Em 1925, Rose Von Bleicken lançou uma maldição sobre a cidade de Khadel, condenando seus moradores e descendentes a viverem sem amor verdadeiro, casando-se apenas por status, conveniência ou medo da solidão. Cem anos depois, em 2025, a chegada de uma nova residente desencadeia um evento inesperado: um casal experimenta o amor pela primeira vez em gerações, reacendendo a esperança dos moradores sobre a Lenda de Rose. Segundo a profecia, os antigos amantes reencarnados precisariam se reencontrar e se apaixonar novamente para quebrar a maldição, embora nenhum deles tenha lembranças de suas vidas passadas. Se não conseguirem aproveitar essa chance, estão fadados a mais cem anos de desamor.
roleplay 5x5 • sistema de skeletons • em andamento • aberto desde 06/01
Capítulos:
001 - O começo do fim (drop) finalizado
002 - A Revelação (drop + task) finalizado
003 - Os Encontros (evento) finalizado
004 - Os Objetos Perdidos (task) finalizado
005 - O Primeiro Ritual (drop + task) finalizado
006 - O Baile De Máscaras (evento) finalizado
007 - O Segundo Ritual (drop) finalizado
008 - O Terceiro Ritual (drop) finalizado
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oii, o rp já acabou? estava acompanhando por fora e queria muito saber como terminou
Oie!!! Essa mensagem está aqui desde outubro, porém só vi hoje, acredita? Nós havíamos migrado para o Discord, por isso a pouca movimentação no tumblr da central e dos personagens. Aos trancos e barrancos, com perda de players, personagens principais tendo que virar npc's, nós chegamos ao final e a maldição foi quebrada! Fiquei de fazer um POV finalizando, mas tive umas questões pessoais, e não consegui fazer como o planejado. Vou fazer um resumão dos pontos importantes aqui abaixo:
Terminamos o jogo em dezembro. Alguns players ainda jogam 1x1 com seus partners. A maldição foi quebrada, a cidade ficou livre e todos estão livres para buscar o amor. Os cinco casais principais descobriram suas almas gêmeas e cada um ficou com seu par.
Os pares eram: Matteo com Aleksander (crossfiteiro e playboy), Olivia com Nicholas (musa do verão e lobo solitário), Scarlet com Helena (menina malvada e estrela de cinema), Babette com Dilara (garota problema e militante), e Dante com Aylin (último romântico e filha do pastor).
Era meia-noite. O cemitério estava vazio. Era o lugar perfeito para Amara finalizar o seu ritual. O lugar era um silêncio total quando ela chegou ao centro do lugar. Suas roupas escuras bordadas em dourado refletindo a luz fraca das velas que havia acendido há pouco. A sacerdotisa ergueu o medalhão vazio, o metal antigo vibrava como se soubesse que estava prestes a receber uma carga de energia muito negativa. O ar parecia vibrar em expectativa, e até mesmo do sítio os reencarnados conseguiam sentir a tensão no ar.
Amara começou o ritual derramando gotas de sangue sobre o medalhão, cada uma ardendo em contato com o metal. O chão tremeu quando ela riscou símbolos em vermelho vivo e murmurou cânticos em vodu, chamando os espíritos de sua linhagem. A névoa reagiu como se fosse um ser vivo, se contorcendo pelas ruas, sendo sugada por correntes de vento que convergiam até o medalhão. Em um único suspiro, a cidade foi tomada pelo som de gritos distantes — e então, silêncio. O medalhão agora pesava como chumbo, frio ao toque, e pulsava num ritmo semelhante a um coração vivo.
Quando o último fio de névoa desapareceu, os moradores de Khadel que estavam acordados sentiram como se despertassem de um transe coletivo. Alguns choravam, lembrando das agressões cometidas, não reconhecendo a si mesmos nas semanas que se passaram. Outros se levantavam confusos, como se tivessem acabado de acordar de um pesadelo. As ruas estavam mergulhadas em um silêncio pesado, quebrado apenas pelo soluço de quem se deu conta do que havia feito sob o domínio da névoa. Ninguém sabia ainda o que havia acontecido exatamente, mas todos acreditavam que era efeito do mês de agosto: sempre foi o mês mais confuso, intenso e carregado na cidade.
