boa dupla.
Vem cĂĄ, vocĂȘ nĂŁo tem medo de ir na Wizengamot? Pode acontecer deles te confundirem com um criminoso e te colocarem em Azkaban, sabia? Tenho um tio que acabou sendo condenado a dar umas bitocas num dementador, e ele nem tinha feito nada. Depois que descobriram o engano jĂĄ era tarde demais, e ai recebemos uma boa indenização por isso. AliĂĄs, sabia que todo o dinheiro da minha famĂlia sĂŁo das apĂłlices de seguro? Triste nĂŁo acha?

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rook-wood:
AĂ estĂĄ vocĂȘ, Fawley!
Estou te procurando hĂĄ meia hora. Precisamos subir para o Departamento de Execução de Leis da Magia, temos alguns documentos para entregar ao Wizengamont. O que vocĂȘ faz aqui na sala de cafĂ©s do NĂvel 7?
Juro que nĂŁo fui eu que derrubei as bolas de cristais!
Quero dizer, Wizengamot, huh? NĂŁo gosto muito de lĂĄ. Aquele lugar cheira a morte, provavelmente porque sĂł tem gente velha por lĂĄ... e Dominique. Ela meio que nĂŁo Ă© bom pressĂĄgio, sabia? Mas fica entre nĂłs, por favor.
[Flashback]Â Why are you so paranoid? | Linus & Dom | February 78
Unbelievable! Linus Fawley was bloody unbelievable! Era o que Dominique pensava enquanto ouvia-o choramingar, o olhar fuzilante ainda pousado nele, tentando pensar em uma hipĂłtese de resolver aquilo que nĂŁo envolvesse defenestrĂĄ-lo ou coisa pior. InacreditĂĄvel nĂŁo parecia nem sequer começar a descrevĂȘ-lo, na verdade. Era simplesmente impressionante como Fawley parecia estar sempre em seu caminho quando mais precisava que nĂŁo estivesse, surgindo sempre como um elemento nĂŁo considerado na equação, o imprevisto que atrapalhava seus planos. Poderia mesmo parecer mĂĄ sorte â ainda mais em se tratando de Linus, mesmo que a pessoa mais prejudicada (na visĂŁo da ruiva) fosse ela mesma. Certamente, jĂĄ contavam em seus histĂłricos ocasiĂ”es o suficiente para ser possĂvel estabelecer algum tipo de (infeliz) padrĂŁo. Contudo, mais do que as situaçÔes em que se envolviam, talvez os sujeitos nelas envolvidos devessem tambĂ©m ser levados em conta (e por sujeitos entenda-se Fawley, visto que a Podmore se removia desse dilema). Pois, era ainda mais espantoso a maneira com que ele conseguia complicar ainda mais uma situação que poderia ter sido muito mais simples: ora, nĂŁo haveria de ser menos trabalhoso apenas ficar fora do que quer que fossem os negĂłcios de Dom, ao invĂ©s de segui-la pelos corredores em pleno desespero, por exemplo? O Ășnico elemento sujeito ao acaso fora o encontro das duas figuras â dali em diante, eram as açÔes de ambos que governavam como aquilo acabaria. O infortĂșnio nada tinha a ver com isso. Era culpa dele, que resolvera ir atrĂĄs dela, evidentemente!
Ora, a Podmore do meio por vezes suspeitava que muito da suposta maldição que assolava o colega de casa era simplesmente o efeito reflexo dessa nas atitudes e comportamentos dele, muito mais do que obra de magia de alguma espĂ©cie. O rapaz nĂŁo acreditaria â Ă© claro. Como bem demonstrava em sua rĂ©plica, estava ainda convencido que o fato dâele segui-la de livre e espontĂąnea vontade era, de alguma forma, responsabilidade dela! E ainda queria exasperar-se, exigindo respostas!
InacreditĂĄvel.
