As três Antonias disseram que viram LEONARDO FERRANTE passando na praça de manhã, você ouviu? Não é de se espantar, já que LEO tem TRINTA E OITO ANOS e quase todo mundo aqui já conhece a rotina dele por estar em Monteluna DESDE SEMPRE. A cidade pode até estar mudando, mas ele segue firme sendo bastante CHARMOSO, mas também tendo seu lado CRÍTICO. Ele continua se parecendo com MICHIEL HUISMAN e NÃO ESTÁ ansioso para conhecer os novos moradores!
CONEXÕES DESEJADAS ❦ TRIVIA ❦ MUSINGS
RESUMO
Leo é o herdeiro de uma antiga vinícola de Monteluna, marcada por gerações de tradição e uma relação conturbada com o pai rígido e obcecado pelo legado da família. Aos 18 anos, Leo foi enviado a Florença para estudar enologia, onde também viveu intensamente a liberdade, apaixonando-se por arte, filosofia e novas amizades. Forçado a retornar, viu sua vida desabar quando, dois anos depois, um incêndio devastou a vinícola — um fogo ateado pelo próprio pai, num ato delirante, que Leo tentou impedir sem sucesso. A tragédia o deixou com cicatrizes físicas e rumores cruéis de que ele seria o verdadeiro culpado.
Hoje, Leonardo vive quase recluso na antiga Tenuta Ferrante, entre ruínas e vinhas esquecidas. Poucos sabem se ele ainda produz vinho, mas de tempos em tempos, garrafas sem rótulo surgem misteriosamente na feira de Monteluna.
BIOGRAFIA
Leonardo nasceu em Monteluna, herdeiro de uma dinastia vinícola sinônimo de prestígio e tradição. Sua família produzia alguns dos vinhos mais respeitados da região — tintos encorpados, cheios de personalidade, conhecidos até mesmo fora da Itália. O patriarca, Girolamo Ferrante, era rígido, católico fervoroso e completamente obcecado por legado. Leo, seu único filho homem, cresceu cercado de expectativas, cercado de barris e orações, cultivado como uma videira rara. Desde pequeno, soube que um dia herdaria tudo: as terras, os segredos da fermentação, o peso do nome Ferrante. E, sobretudo, a aprovação do pai.
Aos 18 anos, foi enviado para Florença, onde estudou enologia, mas também flertou com filosofia e arte. Teve romances, amigos excêntricos e uma liberdade que nunca conheceu em casa. Lá conheceu sua noiva, espirituosa, encantadora, que amava como quem nunca amou ninguém. Foi seu primeiro e último noivado. Ela desapareceu de sua vida pouco antes do incêndio — o porquê é um mistério. A verdade, desagradável. Leo escrevia cartas longas ao pai, nunca respondidas. Tinha pesadelos recorrentes com uvas que apodreciam nas mãos. Mas Monteluna o puxava de volta, como uma raiz. Um legado.
Poucos meses depois de seu retorno definitivo a Monteluna, a Villa Ferrante foi destruída por um incêndio devastador. A origem do fogo permanece um mistério: alguns suspeitam de negligência, outros falam em sabotagem e ainda há quem jure que houve briga entre Leo e o pai naquela noite. Don Girolamo Ferrante morreu no incêndio. O que aconteceu de verdade, Leo nunca contou a ninguém. Mas ele ainda se lembra dos gritos do velho, consumido pelo delírio, falando em fogo, purificação e pecado. De correr no meio da vinícola em chamas e tentar arrastá-lo de lá—sem sucesso. As marcas disso Leonardo carrega no corpo, nas cicatrizes que esconde sob as mangas longas e camisas fechadas mesmo no verão.
Leo vive numa casa no alto de Monteluna que pertencia à tia-avó. Tenta se manter afastado, apesar de ter tantos primos e primas que é difícil estar completamente solitário. Ele fala pouco, bebe menos ainda e nunca comentou sobre o incêndio. Não se sabe se ainda produz vinho, mas estranhas garrafas sem rótulo aparecem de tempos em tempos na feira de Monteluna — vinhos complexos, com gosto de terra molhada e especiarias. Quem provou diz que é inconfundível.
