it's gettind old (i'd kinda like if you'd call me) | wolfwater
@lauraclearw
Remus estava ali porque sabia exatamente que seria o tipo de lugar onde encontraria Laura. Remus, que passou a vida nunca realmente procurando nada, se encontrava desesperadamente procurando por ela ultimamente. "Hey," disse ao se aproximar, sabendo que ela o tinha visto desde o começo e sabendo que corria diversos riscos ali — não ligava, estava farto de não correr riscos — ela estava bonita, como sempre e Remus se sentia um tolo, também como sempre. "Será que podemos conversar? Eu gostaria de te dizer algumas coisas, se não se importa."
O barulho do salto fino de seus sapatos sobre o chão parou no mesmo instante que a voz grave e conhecida lhe atingiu. Laura o olhou com cuidado, deixando que todos os sentimentos confusos e um tanto inflamados se assentassem dentro de si para que continuasse vestindo sua máscara de indiferença. "Hey, Remus. How you doing?" Disse com uma voz simpática, "Conversar?" Tirou o celular do bolso e viu algumas notificações ali paradas. "Ahn, claro. Pode falar." Deu um gole em sua bebida, o olhando por cima do copo. Fazia um certo tempo desde que haviam conversado pela última vez, e de repente parecia que um ano inteiro os separava.
Ignorou o desconforto na ponta de seu estômago com o tom perfeitamente educado de Laura. Remus lembrava de praticamente tudo que os dois tinham feito juntos e nenhuma de suas memórias envolvia a simpatia misturada com desinteresse que ela agora exalava. "Eu queria me desculpar com você," começou, não se importando quando sentiu alguém esbarrar contra suas costas. "Naquele dia, em Snow City. Eu sei como soou o que eu falei e não foi minha intenção, mas eu também não fui sincero com você." A música um pouco mais alta o incomodava, mas fingia que não. "Eu sei que a gente meio que concordou em ser algo mais casual, mas pra mim não era só isso e eu não tive coragem o suficiente de admitir isso pra mim e muito menos pra você. Eu nunca quis magoar você e queria que soubesse disso."
No intervalo da última conversa até o presente momento, Laura se forçou uma porção de vezes em não pensar em Remus. Não poderia dizer que foi bem sucedida todas as vezes, mas tentou e tentou muito. Pensava no que ele estava fazendo, se tinha conhecido outra pessoa ou se pensava em Laura em algum momento. Porém, nunca, nenhuma vez, pensou que ouviria as palavras que chegavam até si naquele momento. "Uau," Disse suspresa, se recostando na parede ao lado e colocando o copo de bebida vazio sobre o móvel ao seu lado. "Não sei se existe tanto significado por trás de um 'Nós precisamos ser algo?' como você pensa." Disse em um tom divertido, cruzando os braços sobre o peito. "Nós combinamos uma coisa e acabou meio virando outra e eu me perdi um pouco no caminho, você não precisa falar tudo isso. Acho que você pode estar confundindo um pouco as coisas... Sabe, ansia de ter e o tédio de possuir." Fez um gesto com a mão, como se aquilo fosse uma imensa bobagem. "E eu fui sincera, nós podemos ser amigos, apesar daquilo tudo. Ficou pra trás."
Remus se mexeu um pouco, desconfortável na situação e também no local. Talvez fosse consequência de finalmente estar sendo sincero sobre o que sentia, mas sabia que não era o caso. Não quando sentiu um peso sair de seus ombros depois de dizer a verdade. "O que eu quero dizer, o que eu quis dizer, era que não precisávamos de um rótulo para sermos algo. Mas não é verdade e não foi justo com você." Ignorou novamente o aperto em seu estômago com o desinteresse de Laura. Sabia ser somente as consequências de seus próprios atos, mas se fosse sincero — o que estava tentando ser — torcia para que ela lhe dissesse outras coisas. "Eu não quero ser seu amigo, Laura." Olhou pra ela, fingindo não notar a atenção que ela não lhe dava. "Eu quero poder beijar você e levar você pra sair e te contar todas as coisas que nunca contei. Eu quero poder ir no hospital te levar o almoço, ou o jantar ou somente te buscar. Eu quero saber das coisas que você gosta e as que não gosta e ouvir como foi o seu dia." Arriscou dar um pequeno passo pra frente, ainda que mantivesse uma distância respeitável dela. "Eu quero você, Laura. E eu sinto muito se não consegui te dizer isso antes."
A música estava alta demais, e Laura pensava que poderia culpar o volume das batidas que distorciam o que estava ouvindo de Remus. Balançou a cabeça, olhando para os próprios pés por alguns segundos, buscando um respiro dentro da própria cabeça. “Remus, o que você está tentando fazer?” Levantou o olhar, sentindo todo o peso de sua mágoa se concentrar em seus ombros naquele momento. “Antes da viagem, nós nos afastamos, e você apareceu na porta do hospital na véspera de Natal. Eu voltei, te perguntei o que éramos, e você pulou fora de novo. Viu que me perdeu e voltou atrás, de novo.” Passou a mão pelos cabelos, em um gesto mais nervoso do que gostaria de transparecer. “Você só me quer quando não pode me ter.”
