༄·˚ ༘ˏˋ Bem-vinda de volta, semideusa. Há 16 ANOS, você veio ao Acampamento pela primeira vez e se apresentou como 𝐒𝐄𝐋𝐈𝐍 𝐊𝐀𝐇𝐕𝐄𝐂𝐈-𝐂𝐑𝐔𝐙, foi reclamada por 𝐀𝐑𝐈𝐀𝐃𝐍𝐄 e hoje já tem 25 ANOS. Nesse tempo em que ficou fora, desenvolveu melhor seu jeito 𝐂𝐎𝐑𝐀𝐉𝐎𝐒𝐎, mas ainda persiste em ser 𝐄𝐆𝐎𝐈𝐒𝐓𝐀 em dias ruins. É ótimo te ver de volta, especialmente estando mais a cara de NILSU ATKAS do que antes.
𝐀𝐑𝐈𝐀𝐃𝐍𝐄 | 𝐂𝐇𝐀𝐋𝐄 𝟏𝟕: esta deusa nasceu como uma princesa de Creta, há alguns milênios. Era filha do rei Minos, da rainha Pasífae e meia-irmã do famoso Minotauro. Ela se apaixonou por Teseu, mas para que pudessem se casar, o herói teria que derrotar o terrível monstro preso no labirinto. Ariadne ajudou seu amado com um novelo de lã, mas se viu abandonada logo após a vitória dele. Aridane, de coração partido, fora acolhida pelo deus Dionísio, enamorado por sua beleza. Ela acolheu a divindade e então se tornou a deusa dos labirintos e dos caminhos.
RESUMO: deus nenhum é imune ao encanto dos mortais e com Ariadne não poderia ser diferente. A deusa, no entanto, parece possuí um dedo podre e deixou-se apaixonar por um homem péssimo. Ao receber um bebê em sua porta, não hesitou em abandoná-la! O destino fora bondoso com Selin, que encontrou o amor e aconchego no braço de uma família grande e animada, com dois pais, tias e alguns primos, desfrutando de uma vida tranquila e luxuosa em uma fazenda de azeite na Turquia. Ariadne, por ser uma deusa menor, desfrutava de mais liberdade para estar junto a sua filha e esteve presente tanto quanto pode: nos sonhos da criança e por entre as oliveiras ao brincar. Quando Selin tinha nove anos, Aridane se revelou e a levou pessoalmente ao acampamento.
MALDIÇÃO DE CIRCE: por uma ofensa a Circe durante uma briga com um de seus filhos, Selin foi amaldiçoada a se tornar esporadicamente um porquinho-da-índia. Ela está bem, vivendo a vida quando de repente... Vira um porquinho-da-índia por alguns minutos e então volta ao normal! Isso costuma acontecer com mais frequência no início da manhã. A maldição também muda seus hábitos alimentares, fazendo com que queira comer feno e verduras cruas. Atualmente está buscando algum favor da deusa, bajulando-a com oferendas diárias para que haja um fim em sua maldição.
BIOGRAFIA COMPLETA & HABILIDADES APÓS O CONTINUAR LENDO.
ARMA: Um presente de sua mãe, Selin possuí uma pulseira mágica de lã. Esta pulseira tem um comprimento indeterminado e pode ser usada como um laço. A pulseira costuma deixar fragmentos para trás, de maneira que é sempre possível encontrar Selin em qualquer lugar que ela esteja, tonando-se também uma vulnerabilidade. A força do laço depende da própria força da semideusa, por isso, não confiando apenas na arma mágica da mãe (algo que jamais vai admitir!), ela também encomendou um escudo com um dos filhos de Hefesto. Como derrotar um monstro com um laço? Precisa pelo menos se defender! Por isso carrega sempre consigo o pingente no colar que pode vir a se tornar um escudo quando acionado.