Com os novos moradores, há também um desconforto mais íntimo, quase um ciúme involuntário. A cidade que para ele foi palco de tragédia e silêncio está agora cheia de novas vozes, risadas e renascimentos. Enquanto ele ainda vive entre ruínas e memórias, os recém-chegados estão restaurando fachadas, abrindo cafés, pintando portões de azul. Leonardo não confia facilmente, tampouco se oferece. Se cruzado na feira, responde com educação contida, um aceno quase imperceptível. Mas, à noite, ele se pergunta quem são aquelas pessoas. O que as trouxe até ali. E às vezes, ao embalar uma garrafa sem rótulo, ele considera deixá-la na porta de uma dessas casas restauradas. Só para ver o que acontece. Ele nunca o faz. Mas pensa. E isso já é mais do que pensava há muito tempo.
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4. it's just too good to be true
O sino da pequena igreja de Monteluna soava ao longe quando Leo se recostou na parede do mercado, braços cruzados, observando a cena diante de si com uma sobrancelha arqueada. A cidade parecia mais viva do que de costume — um grupo de recém-chegados ria alto perto da fonte, enquanto outros circulavam com sacolas de compras e câmeras penduradas no pescoço. Do outro lado da rua, alguém exibia uma garrafa de vinho, apontando animado para o rótulo improvisado, como se tivesse descoberto um tesouro. Leo soltou um suspiro pelo nariz, cruzando os tornozelos e balançando levemente a cabeça. “É bom demais pra ser verdade,” murmurou, como se falasse consigo mesmo, mas alto o bastante para ser ouvido. “Duas semanas atrás, ninguém queria saber desse lugar. Agora tem fila pra comprar pão e turista achando que entendeu Monteluna só porque tomou vinho sem rótulo.” Ele voltou o olhar para quem estava perto, meio sério, meio divertido. “Diz aí, quanto tempo até eles irem embora?”
O som das patas no cascalho ecoava à frente dele, acompanhado do tilintar da coleira. Leo caminhava devagar, as mãos nos bolsos do casaco e os olhos fixos no chão à sua frente, até notar a presença inesperada parada no portão de ferro enferrujado. O cão, uma pastora mista de pelo amarelado e olhos atentos, já havia corrido na direção da figura, o rabo abanando e os latidos abafados mais por curiosidade do que por ameaça. Leo ergueu uma sobrancelha e encostou no portão com um leve bater do ombro. “Ela não morde,” disse com um tom arrastado, quase entediado. “A menos que você esteja escondendo salame na bolsa. Aí já não posso prometer nada.” Um leve sorriso surgiu ali, discreto, antes de ele dar um assobio curto, o sinal para fazer a cadela sentar ao seu lado.
O portão antigo rangeu quando Leo o empurrou com o ombro, o peso das ferramentas ainda pendurado na mão direita. O sol começava a se pôr atrás das colinas, tingindo de dourado as vinhas secas e os muros cobertos de hera da Tenuta Ferrante — ou o que restava dela. A cena à frente, no entanto, interrompeu o breve momento de paz: alguém andava entre os tonéis abandonados do galpão velho, examinando demais, como se tivesse o direito. Leo estreitou os olhos, a sombra do boné cobrindo o olhar. Caminhou firme até parar a poucos metros, deixando o som das botas rachadas contra a terra anunciar sua presença. “Ei, o que está fazendo aqui? Saia já da minha propriedade.” disse, a voz baixa e firme, sem levantar o tom — mas com a firmeza de quem não repete duas vezes. Cruzou os braços devagar, cicatrizes meio visíveis no pulso enquanto deixava o peso das palavras pairar no ar. “Ou vai me dizer que tá só admirando a vista? Não tem placa, mas achei que o portão fechado, as correntes e a cerca meio caída deixavam claro.”
Chiara tinha que admitir que usar botas com salto para andar uma estrada de terra não tinha sido uma de suas melhores ideias, o salto, afundando um pouco na lama dos dias úmidos que estavam enfrentando; soltou um suspiro ao pensar em como teria que lavar aquilo depois mas logo levantou a cabeça com a voz do outro "Droga, era pra isso mesmo que eu tava vindo..." fala em um tom brincalhão mas continua a se aproximar, estendendo a cesta com algumas comidas caseiras e frutas frescas que tinha em mãos "Vovó falou pra entregar pro bonitão da vinícola, suponho que estava falando de você..." usa as aspas com os dedos ao citar como a avó chamava Leo, o que sempre arrancava uma risada da mais nova. Acompanhou o olhar do homem ao ouvir seu comentário, afirmando com a cabeça em concordância "Hoje me perguntaram se eu tinha um livro que saiu essa semana..." comenta a situação estranha que tinha passado no trabalho hoje mas logo o cutuca com o cotovelo "tenho que fazer minha parte com um das poucas pessoas mais velhas da cidade que gostam de mim sabe..." solta uma risada ao o encarar "além disso, a vibe meio mal assombrada daqui combina comigo."