"Estou tentando ser o honesto sobre o que eu quero e sobre o que eu sinto." Falou sem rodeios, respeitando o espaço de Laura e não se aproximando mais, mesmo que desejasse fortemente estar perto dela. "Eu sei que é difícil de acreditar e sei que não fui justo com você. Mas a verdade é que desde aquele dia no luau, naquela varanda mal iluminada, eu quis você, Laura. E em nenhum momento eu fui sincero comigo e muito menos com você, eu sei disso. Mas eu quero você, como nunca quis nada antes. Como nunca me permiti querer nada nessa vida. Eu penso em você todo santo dia e eu sinto sua falta como se meus órgãos estivessem sendo esmagados. Você não precisa acreditar, você não precisa fazer nada, eu só precisava que você soubesse." Olhou pra ela mais uma vez, sentindo que talvez não a visse novamente.
Laura largou as mãos ao lado do corpo, em um gesto cansado; a conversa mal havia começado, e já tinha drenado toda a sua energia. Remus a havia pego de surpresa e sido tão direto, tão sem rodeios, que ela sequer teve tempo de se preparar. De repente, a conversa havia chegado a um ponto tão íntimo e inflamado que Laura se despediu da própria máscara de indiferença com a mesma facilidade com que havia se despido das roupas todas as vezes em que estivera com Remus. “This is so fucked up… You know that, right?” Cruzou os braços novamente, em uma posição defensiva, buscando um lugar seguro para acomodar as mãos. “Você me dizendo todas essas coisas agora.” Olhando para Remus, Laura sentia tudo o que não deveria — ou, ao menos, tudo o que não deveria sentir por ele. O coração batia apressado dentro do peito, como se estivesse pronto para saltar direto para o colo do outro. Na base da barriga, calafrios insistentes se espalhavam, e sua respiração saía pesada. Parado ali, no meio daquela festa, era impossível que ele não chamasse sua atenção uma hora ou outra. Estava tão bonito, tão perfumado. Laura o odiava por isso. Odiava. “E você espera o quê? Que eu pule no seu colo, dizendo que está tudo bem?”
Remus suspirou, pela primeira vez desviando o olhar dela e focando a atenção momentaneamente na festa a sua volta. Se perguntava, a contragosto e com um gosto amargo na boca, se o loiro que vira tanto nas redes sociais de Laura também estava ali — o pensamento não ajudou em nada. "Eu sei," respondeu sincero por fim, voltando a olhar nos olhos amendoados que tanto sentia falta. "Eu sei que é injusto com você falar isso depois de tudo. Depois de não ter dito nada por tanto tempo. Eu fui covarde e sei disso. Sei também que te fiz sofrer com minha falta de coragem e saber disso me deixa enjoado." Talvez entendesse Sirius, no fim das contas, mas pensar no melhor amigo de fios verdes também não ajudava. "Mas eu precisava te dizer. Precisava ver você e ser sincero. Eu nunca soube como dizer o que sinto e muito menos o que eu quero, mas achei que precisava começar a tentar. Desculpe se acabei sendo injusto com você mais uma vez." Continuava a olhar pra ela, sem saber exatamente como existir naquele espaço sem estar perto, sem tocá-la, mas obviamente não o fez. "Não," foi honesto. "Eu só pensei que precisava ser sincero com você, mas nunca pensei o que você deveria fazer a respeito. Eu precisava que você soubesse e agora você sabe. Você pode fazer o que quiser com isso."
"Sim, Remus. Você foi covarde pra cacete." Apontou o dedo para o outro, apoiando-o sobre seu peitoral. Não deveria toca-lo, deveria se manter longe e bem afastada, mas o magnetismo a puxava de maneira tão indireta que Laura levou alguns segundos para perceber o gesto, recolhendo a mão rapidamente. "Você é tão prepotente, sabia?" Agitou as mãos, nervosa por sentir o dedo que havia o tocado a poucos segundos atrás formigar. "Você acha que aparecer aqui todo bonito e me falar todas essas coisas bonitas me faria ficar, tipo, de quatro por você de novo." Respirou fundo, erguendo o olhar para encara-lo. "Aposto que isso funcionou várias vezes com outras, né?!"
A animosidade de Laura não assustou Remus, ele até esperava. O contato, no entanto, fez o corpo inteiro dele se acender como fogos de artifício em noite de ano novo. O gesto fez com que Laura ficasse impossivelmente perto — o mais perto que esteve de Remus desde sei lá sabe se quando — e aquilo era mais que o suficiente para que o coração do rapaz saísse um pouco dos trilhos, como um trem desgovernado sem destino algum. A encarou por muito tempo, suas mãos formigando por um toque que ele ainda não havia se permitido. "Eu nunca falei nada disso para nenhuma outra," respondeu contido, os dois próximos a ponto de Remus não precisar falar tão alto assim. "Eu posso não ter dito o que sentia ou o que queria, mas também nunca menti pra você. Eu sei o que falam de mim e nunca neguei nada. Eu posso ser sim tudo o que você já deve ter escutado, mas nunca enganei ninguém, nunca me dei ao trabalho de dizer algo que não fosse verdade. Eu sinto muito ter magoado você e nunca ter dito o quanto eu te queria, mas não pense nem por um segundo que o que estou te dizendo agora não é verdade ou que é só uma repetição de algo que já falei antes, porque não é o caso." Deu mais um passo para frente, dessa vez pegando a mesma mão que Laura tinha apontado em sua direção e esparramando em seu peito, bem acima de onde seu coração batia frenético. "Eu quero você, Laura e vou repetir quantas vezes for preciso. A questão é se você quer ouvir e se você me quer também." Olhou nos olhos dela, notando pela primeira vez que não escutava a música alta.