PODERES & HABILIDADES: uma filha de Ariadne, uma deusa menor e esquecida, tem mais potencial do que se pode imaginar! Sendo prole da divindade dos caminhos e labirintos, Selin é capaz de desorientar seus inimigos por um certo período de tempo, fazendo com que se sinta confusos, sem direção e as vezes até sem equilíbrio! Outra coisa que ela tem é uma certa intuição sobre caminhos. Não é exatamente um poder, mas como uma forte sensação para Selin. "Ei, não vá por esse caminho! Você vai torcer seu pé!" Ou "Não siga por essa direção, as ninfas querem te pregar uma peça!" Não é completamente em relação ao futuro, mas o que pode acontecer caso a pessoa siga naquele caminho, Nem sempre ela está certa, porque as possibilidades sempre podem mudar. Uma habilidade menos explorada por Selin é a capacidade de achar pessoas ou seres; assim como pode ser sempre encontrada por causa de sua pulseira, Selin sempre será capaz de localizar pessoas ou monstros... Ou quase sempre. Não é um poder e nem sempre funciona. É quase como um sentimento. Isso se deve ao fato de que foi Ariadne quem ajudou Teseu a se localizar no labirinto e a derrotar o Minotauro. Essa habilidade, que garantiu a sobrevivência da jovem ao longo do tempo, parece cada vez mais frágil.
BIOGRAFIA COMPLETA:
O início da história de Selin se assemelha ao seu final. Poderia muito bem ter perdido a vida quando ainda um bebê, ao ser abandonada pelo pai mortal durante uma tempestade. Ariadne interferiu no destino da filha e a deixou em um orfanato em Istambul. Sendo uma deusa menor, parecia ter um pouco mais de liberdade para interferir no destino de sua prole meio divina. Não demorou muito tempo até que fosse adotada por um casal encantado com os olhos claros da criança.
O improvável casal, o professor de história turca Burak Kahveci e o famoso ator de filmes de ação Thomas Cruz eram discretos, porém queridos pela mídia e decidiram que era a hora de começar sua família. Os dois imediatamente amaram a menina que chamaram de Selin e embora a agenda de Thomas fosse complicada, ele sempre encontrava tempo para a família. Possuíam uma mansão em Esmirna, em uma fazenda produtora de azeite, onde desfrutavam de tranquilidade e privacidade. O lugar estava sempre cheio, com a irmã de Thomas vivendo junto ao casal e a tia de Burak também. Selin cresceu envolva em muito luxo, mas também muito amor e atenção. Não era uma família tradicional, mas repleta de carinho e afeição.
Ariadne reclamou sua filha e a direcionou ao acampamento pessoalmente. De alguma forma, Selin sempre a conheceu. Ariadne aparecia em seus sonhos e por entre as oliveiras sempre que queria brincar com a filha. Ela era, tanto quanto podia, presente. Surgiu na mansão dos Kahveci-Cruz, afirmando sobre quem era e dando provas de sua divindade. Uma das tias de Selin desmaiou. A outra teve taquicardia. Thomas imediatamente acreditou e Burak... Sério, de todos os deuses, logo Ariadne? Ficou meio decepcionado. Se tinha que receber uma deusa em sua casa, por que não Atena ou Afrodite?! De qualquer forma, eles acreditaram e Selin foi mandada para o acampamento pela primeira vez aos nove anos. Com sua habilidade de sempre saber onde as pessoas e monstros estão, ela conseguiu desviar dos monstros pela maior parte de sua infância. Foi ao deixar a filha no Acampamento meio-sangue que Ariadne lhe deu a pulseira de lã.
No acampamento, Selin encontrou a sensação de pertencimento, finalmente. Recebia cartas frequente de seus pais, principalmente de Burak, que a incentivava a ser a melhor do lugar. Até um pouco demais, a ponto que Selin se sentia um pouco pressionada. Porém as palavras do homem tiveram efeito e ela se tornou boa com armas e lutas, já que nenhum de seus poderes poderiam auxiliá-la de verdade em uma batalha contra os monstros. Selin, no entanto, talvez por ser filha de uma deusa nascida mortal, parece não ter o sentido e força aprimorado como o de seus olhos colegas semideuses, de maneira que se cansa com facilidade.