â Alto lĂĄ, Fawley! â rebateu de imediato, o cenho ligeiramente franzido em uma mistura de indignação e descrença. â Primeiro: nĂŁo te interessa o que eu estava fazendo ou deixando de fazer. Isso nĂŁo te dizia respeito antes e nĂŁo Ă© porque vocĂȘ Ă© um maluco neurĂłtico que resolveu me seguir que isso passa a dizer. â Seu coração ribombava dentro do peito, a agitação da corrida e da indignação fazendo o sangue esquentar â e seu tom subir. NĂŁo podia tolerar aquele absurdo â e nĂŁo toleraria. Certo, talvez nĂŁo fosse boa ideia chama-lo daquela maneira tĂŁo diretamente, mas tĂŁo logo se deu por conta da ofensa que proferia, as palavras jĂĄ haviam deixado seus lĂĄbios: e nĂŁo havia como fazĂȘ-las retornarem de onde haviam vindo. Tomada pelo calor do momento, simplesmente atropelou a preocupação e seguiu em frente, emendando: â Segundo: se vocĂȘ estĂĄ com medo de alguma coisa, Ă© a sua consciĂȘncia em jogo, nĂŁo a minha. VocĂȘ Ă© bem grandinho e jĂĄ sabe o que faz. NĂŁo posso ser responsĂĄvel pelas suas açÔes. Se vocĂȘ tem algo a temer, nĂŁo Ă© problema meu. â Como era possĂvel que ele sequer pensasse no contrĂĄrio? A ideia era tĂŁo absurda que se tornava inconcebĂvel! â SerĂĄ que dĂĄ pra entender ou tĂĄ difĂcil?Â
Em que tipo de realidade subversiva aquela garota vivia? Era o que se perguntava visivelmente embasbacado com tamanha cara de pau. Cada dia que passava Linus tinha mais certeza de que Dominique Podmore nĂŁo era normal. Com certeza lhe faltavam alguns pinos, porque apenas isso explicaria a postura da jovem a sua frente. Como ela ainda tinha a audĂĄcia de ofendĂȘ-lo? Maluco neurĂłtico? A Ășnica pessoa maluca entre os dois era a prĂłpria garota que proferia tantos disparates! â VocĂȘ sĂł pode estar brincado... â Maneou a cabeça negativamente, como se nĂŁo conseguisse acreditar que aquela conversa era realmente sĂ©ria. Como assim ela nĂŁo lhe devia explicaçÔes? Ele se tornara um infrator! Ele estava sendo procurado por causa dela! O mĂnimo que merecia eram explicaçÔes! â SĂ©rio mesmo, Podmore? VocĂȘ estĂĄ mesmo falando sĂ©rio? â perguntou novamente, ainda que soubesse que a ruiva em nada estava brincando. Ela era mesmo muito maluca para culpa-lo por aquele problema â e todos os outros que se envolvia por causa dela. â Deus! O que eu te fiz? â embora fosse uma dĂșvida genuĂna, levantava os braços em direção ao cĂ©u como se esperasse por uma resposta divina. â Por que vocĂȘ coloca essa pessoa no meu caminho constantemente? â Perguntou novamente, referindo-se â obviamente â a garota.