O ar havia ficado repentinamente rarefeito. O frio que fazia do lado de fora da casa parecia não existir, assim como qualquer outra coisa no mundo; tudo parecia se resumir a Remus. Seu corpo se aqueceu no instante em que a mão do outro tocou a pele exposta de seu pulso, e sua mão se espalmou sobre o peito dele. Todo o avanço que havia feito até ali caiu por terra; suas pernas pareciam fracas e ineficientes para mantê-la de pé. Seu peito subia e descia de forma cadenciada, deixando muito claro o peso da própria respiração. Seus pensamentos pareciam acontecer todos ao mesmo tempo, sem qualquer congruência com a razão que deveria estar em primeiro lugar. No entanto, a única coisa que sobressaía em meio àquela bagunça era a lembrança de como era ficar sem a barreira do tecido. Odiava o fato de ter ficado tão mexida com o que havia escutado, como se Remus soubesse exatamente o que dizer. Seu olhar se alternava entre a própria mão e Remus, perdida entre o que deveria fazer e o que gostaria de fazer. Sua razão e sua emoção travavam um cabo de guerra, e o lado da emoção pareceu forte o suficiente para empurrar Laura em direção a Remus, envolvendo-o em um beijo rápido e quase desesperado.
A mão de Laura era morna mesmo sobre o tecido da camisa de Remus. Era quase possível enxergar sua pele ficando vermelha sob o toque que tanto sentira falta, como se o corpo de Remus fosse um vulcão adormecido e o toque de Laura fosse ignição suficiente para que ele entrasse em erupção. Era quente e explosivo e Remus sentia tudo se derramando em todas as extremidades de seu corpo, deixando marcas por onde passava. Será que Laura conseguia sentir dali o que ela fazia com ele? Será que conseguia entender a profundidade dos sentimentos de Remus? A quantidade de lava que derramava de seu coração vulcânico sempre que ela estava perto? A verdade é que sentia-se como um menino novamente perto dela: vulnerável e completamente entregue. Tinha medo, era verdade, mas estava se esforçando ao máximo para vencer o sentimento e se permitir viver algo que pudesse ser bom — se assim Laura também desejasse. Foram apenas alguns segundo, talvez coisa de um minuto, mas Remus sentiu o passar do tempo com pesar e ansiedade, seu peito ainda em chamas enquanto expelia cinzas. O beijo de Laura causou uma explosão ainda maior e de repente Remus nem mesmo sabia se seu corpo ainda estava ali, se ainda era capaz de sentir qualquer coisa se não aquele êxtase explosivo bem no meio de seu peito. A beijou de volta, óbvio que sim. Não existia um mundo onde Remus não beijasse Laura. Suas mãos tremiam de alívio, de alegria, de saudade. Segurou o rosto dela com carinho, mesmo que seus lábios refletissem o desespero de Laura. Tinha sentido tanta falta dela que poderia chorar. Não percebeu como e nem quando, mas tinha colado tanto o corpo no dela que seus tênis encostaram na parede atrás de Laura.
Provavelmente existia um limite de separação do que era saudade e do que era luxúria. Laura, como sempre, havia se perdido entre as definições e sentia todas as suas bordas borradas e sem definição. Achava que era tão determinada e tão firme em suas decisões que jamais se veria cedendo ao que seu coração clamava; mas agora estava ali, sentindo toda a extensão do corpo de Remus lhe pressionar contra a parede daquele corredor, sentindo o gosto do outro por toda a sua boca, entendia que nem sempre conseguia agir pela razão. Havia tanto tempo que havia o beijado pela última vez que pensou que poderia ter se esquecido como era, mas era impossível e cada célula do seu corpo fez questão de lembrar Laura disso: era impossível esquecer a presença de Remus Lupin sobre o seu corpo e esse era um grandíssimo problema. O beijava como se estivesse desesperada pro aquilo (e estava) e suas mãos buscavam o tecido da camiseta que ele usava como se estivessem prestes a arranca-la do outro (era uma ideia). "Não, não." Espalmou ambas as mãos sobre o peito de Remus, sem força ou vontade verdadeira de afasta-lo. "Eu não deveria estar fazendo isso." Seus olhos ainda presos nos lábios de Remus, sua respiração entrecriarda lhe entregando que sim, Laura quiseria estar fazendo aquilo e muito mais. "Nós não... Não!" Suas frases eram um tanto desconexas, uma vez que parecia impossível raciocinar com Remus lhe prensando contra a parede. "Amigos, certo? Só amigos."
Era como ouvir uma música antiga e perceber que ainda sabe cantar a letra inteira. Laura era uma canção e Remus ainda sabia perfeitamente sua melodia, sua letra e todos os seus acordes. Sabia onde deveria tocá-la, como deveria beijá-la e conhecia todas as partes mais sensíveis do corpo dela. O cheiro era o mesmo, os lábios eram os mesmos e as mãos que agarravam o tecido de sua camisa como que indecisas se deviam puxar ou empurrar eram também as mesmas. Laura era tanto uma memória que Remus tinha decorado como um lago fundo onde ele ainda queria nadar e descobrir profundidades novas. Era um tópico batido o de que Remus nunca conseguiu realmente expressar o que queria — estava inclusive muito cansado daquela realidade — mas ele queria tanto Laura que doía. Os dedos de seus pés se contraiam e suas mãos ávidas, saudosas, percorriam pedaços de pele que visitava sempre em seus sonhos. Não interessava onde estavam, não interessava que tipo de música tocava ou que tipo de gente também estava ali, Remus estava tão embriagado na presença de Laura, em seu beijo deliciosamente pecaminoso que demorou a voltar a si quando ela se afastou. Quis voltar a beijá-la, a sentir o corpo quente dela contra o seu, mas as palavras de Laura o fizeram parar onde estava, seu peito subindo e descendo devagar, como quem sente dor. Os fios dela estavam bagunçados e por mais que Remus quisesse ajeitá-los, não o fez. Não quando o que ela dizia o atingia em cheio. Olhou bem pra ela, como se tentando decorar o rosto bonito naquela meia luz. “You’re sure?” Perguntou manso, sabendo que a resposta dela mudaria tudo e não tendo certeza se estava de fato preparado.
