Lillian não conhecia o loiro o suficiente, mas tinha a impressão que ele concordaria com os termos dela. Mas ainda sim ela se sente tranquilizada ao ouvir que ele também não tinha interesse em um relacionamento. Tornava tudo mais fácil. Ela daria um fim na carência dela e Dominik também poderia se aproveitar do momento, porque, afinal, a morena era boa no que fazia. Tudo bem que ficar com um paciente, que estava internado no local dela de trabalho sabe-se lá por qual motivo, não era exatamente a coisa certa a ser feita. Porém, ao menos naquele momento, Lilly não se preocuparia com essas coisas.
- Oh, querido... isso não será um problema. Mas é bom também que você não se apaixone por mim. – enquanto diz essas palavras, a morena ergue as mãos da frente da blusa de Dominik para o pescoço dele. Entrelaçando os dedos atrás da nuca do loiro, Lillian diminiu o espaço entre eles e volta a beijá-lo. O contato dos lábios começa de forma suave, uma vez que, primeiro, a mulher quer curtir a maciez dos lábios do rapaz e a maneira como eles se encaixavam no dela.
Mas isso não demora muito, pois logo a boca dela se abre e permite a passagem da língua dele, que vai de encontro a dela, em um entrelaçar íntimo. Com o beijo sendo aprofundado, Lilly vira o rosto um pouco de lado, para dar melhor acesso ao loiro, e também abaixa a mão direita para a face dele. Com esse movimento, ela firma o rosto dele contra o dela e nem se preocupa com sua respiração irregular, que ficava mais pesada a cada segundo. O beijo se tornava urgente, assim como o desejo que percorria o corpo de Lillian. Há quanto tempo não beijava alguém assim? Muito tempo. Havia esquecido quão bom era estar nos braços de alguém, uma vez que tudo que sentira nos últimos meses fora saudades do falecido marido.
É impulsionada por esse desejo, pela carência que sentia, que a advogada pressiona seu corpo delicado contra o corpo másculo dele. Lilly Jones não era santinha, então, se fosse para ficar com o rapaz, faria direito. Iria aproveitar o máximo daquela situação para que, depois, não tivesse mais problemas como esse novamente. Aquela seria a primeira e última pegação dos dois, simples assim. Com esse pensamento, sem nunca deixar os lábios de Dominik, ela abaixa as duas mãos até a cintura do rapaz e, apertando esta, gira o corpo dele, de forma que o prende contra a mesa dela que agora estava logo atrás dele. Com essa nova posição, em que a extensão do corpo de Lillian estava colada nele, ela encerra o beijo por alguns segundos, durante os quais ela dá uma leve mordida sensual no lábio inferior do rapaz e, em seguida, respira fundo. Dominik era bom, muito bom, ela admitia.