Dona de uma personalidade quente e impulsiva, costuma se meter em brigas com facilidade e foi em uma dessas que ganhou sua maldição, a qual considera boba e irritante. Quando o acampamento fechou, ela ficou triste e retornou para Esmirna junto de sua família, mesmo que isso significasse ataque constante dos monstros. Selin derrotou cada um deles, percebendo que algo definitivamente estava errado. Primeiro, os heróis mortos. Depois, o sumiço de Ariadne. A deusa nunca tinha sumido por tanto tempo. Quando o acampamento abriu novamente, voltou feliz. Ou quase. Era uma chance de quebrar sua maldição e tentar retornar o contato com sua mãe.
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A semana tinha sido difícil, por isso tudo o que Selin queria era abrir seu instagram, escolher seu filtro preferido e então reclamar da vida. Claro, não era possível em sua nova fase no acampamento, mas ela ainda mantinha seu celular, sem chip e desligado, sempre considero, como um amuleto. Ou um pet. As vezes, até sonhava que era capaz de fazer ligações e postar no BeReal. Ali no refeitório, se enchendo de um bolinho de nozes que a deixaria inchada, Selin voltou-se para a pessoa ao seu lado com um suspiro triste. "Você também sente falta do seu celular? E das redes sociais? Olha, está meio difícil viver sem isso. Como vou saber quantos seguidores perdi e ganhei? Pior, a nota do Rotten Tomatoes do novo filme do meu pai?" Quando estava no mundo mortal, tinha seus pequenos truques para hora ou outra conseguir se conectar a internet sem atrair a uma horda de monstros, mas no acampamento era simplesmente impossível. Não se importaria de colocar a todos em perigo por alguns minutos no twitter (ou X?!), ms sabia que depois encheriam sua cabeça e paciência. E Selin não era conhecida pela sua paciência.
𓂅 ⋯ ⠀› Soltou uma gargalhada com a reclamação da mulher, revirando os olhos e acenando negativamente com a cabeça. ❛ Uh, girl... Se você soubesse metade das minhas perversões, docinho... ❜ Deu de ombros, cravando o garfo em uma das almôndegas em seu prato e levando-a à boca. Selin falava como uma matraca, o que até era bem-vindo no momento, no qual distrair seus pensamentos não soava como algo tão ruim. ❛ Ah, eu gosto bastante dele, sim, mas posso fazer crescer outro. Existem muitos animais com capacidades regenerativas assustadoras. ❜ Argumentou, movendo o garfo enquanto falava e engolia. ❛ Mas nós dois sabemos que cão que ladra não morde, certo? Não que eu esteja te chamando de cadela, longe de mim, mas estou te chamando de incapaz de arrancar um dedo mesmo. ❜ Justificou. ❛ Falando sério. Você sabe quanto sangue dá para sair disso? Você parece uma daquelas pessoas que desmaia quando vê sangue. Tem certeza que estaria tudo bem por você? ❜
Selin não acompanhou Fearghus em sua gargalhada, pelo contrário, as palavras dele provocaram uma reação teatral na mulher, as mãos se elevando a boca como se passando mal. A feição escondia que sim, ela poderia imaginar as perversões de Murphy, só não era muito saudável fazer. "Não diga mais nada sobre isso ou poderá presenciar uma cena desagradável." Mentiu, tirando os dedos dos lábios e virando seu tronco em direção a ele, investindo atenção em sua implicância. "Muito bom saber que se dedinho pode se regenerar." Observou dela, os olhos atentos ao tal dedo. "Por que acha que eu tenho medo de sangue, querido? Você está me subestimando." De fato não possuía medo algum do líquido vermelho; seus temores repousavam em outras coisas. Monstros e espadas, por exemplo. "Você, por acaso..." Selin curvou-se suavemente em direção ao rapaz, sem se importar com a refeição alheia. "Está me desafiando?" Proferiu baixo, como se a palavra enfatizada fosse uma grande ofensa. Desafios eram como brincadeiras para a turca e brincadeiras a animavam. "Vamos, cadê sua coragem? Coloque seu dedinho aqui na minha frente e veja do que eu sou capaz. Até parece que nunca me viu devorar cenouras cruas." Não era uma analogia certeira, mas pretendia colocar medo no mais velho, se possível. "Sangue para mim não é nada. Posso ser tão sedenta quanto uma filha de Ares." Certo, um exagero, mas nada surpreendente vindo de Selin.