Laura tinha alguns problemas para resolver. Poderia, inclusive, fazer uma lista de todos eles. Entre os primeiros itens estaria o fato de como ela e Remus se encaixavam bem demais. O beijo desesperado naquele corredor era a prova disso; um lembrete vívido de que Laura precisaria se esforçar em dobro para esquecê-lo mais uma vez — ou, ao menos, para não pensar tanto em como as mãos de Remus pareciam ocupar todo o seu rosto. Bastou um único beijo para que Laura entrasse em um súbito estado de embriaguez: tudo o que conseguia pensar era Remus, Remus, Remus. “Yeah, I’m sure.” Disse sem fôlego, segurando a camiseta de Remus com força. “This is a one-time thing, ok?” Avançou até o pescoço do outro, beijando a extensão de pele exposta. “We are friends, but now — and just for now — we are lovers.” Mordiscou a pele abaixo da orelha dele, segurando o queixo de Remus para que ele a olhasse. “Deal? One-time thing.”
Demorou uma eternidade até que Laura respondesse, ou pelo menos foi a impressão que Remus teve. Ela continuava a segurar o tecido da camisa dele com tanta força que Remus teve o pensamento errante de como seria se ela simplesmente rasgasse a peça de roupa. "Ok," respondeu meio atônito, sem fôlego e completamente entregue. Sabia que seria difícil depois, ter que ver Laura somente como uma amiga — algo que os dois definitivamente nunca tinham sido — mas Remus, acima de tudo, gostaria de respeitar os desejos dela e naquele momento ficava satisfeito em ser ele mesmo o desejo de Laura. Lidaria com o depois... depois, mas agora tinha coisas mais importantes com que lidar. Olhou nos olhos dela e sorriu, concordando. "You call the shots, babe. I just wanna be yours." Voltou a beijá-la com o mesmo desejo de sempre, uma de suas mãos encontrando a nuca de Laura e a outra fazendo morada na pele macia das coxas dela.
Laura sabia que toda aquela proposta era indecente, mas ela própria também era, então aquilo não deveria ser um problema. No entanto, Laura também não era burra — muito menos ingênua — e sabia do potencial destrutivo que aquilo carregava. Ainda assim, era apenas uma noite para reviver o encaixe perfeito que tinha com o outro. Passou as unhas compridas pela nuca dele em resposta aos toques fervorosos que percorriam seu corpo, intensificando exponencialmente todo o torpor do momento. “Arctic Monkeys? Really?” perguntou em um tom divertido, mordiscando o lábio inferior do outro. “I mean, you had the whole last year to say that, but you chose to say it right now.” Beijou-o de novo, pouco interessada na resposta e muito mais no caminho que as próprias mãos traçavam do peitoral até o cós da calça que ele usava.
Remus riu contra os lábios de Laura, seu corpo inteiro ainda em uma espécie de transe com o contato entre os dois. Se afastou minimamente para poder respondê-la, seus lábios encontrando e se deliciando com a pele morna do pescoço de Laura. “I’ve always been yours, Laura. Sorry I’ve never told you,” pontou suas desculpas com beijos molhados e mordidas por toda pele que conseguia achar. Não era o tipo de coisa que se deveria dizer para uma amiga, mas Remus estava sendo sincero, especialmente quando dizia que a queria. Se ela queria continuar sendo somente sua amiga depois daquela noite assim o faria. Quando voltou a beijá-la sentiu um arrepio inteiro percorrer seu corpo, talvez fosse as unhas dela contra sua nuca ou talvez fosse simplesmente o toque da língua dela contra a dele. Era realmente mágico como os dois se encontravam e se entendiam naquela explosão. Ao sentir as mãos dela em seu cós, Remus parou. “You sure you wanna do this here?”
“I don’t believe you,” disse em meio a um suspiro prazeroso, sentindo as pernas enfraquecerem. Era uma sorte estar pressionada contra a parede e amparada pelo corpo de Remus; caso contrário, tinha certeza de que os joelhos cederiam com facilidade. “Also, friends don’t say things like that,” pontuou, como se realmente se importasse e precisasse lembrá-lo do que eram no fim das contas: amigos. Ainda que nunca tivessem sido exatamente isso antes. “In the middle of the hallway? No.” Riu baixinho antes de voltar a beijá-lo. “Any ideas?”
Logicamente Remus sabia que Laura não acreditaria nele assim tão fácil, não depois de tudo, mesmo assim ouvir as palavras dela causaram uma sensação ruim em seu peito. Sensação essa que logo se esvaiu; era difícil sentir qualquer coisa quando ela estava tão perto e tão entregue. O quente do corpo de Laura aquecia até mesmo locais do corpo de Remus que ele nem sabia existirem antes e nenhuma palavra que pudessem trocar agora tinham tanta importância com o que o era dito entre seus corpos. "Right, my bad." Não que se sentisse tão mal assim, tinha certeza que diria coisas que jamais diria para uma amiga naquela noite para Laura. "I don't really know the place, so..." não era como se estivessem numa festa onde Remus conhecia cada canto e tivesse preparado cada decoração. "But we can go somewhere? If it's something you'd like." Pontuava cada frase dita entre um beijo, pensando que se continuassem daquela forma sua mente não mais conseguiria pensar em nada que não Laura.