â Alto lĂĄ, Podmore! â repetiu a mesma frase proferida pela garota. Mesmo sabendo que aquela conversa nĂŁo levaria a nada, jĂĄ era hora de dizer algumas verdades. Todas as situaçÔes desconfortĂĄveis que a garota lhe fizera passar nĂŁo podiam ser caladas, afinal! â Primeiro: vocĂȘ me deve uma explicação sim! Se vocĂȘ nĂŁo estivesse correndo no mesmo corredor que eu estava perdido, provavelmente nada disso estaria acontecendo! â justificou, ainda que seu argumento nĂŁo fosse de longe o mais racional de todos. No mais, Linus tambĂ©m nunca fora alguĂ©m bom em lĂłgica e a simples presença de Dominique jĂĄ o deixava nervoso o bastante para que sua pouca habilidade em lĂłgica se dissipasse completamente. â Segundo: minha consciĂȘncia nĂŁo estĂĄ pesada! VocĂȘ que deveria estar com a consciĂȘncia pesada por fazer isso com uma vida inocente! â Exclamou exasperado, deixando mais do que claro que a vida inocente em questĂŁo era a sua prĂłpria vida. â Terceiro: vocĂȘ sempre faz isso! VocĂȘ sempre tenta me culpar quando vocĂȘ me coloca nesse tipo de situação! Eu sou a vĂtima aqui, ok? â perguntou, embora seu tom fosse mais afirmativo do que indagativo. Vitimismo, afinal, era uma de suas melhores habilidades. Â
E, devido ao seu dom natural pelo drama, nĂŁo houve como nĂŁo aproveitar a deixa para transformar aquela simples discussĂŁo em um verdadeiro debate sobre direitos e justiça. â Anos de abusos nĂŁo serĂŁo calados! â afirmou de maneira teatral, batendo o punho no peito como se estivesse pronto para uma briga. NĂŁo era nada incomum que iniciasse aquele tipo de discussĂŁo com Podmore, visto que discutir era uma das atividades que os dois mais praticavam juntos. Veja bem, nĂŁo era como se Linus desgostasse da colega. Na realidade, acreditava que era uma Ăłtima amiga... exceto quando o colocava naquele tipo de situação o que, infelizmente, era o resultado mais recorrente de quando se encontravam. â VocĂȘ me deve explicaçÔes e um pedido de desculpas formal por todas as detençÔes que jĂĄ paguei por sua culpa! â exigiu em tom mandĂŁo, mesmo sabendo que a outra jamais aceitaria suas reivindicaçÔes. No mais, nĂŁo custava nada tentar. â SerĂĄ que dĂĄ para entender ou tĂĄ difĂcil?
I never meant to cause you trouble | Jinx&Linus | Flashback
A mesma estava começando a entender o porquĂȘ de se dar muito melhor com animais do que pessoas. Ela nĂŁo decepcionava animais como possivelmente havia decepcionado Linus. Ela tinha apenas uma tarefa, e pela primeira vez em muito tempo alguĂ©m havia confiado nela. Era raro algo assim acontecer. As pessoas dificilmente confiavam nela. Quando conheciam sobre sua personalidade ou ouviam sobre tudo que acontecia com ela preferiam se afastar. Ter alguĂ©m que havia ignorado tudo aquilo, e simplesmente confiado nos instintos da Gryffindor para ajudĂĄ-la era tĂŁo incomum. Mesmo que fosse apenas para ajudar a arrumar um encontro com sua irmĂŁ. Ela gostava de Linus. Linus tinha vĂĄrios aspectos parecidos com ela, e era um dos amigos de seu irmĂŁo. O que fazia ele ser quase da famĂlia. Se sua irmĂŁ precisava arranjar um cara legal para sair poderia muito bem ser Linus, e era por isso que estava se esforçando tanto para que aquilo acontecesse. Seria bom ter alguĂ©m assim na famĂlia, e novamente Jinx jĂĄ estava pensando longe demais em um futuro onde Linus jĂĄ fazia parte da famĂlia.
Agora que ela havia parado de chorar e estava tentando se recuperar tentava pensar logicamente como o menino a sua frente. Tinha que voltar todos os seus esforços para a achar a coruja antes de seus irmĂŁos, pois ela realmente nĂŁo queria colocar Linus em problemas. O que aconteceria caso Alec ou Jude pegassem os bilhetes. Alec, por ser o melhor amigo de Linus, e Jude por ser simplesmente super ciumento. O ciumes de Jude muitas vezes sufocava Jinx, atĂ© que ela que geralmente era uma das pessoas mais calmas explodisse. Geralmente todas as vezes que a mesma explodia era com o irmĂŁo, pois por se conhecerem tĂŁo bem sempre acabavam falando demais. Ainda mais quando o assunto chegava no tĂłpico sobre o pai. âĂ uma opção. Eu acho que jĂĄ passei lĂĄ, mas nĂŁo custa olhar de novo. Passei tĂŁo rĂĄpido que posso ter pedido ela de vista.â Estava mais motivada, e passando as mĂŁos no rosto limpava qualquer traço de lĂĄgrima que algum dia pudesse ter se criado ali. Ela nem queria imaginar aquela situação se transformando em algo complicado, entĂŁo eles tinham que achar aquela coruja. Era a prioridade, e Jinx devia aquilo a Linus e provavelmente a Izzie tambĂ©m, que nem sabia de toda aquela histĂłria. Esperava que aquilo se transformasse em uma situação que pudesse rir em um futuro.