"Vamos, Miranda. Vem com tudo, preciso descarregar minhas energias!" Disse a loira com animação, segurando sua pulseira com força, pronta para transformar em um laço que a auxiliaria naquele treino. Porém a visão da colega fez um leve tremor correr pela extensão de Selin, que deu um passo para trás e então pigarreou. "Hm, espere. Não venha com tudo. Acho que eu nem tenho tanta energia assim, sabe? Então pode vir com calma. Gastei todas as minhas reservas brigando com aqueles idiotas." Selin suspirou, tocando em sua pulseira que lã que se esticou em um verde brilhante e mágico. "Não que eu esteja cansada, não estou. Nem com medo! Sabe que eu não tenho medo de nada, não é?" Uma mentira descarada, visto a maneira como se encolhia minimamente a visão de uma espada. "Tem um tempo que eu não treino. Não fiz isso enquanto estive fora." Sempre que encontrava um monstro, agia por impulso e confiava em suas habilidades concedidas por Ariadne. "Como foi seu tempo fora, Miranda? Durante esses anos?"
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no meio de alguma confusão, encontrando com a @labsyrinth
Alguns dias haviam se passado desde o início dos desentendimentos entre os legados, mas na concepção de Ben, tudo caminhava como tinha de caminhar. Quer dizer, ele era o último dos semideuses que seria capaz de reivindicar alguma confusão ou lutar em nome da honra de qualquer deus que fosse, ainda que se tratasse de seu próprio pai, por exemplo. Simplesmente porque era do perfil de Benaminiano evitar confusões e encrencas demais, de modo a apenas observar a movimentação e agitação alheias, até que, naquela fatídica tarde, reconheceu, não tão distante de si, uma figura frágil que, ainda assim, bradava em um nítido desentendimento com alguém. Ben não precisava ser gênio algum para perceber que aquilo aind era resquício do que havia acontecido dias atrás, optando apenas por se aproximar de uma Selin alterada e pouco interessada na diplomacia, para segurá-la calmamente pelos ombros, visando afastá-la do cerne da confusão. O toque imediatamente emanando a energia de tranquilidade que ela obviamente precisava. "Certo, acho que você já se fez ouvida, cara mia. Por que não voltamos aos nossos chalés e tentamos relaxar um pouco? Tanta raiva vai te deixar com rugas, não acha? Vamos lá, madame, andando."
Não era capaz de negar, Selin gostava de uma briga... Mas apenas da parte em que poderia sair por cima. Não gostava quando acusações eram disparadas a seu respeito ou quando a olhavam atravessado, como vinha acontecendo nos últimos dias. Selin não era uma programadora de Hefesto (não tinha interesse nenhum de se juntar aos nerds esquisitos), tampouco dedicava seu precioso tempo a ser uma heroína e a evitar o ataque de monstros. Deixaria que outros mais dispostos assumissem essa função. Só que naquele dia ela não conseguiu evitar o bate boca, as ofensas e gritaria. Estava pronta para partir para cima da filha de Deméter quando determinada sensação de tranquilidade a envolveu, Selin dando um pulo para o lado como se tivesse levado um choque. A mudança de humor tinha sido súbita demais, disparando seu coração. Ao seu lado, percebeu a presença de Benamiano. Ótimo, impossível ficar brava com ele. "Eu ainda não term..." Um pensamento apavorante interrompeu seus pensamentos, fazendo com que levasse as mãos ao rosto. "Faz mal, não é? Eu juro que meu cabelo está ficando mais seco! Ou é a água do acampamento? Ouvi dizer que tem muito calcário." O tom de voz era mais calmo, mais branco, ainda que a outra campista ainda gritasse provocações. Selin voltou-se para ela com um olhar levemente irritado. "Por que você não vai, hm, sei lá, plantar batatas? Qualquer coisa desinteressante que os filhos de Deméter fazem em seu tempo livre." Retornou sua atenção então para o outro. "Por que não encosta nela? Está muito mais exaltada do que eu!"