Poderia quase sentir o tom de deboche na voz de Remus, como se ele soubesse que os dois se manterem em um patamar de apenas amigos era algo impossível. Mesmo revirando os olhos, Laura sabia que amizade nunca havia sido exatamente o forte dela e de Remus, mas precisava que as coisas funcionassem daquela forma a partir de agora. “Me either.” Sua voz saiu fraca, enquanto tentava raciocinar sobre o que deveriam fazer ou para onde ir. Pensou que adoraria aproveitar Remus em um quarto de hotel, mas sabia que não aguentaria esperar até lá — ou pior, que alguma conversa desconfortável surgisse no caminho e a fizesse mudar de ideia. Ela só queria aproveitar o momento e seguir em frente, apenas isso. “Here, come here.” Disse, apalpando a parede atrás de si até encontrar a maçaneta de uma porta. Abriu-a rapidamente e puxou Remus para dentro do cômodo pelo cós da calça, sentindo os próprios pés se embolarem no caminho.
Era completamente insano que o mais simples toque de Laura pudesse causar tantas coisas em Remus. Sentia seu corpo inteiro derretendo em cada lugar que ela tocava, como a cera de uma vela. Não importava onde ela queria ir, não de verdade, Remus a levaria onde ela quisesse; fosse um quarto naquela casa desconhecida, fosse um quarto de hotel, fosse o banco de trás de um carro. Mas nem precisou ir muito longe, pois logo se viu sendo puxado para dentro de um banheiro mornamente iluminado. Remus precisou segurar a cintura de Laura para que ela não caísse ao entrar no cômodo e aproveitou do momento para colar ainda mais seus corpos, fechando a porta atrás de si e girando a tranca da melhor forma que conseguiu. "That's a new one," enfatizou sobre o banheiro em meio a novos beijos, suas mãos se perdendo pela saia de Laura — se é que aquele tecido minúsculo podia sequer ser considerado uma saía. Não demorou para encostar o corpo de Laura contra o móvel da pia, sua mão passando pela coxa dela e a cercando em sua cintura.
Ao ouvir o clique da tranca da porta, Laura soube que o mundo havia ficado para trás. A música alta soava abafada no banheiro, mas ainda era possível ouvir perfeitamente a voz grave de Remus perto de seu ouvido. “We save the best for the final show.” respondeu em meio aos beijos urgentes. "One time thing." A fome exibida naqueles beijos vinha de uma mistura de saudade e despedida; Laura sentia mais falta de Remus do que gostaria de admitir. E sabia que sentiria ainda mais quando tudo aquilo acabasse, quando saíssem daquele banheiro, e era justamente por isso que aproveitava com avidez tudo o que Remus lhe oferecia. Deixou-se ser guiada até a pia, sentindo o mármore frio contra a lombar, provocando uma nova onda de arrepios que se misturavam às sensações eletrizantes despertadas pelos toques luxuriosos em sua perna. "Fuck." Levou as mãos até o volume sob a calça do outro, massageando-o por cima do tecido antes de puxar a barra da camiseta que ele usava para cima, despindo-o.
Remus ignorou prontamente as palavras de Laura. Não queria pensar que aquela seria a última vez, ou em como dali em diante teria que aprender a ser somente amigo de Laura. Não podia pensar nisso agora então não pensou e deixou que a distração mais que suficiente dos toques e suspiros de Laura nublassem sua mente. Remus queria se perder e nunca mais sair das mãos dela, do hálito quente contra o seu, da língua faminta e dos dedos ávidos e curiosos. Nunca tinha sido alguém ambicioso, bem verdade nunca se permitiu querer muitas coisas, mas existia algo em Laura que fazia Remus sempre desejar por mais e mais e mais e mais. Como se tê-la nunca fosse suficiente, como se o toque incandescente fosse uma sensação que precisava sempre correr atrás para sentir de novo e de novo. Gemeu ao sentir as mãos de Laura em sua calça, empurrando sua mão contra o toque numa resposta automática. Sua camisa já estava no chão quando Remus se afastou somente o suficiente para tirar a saia de Laura e deixar que o pedaço ínfimo de tecido se juntasse a sua camisa no chão do banheiro. Sabia que música tocava pela casa, mas só conseguia ouvir o falhar da respiração de Laura, o som dos beijos que trocavam e os gemidos que ficavam cada vez mais arrastados. Não hesitou em segurar Laura pela cintura e colocá-la sentada em cima da pia, a posição lhe causando um gemido e tornando ainda mais prazeroso a tarefa de beijá-la, uma mão em sua nuca e a outra firme em sua cintura, onde os corpos dos dois não parecia ter espaço algum.
A luz avermelhada da festa escorria para dentro do banheiro por baixo da porta, deixando o ambiente tão íntimo e sensual que sequer parecia o banheiro de uma casa desconhecida. Laura diria que era efeito da iluminação, mas sabia que, na verdade, aquilo era apenas mais um efeito de Remus Lupin. Ele se parecia com um incêndio em uma floresta: o fogo se alastrando sem qualquer piedade, consumindo Laura por inteiro, sem lhe dar chance alguma de escapar. Abriu as pernas sobre o mármore da pia, envolvendo a cintura do outro com elas. Tocando o torso desnudo de Remus, a mulher só conseguia pensar no quanto sentia falta daquilo — da pele macia sob seus dedos, do cheiro masculino dele, do espaço praticamente inexistente entre os dois. O gemido de Remus foi como gasolina lançada sobre uma fogueira, e Laura incendiou de vez. Moveu o quadril, intensificando o atrito no ponto íntimo onde seus corpos se encontravam apesar das roupas. Beijava-o desesperadamente enquanto as mãos percorriam as costas dele, deixando rastros avermelhados sobre a pele. Era proposital. Queria que Remus carregasse marcas daquela noite da mesma forma que ela carregaria. Queria que ele se lembrasse, mesmo que só até os arranhões desaparecerem.
