Katrine - Pure.
As pessoas com esse nome têm um profundo desejo interior de uma família ou comunidade estável e amorosa, e uma necessidade de trabalhar com os outros e ser apreciada.

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@katrine-lestrange
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17. You can press a button that will make any one person explode. Who would you blow up?
Creio que apenas uma pessoa nesse caso é impossível Jae.
tell me about what you dreamt last night
Você não vai ter estomago para saber meu caro anon.
34. What was your last dream about?
Morte, sangue e dor.
7 things (Kaien, Sunee, Saoirse, Alex, Enzo & Molly)
.Kaien.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Eu gostei dele, língua afiada, as provocações eram boas, e ele faz um doce maravilhoso, coreano claro.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: Ate o momento a do dia que nos falamos pela primeira vez, ainda lembro do gosto daquele doce.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: Não tive nada que posso dizer que foi pior, talvez no dia do jogo da sonserina e grifinoria, talvez isso mude.
4.: Toque de telefone delx no seu celular.
R: -
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R: -
6.: Fuck, marry or kill?
R:Hã, nenhuma das opções anteriores? Mas enfim já que tenho que escolher marry e o faria cozinhar todos os dias, já que se dependesse de mim, a gente morreria de fome.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Divertida.
.Sunee.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Que ela era alguém bem delicada e amorosa.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: Durante a festa de ano novo, dançamos juntas e nos divertimos muito.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: -
4.: Toque de telefone delx no seu celular.
R:-
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R:-
6.: Fuck, marry or kill?
R: Nenhuma das opções anteriores, mas tendo que escolher seria Marry.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Admiração.
.Saoirse.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Eu a achei surpreendente, como assim ela é uma lufana? Não acredito ate hoje.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: Durante a festa de ano novo, gosto sempre que conversamos.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: -
4.: Toque de telefone delx no seu celular.
R: -
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R: -
6.: Fuck, marry or kill?
R:Nenhuma das opções anteriores? Mas se tivesse que escolher provavelmente marry.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Admiração.
.Alex.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Respeito e Admiração, afinal ele é um Auror. É a profissão que eu pretendo seguir.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: Quando ele me ensinou a jogar golfe, um dos únicos momentos de descontração que tive nas ultimas semanas.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: O dia do interrogatório quando eu decidi mostrar a ele minhas lembranças em uma penseira, sobre o ataque em Hogsmead.
4.: Toque de telefone delx no seu celular.
R:-
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R:-
6.: Fuck, marry or kill?
R: Eu não o mataria com toda certeza, e as outras duas opções são ... muito... inadequadas... portanto irei me abster de qualquer resposta nesse caso.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Respeito.
.Enzo.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Encantamento. Eu conheço o Enz desde que eu posso me lembrar, sempre brinco que nossas mães deviam colocar a gente pra conversar ainda dentro da barriga.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: Foram tantas lembranças, impossível escolher uma só. Mas vou escolher a do dia em que finalmente enxergamos o que significávamos realmente um para o outro, naquele momento não foi um ponto final na nossa historia como eu temi durante nossa conversa e sim uma virgula na nossa linda historia.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: Com toda certeza do dia em que Enzo caiu da vassoura naquela tempestade, eu tinha certeza que havia perdido meu amigo para sempre.
.: Toque de telefone delx no seu celular.
R: -
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R: -
6.: Fuck, marry or kill?
R: Nenhuma das opções anteriores, embora se forçada a escolher, Marry.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Cumplicidade.
.Molly.
1.: Qual foi o primeiro pensamento/impressão que teve quando o conheceu?
R: Bem a Molly é muito educada e bem determinada.
2.: Melhor lembrança/momento que passaram juntos?
R: No ano novo, quando passei a monitoria para ela e não me arrependo disso.
3.: Pior lembrança/momento que passaram juntos?
R: -
.: Toque de telefone delx no seu celular.
R: -
5.: Ultimas mensagens que trocaram.
R: -
6.: Fuck, marry or kill?