"Não vai ter treino hoje, gatinho." Selin declarou ao chegar ao local com lágrimas nos olhos, os ombros baixos exibindo uma postura pouco confiante, bem diferente do que costumava ser. "Estou cansada e você é sempre muito cruel comigo. O pior, sabia? Não estou em um dia bom." Era a verdade. Mais ou menos. Selin já tinha tido dias melhores, mas com certeza piores também. Não importava o quão bonito Dante fosse, o quanto fizesse o coração dela quentinho, o quão atraente fossem seus olhos... Enfim, não importava. "Estou com saudades de casa, meu perfume preferido já acabou e ainda não ouvi o novo álbum da Olivia Rodrigo, então eu não quero chegar aqui... e " Levar uma surra? Apanhar? Não era exatamente assim o que acontecia. "Não quero mais humilhações, não hoje. Você poderia me dar algo bom e tornar meu dia melhor, não? O que acha, hm? Você poderia fazer isso por toda a consideração que tem por mim, o que eu espero que seja alguma." Aproximou-se a passos lentos do rapaz, como um bichinho manhoso. Ela esperava não se tornar um naquele momento. "Então, querido, o que acha que pode fazer para melhorar um pouco o meu dia? Vai que isso melhora o seu também, hm?"
"Que bom que não virou um rato no meio da briga ou ia acabar sendo pisoteada até não sobrar nada." Provocou a outra com um risinho, aquele o humor o único que lhe restava depois da confusão que pareceu ter carregado negativamente o Acampamento. "Coloquei o pé na frente de um de Ares e estou com medo de ser pego durante o sono... Tudo bem que ele só deve ter uns treze, quatorze anos? Mas sabe como são." Tirou a faca que tomara do garoto que queria atacar um dos filhos de Atena e girou no ar, imaginando que aquele havia sido um presente de seu pai pela postura da faca. "Uma ótima cerimônia de boas-vindas, pelos menos pra mim. Voltei há dois dias."
Apesar de ter se sentido levemente ofendida pelas palavras de Joel, Selin buscou não demonstrar, erguendo seu queixo com orgulho. "Você acha? Porque eu penso que seria uma ótima forma de escapar. Você sabe, eu tenho que sustentar minhas acusações, mas gritar é cansativo." Colocou uma mão em sua garganta, se perguntando se estaria rouca na manhã seguinte. "Uau, filho de Ares. Corajoso. Ou burro." Havia quase uma acusação na voz dela e a mulher tentou não se preocupar com a possibilidade de seu colega ser atacado pelo chalé do deus da guerra durante a calada da noite. "Dois dias, só? O mundo mortal estava mais interessante para você? Não posso imaginar como deve ser legal prender bandidos e... " Selin parou, como se brevemente refletindo suas palavras. "Ah não, você é detetive. Esqueça, não parece nada emocionante."
O humor de Selin nunca era bom, mas tinha se tornado pior após as brigas e acusações trocadas nas últimas semanas. A mulher possuía apenas três desejos: que pudesse viver sua vida em paz, que encontrasse sua mãe e que a saia cintura baixa da miu-miu fosse extinta do mundo! Não necessariamente em tal ordem. O fato era que sentia-se cansada e estressada. Quando chegou ao treino de arco e flecha, quase quis virar as costas e ir embora ao avistar o ex.... alguma coisa ali. Depois de um fora humilhante, recusava-se a pensar em Edward Walker. Considerava como uma coisinha insignificante em sua vida, que evitava apenas por... comodidade. É, era isso. Claro! Era muito mais fácil tentar não cruzar o caminho com o filho de Apolo. "Cuidado, querido Walker, a minha mira é péssima e minhas flechas podem encontrar um caminho inesperado." Proferiu, sem se dar ao trabalho da boa educação com um 'bom dia' antes de falar sua tentativa de ameaça. "Não que eu tenha um motivo, óbvio, mas não diga que eu não avisei depois." Acidentes sempre poderiam acontecer, não é mesmo? Selin acreditava nisso. "Não vai reclamar, filho do da cura."