A verdade é que Remus conhecia o corpo de Laura como ninguém. Reconhecia os gemidos e os sons de prazer como alguém reconhece a campainha de casa. Sabia trilhar toda a pele dela de olhos fechados da mesma forma que uma onda sempre conhece o caminho até a costa. E de pensar que tinha ficado tanto tempo sem ela, de pensar que tinha se enganado e fingido que seu nome dito entre suspiros prazerosos por entre os lábios viciantes de Laura não era exatamente como queria ouvir seu nome para sempre. Remus era um tolo e ter negado qualquer coisa sobre a mulher que o tinha na palma da mão — de mais formas do que uma — seria para sempre o maior erro dele. Laura queria somente sua amizade? Tudo bem, Remus iria aprender a ser amigo dela, ainda que o pensamento fosse o oposto do que ele desejasse. Mas até lá, Remus mostraria para ela exatamente o porquê dos dois nunca terem sido amigos e o porquê de ser o nome dele que ela gemia naquele banheiro e não o de qualquer outro homem. Enquanto continuava a beijar Laura com desejo, Remus deixou que suas mãos percorressem pelo colo dela, apalpando seus seios e gemendo de prazer com o toque; se deixou demorar somente o suficiente, logo seus dedos encontrando o caminho pelo corpo tão familiar e removendo a calcinha de Laura, deixando a peça de roupa jogada no chão. Sem precisar de muito esforço, Remus interrompeu o beijo e abriu um sorriso. "I'm gonna show you just how good of a friend I can be, Laura." E com um beijo molhado nos lábios dela, Remus se ajoelhou, deixando que sua boca encontrasse sozinha o caminho tão familiar entre as pernas de Laura.
Havia muitas coisas acontecendo dentro de Laura naquele momento; os sentimentos eram confusos e se tornavam ainda mais complicados quando misturados ao tesão que sentia. Mas, acima de tudo, ela se sentia confusa. Afinal, sabia que aquilo não era uma boa ideia, mas como algo tão complicado podia estar sendo tão bom? Talvez esse fosse o problema, no final das contas. Era bom demais. Seu gemido saiu abafado contra os lábios de Remus ao sentir a carícia em seu seio, enquanto o corpo inteiro se arrepiava com a palma quente da mão dele sobre sua pele sensível. Não precisou sequer erguer o quadril para que a calcinha fosse retirada, beirando o ridículo o quão fácil Remus conseguia conduzi-la. Viu-o se ajoelhar diante dela quase em câmera lenta, até que os lábios dele encontraram seu ponto mais sensível. “Fuck,” O gemido escapou mais alto do que gostaria, mas pouco se importava — e duvidava que alguém fosse notar em meio à festa. A mão esquerda se espalmou contra o espelho atrás de si, enquanto as costas se arqueavam como as de um felino. A mão livre migrou para os fios de cabelo de Remus, enroscando-se neles enquanto apoiava os tornozelos sobre os ombros fortes dele, tomando cuidado para que o salto da sandália não o machucasse. “You’re such a good friend, Remus.”
Não tinha nenhum outro lugar no mundo onde Remus gostaria de estar senão ajoelhado num banheiro semi iluminado de uma festa qualquer, sua boca já molhada com Laura e sua língua se deliciando da melhor maneira possível; tinha sentido falta dela. A mão de Laura em seus cabelos eram somente um incentivo para que Remus continuasse a agradá-la onde ela tanto queria. Apesar de todo seu desejo, não tinha pressa alguma e se permitia se deliciar com o gosto de Laura, seus gemidos e a sensação do corpo morno e suado ao redor do seu. Remus não estava pensando no futuro, em como seria ter que vê-la e fingir que estava bem em ser só amigo de Laura. Não, Remus estava mais focado no agora, naquele banheiro levemente apertado e em sua língua dando prazer para Laura. Se não poderiam ser nada que não amigos fora daquele cômodo, então ficaria ali pelo tempo que Laura permitisse e garantiria que nada que não fossem gemidos saíssem dos lábios dela. "You taste so good," se afastou o suficiente para conseguir levantar o rosto e olhar para o rosto tão bonito de Laura. "And you're so wet," falou sabendo que toda a parte de baixo de seu rosto estava coberta justamente dela. Remus ainda ofereceu um último sorriso antes de voltar sua atenção para o que estava fazendo.
A imagem de Remus ajoelhado à sua frente, proporcionando-lhe tanto prazer, a perseguiria até o fim da vida. Laura, que sempre fora uma mulher sexualmente livre e já tivera boas experiências, sentia que, ali, sobre a pia de um banheiro pequeno, acessava algo quase intangível. Suas pálpebras estavam pesadas, e ela sentia o prazer escorrer por cada extremidade do corpo. A respiração saía ofegante, os gemidos cada vez mais altos, e o sorriso de Remus parecia se gravar permanentemente em sua memória. Laura se contorcia sobre a pia e pensava que talvez estivesse enlouquecendo. “Show me how good I taste.” Sua voz não passava de um gemido, como se estivesse usando toda a energia que lhe restava apenas para falar. “Show me what a good friend you are… Make me come on your tongue, and then on your dick after that.”
