Ultimamente os acontecimentos ao se redor prosperavam de uma maneira incrível, conseguiu um emprego melhor onde trabalharia menos e ganharia mais ao ponto de viver tranquilamente ao lado de sua namorada e filhos, sim… Agora a possibilidade de constituir uma família com a mulher dos seus sonhos não era algo hipotético, tudo estava acontecendo nesse exato momento, e Bengt se sentia extremamente feliz. O sorriso idiota no rosto estava estampado desde do momento em que ouviu os gêmeos chorarem pela primeira vez na sala de parto, os olhos inchados se devam ao fato de que não aguentou e começou a se debulhar em lágrimas quando os segurou no colo na primeira vez, sentia seu peito explodir de felicidade ao conseguir realizar o sonho ao lado de Eva, naquela hora teve certeza de que não queria viver aquilo com nenhuma outra pessoa a não ser com a amada. Foi por isso que após os bebês serem levados pela enfermeira e Eva para um quarto de repouso, Bengt tomou a decisão de finalmente pedir a namorada em casamento. Em sua cabeça não havia momento mais perfeito, correndo as pressas para chegar no estacionamento e tirar do porta luvas a caixinha de veludo com a aliança o homem sentia mais do que nunca o seu sangue pulsar em suas veias. Ao chegar no quarto meio sem ar por conta da corrida Bengt ficou encarando em silêncio Eva, estava prestes a tomar uma decisão importante e o nervosismo se fazia presente em cada ponto de seu corpo. “Babe… Está acordada?” Perguntou baixinho ao se aproximar. @krxger
Desde que descobrira que estava grávida de não um, mas de dois bebês, Eva sentia-se ansiosa por aquele momento, embora a ansiedade fosse alimentada por espectros diferentes. Por um lado, queria conhecer os filhos e começar a família com o amor da sua vida, no outro extremo estava dominado pelos pensamentos ruins, o que só conseguia pensar na dor que sentiria naquele momento. Quando pensava agora parecia besteira, mesmo que seu corpo ainda estivesse todo dolorido e a loira estivesse extremamente cansada, assim que viu o filho e a filha nos braços de Bengt, e que os segurou pela primeira vez, as horas agonizantes que tinha passado pareciam não ter sido nada. Estava virada de lado, encarando os bebês no único berço, tinha transferido Leah para dormir junto com o irmão, e eles pareciam menos inquietos daquele jeito, quando foi tirada da transe pela voz do namorado. “Hm?” Sorriu, ajeitando-se na cama e deitando-se de costas, não ousava mudar pra nenhuma além daquelas posições, no fundo sem saber se o corpo obedeceria o comando de se sentar por enquanto. “Can’t sleep actually.” Soltou uma risada baixa, bocejando brevemente.
