Leo arqueou uma sobrancelha ao ouvir o apelido vindo da avó de Chiara e soltou uma risada abafada, o tipo de som que não saia muito fácil dele. “Bonitão da vinícola, é? Acho que gosto disso.” Pegou a cesta com um aceno de cabeça em agradecimento, inclinando-se levemente para sentir o cheiro de algum doce fresco. “Isso aqui vai durar o quê, cinco minutos?” comentou, mais para si mesmo, antes de apoiar a cesta na beirada da caçamba. O olhar voltou para Chiara, mais leve agora, mesmo com a menção aos turistas ainda o incomodando no fundo. “Um livro da semana… esses aí acham que Monteluna tem livraria com fila de autógrafo. A gente mal tem livraria... Sem ofensas.” Depois, com um sorriso enviesado e o tom mais seco, acrescentou: “E quem disse que eu gosto de você?” Mas era óbvio que estava provocando. Ele ergueu o queixo em direção à casa, como quem convida sem dizer: “Vai entrar ou vai ficar aqui me fazendo companhia com sua vibe de aparição poética? Eu tenho umas coisas aqui pra sua Nonna.”
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não tinha como rejeitar uma caixa cheia de frutas frescas de um antigo amigo de sua avó. mas, tinha como aceitar ajuda de seu sobrinho, se não tivesse um contexto sugestivo no meio. não sabia o que tinha acontecido nos últimos dias, mas parecia que todos os amigos de sua avó tinham decidido bancar os cupidos e/ou se meter em sua vida amorosa. max devia estabelecer limites, mas não conseguia — literalmente. eles falavam demais e ela se perdia no assunto; quando via, já estava com um caixote de madeira, frutas lindas e uma dor nas costas garantida enquanto se despedia. "ahm?!" falou ao escutar a voz masculina se dirigir para si, usando toda sua concentração para não derrubar tudo. infelizmente, mencionar o peso só fez seus braços tremerem um pouco. "eu tô levando isso para casa." indicou com a cabeça, como se fosse óbvio. "mas, pelo bem da minha coluna, e pelo mal do meu ego, vou aceitar ajuda, sim."
Leo deixou escapar uma risada breve, enquanto já dava alguns passos na direção de Max. “Bom, pelo menos você tem prioridades. A coluna antes do orgulho.” Abaixou-se com certa rigidez, os joelhos reclamando como sempre, e pegou a caixa, aliviando o peso sem dizer mais nada por um instante. Com o sol batendo nos ombros e o cheiro doce das frutas escapando das frestas da madeira, ele lançou um olhar de soslaio. “Essas maçãs são o suborno oficial dos velhos daqui, sabia? Primeiro eles te enchem de fruta, depois querem saber da sua vida inteira. Você também foi uma vítima?”
abel estava em sua barbearia, sozinho, fazendo seu horário de almoço. os funcionários estavam ausentes, fazendo seu horário de almoço em outro lugar ou ainda não era o turno deles. não se incomodava em ficar sozinho, pelo contrário, adorava esses momentos. o cheiro agradável da barbearia, a música baixa preenchendo o ambiente, e a comida caseira esquentada no micro-ondas dos fundos era devorada com prazer. um cenário comum, mas um dos melhores em sua rotina. sentado em um dos sofás de espera, finalizava sua comida quando escutou o sino tocar, sinalizando que alguém entrava. "hm." engoliu de vez, checando seu relógio de pulso. "meu deus..." murmurou em espanhol, notando que estava almoçando mais tarde. será que o homem chegou mais cedo ou ele quem atrasou mesmo tudo? precisava ver também se era ele mesmo quem atenderia ele ou se tinha sido marcado com outro funcionário; isso se tivesse hora marcada. como não queria ser indelicado e questionar ou levantar só para olhar sua agenda, decidiu ir pelo caminho mais seguro. "boa tarde. fique à vontade, só estou terminando de almoçar."