Remus era um homem, acima de tudo, muito dedicado. Era difícil não cumprir com algo que alguém lhe pedia, era simplesmente a forma como as coisas funcionavam para ele e ponto final. Então mesmo, que tipo de homem Remus seria se não atendesse o pedido tão especial de Laura? Não era de sua índole deixar alguém na mão, especialmente não alguém como Laura. Remus respirou fundo, sentindo seu membro já dolorido tamanha era sua excitação, mas não era nisso que focaria no momento. Com cuidado, porém não menos sem vontade, ele puxou a cintura de Laura para mais perto, não deixando espaço algum onde os corpos dos dois se encontravam. Suas mãos continuaram a apertar todo pedaço de pele que encontrava e sua língua não descansou por um segundo sequer, todo seu corpo já se acendendo somente com a possibilidade de ouvir, sentir e saborear Laura chegar ao seu ápice com o rosto de Remus entre as pernas dela.
As ondas de prazer tomavam conta do corpo de Laura e se tornavam cada vez mais intensas. Seus olhos mal piscavam, relutantes em perder qualquer detalhe da cena entre suas pernas. Não sabia se Remus fazia aquilo apenas por ela, quando parecia devorá-la em seu ponto mais íntimo para saciar uma fome sem fim. Os ruídos eram alarmantes, quase animalescos, assim como o gemido que escapou de sua garganta enquanto se desfazia na boca de Remus, implorando por mais contato. “Remus, I...” Explodiu em milhares de pedaços quando o prazer pareceu não caber mais dentro do próprio corpo. Tudo tremia enquanto suas costas formavam um arco perfeito e gotículas de suor brilhavam sobre sua pele. O zumbido em seus ouvidos parecia sobrepor a música do lado de fora, mas não o suficiente para silenciar a voz em sua cabeça que implorava por mais. Era quase uma urgência ser preenchida por Remus. “Need you inside me.” Suas mãos buscaram o rosto dele, puxando-o para um beijo entorpecente e suplicante, sentindo o próprio gosto nos lábios de Remus. De certa forma, parecia a primeira vez. De todas as formas, também parecia a última.
Remus sentiu seu corpo inteiro se arrepiar ao ouvir Laura atingir seu ápice. Conseguia sentir o corpo dela tremer contra suas mãos e sua cabeça girava de prazer e vontade de fazê-la sentir muito mais ainda naquela noite. Ficou ainda um tempo exatamente onde estava, sua boca morna consumindo tudo que tinha direito e seus dedos acariciando a pele suada de Laura. Não soube quanto tempo tinha passado, mas voltou a si ao levantar e ter seus lábios tomados por um beijo intenso, suas mãos dessa vez se firmando por dentro da blusa de Laura. "Yeah?" Perguntou ao se afastar, puxando a camisa dela e abrindo o sutiã tão bonito que ela usava. "And how you wanna do it?" Suas mãos passeavam pelo colo de Laura e Remus aproveitou do momento para colocar o seio direito dela em sua boca. "Right here on top of the sink?" Tinha sua atenção entre os dois seios dela, sabendo que deveria aproveitar o máximo que pudesse.
Sua cabeça rodava e tinha a impressão que seus órgãos flutuavam para fora de seu corpo; como se transbordasse por todas as suas bordas em uma explosão de prazer que não podia conter, - e nem queria. "Yeah." Sua voz voz era mansa e repleta de prazer. "How do you wanna do it, Remus?" Devolveu a pergunta, enfiando sua mão por dentro da calça que o outro ainda usava, massageando seu membro em movimentos de vai em vem, tentando ainda se concentrar ao vê-lo venerar seus seios de maneira tão fervorosa. "Tell me how do you wanna fuck me in this bathroom." Inclinou o corpo para trás encostando as costas no espelho atrás de si e vagarosamente abrindo suas pernas sobre a pia, deixando que o outro tivesse uma ampla visão de toda a sua intimidade agora que vestia nada além de seu salto alto.
“Fuck,” Remus gemeu contra os seios de Laura, sentindo que poderia explodir facilmente se ela continuasse o tocando daquela forma. Era imoral o modo como ela sempre o tinha de joelhos — em todos os sentidos. A mão de Laura era quente e só de imaginar que outras partes dela o envolveriam tão bem Remus tremeu, sentindo um arrepio na base de sua coluna. “Do you remember the first time we slept together? When I fucked you all night in every single surface of that room?” Sua boca já estava salivando só de Remus imaginar tudo que os dois ainda podiam fazer naquele banheiro. A visão de Laura em cima da pia, com as pernas abertas e completamente molhada era mais do que o suficiente para que Remus visse estrelas. Desabotoou sua calça e deixou que a mesma caísse no chão, pisando pra fora dela. “How do you feel about doing the same here?” Voltou a se aproximar de Laura, deixando um beijo molhado em seu pescoço e descendo sua boca pelo colo dela. Sua mão direita encontrou o local perfeito entre as pernas da morena, seus dedos se deleitando e se molhando com aquilo que tanto sonhava. Remus finalmente tirou a peça de roupa que lhe faltava e usou a mesma mão que mergulhou em Laura para massagear seu membro.