Conforme seguiram para o corujal ouviu a perguntando de Linus, e nĂŁo queria parecer cĂ©tica demais, mas infelizmente sabia que tinha que ser sincera. âEu acho que tanto ele quanto o Jude provavelmente te matariam.â Quando percebeu que aquilo nĂŁo era o que Linus queria ouvir, ou que deveria ter falado algo diferente jĂĄ era tarde demais. Tentou concertar, mas nada vinha a sua mente. âMas vocĂȘ Ă© o melhor amigo de Alec, e Izzie Ă© a irmĂŁ dele. Mesmo que ele queira matar vocĂȘs no começo vocĂȘs sĂŁo as pessoas que ele mais ama. Acho que por mais que ele ficasse chateado, ele iria querer vocĂȘs felizes. Pelo menos, eu iria querer ver meus irmĂŁos todos felizes. Sem contar que eu iria querer ter vocĂȘ na famĂlia. AlguĂ©m que entende sobre azar para culpar alĂ©m de mim Ă© bem vindo.â Um sorriso sincero apareceu no rosto da mais jovem Fawcett, enquanto se apressava pelos corredores. âAgora vamos achar essa maldita carta, ah, e seria bom se vocĂȘ guiasse eu acabo me perdendo muito fĂĄcil. Sabe como Ă©.â Assim deixou Linus ir na frente antes de continuar o caminho.
Shit happens. Ele, mais do que ninguĂ©m, sabia que a mĂĄxima nĂŁo era nada menos do que a mais pura â e dura â realidade. Deveria jĂĄ ter se acostumado com os percalços da vida, muito embora começasse a se questionar se eram percalços que apareciam em sua vida, ou vida que apareciam em seus percalços. Era uma indagação difĂcil de responder. Sempre ouvia conselhos de que na vida apareciam dificuldades mas que nĂŁo devia se deixar abalar. PorĂ©m, em seu caso especĂfico, parecia acontecer exatamente o contrĂĄrio. Havia mais dificuldades do que vida propriamente dita, e no meio de suas dificuldades apareceu o encontro com Isobel que â ninguĂ©m poderia negar â fora uma grande surpresa. Para o garoto que passara anos observando de longe â e indevidamente, hĂĄ de se comentar â a irmĂŁ de seu melhor amigo, imaginando que a possibilidade de algum tipo de aproximação fosse algo muito fora da realidade, o inesperado encontro â mesmo que fracassado â fora encarado com nada menos do que uma ironia muito doce do destino. E o que poderia fazer ele alĂ©m de aproveitar? Claro que ele sabia que o melhor amigo nĂŁo ficaria feliz caso descobrisse o que vinha se desenrolando. Sabia que havia grandes chances de perder um grande â talvez Ășnico â amigo. Sabia que havia chances de perder a prĂłpria vida com aquela histĂłria. No mais, tambĂ©m sabia â atĂ© mais do que tudo â que valia a pena arriscar por aquela garota. E nĂŁo era sempre que o destino era tĂŁo bom ele, afinal.
E de tantas coisas que sabia naquela histĂłria, Linus tambĂ©m sabia que nĂŁo demoraria atĂ© tudo cair por terra. Era o que seu histĂłrico dizia. Ainda que todos dissessem que depois da tempestade vem a bonança, para ele a tempestade poderia vir em qualquer momento. Principalmente depois da bonança â que, por acaso, costumava ser rara â porque era a maneira que o destino tinha de lhe esfregar na cara que shit happens. E provavelmente era isso que ele estava tentando lhe dizer com aquela coruja perdida. â Eu tambĂ©m apostaria nisso. â respondeu, tambĂ©m sincero e ligeiramente desconfortĂĄvel. NĂŁo era novidade que Alec e Jude faziam o tipo de irmĂŁos superprotetores, defensores da honra e moral das prĂłprias irmĂŁs. Ele prĂłprio jĂĄ havia presenciado momento de irritaçÔes dos garotos e sabia que estava em territĂłrio deveras perigoso, tal pensamento fez com que um frio percorresse toda a extensĂŁo de sua espinha. Provavelmente seria uma morte dolorosa e lenta, ainda mais porque ele seria considerado traidor, o que tornava seu caso muito pior do que de qualquer outro. â Meu medo Ă©... â na verdade ele tinha muitos medos, mas nĂŁo elencaria todos, tomaria muito do tempo de Jean e eles ainda tinham uma coruja para encontrar. â ... ele ficar com tanta raiva que nem dĂȘ tempo da raiva passar e acabar me matando sem nem pensar. â era uma possibilidade. Poderia acabar acontecendo de Alec nĂŁo ter tempo suficiente para se acalmar e mata-lo antes da poeira abaixar.