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"não quero mais falar sobre as brigas e acusações, esse assunto morreu para mim. roda, roda, roda e sempre cai no meu, ah para!" andava pela trilha até seu chalé resmungando. já havia discutido o suficiente com todos que estiveram acusando seu grupo de ou não terem feito melhorias suficientes nas tecnologias ou terem feito coisa demais que atraíram monstros e agora estava cansada. o que precisava era de uma bom livro para ler ou algo para decifrar e por sorte na parede externa do chalé de jano tinha ali aparecido uma nova charada para ruiva. "agora isso aqui me parece muito legal..." desde nova aquele detalhe do seu chalé nunca havia mudado. o novo enigma era formada por novos desenhos bagunçados e letras de línguas mortas antigas, mas a mente da mcdowell já estava conseguindo entender. concentrada no que fazia, sequer percebia se tinha outros semideuses a achando maluca por falar sozinha. "isso aqui definitivamente é sobre o lago e aqui está falando sobre sereias... se juntarmos, você com você..."
Os olhos de Selin estavam fixados com tristeza em seu celular. O aparelho estava sem chip e desligado, claro, para não atrair monstro algum, mas Selin gostava de carregá-lo consigo, como uma velha relíquia ou um amuleto da sorte. Aquilo a lembrava de que existia um mundo além das barreiras do acampamento e a ajudava a não se perder em toda a loucura de deuses e semideuses. A distração não durou muito, porque acabou topando com Eliza. Ótimo, outra esquisita em seu caminho. "Pelos deuses, do que está falando?" Parou, a curiosidade relutante estampada no rosto ao olhar para o que ela fazia. "Que coisa esquisita, precisa decifrar alguma coisa sempre para entrar em seu chalé? Parece que seu pai não gosta muito dos filhos. E coloca fé demais na inteligência desses." Deu de ombros, não era uma ofensa direta para a ruiva, mas... Era o chalé de Jano, certo? Por que torturar suas crias daquela forma? "O que acontece se não decifrar? Dorme sob as estrelas ou procura abrigo com os pivetes de Hermes?" O enigma parecia detestável para Selin.
Aproveitou um pouco depois da confusão para ir terminar algumas das limpezas que havia feito em seu chalé. Não tinha quase ninguém por lá então ele tinha um grande espaço para si então era fácil do homem deixar só um rádio ligado no máximo, usando sua habilidade para isolar o som dentro de lá. Estava gritando e berrando a música quando estava terminando a limpeza e jogando o saco de lixo para fora, porém ao abrir a porta, se surpreendeu com alguém perto de sua porta, fazendo com que ele tivesse que escolher entre o lixo ou guardar a música para dentro fazendo com que Muse a sua frente levasse um grande susto com o som enorme de dentro do chalé. "Me desculpe." ele disse, se ajoelhando para pegar um pouco do lixo. "Pensei que todos estavam na confusão."
Uma voz masculina chamou a atenção de Selin, que tinha parado em algum lugar qualquer apenas para fugir da confusão e aliviar a cabeça. Teve um sobressalto, mas que não considerou o bastante para gritar. Odiava todas as acusações e as pessoas aos berros lhe davam dor de cabeça. Ela queria apenas relaxar, mas pelo visto estava no lugar errado, visto que uma quantidade de lixo se espalhou pelo chão, fazendo com que a jovem se afastasse e encarasse o outro com certa irritação. "O que é isso? Um chalé ou um lixão? Não deixe que encoste em mim, não quero pegar doença nenhuma." Esbravejou, afastando-se seus sapatos do que quer que fosse que ele recolhia.
ㅤ۪ㅤ۫ㅤ੭ prompt : 'did you just smear that on my face?'
𓂅 ⋯ ⠀› Os olhos semicerrados fixaram-se em Selin como se ela houvesse o ofendido em primeiro lugar. Dando início à cultura de pequenas provocações entre ambos, Fearghus havia pego um pouco do creme de ervilha em seu prato no jantar e passado na boca dela, apenas para calá-la e fazê-la parar de falar sobre o batom de outra campista. ❛ Não se sinta especial. Eu já espalhei coisas piores em outros rostos. ❜ Deu de ombros, esperando pela óbvia vingança que viria em seguida. Mas era divertido mexer com Selin, e Fearghus não queria admitir que precisava de um pouco de descontração naquele momento, assim como a maioria do Acampamento. Não apenas lidavam com o luto, mas também com a súbita ameaça representava pelas milhares de presas e garras regenerando-se em alta velocidade que rodeavam o perímetro naquele instante; ele tinha que se divertir de algum modo. ❛ Bom, pelo menos você gosta de ervilha, né? Porquinhos costumam comer qualquer verdura, eu acho... ❜ Levantou as sobrancelhas em uma falsa expressão inocente, um sorriso ladino no canto de seus lábios ao enfiar uma folha de alface inteira na boca.