Amara voltou à fazenda com o medalhão pendurado no pescoço. Entrou no lugar e encarou os dez, em silêncio por alguns minutos, antes de assentir com a cabeça que havia realizado o ritual prometido. — Agora o preço pertence à vocês. — Esticou o medalhão, entregando-o para Babette, que estava mais perto de si. Amara reforçou que a névoa só desapareceria caso eles quebrassem a maldição, e que os efeitos de ficar tempo demais poderiam ser irreversíveis. — Vocês precisam se precaver, ficar juntos. Pensar em uma forma de garantir que ninguém fique tempo demais, ou ficarão marcados para sempre pela névoa. — Seus olhos escuros brilharam ao observar o grupo. A ideia de que o objeto seria um fardo coletivo fez o silêncio se tornar ainda mais denso. — Vocês já podem voltar para a cidade. Ninguém mais vai tentar ferir vocês.
Quando a sacerdotisa se despediu e foi embora, Dilara respirou fundo e se adiantou. — Precisamos de um rodízio. — disse, séria. — Duplas ou trios, para que nunca fiquem sozinhos. Quem carregar, precisa ser observado. Vamos anotar o tempo que cada um consegue suportar antes dos efeitos surgirem. Assim, prevemos os limites de cada um. — Ela encarou o melhor amigo. — Nick, você pode organizar um... algoritmo, uma tabela, ou sei lá, algo que divida as duplas e trios de acordo com proximidade e rotina? — O rapaz pareceu reticente. Não havia concordado com aquela escolha, afinal. Mas não querendo ir contra o grupo e sabendo da importância de resolverem aquilo juntos, ele concordou. O silêncio permaneceu por um tempo, enquanto eles encaravam uns aos outros, até que Aleksander se pronunciou: — Vocês podem ficar aqui mais essa noite, ou o tempo que precisarem. — ofereceu. Alguns optaram por ficar um pouco mais, outros foram na mesma hora.
Nicholas enviou uma mensagem para cada um, perguntando brevemente sobre suas rotinas e se tinham preferências de parceiros. Então começou o algoritmo improvisado para tentar dividi-los da melhor maneira possível, enviando a mensagem logo que teve os resultados. Colunas com nomes, tempos estimados, quem observaria quem. Pela primeira vez desde o início, havia uma sensação de ordem em meio ao caos, só que nenhum deles tinha certeza de quanto tempo iria durar.
Enquanto cada um estava em sua casa, descansando dos acontecimentos recentes, o medalhão pulsou uma vez, forte, como se risse. Dante e Scarlet ouviram um sussurro em seus quartos, baixo demais para decifrar. Helena e Matteo sentiram um arrepio subir pela espinha, como se alguém tivesse passado a mão gelada por suas costas. Aylin e Olivia sentiram uma falta de ar repentina, e precisaram ir até a janela para respirar melhor. Nicholas e Babette sentiram um formigamento pela perna, como uma cãibra forte demais. Aleksander e Dilara despertaram de um pesadelo horrível, o corpo suado e tremendo. O espírito da maldição estava longe de ser derrotado. Ele apenas tinha encontrado uma nova forma de permanecer entre eles.
OOC.
As duplas e trios podem jogar esse plot ou apenas combinar hc de como funcionou essa observação.
Vocês decidem quem ficou um pouco mais na fazenda e quem foi pra casa.
Os moradores estão cientes do que fizeram e acham que foi efeito do mês de agosto. Alguns pediram desculpas, pagaram pelas coisas que quebraram ou destruíram, entre outros. Fiquem livres pra inventar o que aconteceu por aqui.
Ninguém pode ficar com o medalhão muito além do tempo estabelecido para cada um. Por enquanto...
Enquanto eles lidam com o medalhão, simultaneamente, terão os drops individuais. Aqueles em que o espírito da maldição tenta de outras formas atrapalhá-los. Essa parte virá no próximo capítulo. Aguardem que chamarei no privado cada um para falar sobre.
DUPLAS.
Helena - Scarlet - Babette
Olivia - Nicholas - Matteo - Alek
Dilara - Dante - Aylin
Obs.: Esse plot não precisa ser jogado, apenas considerado que está acontecendo. Pode ser combinado em hc.
TEMPO DE DURAÇÃO COM O MEDALHÃO.
