Eu passei os últimos 4 dias isolada, quieta, sem conseguir comer, sem dormir, sem conseguir levantar da cama, sem conseguir falar com ninguém, tentando curar a dor que você me causou e tentando te perdoar.
Mas dessa vez, não consigo.
Não é pelo grande erro que você cometeu.
Você sabia que era a pior coisa que poderia ter feito, mas fez mesmo assim.
Você pediu pra eu tentar te entender, mas isso não tem compreensão. Não tem como entender o porquê você fez o que fez, ou o porquê você faz tudo que faz.
Mas eu não vou te perdoar dessa vez. Não por ter feito isso. Não vou te perdoar porque você não merece.
Isso foi o estopim, mas são os pequenos erros diários e constantes que fazem você não merecer. Os teus pequenos erros que fazem minha vida parecer um verdadeiro inferno, que me trazem a percepção de viver um pesadelo daqueles onde você não consegue acordar e quando acha que acordou, percebe que está mais submersa.
Esses pequenos erros diários são como uma tortura.
E é por saber que esses erros vão continuar, que eu não te perdoo.
Por conta desses pequenos erros, você não merece meu perdão.
Você é como um câncer que está preso em mim, me matando aos poucos.
Eu não me permito mais tomar essas doses diárias de sofrimento.
A mulher que me tornei custou muito caro pra eu sacrifica-la dessa forma.
Enquanto não houver merecimento, não vai haver perdão.
Dessa vez, não porque eu não quero. Mas sim, porque sou incapaz. A queda foi grande, a pancada foi forte, mas são, sobretudo, os pequenos tropeços preciso evitar.