'Como ela pode me acusar de não ajudar nas melhorias do acampamento? Por acaso eu tenho cara de algum dos nerds de Hefesto? Ela tem problemas muito maiores com os quais se preocupar, como aquela cor horrenda de batom e...' Selin, como sempre, falava sem parar. Como sempre, reclamando ou proferindo indelicadezas a respeito de alguém. Seu tato pessoal nunca fora bom e diante de algumas acusações havia piorado. Claro, ela também estava preocupada; sua mãe nunca tinha sumido por tanto tempo! Porém estava óbvio que a culpa tinha sido daqueles que não tinham conseguido proteger Percy Jackson e agora, com a morte do semideus, a responsabilidade de ser um grande herói tinha recaído sobre os outros coitados. O gosto de ervilha invadiu sua boca antes que pudesse falar mais e era tão bom que por um momento quase se esqueceu de reclamar. No entanto, ao avistar o autor do ato, suas sobrancelhas se curvaram de forma irritada e ela fez uma careta. "Ugh, Fearghus, você não precisa me contar de nenhuma das suas perversões, ok? Eu não quero saber, querido." Pensou em fingir um vômito, mas considerou exagero. A boca se abriu em choque por conta da provocação inesperada, mas da qual gostou, porque era bom distrair a cabeça com alguma briguinha boba. "Porquinhos gostam de ervilhas, cenouras e dedos, então cuidado da próxima vez que colocar isso próximo a minha boca." Ameaçou, tentando soar séria e perigosa. "Tenho certeza de que tem apreço por esse dedo, ou estou errada?" Selin não parecia alguém que arrancaria o membro de um homem com os próprios dentes, mas ela adorava falar.
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SELIN KAHVECI-CRUZ é uma semideusa filha de ARIADNE, possuí 25 ANOS, é TURCA e se identifica como BISSEXUAL BIRROMÂNTICA. Todas as conexões servem para F/M/NB.
・⋆ ˚。 AMIZADE:
COMO IRMÃOS (0/2): Selin e muse se conhecem desde que chegaram ao acampamento e sempre nutriram uma boa amizade. Nem mesmo o fechamento do acampamento fora capaz de afastá-los e eles tentaram manter contato mesmo no mundo humano, apesar de todas as dificuldades.
PLATONIC FRIEND (0/2): A jovem sabe que ela e muse poderiam ser tão grandes amigos! Uma dupla imbatível… Porém não. Selin é orgulhosa e um pouco pelutante, portanto não sabe como iniciar uma amizade com essa pessoa. Então ela observa de longe, pensando em como começar essa boa amizade, que por enquanto é apenas imaginária.
AMIGOS IMPROVÁVEIS (0/1): Muse e Selin não tem nada a ver um com o outro, porém conseguiram estabelecer uma boa amizade, superando as diferenças. Selin é um tanto metida e briguenta, de maneira que muse é seu equilíbrio perfeito.
AMIGO DA ÍNDIA (0/1): Índia é a forma pouco criativa com a qual Selin nomeou sua maldição. Por causa de Circe, ela se torna um porquinho-da-Índia por alguns minutos ao dia. Muse é sempre a pessoa para quem ela corre quando isso acontece, porque sabe que não vai encontrar julgamentos. Pelo contrário, muse sempre a protege quando está nessa forma frágil e até tenta ajudá-la a puxar o saco de Circe para quebrar sua maldição.
PRIMOS (0/1): sei lá gente, isso é surto da cabeça DJASHDJA mas eu acharia interessante ter parentes dentro do rp! Personagens que são família um para o outro dentro e fora do acampamento, unidos pela divindade e pelo sangue (ou quase isso).