Babette → 9 horas (1 de setembro)
Helena → 2 dias (1 e 2 de setembro)
Scarlet → 10 dias (3 a 14 de setembro)
Nicholas → 11 dias (14 a 24 de setembro)
Olivia → 7 dias (24 a 30 de setembro)
Matteo → 14 horas (1 de outubro)
Aleksander → 4 dias (1 a 4 de outubro)
Dilara → 13 dias (5 a 17 de outubro)
Dante → 6 dias (18 a 23 de outubro)
Aylin → 9 dias (23 a 31 de outubro)
Eles irão revezar na mesma ordem que está acima. Então começa o mês com a Babette, termina com a Aylin.
No próximo rodízio terá uma nova atualização com o tempo de cada um. Pelo mês de Setembro e Outubro eles só conseguem ficar com o medalhão pelo tempo estimado acima.
Eles vão criar um grupo no Whatsapp para relatar o tempo de duração de cada um.
Quando chega no período determinado, eles começam a ter alguma das sensações listadas abaixo.
ALGUNS EFEITOS DO MEDALHÃO.
Psicológicas: Paranoia, alucinações visuais ou auditivas, insônia, mudanças de humor bruscas, sensação de invasão (tipo sentir um toque ou presença), perda de memória recente.
Físicas: dores de cabeça intensas, náusea e tontura, calafrios, falta de ar, olheiras profundas, visão turva ou duplicada, feridas espontâneas, mudança de voz.
Cada um sente apenas uma sensação de cada vez. Pode ser 1 sensação psicológica e 1 física, mas assim que tira o medalhão, elas desaparecem entre duas e três horas.
A cada vez que eles usam, as sensações podem mudar. Exemplo: Na primeira vez, Olivia teve dor de cabeça e paranoia, na próxima pode ser mudança de humor e feridas ou apenas um desses.
Diziam que o sangue de Rose era perigoso demais para correr livre, e talvez estivessem certos. Filha de uma união improvável entre uma antiga linhagem de bruxas do norte da Itália, Rose Von Bleicken nasceu marcada — não por escolha, mas por destino. A mãe, Lavinia, era feita de poder e conexão com a natureza; o pai, Giorgio, de controle e conveniência. Para ele, a magia da esposa era troféu, algo a ser contido e silenciado. Dopava a mulher com remédios e a promessa de cura, comprimidos para “nervos frágeis” que entorpeciam o que ele nunca seria capaz de compreender. A mulher morreu no parto, e Rose, desde pequena, foi ensinada a temer sua própria intensidade, sem sequer saber que possuía poderes. Mas bastou parar — um dia, por descuido — para descobrir que aquilo que ela julgava loucura era, na verdade, força ancestral.
O caos veio antes que ela soubesse nomear o que sentia. Um acesso de raiva durante um jantar em família, e as luzes estouraram, os espelhos trincaram, o ar ficou denso como fumaça de incenso queimando errado. Foi assim que sua linhagem se revelou: selvagem, intuitiva, poderosa — e, como toda magia reprimida, perigosa quando solta sem direção. E ela não tinha ninguém que pudesse guiá-la. Encontrou um grimório antigo, escondido por seu pai sob o chão da mansão, que não conseguiu destruir mesmo com fogo. Nele, descobriu um pouco do que era capaz de fazer. Testou magias simples de cura, tentativas de comunicação com ancestrais, feitiço de proteção para suas escapadas quando encontrava Jack. Se ao menos tivesse sido forte o suficiente para salvá-lo da morte…
Foi com a partida de Jack que ela descobriu o que realmente desbloqueava a extensão dos seus dons: sentimento. As mulheres de sua linhagem eram intensas, vorazes, mas sabiam como domar a força que carregavam — Rose, não. A dor da perda fez ruir qualquer contenção. E na ausência de alguém que a guiasse, sua raiva guiou por ela. De dentro de si, ela lançou uma maldição — um feitiço tão carregado de amor ferido e ódio contido que selou o destino de uma cidade inteira. Se ela não podia viver o próprio amor, ninguém mais viveria. Condenou uma cidade inteira e todos os seus descendentes a sentirem o que ela sentia: o vazio de não conseguir amar por inteiro. Mas algo escapou de seu controle durante a criação da maldição. A fúria e o desejo de vingança foram tão intensos que se materializaram num espírito ancestral, uma entidade nascida de sua dor, que passou a proteger a maldição como um guardião cruel. Ela não quis criá-lo. Desejava que, cem anos depois, houvesse uma chance para os amantes se reencontrarem e quebrarem aquilo que ela mesma impôs. Mas sem os remédios que calavam seus sentimentos, ela perdia total controle de sua magia. E com os sentimentos livres, os feitiços vinham como tempestades: lindos, furiosos, indomáveis. Como ela.