R: Nenhuma das opções anteriores, embora se forçada a escolher, Marry.
7.: Descreva a relação de ambos em uma palavra.
R: Admiração.

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41. What is your favorite milkshake flavor?
Chocolate Mint.
alextell:
Flashback
- é…acho que é isso mesmo - ele nunca de fato havia pensado muito no assunto, aquilo tinha entrado de forma tão despretensiosa em sua vida que nem imaginava que iria estar a ‘praticando’ mais do que a única vez em que seu amigo o havia levado como companhia em um dos campos da qual o outro gostava, sua pria por assim dizer sempre fora mais exercícios físicos como correr e malhar, quem sabe não uma partida de quadribol do que algo mais complexo como…golf - claro que não, seria bom ter uma companhia - disse já lhe estendendo o taco, não era como se ele próprio fosse bom naquilo o que deixava na sua opinião melhor ainda, deixava o esporte mais divertido do que sério - uma característica sua notável..poderia dizer que a curiosidade matou o gato, mas não acho que seja este seu caso e seria o sujo falando d mal lavado, sou extremamente curioso com o desconhecido. - disse sorrindo de maneira culpada e divertida ao mesmo tempo.
- Se é assim. - ela não queria criar nenhum desconforto para ele, depois da investigação que ainda estava em andamento ela não sabia se deveria continuar falando com ele. Tinha muito medo de começar a confiar no Auror, e acabar contando sobre o seu segredo, contudo também sabia que ele não abordaria tal assunto, a não ser que surgisse algo a ser comentado, o que não era o fato ali naquele momento, era um momento descontraído da prática de um esporte, não tinha perigo algum. - Posso dizer que essa gata aqui tem sete vidas então não se preocupe com isso, todas elas estão intactas por enquanto. - ela sorriu gentil e sacudiu o taco em suas mãos, era leve, mas que um taco de quadribol, não era batedora mas já tinha ensaiado umas rebatidas de balaço. - Então temos algo em comum, por enquanto temos a curiosidade daqui alguns meses quem sabe eu ingresse na academia e ai sim no futuro posso dizer que teremos muito em comum Senhor Teller. Mas vamos ao jogo, tem algum truque que eu deva saber? - ela arqueou uma sobrancelha em questionamento.
tag dump
» hei shou. - ᴅᴏɴ·ᴛ ʟᴇᴛ ᴛʜᴏsᴇ ʟᴏsᴇʀs ᴛᴀᴋᴇ ʏᴏᴜʀ ᴍᴀɢɪᴄ
» Enzo.- ᴇᴠᴇʀʏᴛʜɪɴɢ ᴡᴀs sᴏ sɪᴍᴘʟᴇ ᴛʜᴇɴ
» Alex. - sʜᴏᴏᴛ ᴛʜᴇ ʟɪɢʜᴛs ᴏᴜᴛ ʟɪᴋᴇ ᴀ ᴍᴀᴄʜɪɴᴇ ɢᴜɴ
It’s not even spring yet and I’m already ready for fall.
Tell only the truth, nothing but the truth. II Interrogatório II Katrine & Alexander
alextell:
Flashback
Alex não era tão experiente quanto muitos de seus colegas, claro que sem a menor dúvida ele tinha uma certa experiência por tudo o que já tinha passado na profissão durante todos aqueles anos, tudo o que vira, ouvira e sentira fazia parte de seu currículo como auror e pessoa. Ele conhecia o peso de estar nas duas posições, daquele papel que estava cumprindo agora que era de interrogar, retirar toda a verdade que fosse capaz, informações que pudessem ser úteis como também da pessoa que tinha o que dizer e nem mesmo assim podia dizer qual das duas colocações era pior e muito menos dar peso a elas, era difícil para todos e ele sabia, podia ser um homem que lidava com problemas e morte todo dia ali e mesmo assim ele sentiria intimidado para dizer no mínimo, quanto mais uma garota em período escolar, ele somente podia imaginar o que podia estar passando na cabeça dela naquele momento e no momento do ataque, ele tinha que se lembrar que ela não era uma garota comum, era uma Lestrange, uma família purista e nem sabia pelo que ela tinha passado em sua vida e esperava de verdade que as coisas melhorassem para ela, como alguém que como profissão tinha ir atrás de criminosos e muitas vezes apontar a varinha para a cara de alguém com intenções de tirar uma vida ele sabia que uma vez feito o feitiço imperdoável sua vida nunca mais seria a mesma e mesmo sendo por uma causa ‘nobre’ como proteger alguém ou até mesmo auto-proteção isso não fazia as coisas, o peso de tirar uma vida ser menor, não mesmo.
