RABASTAN ANTONIE REAGAN LESTRANGE, que veio de REINO UNIDO, tem 27 anos e se parece muito com CHAY SUEDE. Ele trabalha como ESCRITOR e faz parte da comunidade muito feliz de St. Johns.
tw: violência doméstica.
Nascido em berço de ouro -- e não seria exagero dizer que seu berço era realmente banhado pelo metal nobre, Rabastan foi criado de maneira semelhante a um membro da realeza. Seu pai vinha de uma família de banqueiros, dona de uma rede que dominava grande parte da Europa Ocidental, e sua mãe provinha de uma família de muitos, muitos bens, sempre disposta a patrocinar a quem mais lhe interessava. O que não faltava a Rabastan em dinheiro, porém, lhe faltava em carinho;
Mal havia aprendido a se sentar e já era ensinado a manter a postura ereta, a não comer fazendo barulho, a não brincar na frente das pessoas. Quando firmou os pés no chão e se manteve em pé pela primeira vez, seu pai finalmente repousou os olhos sobre si. Aos 5 anos de idade, recebeu seu primeiro castigo: Henry lhe deixara trancafiado por uma noite toda dentro do porão. A jaula, porém, foi a mais leve das lições que teve com o passar os anos. De tapas a pontapés, de surras com toalhas molhadas a noites sem água, Rabastan teve o emblema da família gravado a ferro e a fogo em sua escápula direita com 15 anos de idade. Aos 20 anos, após uma aposta bêbada perdida na faculdade, teve o ombro deslocado pelo pai;
Aos 22, a trajetória brilhante de Rabastan Lestrange como futuro diplomata explodiu em cinzas. Literalmente. Durante uma briga feia com o pai no porão de sua casa -- lugar que havia aprendido a temer e odiar --, feia o suficiente para que acreditasse que iria ter sua vida tirada de si, Rabastan usou do fogo da lareira para se defender. Atirou o mesmo ferro com que fora ferido na direção de Henry, mas não esperava que faíscas atingissem o uísque derramado durante a briga e explodissem em uma muralha de fogo que tomou conta do recinto em poucos minutos;
O incêndio fora noticiado e televisionado durante muitas semanas, assim como suas repercussões: Rabastan com a lateral esquerda do rosto queimada, assim como a mão canhota com que escrevia deformada, e Henry permanecia em coma induzido, sem prognóstico de recuperação. Acusado de tentativa de homicídio pela família que tanto se preocupara em honrar e com um julgamento altamente coberto pela mídia, Rabastan permaneceu preso durante três longos anos até que sua inocência fosse provada;
Passou a usar o sobrenome da mãe após ser solto da prisão, tanto para não ser reconhecido quanto para não se associar à família do pai, que o culpava por tudo que havia acontecido. Chegou a viver por um tempo em Londres junto da mãe, mas era insuportável continuar respirando sob o mesmo teto onde tanto havia sofrido. Com o apoio de Catherine, literalmente a única pessoa que se manteve ao seu lado, mudou-se para St. Johns em busca do que todos chamam de uma nova vida -- longe do pai, que segue vivo ligado a aparelhos;
Sem saber como trabalhar e ainda muito fragilizado pelos anos na cadeia, com corpo e mente feridos, isolou-se em uma casinha perto da praia onde escreve seus poemas e contos. Já publicou muitos deles, sob um pseudônimo, e, junto do dinheiro que ainda recebe todo mês enviado por sua mãe, conseguiu se estabilizar financeiramente;
Ainda mantém os trejeitos arrogantes e elegantes na mesma medida que o fizeram ser considerado como um príncipe pelos Lestrange. Contudo, se tornou ainda mais fechado e retraído com o passar dos anos, a voz rouca pelo pouco uso e o corpo magro pela falta de cuidado durante três anos. É isolado, de poucos amigos, e sai de casa apenas para compras e o que mais for estritamente necessário.