â NĂŁo podemos nos perder. â Comentou muito mais para si mesmo, tentando se concentrar em nĂŁo entrar em nenhum corredor desconhecido ou esquecer do caminho que estavam percorrendo. Eles nĂŁo podiam se perder. Porque, considerando que estavam somando azar juntos, poderia acabar acontecendo de Jude ou Alec os encontrarem no meio de algum corredor isolado e interpretarem tudo errado, e Isobel ficar sabendo da histĂłria e acabar chateada com ele. Claro que toda a histĂłria â digna de uma novela mexicana â passou por sua cabeça em questĂŁo de minutos. Linus era muito bom em levantar possĂveis tragĂ©dias. â SĂł vamos encontrar a coruja e seguir nossas vidas ilesos... â disse tentando se convencer de que era exatamente o que aconteceria. Havia incerteza em seu tom de voz, como se ele prĂłprio nĂŁo conseguisse acreditar em sua prĂłpria afirmação. Qual era a chance dele sair ileso de alguma coisa, afinal? Linus nĂŁo saĂa ileso de nada desde que se conhecia por gente, se quer conseguia sair ileso de situaçÔes que nem lhe dizia o respeito. â Agora... sĂł me ajuda com uma coisa? â Perguntou um bocado incerto, como se estivesse se questionando se deveria mesmo fazĂȘ-lo. â Onde Ă© o corujal?
[Flashback] Tell me your secrets | September 1970
Apertava os olhos com tamanha força que quase conseguia unir as sobrancelhas no meio do nariz. Olhava para os lados com certo desespero, esperando que mais alguĂ©m percebesse que havia algo de muito errado naquela sala de jantar, no entanto, todos continuavam a comer o pudim de chocolate como se tudo estivesse dentro da mais perfeita normalidade. â E vocĂȘ voou? â pergunto como quem nĂŁo quer nada, com uma voz abafada pelo pudim que acabava de goela abaixo. Muito embora estivesse mais do que convencido de que havia algo de errado, sua paixĂŁo por sobremesas ainda se sobressaĂa a qualquer outro sentimento, de maneira que mantinha seu semblante desconfiado enquanto devorava o pudim de maneira esganada. â Linus, coma mais devagar. â Ouviu sua mĂŁe pedir em tom quase de sĂșplica. Ââ Seu bisavĂŽ morreu engasgado com pudim... â Quando sua mĂŁe fazia uso das reticĂȘncias, a mensagem implĂcita costumava ser algo como âVocĂȘ pode acabar morrendo do mesmo jeito que seu bisavĂŽâ ou âVocĂȘ pode acabar morrendo do mesmo jeito que seu primo de terceiro grauâ ou do mesmo jeito do que qualquer outro membro de sua famĂlia. Exceto, Ă© claro, por seu tio-tataravĂŽ.