O espírito observava silenciosamente desde o início do ano, quando os primeiros sinais de alinhamento começaram a surgir. Ainda assim, os reencarnados carregavam feridas antigas, desentendimentos mal resolvidos e ressentimentos profundos demais para permitir qualquer conexão verdadeira e forte o suficiente para acabar com o feitiço. Ele não acreditava que seriam capazes de quebrar a maldição — e por isso permaneceu oculto, apenas vigiando. Mas agora, seis meses depois, os ventos estavam mudando. Laços começavam a se formar, memórias despertavam nos gestos mais sutis, e o amor, mesmo contido, insistia em florescer. Aquilo o fez estremecer. Pela primeira vez, sentiu que precisaria intervir. Se não agisse logo, corria o risco de ver o propósito pelo qual existia se desfazer diante de seus olhos: a maldição, enfim, poderia ser quebrada. O espírito, feito apenas de ódio e vingança, tomou uma forma humana para se aproximar. Com cautela, mas observando e manipulando diretamente os cenários e relações entre os dez reencarnados.
Na mesma noite, em diferentes cantos de Khadel, algo despertava. Dante e Aylin dividiam sorrisos entre livros empoeirados na biblioteca. Nicholas e Olivia trocavam confidências à meia-luz na casa dele. Aleksander e Matteo brindavam sob as luzes vermelhas da Fiamma d’Amore. Scarlet e Helena conversavam entre doces e lembranças na Pasticceria Bella Italia. Dilara e Babette riam alto no The Loft, os copos tilintando em meio ao barulho do bar. Todos, ao mesmo tempo. Todos criando laços, quebrando barreiras, tropeçando no amor sem saber. E foi nesse exato instante, entre beijos roubados e corações acelerados, que o espírito da maldição despertou. Alimentado por séculos de desamor, ele finalmente tomou forma humana. E chegou à cidade.
Feito de puro ódio e vingança, o espírito era uma presença camuflada sob um sorriso encantador. Carismático, convincente, manipulador: uma máscara perfeita para o mal que carregava. Assumiu um rosto humano e, como se sempre tivesse pertencido àquele lugar, infiltrou-se com facilidade. Plantou memórias falsas nos moradores, como se fosse um velho conhecido que havia partido e agora voltava. Todos acreditaram. E enquanto se tornava cada vez mais íntimo da cidade, começou a agir. Pequenos acidentes começaram a ocorrer, discretos, mas inquietantes — sempre com os reencarnados por perto.
Uma prateleira que despencou sozinha na biblioteca e machucou uma pessoa quando Dante e Aylin estavam lá. Um incêndio rápido na cozinha da Pasticceria quando Helena e Scarlet eram clientes. Curto-circuito em um poste em frente ao The Loft assim que Babette e Dilara saíam, deixando a cidade escura pela noite inteira. Um copo que estourou sozinho no bar que deixou cortes profundos quando Olivia visitava Nicholas em um de seus turnos. Um refletor solto que quase caiu no meio da pista da Fiamma d’Amore quando Aleksander e Matteo estavam dançando ao lado do casal quase atingido. Depois da prateleira, uma estante inteira caiu em cima de um grupo de jovens quando Dante e Aylin também estavam lá. Luzes da Casa Comune, do Cinema, e outros lugares piscando freneticamente sempre que Babette e Dilara chegavam. No Studio Aurora, uma vidraça estilhaçou no meio do expediente, quando Scarlet e Helena eram clientes. Um carro que derrapou na curva de uma rua calma quando só tinham Nicholas e Olivia passeando por lá. Um cano d’água explodiu em frente à casa de Aleksander, deixando um jato forte que derrubou alguns moradores, bem quando ele e Matteo acabavam de sair da residência.
Ninguém desconfiou de que tudo era manipulado. Mas ele já estava lá, começando a causar problemas.