Para Laura, não havia nada que lhe desse mais prazer do que a ideia de proporcionar prazer a alguém. Percebia também que isso era ainda mais intenso quando se tratava de Remus. Com a reação do outro ao seu toque e as palavras soando tão úmidas e vulneráveis em seu ouvido, Laura sentiu todas as suas células implorarem por mais, como se sequer tivesse tido um orgasmo tão intenso momentos antes. "I do," Ela disse, com um sorriso malicioso formando em seu rosto. "And I bet you often jerk off thinking about me and that night." Ainda que falasse de forma provocativa, parte de si desejava que fosse verdade, que Remus pensasse nela e que ela lhe gerasse um desejo tão intenso e descontrolado que ele mal conseguisse lidar com aquilo. "This is a one-time thing, so we should enjoy it before it—" Mal conseguiu terminar a frase, sentindo o toque em seu ponto mais sensível. "Fuck me, Remus. Before this night ends."
Remus riu, sua mão ainda firme no que estava fazendo. "You act like you don't think about me fucking you frequently." Era alguém muito paciente, então sempre tinha achado divertido ver Laura se revirar em prazer e impaciência toda vez que estavam no ímpeto de unir seus corpos em uma entidade só. Voltou a se aproximar, apoiando as mãos em Laura e a puxando para a ponta da pia. "Always so eager, baby," murmurou contra o ouvido dela, beijando a pele logo abaixo e se demorando em lambidas e mordidas no pescoço de Laura. Com cuidado, Remus finalmente realizou os desejos reprimidos dos dois, sua cabeça se apoiando nos ombros de Laura enquanto suas mãos a puxavam para perto — perto, perto, perto. Se deixou tomar por aquela sensação tão familiar, sua cabeça girando e seu corpo agindo motivado pelo desejo mais primordial. Ele e Laura encaixavam tão bem que deveria ser pecado os dois terem que ficar separados. Seus joelhos batiam contra o móvel da pia, mas Remus não ligava, tomado somente pelo prazer envolvendo os dois. Suas mãos percorreram por toda a extensão das pernas de Laura, fazendo-a se enroscar em sua cintura enquanto seu corpo pendia pra frente. Os dois eram um emaranhado contra a pia, o espelho e qualquer espaço.
"I did not." Mentiu. As imagens apareciam em flashs momentâneos em impropicios do seu dia a dia, outras vezes aconteciam quando estava com outra pessoa e pegava fazendo comparações rídiculas. Mas ele estava sempre lá, Grando em seu cerne lhe assombrando. "Just give what I want." Disse em um suspiro ao sentir os beijos sobre seu pescoço. Suas mãos se agarravam aos ombros fortes de Remus como se sua vida dependesse disso: suas unhas se ficavam na pele do outro e sua cabeça pendia para trás, dando mais espaço para que ele explorasse sua pele quanto quisesse. "Oh my God." Foi preenchida por completo, até parecer não existir nenhum espaço vazio dentro de si; pareceu se expandir para que ele entrasse e depois se apertou em torno dele para toma-lo por inteiro. "You fuck me so good." Quase como se obedecesse os comandos das mãos de Remus, enrroscou suas pernas em torno da cintura do outro, esperando que aquilo, de alguma forma que fosse contra as leis da física, os juntassem em só corpo.
Era óbvio que Laura não falava a verdade, não quando o corpo dela reagia tão bem aos toques de Remus. Não quando seu gemido era sempre tão alto quando os dois passavam o tempo daquela forma. Remus não era bobo, sabia que Laura era orgulhosa e que jamais revelaria suas verdades daquela maneira. Mas ele também era paciente e a faria admitir algumas coisa nem que ele passasse a noite inteira dentro daquele banheiro mostrando exatamente os próximos pensamentos com ele que ela teria. O corpo de Remus pendia cada vez mais contra o de Laura, uma de suas mãos nas coxas macias da mulher, enquanto a outra se enroscava em sua nuca e seus cabelos. Era possível ouvir os sons gerados pelo encontro de corpos e Remus era tomado cada vez mais pelo prazer, sua mente só pensando que a queria mais e mais e mais, enquanto seu corpo fazia justamente aquilo. "Hmm," disse em resposta a fala dela, sua boca aberta contra o ouvido de Laura em meio aos seus sons de prazer. "I bet your blondie bitchy guy didn't fuck you that good, did he, Laura?" riu, seus movimentos cessando momentaneamente. "I doubt you even got wet with him. Had to think about me and my dick so you could come." Voltou a se mexer devagar, sentindo-se expandir ainda mais daquela forma.
Estava enroscada a Remus muito mais do que no plano físico. A mão firme dele sobre sua coxa e a outra enroscada em seus cabelos eram apenas uma alusão de como, no fim das contas, Laura era intrinsecamente ligada a ele. Seus olhos estavam nebulosos sob a maquiagem borrada, uma vitrine de todo o desejo e luxúria que existiam dentro de si. Ergueu o queixo até onde conseguiu para encará-lo; seu nome parecia profano nos lábios do outro, assim como a provocação ao seu caso antigo. “Do you wanna talk about him?” sua voz saiu rouca, sentindo o corpo arquejar pelas estocadas do outro. “Do you wanna talk about how many times I fucked him and not you? Didn't know you're a jealous type.” Precisou unir toda a sua concentração e energia para provocá-lo de volta, como se não pudesse baixar a guarda para as provocações naquele momento. Não diria que fazia um certo tempo que não via o outro, não diria que o sexo com ele não era tão satisfatório quanto o com Remus. Não diria muitas coisas para não dar o braço a torcer, mas o gemido rouco e alto que escapou de sua garganta no momento em que sentiu Remus voltar a se mexer dentro de si provavelmente havia deixado claro suas verdadeiras respostas.