Naquela sala ele olhando para a garota e olhando para a cena do lado de fora ele tentava ao máximo fazer seu melhor, não somente como entender a história e montar tudo para que pudessem dar uma continuidade em toda a investigação como também em manter-se em uma posição não de distância e frieza diante dela como também não de amigo que sentia dela pena, ela não precisava disso, ela precisava de paz e era aquilo que naquele momento ele não estava dando a ela e nem teria espaço para tal mesmo que esta fosse sua maior vontade o que não estava muito longe de ser verdade. Era um jeito seu de interrogar de deixar a pessoa falar sem ficar fazendo perguntas acusatórias, não gostava de tentar forçar a pessoa a falar e nem de entregar o que ele mesmo já sabia, ele sabia que colocar algo na bebida de alguém distraído era a coisa mais fácil do mundo e não duvidava da versão que ela estava lhe contando, mas ficava se perguntando se seria ela uma pessoa escolhida ou apenas uma ao acaso, esta segunda opção menos viável, porém eram respostas que ela não teria ou então sua história seria uma mentira - Katrine, você não está gastando meu tempo ..é muito pelo contrário, eu estou a gastar o seu com isto, afinal é meu trabalho de qualquer forma - disse com um suspiro e olhou para ela por um momento antes de se voltar para a janela - você não precisa se preocupar sobre os outros a serem interrogados - ele é quem deveria estar pensando nos próximos passos, nas palavras a serem ditas - acredito que você já nos tenha dito toda sua versão que poderia dar sobre o assunto, existe algo que tenha lhe chamado atenção..um fator da qual queira dar ênfase ou ainda não tenha dito? pode ser qualquer coisa, uma palavra dita..uma peça de roupa diferente, um rosto e até mesmo um sentimento que você acha relevante ? - perguntou em uma última vez, não achava que daria em muito prolongar mais ainda aquela conversa e acreditava que ela não aguentava mais, iria a dispensar caso do contrário.
Ela não o culpava de nada, pelo contrário, sabia que ele estava fazendo seu trabalho, se havia alguém para culpar, deviam ser aquelas pessoas que estavam fazendo aquilo, estavam pegando crianças inocentes, ela devia contar tudo para Alex, contar sobre as marcas nas crianças, sobre a marca que reluzia agora em seu pescoço, mas tinha medo, muito medo do que podia acontecer a ela se assim fizesse. Era um Auror e tudo que contasse a ele seria levado ao Wizengamot, ela sentiu um panico tomar conta dela, uma sensação de enjoo permanente dentro de si ao pensar no tribunal bruxo de alguma forma, teve que se conter para não evidenciar como havia ficado enjoada só de pensar nisso. Ela tinha uma ideia e iria lhe dizer, sabendo que conseguiria expulsa-lo da sua mente quando quisesse, de suas memórias no momento em que bem entendesse, ela não tinha estomago para contar mas tinha para mostrar, mas será que ela teria estomago para vivenciar aquilo tudo de novo? - Eu preciso que confie em mim mesmo depois que eu disser para você que eu menti, sobre absolutamente grande parte da historia. - ela apertou as mãos sobre o colo, sabia que teria consequencias se continuasse. - Mas eu prefiro não falar mais sobre aquele dia, Alex. Ao invés disso eu irei mostra-lo. - ela deu um suspiro cansado e fitou a janela logo depois ele, olhando o auror dentro dos olhos, queria que ele visse a verdade estampada ali. - Acredito que consiga que utilizemos a penseira no escritorio do diretor Avery, é uma investigação do wizengamot, duvido que ele se negue. Irei lhe mostrar tudo sobre aquele dia, tudo o que meus olhos captaram, cada minimo detalhe a sua disposição e de todos os aurores. Creio que isso vale mais do que qualquer declaração que eu possa dar. - apesar da declaração em sua voz, ela estava com medo e isso poderia ser evidenciado com o tremor que atingiu sua mão ainda ligada a outra em seu colo.