Leo odiava cortar o cabelo. Desde criança, as brigas com o pai e a navalha eram constantes. A mãe, por tempo demais, deixou que ele mantivesse suas madeixas --- até os nove anos, quando à força, Dom Girolamo raspou sua cabeça na máquina. Foi só anos depois, em Florença, já um jovem adulto, que Leonardo se desvencilhou das garras do pai que o apertavam como uma videira e deixou o cabelo crescer novamente. Quase um grito por liberdade. "Tudo bem, eu não tenho um horário." Leo se aproximou das revistas, sentando-se. Pegou uma de culinária, e abrindo nas páginas de bebidas, soltou um pigarro de escárnio. Mostrou a página para o barbeiro. "Esse vinho foi uma porcaria superfaturada para compensar a merda que foi a safra. Não sei o quanto pagaram pra aparecer em revistas como essa." Se tinha algo que despertava sua vontade de reclamar, eram vinhos ruins.
"Não comecei nada...." Respondeu-lhe enquanto se afastava da parede que estava encostava "Afinal, só esperei trinta minutos pelo senhor chegar." Ela não se importava de esperar, mas odiava quando as pessoas colocavam horário e não respeitavam. "Quero ver a parte mais antiga de Tenuta... Quero comparar com os planos que encontrei na biblioteca a ver se são fiáveis ou não."
Leo revirou os olhos. "Uau, eu não sabia que tinha uma inglesa como prima." Ele balançou a cabeça em tom de provocação. "Com essa pontualidade toda, eu quase me confundi de país. Ainda estamos na Itália, não estamos?" A verdade foi que ele se ocupara tempo demais na cidade, com um dos meninos que carregavam seu estoque. O garoto deixara toda uma caixa cair no chão, e ele tivera de repor os que quebraram, causando um estardalhaço tão dramático na ruela que por pouco não associaram uma face ao vinho misterioso de Monteluna. "Fiável? Os livros ou a Tenuta? Você está falando igual gente grande, por favor, pare."
starter com @maxfaiella
1. Do you even know what you're doing?
Leo se abaixou para amarrar a bota suja de poeira perto do pequeno armazém quando viu uma pessoa dobrar a esquina, carregando algo pesado e visivelmente desconfortável. Ele se endireitou devagar, limpando as mãos na calça, e observou por alguns segundos antes de falar, tom seco e sem disfarçar a ironia: “Precisa de ajuda ou está tentando quebrar a coluna de propósito?” Ele inclinou a cabeça, ainda com aquele meio sorriso nos lábios, e acrescentou, só para provocar: “Do jeito que você tá aí... do you even know what you're doing?”
starter com @marziasantori
7. "I'm actually being nice here, give me a break."
Leo girava lentamente a chave enferrujada no portão lateral da Tenuta, o som agudo do metal contrastando com o silêncio da manhã. Viu Marzia encostada ali perto, braços cruzados e expressão já meio desconfiada, o que o fez suspirar com aquele meio sorriso que nunca chegava aos olhos. "Não começa," murmurou, empurrando o portão até abrir. "Estou te deixando entrar, não estou? Isso já é uma vitória." Ele se virou de leve, encontrando o olhar dela com um toque seco de humor. "Tô sendo simpático aqui, Marzia, me dá um desconto," soltou, balançando a cabeça. "Mas não espera tour guiado nem discurso emotivo, porque você sabe que não é bem meu estilo. O que você queria ver aqui mesmo?"
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Leo ajeitou a caixa de garrafas no banco de trás da caminhonete, secando o suor da testa com a manga da camisa. Do canto do olho, percebeu Chiara se aproximando pela estrada de terra, passos leves e aquele jeito curioso de sempre. "Se veio perguntar sobre os vinhos sem rótulo de novo, vou fingir que não ouvi," disse com um sorriso de canto, fechando a tampa da caçamba com um baque surdo. Olhou para além dela, onde um grupo barulhento descia de um ônibus próximo ao centro. "Aqueles malditos turistas," resmungou, esfregando a nuca com irritação. "Todo verão a mesma coisa... lotam a cidade, não sabem nem onde estão pisando. Pelo menos alguém daqui ainda aparece por aqui de vez em quando, né?"