â Mas vocĂȘ voou? â Perguntou novamente, desta vez sem pudim na boca. Talvez sua mĂŁe estivesse certa e, afinal, nĂŁo custava nada prevenir. â VocĂȘ voou, tio Albert? â Perguntou pela terceira vez elevando sua voz em tom misterioso, como quem fazia alguma espĂ©cie de interrogatĂłrio. Aquele sorriso gentil e bochechas rosadas nĂŁo o enganavam, sabia muito bem que havia algo de muito errado com seu tio-tataravĂŽ Albert e o fato de ainda estar vivo, contrariando todas as probabilidades e estatĂsticas da famĂlia. NinguĂ©m jamais havia vivido tantos anos quanto aquele senhor de cabelos grisalhos sentado Ă sua frente â na realidade, nenhum Fawley jamais sequer tivera tempo de ter cabelo brancos. â NĂŁo acha estranho vocĂȘ ter se arriscado tanto e nunca ter morrido? â Perguntou de maneira direta, sem nem dar tempo do mais velho responder a primeiro pergunta. â Just saying... â Deu de ombros antes de enfiar mais uma colherada de pudim na boca.
â Linus Benedict Fawley! Isso lĂĄ Ă© jeito de falar com seu tio-tataravĂŽ? â Ouviu sua mĂŁe ralhar, porĂ©m, manteve sua atenção a expressĂŁo de seu tio-tataravĂŽ. Ele nĂŁo parecia nem um pouco surpreso, tampouco ofendido com sua pergunta.
â Mas, mĂŁe! Ele tem o que? Mais de cem anos? Se a gente somar a idade de todo mundo aqui, a gente nĂŁo chega na idade dele! â Explicou-se, muito embora ninguĂ©m na sala parecesse muito convencido com sua explicação. Ora, era uma dĂșvida bastante natural para um garoto de apenas nove anos. Infelizmente para Linus, ninguĂ©m parecia compreender a natureza da curiosidade infantil. Exceto, talvez, pelo prĂłprio tio-tataravĂŽ Albert, que espremia os olhos enquanto deixava escapar pequenas risadas abafadas. Tal postura apenas serviu para que Linus comprovasse sua ideia. Aquele velho tinha algum segredo que nĂŁo queria compartilhar. O que era muito egoĂsmo, sabendo que a maioria dos presentes nĂŁo chegariam na metade da idade que tinha. Considerando as estatĂsticas, Ă© claro. â Fale a verdade! VocĂȘ tem a pedra filosofal, nĂŁo tem? â Perguntou direto, ainda que nem soubesse ao certo o que era a tal pedra filosofal â havia ouvido seu pai comentar algo sobre o assunto em um dia qualquer.
- NĂŁo, Linus. Eu nĂŁo tenho a pedra filosofal. â Embora tivesse uma resposta para sua dĂșvida, a resposta de Albert, no entanto, nĂŁo chegara nem perto de sanar sua curiosidade. Ele tambĂ©m queria viver muito, e Albert haveria de contar o seu segredo!
- EntĂŁo qual o motivo de vocĂȘ ainda nĂŁo ter morrido?
- Linus! NĂŁo teste a minha paciĂȘncia! Eu vou enfiar a sua cara nesse pudim se vocĂȘ continuar falando com seu tio-tataravĂŽ desse jeito! â Ouviu a ameaça de sua mĂŁe, fingindo estar ofendido e pousando a mĂŁo no peito de maneira teatral. Preferia ter a cara suja de pudim e saber o segredo da longevidade do que morrer cedo sem pudim na cara.
- MĂŁe! Meu bisavĂŽ morreu engasgado com pudim!
- E vocĂȘ vai morrer afogado nele se nĂŁo parar com essas perguntas! Suba pro seu quarto agora, antes que eu te mate e diminua ainda mais a idade mĂ©dia da famĂlia!
Morrer cedo com pudim na cara, porĂ©m, nĂŁo era exatamente a alternativa mais acertada, muito embora a curiosidade ainda lhe corroesse atĂ© os ossos. Engoliu seco antes de dar uma Ășltima olhada no pudim e subir para o seu quarto. Jamais imaginara que um pudim pudesse parecer tanto com uma arma mortĂfera quanto parecia naquele momento.
Mas ele ainda havia de descobri qual era o segredo de Albert.