Zafira foi a primeira a sentir. Um incômodo no ar, como se algo ancestral rastejasse por entre os becos e vielas de Khadel. Ela ergueu proteções em silêncio — pequenos encantos, bênçãos sussurradas aos quatro ventos, sal escondido sob as frestas das portas. Mas a entidade era astuta, e cada vez que a cigana firmava a defesa, algo a rompia. Sua energia, já drenada pelo pacto mais recente, começava a falhar. Havia noites em que ela não conseguia sequer levantar da cama, tomada por uma fraqueza que não vinha do corpo, mas da alma. E, embora tentasse não demonstrar, sabia que a entidade a atacava diretamente, alimentando-se de algo que ela mesma ainda não entendia.
Com a queda de sua magia, veio a névoa. Densa, alva, insistente. Todas as noites ela descia sobre a cidade como um véu vivo, encobrindo os postes, as janelas, as esquinas. Era fácil atribuí-la ao clima — afinal, sempre ficava esquisito em Agosto, mês que Rose lançou a maldição. Mas não era uma mudança de estação. Era obra da entidade, um manto etéreo que invadia as casas pelas rachaduras, contaminava pensamentos e inflamava emoções. Ao amanhecer, a névoa sumia, mas deixava para trás seu veneno: discussões, ressentimentos, impulsos sem explicação afetam os moradores. Era como se ela cochichasse à noite e deixasse os humanos digerirem a loucura durante o dia.
O peso se espalhou. Alguns dos moradores eram mais afetados do que outros. Os encontros diminuíram. Alguns reencarnados começaram a evitar lugares públicos, receosos de que algo acontecesse ou alguém se machucasse. Ninguém havia morrido, até então, mas tiveram visitas ao hospital na cidade vizinha. A tensão entre eles crescia em silêncio, e até os laços mais profundos começaram a se desfazer no ar carregado. O espírito, vendo seu plano funcionar, mergulhou ainda mais fundo. A névoa começou a induzir paranoias nos moradores e familiares dos reencarnados. Começaram os olhares desconfiados, indiretas no ar, acusações infundadas — tudo se misturava num caldeirão de caos emocional.
E então veio a revolta. Moradores começaram a questionar. “Eles tiveram meses e nada mudou.” “Estão brincando de paixãozinha enquanto a cidade apodrece.” “Essa história de almas gêmeas é invenção pra ganhar café grátis e estadia de graça.” Boatos tomaram força: “Aleksander está apenas usando a maldição para ganhar fama com a boate”, “Zafira está do lado do espírito, e por isso finge fraqueza para não ajudar mais”, “Olivia mentiu sobre ser uma reencarnada para bombar no Instagram”, “Os reencarnados são bruxas disfarçadas para arruinar mais ainda a cidade”, entre outras acusações sem qualquer prova ou suspeita plausível. Teorias que pareciam absurdas eram tomadas como verdade absoluta.
Um grupo emergiu. Extremista, violento, mascarado de civismo. Chamaram-se “Os Protetores de Khadel”. Vigias improvisados se posicionaram diante das casas dos reencarnados, impedindo reuniões e sabotando tentativas de comunicação. Cortaram o sinal de internet nos bairros, derrubaram postes de telefone, descobriram sobre os rituais — sabe-se lá como — e não queriam mais que acontecesse. Além da perseguição à Zafira para que não os ajudasse mais. Estabelecimentos passaram a fechar as portas para os reencarnados, carros foram destruídos, apartamentos invadidos, paredes de suas casas pichadas, a Fiamma D’Amore boicotada sem clientes, empurrões “por acidente”.
E assim, a cidade se partiu em duas. De um lado, o medo e o ódio. Do outro, a esperança resistindo em silêncio. Mas o tempo corria, e a maldição ganhava força. O espírito agora caminhava entre eles com rosto e nome, disfarçado de vizinho, de aliado. E os reencarnados — antes destinados a quebrar a dor — estavam cada vez mais isolados. Talvez fosse tarde demais. Talvez o amor nunca tenha sido suficiente para salvar Khadel.
EXPLICAÇÃO DO DROP.
Como deu para ver, alguns personagens estão presos em casa, e outros conseguem sair mas sempre encontram hostilidade. Pode fazer eles sendo empurrados, alguém jogando tomate, podem pegar pesado. O pessoal tá beeeem intenso.