Localizada nas colinas a leste de Monteluna, a Tenuta Ferrante se estende como uma lembrança viva do passado — bela, ferida e teimosa em permanecer. A estrada de cascalho que leva até a propriedade é ladeada por ciprestes altos e silenciosos. As vinhas, embora em sua maioria abandonadas, ainda seguem alinhadas como soldados adormecidos. Algumas foram cuidadas, discretamente, por Leonardo — há vida, mas escondida sob o pó.
A propriedade é cercada por muros baixos de pedra seca. No seu interior, mistura construções novas e muito antigas, todas marcadas pelas eras — e pelo incêndio. A fumaça deixou cicatrizes escuras nas fachadas, mas parte da tenuta ainda resiste.
🏛️ A Propriedade
1. A Casa Grande (Villa Ferrante)
A casa principal, onde Leonardo vive, sobreviveu parcialmente ao incêndio. Um casarão de dois andares, com janelas arqueadas, varanda de ferro forjado e um pátio central com uma fonte seca. O telhado de telhas vermelhas foi parcialmente restaurado. A casa é habitável, mas com vários cômodos fechados ou condenados.
Cômodos:
Sala de Estar Antiga
Amplas janelas cobertas com cortinas pesadas. Tapetes orientais desbotados, poltronas antigas com braços gastos, e uma lareira onde ainda se encontra cinza esquecida. Uma estante coberta por lençol guarda livros da mãe de Leonardo e uma Bíblia com anotações do pai.
Biblioteca Pessoal e Escritório
Repleta de livros sobre vinho, arte, filosofia e poesia. Uma escrivaninha de madeira com tinta descascando, papéis, rascunhos de cartas nunca enviadas. Em uma prateleira alta, há garrafas não rotuladas e cadernos de notas sensoriais.
Quarto
Escuro, com móveis mínimos. A cama antiga range. As janelas estão sempre entreabertas. Há uma cômoda onde Leonardo guarda os lenços e pulseiras que trouxe de Florença, junto a uma caixa com cartas e objetos da juventude.
Adega Subterrânea Secreta
Uma parte intacta da vinícola, acessível por uma porta disfarçada no escritório. Pequena, úmida, com barris que resistiram ao incêndio. É ali que, de vez em quando, Leonardo experimenta fermentações. Um espaço sagrado e clandestino.
2. As Ruínas da Cantina Principal
A antiga estrutura da vinícola está em ruínas. Parte do telhado caiu, e há paredes com estuque queimado que ainda exalam fumaça nos dias úmidos. No chão, resquícios de barris carbonizados, ganchos de ferro, fragmentos de vidro.
Ao centro, uma enorme prensa de vinho de madeira, intacta mas inutilizada — símbolo de um legado que se recusa a morrer. Cipós e ervas daninhas crescem entre os escombros.
3. O Jardim Abandonado
Antigamente cuidado pela mãe de Leonardo, o jardim atrás da casa está tomado por ervas espontâneas e selvagens. Rosas secas, lavanda esquecida e uma oliveira muito antiga, datada muito antes dos avós de seus tataravós, que ainda dá frutos. Ali, há um banco de pedra onde Leonardo às vezes senta para ler ou observar o céu.
4. A Capela da Família
Pequena, de pedra clara, com vitrais rachados e bancos empoeirados. O altar está intacto, com uma imagem de Santa Cecília. Don Girolamo orava ali diariamente. Leonardo raramente entra — mas nunca fechou as portas.
🕯️ Atmosfera
A Tenuta Ferrante respira como um organismo antigo: cada parede guarda uma história, cada sala silencia mais do que conta. O cheiro predominante é o de madeira molhada, vinho velho e fumaça adormecida. O vento sussurra pelos corredores vazios e as folhas dançam nas janelas partidas. À noite, a villa parece suspensa entre o passado e o presente e Leo caminha por ela como um guardião, ou um fantasma. A alma da propriedade não morreu. Há beleza na ruína — uma estética de elegância gasta, como se o tempo tivesse sido congelado no instante após a tragédia. A natureza, lenta e silenciosa, começa a reclamar as pedras. Mas há também vida ali: discretamente, Leonardo cultiva, restaura, e observa.