Ela já havia tomado sua decisão e não iria voltar atrás. Era claro que ocultaria toda a parte da morte do homem, mesmo que tenha sido para se defender, ela não conseguia confiar nele ainda. Sabia que ele teria que falar, e isso seria exposto, ela era uma Lestrange, tinha sido uma vitima, mas poderia passar facilmente de vitima para acusada, apenas pelo seu sobrenome ou o que sua família haviam significado no passado. Sendo seguidores do Lord das Trevas no passado, em duas guerras diferentes, ela sabia que nada do falasse seria válido. Mesmo se mostrasse aquilo não iria sair da mente das pessoas, mesmo se provasse que tinha sido por defesa, as pessoas a olhariam e diriam coisas quando ela se fosse, e ela ainda não sabia se conseguiria suportar isso. Ela não queria suportar isso, apenas focou seus olhos no Auror aguardando sua resposta para a pergunta anteriormente feita. Ela não sabia se era bom remexer naquela ferida aberta de forma recente, ainda não cicatrizada. Tinha medo de Alex, de como ele a olharia se soubesse o que ela tinha feito, será que ele a julgaria e condenaria? Eram seus pensamentos quando a varinha voltou a ser movida entre os dedos da aluna. Não poderia voltar atrás, não poderia declinar daquilo, não quando queria um dia se ver livre de tudo aquilo.

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@enzxyaxley
When we were young | Enzo & Katrine | Flashback
enzxyaxley:
De tanto que ele visitava a mansão dos Lestrange a mesma já não parecia tão estranha a seus olhos, além de que se assemelhava a muita a sua própria casa, ambas sombrias, frias e nada acolhedoras exceto talvez pelos enormes jardins da qual ele adorava contemplar e melhor do que isto, brincar o que era algo que ele muitas vezes era proibido de fazer por ter que se portar para isso e aquilo. Mesmo sendo uma criança ainda era sempre cobrado dele para que se comportasse como alguém de idade mais avançada, sempre tinha que ir a lugares e fazer coisas o que tomava muito de seu tempo livre e o deixava sem tempo algum para fazer o que realmente gostaria, e piorava muito mais quando tinha como compromisso visitar seu pai uma pessoa que conseguia destruir seu dia em tempo recorde e mesmo que ele nunca dissesse em voz alta o mais velho o assustava, talvez a única pessoa que soubesse sobre seus sentimentos e pensamentos fosse Katrine, esta que ele sentia-se confortável o suficiente para falar sobre qualquer coisa. E foi para ela que seus olhos foram assim que ele adentrou a sala onde já estavam todos para recepcionar ele e a mãe, de forma quase que distraída ele cumprimentou a todos presentes antes de se dirigir para perto da Lestrange e se não fosse pela etiqueta ele já teria corrido a seu encontro para lhe dar um abraço apertado, mas se limitou a um sorriso amplo para esta e sua irmã - Nem tinha como negar, mas também se pudesse não o faria também, afinal em qual outra ocasião eu poderia lhe ver ? - perguntou em tom discreto, porém animado. Era verdade que não tinham muitas oportunidades de se verem a não ser nos encontros das duas famílias - sério ? você é a melhor - disse com os olhos já brilhando, não era sempre que ele podia comer doces em sua casa.