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Eu⊠o quĂȘ?!Â
Alto lĂĄ, Fawley! Eu nĂŁo potencializo tudo de ruim que pode acontecer com vocĂȘ coisĂssima nenhuma! O que eu posso fazer se, de vez em quando, vocĂȘ estĂĄ no lugar errado, na hora errada? NĂŁo Ă© como se fosse minha culpa. Sinceramente, se eu pudesse remover vocĂȘ da equação, eu o faria! VocĂȘ sĂł complica ainda mais os meus planos! E tem outra, eu nĂŁo sou uma valentona! Itâs not like I prey on the weak, I just, I⊠I⊠you know what? I donât want the bloody ice cream. Keep it for yourself. I will have pudding instead or⊠whatever.Â
De vez em quando? VocĂȘ quer dizer todas as vezes que eu te vejo? Porque me parece bastante coerente. NĂŁo Ă© estar no lugar errado, na hora errada! O problema Ă© vocĂȘ, nĂŁo eu. NĂŁo me leve a mal!
SĂ©rio? Posso mesmo? Sabia que vocĂȘ nĂŁo resistiria aos meus dramas. Valeu mesmo, Podmore. VocĂȘ realmente nĂŁo Ă© uma valentona, vocĂȘ tem coração.
It was a joke, Linus. Calm down. UhâŠ. a little too soon to talk about marriage when we canât even admit weâre going on a date.Â
Are you going to drink that all by yourself? I could use some alcohol.Â
Linus⊠what do you want from me? I mean, we go on a couple of dates and then what? You canât expect me to lie to my brother. Heâs your best friend and heâs my best friend. Heâll figure it out eventually.
Well...you have a point here.
Come on, Izzie! We are fine the way we are. Why do you complicate everything? We can flee to México when he figure it out... I am very skilled in running away from my problems, I can teach you my techniques. What do you think, huh?
Hmmm serĂĄ que vamos ter que levar Alec na nossa lua de mel pra ele nĂŁo se sentir excluĂdo?
Ok, that was creepy and weird. Scratch that. Iâm not implying weâre gonna get married and definitely not suggesting an incestous threesome. I was just trying to be funny. I donât know, Linus⊠Talvez devĂȘssemos contar pra ele antes que chegue aos ouvidos dele. He wonât like to know weâve been keeping things from him.
Ugh! I would never date Alec! It would be weird! But, wait a minute! Would you marry me?... I mean, I am not asking you to marry me... not now. Ugh... Just forget. I think I drank more than I should.
Are you crazy? He will never know that! We must to keep it a secret! You like me, don't you? I mean, you like me as a friend, of course. Anyway, if you really like me, you do not want to see me dead so in this case, Alec may not know anything!
Eu diria pra vocĂȘ nĂŁo ser uma drama queen, mas nĂ©, nĂłs dois sabemos que isso nunca vai acontecer. Ă como se fosse o seu tĂtulo vitalicio.Â
O que vocĂȘ tem feito atĂ© agora? Merlin, vocĂȘ tĂĄ pior que uma menina do quarto ano. VocĂȘ nĂŁo precisa se desesperar, se essa garota tĂĄ perdendo tempo contigo, algo bom ela vĂȘ em vocĂȘ. Sabe, atĂ© que vocĂȘ Ă© uma companhia agradĂĄvel quando nĂŁo tĂĄ todo paranoico. JĂĄ tentou o bĂĄsico, flores e chocolate? Talvez alguma cartinha bacana? Nada meloso demais, sĂł algumas palavras sobre o quanto vocĂȘ aprecia a companhia dela.
Drama queen? Por que vocĂȘ tĂĄ me desmerecendo tanto? Que mania desagradĂĄvel, huh?
Perdendo tempo? Companhia até que agradĂĄvel? Por Merlin! Qual Ă© o seu problema comigo? Eu sĂł queria umas dicas amigĂĄveis. Algo como âApenas seja vocĂȘ mesmo, Linusâ seria o suficiente. Se bem que... quem sou eu, nĂ©? Quer dizer, eu to aqui encalhado desde quando? VocĂȘ pode atĂ© ter uma razĂŁo para ser tĂŁo dura comigo.Â
Flores e chocolate? Posso arranjar isso. A carta eu acho que vou passar, nĂŁo sou bom escrevendo. Minha letra nĂŁo Ă© muito legĂvel, sabe? Ela poderia acabar pensando que estou a xingando ou coisa do tipo.