Mas não são todos. Então vocês podem criar um ou outro npc que resolve ajudá-los, que não foram muito afetados pela névoa. Mas lembrando que: TODOS os moradores foram em algum nível, então a pessoa pode começar a ajudar, mas provavelmente vai trair o seu personagem depois.
Quando um reencarnado encontra o outro, os moradores literalmente se jogam na frente pra impedir aproximações. Então, o contato está difícil. Cada personagem vai conseguir se comunicar com apenas TRÊS personagens (nem mais, nem menos).
Vocês vão escolher, entre si, quem serão os três que seu personagem entrará em contato e COMO será. Pessoalmente, por ligação, por cartas, fora da cidade... Sejam criativos! E, qualquer dúvida na hora de criar o plot, se é possível, é só perguntar.
Não precisam ser trio: por exemplo, a Olivia consegue se comunicar com Nicholas, Dilara e Matteo, mas Matteo se comunica com Aleksander, Olivia e Babette.
Podem conseguir se comunicar com sua alma gêmea, sim! Pode ser com quem é próximo, ou uma comunicação improvável. Eles podem tentar com todos, mas só conseguem com três, e pode ser que um deles seja alguém que o seu personagem tem pouca intimidade.
Apesar da névoa não afetar os reencarnados, as agressões, acusações e isolamento está mexendo sim com a cabeça deles, porque até suas famílias estão contra eles.
Devido ao plot drop, nas próximas semanas a cobrança de atividade vai mudar: pelo menos duas interações com cada personagem em 10 dias. Por exemplo: se Olivia conseguir se comunicar com Nicholas, Dilara e Matteo, precisa ter, nesses 10 dias, pelo menos 2 interações com cada um dos três.
Não está proibido outras interações fora do drop! Mas a cobrança de atividade será essa. Para facilitar minha busca, peço que usem nas interações desse drop a hashtag: #revoltadosmoradores
OOC.
O espírito chegou à cidade no dia 1 de julho e passou esse mês construindo terreno. Implantou memórias falsas, começou a enfraquecer Zafira e lançou a névoa que causou os acidentes e as paranoias. Os acidentes começaram na última semana de julho, e foi no dia 1 de agosto que começaram as acusações.
LOGO MAIS SAI INFORMAÇÕES SOBRE O ESPÍRITO EM FORMA HUMANA. Mas os reencarnados não conheceram ele ainda. Então eles não tem memórias novas sobre ninguém, e nem sabem que tem gente nova na cidade. Ele chegou bem sutil.
Relembrando: a névoa NÃO AFETA os reencarnados, por enquanto. O espírito quer que afete os moradores, para eles interferirem. Então ainda não está permitido fazer os seus personagens terem paranoias ou impulsos por conta da névoa. Tudo o que eles fizerem, se decidirem arriscar sair de casa, por exemplo, se brigarem com alguém ou com sua alma gêmea, será por escolha DELES.
Vocês podem — e devem — e criar cenários onde algum morador interfere diretamente na vida dos nossos casais ou na vida pessoal de um deles.
Os moradores costumam implicar mais intensamente com os casais — mesmo que eles não saibam, é só instinto — mas eles também implicam e causam confusão com os reencarnados a sós, ou quando estão em outras duplas que não sejam as almas gêmeas.
Os reencarnados não precisam ter sofrido TUDO o que os moradores fizeram. Você pode escolher se a casa foi pichada, o carro destruído, a casa invadida, se apanharam na rua, ou outra coisa.
Como sempre, tentei ser o mais explicativa possível. Se ainda assim restar dúvidas, é só chamar.
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Durante os primeiros meses daquele ano, Zafira caminhou na corda bamba entre a fé e o desespero. Sabia que o tempo se esgotava, e as chances de quebrar a maldição pareciam cada vez menores. Foi então que tomou a decisão mais ousada — e perigosa — de sua vida: procurou a entidade que há um século mantém Khadel aprisionada no vazio.