Alô alô! Vamos de starter call, pessoal?? Oficialmente iniciando com o Leo.
Deixe o @ do seu personagem + número (uma frase dita pelo meu ou seu personagem)
1. "Do you even know what you're doing?"
2."They don't make it like they used to."
3. "I don't know what you're talking about"
4. "It's just too good to be true."
5. "Those damn tourists."
6. "Get off my property."
7. "I'm actually being nice here, give me a break."
8. "No, it doesn't hurt. Not anymore."
9. "She doesn't bite."
Caso queira plotar, deixe um LIKE e eu vou voando pra sua DM!
O banco de pedra estava frio mesmo sob o calor suave do fim de tarde, e Leonardo manteve a taça equilibrada entre os dedos com a precisão de quem já repetiu aquele gesto mil vezes. Observava o vinho girar, o reflexo rubro piscando na borda. “Não vou mentir, Lip, teu Shiraz desse ano me surpreendeu,” disse, sem ironia na voz, mas com um arquejo de sobrancelha que dizia mais do que qualquer elogio. “Não sei se fico impressionado… ou desconfiado.”
Deu um gole curto, como se provasse de novo só pra ter certeza. O olhar pousou no vinhedo ao longe, onde as linhas das parreiras desapareciam na encosta. Ao contrário da Tenuta Ferrante, a Tenuta De Lucca prosperava em organização que teria deixado os ancestrais de qualquer um deles orgulhosos. “O que você anda fazendo com os barris, hein? Alguma bruxaria toscana que não quer dividir comigo?” Sorriu de lado, deixando que a provocação ficasse no ar, leve. "Curiosidade totalmente profissional, prometo."
❧ EX-NOIVA ☙ é a primeira e única noiva de Leo. Se conheceram em algum lugar entre Monteluna e Florença. Terminaram por motivos nebulosos, talvez a desaprovação do pai dele. A verdade é que ele nunca a esqueceu.
❧ MINIONS ☙ Leo paga muse para manter sua produção de vinho sem rótulos. Muse pode ser alguém mais jovem precisando de um trocado, algum de seus muitos primos, algum recém chegado, etc. Pode ser que muse também leve e venda os vinhos para a cidade sem que levante suspeitas quanto à origem.
❧ PRIMOS ☙ Os Ferrante têm raízes por toda monteluna e afora. Qualquer um pode ser seu primo. Mesmo. Eles insistem em tirá-lo do porão e fazê-lo viver um pouco.
❧ CHICO BENTO E A PARREIRA MARAVIOSA ☙ muse achou legal sair andando pela tenuta e roubando uvas goiabas. Até se deparar o signore Ferrante.
❧ O FANTASMA ☙ muses ouviram dizer que a tenuta ferrante é assombrada. Acabaram descobrindo um esquema de produção de vinhos.
❧ IL VINO ☙ muse está muito interessado na produção de vinhos secreta de monteluna, e fará o que for preciso para descobrir de onde ele vem. Pode ser um enólogo, um rival, um chef de cozinha procurando exclusividade, quem sabe?
❧ TURISTAS ☙ muse quer fazer um evento na propriedade dos Ferrante. Para isso, precisará vencer o caráter irredutível de Leo, que se recusa a deixar que isso aconteça.
❧ PRIMEIRA NAMORADA ☙ Eles se beijaram pela primeira vez na vinícola. Foi um amor inocente (ou será que foi?).
❧ AMIGOS DE FLORENÇA ☙ a definição de festa estranha com gente esquisita. Ele cursava faculdade lá. Conheceram Leo quando ele ainda era ele mesmo--- livre, divertido, charmoso.
❧ DANÇARINOS ☙ ele nunca recusa uma dança. Nunca mesmo. Inclusive gosta de tirar moças para dançar. Então os únicos eventos de monteluna que têm sua presença garantida, são os com música.
❧ PASSIONE ☙ ele é muito charmoso mesmo. Ao longo dos anos, talvez ele e muse tenham tido um relacionamento puramente carnal.
❧ MONTECCHIOS E CAPULETOS ☙ Capuletos e Montéquios de Monteluna, só que sem o amor proibido. Só as tretas mesmo. Vinhedos rivais, famílias antagônicas, a palhaçada toda.
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