Claro, claro. Porque vocĂȘ tem um coração de ouro, Ă© muito cavalheiro e sabe que Ă© a coisa certa a se fazerâŠ
Hey! Que reação é essa?! O que foi que eu te fiz, exatamente? Merlin, relaxa, Fawley.
Pare de falar com esse tom ameaçador! VocĂȘ estĂĄ me assustando! Por favor.
O que vocĂȘ fez? O que vocĂȘ sempre faz! VocĂȘ parece que potencializa tudo de ruim que pode acontecer comigo! E antes que vocĂȘ diga qualquer coisa, I am not overreacting! NĂŁo Ă© o sorvete! Ă tudo o que ele representa! VocĂȘ Ă© como aqueles valentĂ”es que se aproveitam dos mais frĂĄgeis... quero dizer, eu nĂŁo sou frĂĄgil! Enfim, vocĂȘ nĂŁo vai me intimidar!

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Que?
Oh, youâre serious. Alec perguntou mesmo? O que ele falou? Olha, vocĂȘ divide o dormitĂłrio com ele, sĂł vejo ele nas aulas e nas refeiçÔes, se alguĂ©m aqui tĂĄ dando bandeira nĂŁo sou eu⊠Pensando bem⊠talvez por isso mesmo ele esteja desconfiando? VocĂȘ acha que eu ando evitando ele inconscientemente? Quer dizer, nĂŁo quero que ele se preocupe em ter a irmĂŁ e o melhor amigo chantageados por diabretes sacanas nĂ©âŠ
Ele falou que estamos passando muito tempo juntos. Mas acho que isso foi ele com ciĂșme. VocĂȘ sabe, ele costumava ser o Ășnico que tinha coragem o suficiente para ficar mais de dez minutos perto de mim. Ter que me dividir com vocĂȘ nĂŁo deve estar fazendo bem a ele...
Pode ser isso. TĂĄ vendo? Ele nĂŁo Ă© bobo... sĂł tem cara mesmo. De qualquer jeito, temos que tomar cuidado. Caso ele fique sabendo de algo, o diabrete pode resolver se vingar de nĂłs atravĂ©s dele e isso nĂŁo seria nada legal. Temos que resolver nossas pendĂȘncias logo, se quer minha opiniĂŁo.
NĂŁo vamos entrar nesse tĂłpico de novo, Linus. JĂĄ deixamos claro que diversos aspectos relacionados a vocĂȘ sĂŁo engraçados, naquela vibe trĂĄgicos e cĂŽmicos. Uau, agora isso estĂĄ ficando interessante. Chegue mais, meu caro, sente-se aqui no sofĂĄ e abra seu coração. NĂŁo tem nada que interesse mais meu ouvidos que um segredo que pode causar a morte.
Hmm, entendi, entendi. Primeira coisa que vocĂȘ tem que entender, Llinus. O poder de escolha nunca Ă© seu, sempre Ă© nosso. Esse Ă© o conhecimento mais bĂĄsico que poderia te passar. EntĂŁo se ela acha que vocĂȘ vale alguns minutos perdidos, coopere para isso e nĂŁo estregue tudo. Bem, mas vocĂȘ sendo Linus⊠sĂł tente nĂŁo fazer a sala pegar fogo ou algo do tipo.
Eu agradeceria se vocĂȘ fingisse um pouco menos animação com a possibilidade de me ver morto. Not cool at all. Just so you know. Mas sĂł se vocĂȘ quiser mesmo.
EntĂŁo, na verdade, eu nĂŁo posso fazer nada. Eu sĂł tenho que dançar a mĂșsica dela? Vamos supor agora, que eu queira continuar nessa mĂșsica... com ela. Mas que eu sei que Ă© sĂł questĂŁo de tempo para ela perceber que eu nĂŁo sou bom nesse ritmo. Vamos dizer que ela curte uma mĂșsica lenta, bonitinha, bem de casalzinho mesmo... e eu sou o Linus. O que eu poderia fazer para agradĂĄ-la e dar uma sobrevida para essa mĂșsica? Quero dizer, o que uma garota romĂąntica gostaria em um cara?