Não foi uma negociação simples. Diante daquela presença antiga, sombria e insaciável, Zafira entregou o que tinha de mais precioso: sua própria existência. Em troca, a entidade permitiu que os reencarnados, ao menos por um tempo, sentissem. Que experimentassem o calor da paixão sem o repúdio imediato, que pudessem vislumbrar a possibilidade real de amor. Não seria amor ainda — não tão fácil assim — mas o bastante para despertar o desejo, o encantamento e o risco de um verdadeiro envolvimento.
O preço, porém, era claro. Se até o último dia daquele ano as almas gêmeas não fossem unidas e a maldição não fosse rompida, Zafira não apenas perderia a vida: seria aniquilada de todas as formas possíveis. Nem morte, nem descanso. Apenas o sofrimento eterno nas mãos de uma força que não conhece piedade.
Agora, quase dois meses após o pacto, os primeiros frutos finalmente surgiram. No último ritual, a quinta tentativa do grupo, diante das velas dispostas em círculo, oito acenderam. Um avanço inegável. As incertezas ainda pairavam, mas as conversas começaram a fluir, os ressentimentos a se dissolver, e as apostas sobre quem foram — e quem poderiam ser agora — tornaram-se mais certeiras. Alguns pareciam já enxergar o que antes não conseguiam admitir.
Mas com a clareza, veio também a intensidade. O que começou com leves suspiros e borboletas no estômago na Feira dos Sentidos agora começa a tomar outras formas. Paixão, desejo, amor — e não só entre os reencarnados. Amizades se estreitam, laços familiares ganham profundidade, e sentimentos que muitos confundiram no passado agora mostram sua verdadeira face. Para alguns, ficará evidente que aquilo que sentiram antes não foi amor. Para outros, o coração começa a arder de forma nova e perigosa.
A entidade observa. O jogo está em movimento. E cada passo os aproxima — de uma cura… ou de um abismo.
OOC.
Só uma pequena introdução para explicar que agora está tudo liberado! Podem fazer as famílias se acertando, ou descobrindo que os pais são babacas e não é por conta da maldição, amizades se fortalecendo, sentimentos ganhando mais cor e definição.
࣪
Como assim definição? Bom, aqueles que tiveram sentimentos na Feira e agora já sabem (ou desconfiam) que não sejam sua alma gêmea, vão começar a entender o que se passou. Foi pura magia? Apenas atração física? O desejo de resolver uma situação? Eles confundiram, mas sentiram algo, e agora vão começar a entender exatamente o que.
࣪
Se você ainda não tem certeza da sua alma gêmea, pode esperar para desenvolver esse plot.
࣪
Vocês podem desenvolver esse plot em interações ou POVs.
࣪
Agora, além dos sentimentos descritos aqui no capítulo 9, está liberado eles sentirem todos os sentimentos mais profundos e acolhedores, vínculos mais intensos, e vão além da paixão: atingem amizades e laços de família. Exemplos para inspirar:
Saudade absurda mesmo após pouco tempo separados.
Vontade de cuidar, proteger, fazer coisas pro bem do outro sem esperar nada.
Medo de perder, às vezes sem motivo aparente.
Desejo de dividir tudo, até pensamentos bobos ou momentos triviais.
Pensamentos constantes, imaginando o outro em situações cotidianas (ex: “será que ele já comeu?”, “como será que ela ri vendo esse filme?”).
Um calor no peito só de lembrar da pessoa.
Coração acelerado ao ver a pessoa chegando ou voltando.
Uma vontade genuína de ver o outro feliz, mesmo que não envolva eles.
Um sentimento de querer estar perto, mesmo que em silêncio.
Admiração — achando o outro bonito até com cara de sono.
Sentir-se mais “inteiro” na presença do outro, mesmo sem palavras.
Gratidão inexplicável por ter o outro por perto.
Alegria por pequenas interações — uma mensagem, um gesto, um olhar.
Confiança crescente — sentir que pode contar segredos, mostrar vulnerabilidades.
LEMBRANDO!!!!
O plot da maldição afetar e intensificar os sentimentos ruins ainda existe! Então sentimentos como raiva, mágoa, insegurança, etc, ainda estão sendo intensificados pela maldição. Ou seja, se o seu personagem tiver um momento de 1% de insegurança, ele fica muito maior, podendo criar paranoias, etc. Vamos aproveitar pra trabalhar essa dualidade nos personagens: eles estão com desejo de se abrir e sentir, mas ao mesmo tempo sentem medo.