Olhando para a ampla sala cheia Enzo não pode deixar de pensar por quanto tempo eles estavam dispostos a ficar ali somente conversando, de onde eles estavam não seria possível sair sem que ninguém percebesse o que o fez suspirar e com um pensamento se virou para Katrine - seus pais não convidaram minha tia não é ? - perguntou em tom esperançoso, não queria ter que encontrar com seu primo que na sua opinião era a pessoa mais insuportável do mundo. Mesmo estando em lados diferentes da sala ele conseguia sentir os olhares das pessoas sobre eles, principalmente o de sua mãe sobre si o deixando desconfortável, ele achava que a maioria das pessoas ali presentes esperava que ele e Katrine no futuro ficassem juntos, mas ele não conseguia pensar nisso daquela forma e tendo uma ideia a olhou com uma expressão esperançosa - você acha que eles permitiriam que a gente saísse daqui para dar uma volta nos jardins ? quer dizer, se eu pedir ? - perguntou, ele sabia que se ele tinha muita pouca liberdade a loirinha a sua frente tinha menos ainda e somente pelo fato dela ser garota, ele não gostava disso e sentia muito pela amiga. Enzo não convivia muito com os Lestranger’s mais velhos, mas sabia que eram bem mais firmes que sua mãe - a Aimée podia vir com a gente - disse olhando para a mesma de forma alegre - e assim quem sabe a gente não pega um pouco do doce ? - perguntou, muito provável ele diria qualquer coisa somente para poderem sair dali e fazer algo divertido.
O coração pequenino da loira se aquecia ao ouvir aquelas palavras que eram sinceras proferidas pela voz angelical de Enzo, era claro que ela tinha Aimée mas era bem reconfortante saber que havia outra pessoa no mundo que gostava de estar em sua presença sem ter o rosto sendo a xerox perfeita do seu. Eram crianças e havia poucas em seu meio, podia contar nos dedos as que eram do mesmo circulo, Parkinson, Carrow, Nott, Malfoys. Apesar de ter esse tanto de crianças não eram todas elas que Kat possuía alguma conexão, além de Aimée, a unica criança que ela se sentia a vontade, que ela olhava como um amigo para quem podia conversar tudo o que afligia seu pequeno coração era Enzo. Agradecia a Merlin que seus pais fossem amigos, e era estranho pensar em Rabastan tendo algum amigo. Mesmo que Antonella lhe causa-se arrepios e o pai de Enzo a fizesse se encolher sob pressão cada vez que sentia os olhos alheios sobre si, ficava feliz pelo pai ter amigos, se é que para adultos ser amigo significava o mesmo para ela e para Enz. Ela não sabia também não se importava apenas deixou um pequeno sorriso brotar em seu rosto diante daquelas palavras infantis deixando qualquer pensamento que não fosse as brincadeiras que poderiam ter. - Ia demorar um pouco para isso acontecer novamente, embora eu sempre peça pro papai trazer você para brincar um pouco, ele nunca o faz. - ela disse num tom decepcionado, talvez existisse alguma maneira das famílias se encontrarem mais vezes. - Claro, nos vemos pouco essa ocasião sempre merece alo especial. Vou guardar essa frase e a usarei sempre no futuro. - ela se sentia bem em ver Enzo bem, sabia que a mãe do mesmo era muito rigorosa com algumas coisas.
Ao ouvir a próxima frase proferida pelo amigo, Katrine negou com a cabeça. Sabia que essa reunião eram pra poucas pessoas e isso não incluía outros que não a mãe de Enzo, os Dolohovs, Fawley, Avery e Nott, não sabia por que motivo mas daquela vez Enz podia suspirar aliviado. - Acredito que não ouvi meu pai falando que seriam só sete adultos quando foi dar as instruções para os elfos, e veja já tem sete adultos aqui, e eu não vi a megera da sua tia por aqui.- ela disse logo colocando a mão sobre a boca mesmo que não precisa-se pois estava com Enzo e ele entendia seu jeito de ser, ela não escondia absolutamente nada dele, nem mesmo as palavras acidas que não pareciam agradar a ninguém, ela riu, mesmo que fosse um riso baixo como quem pedisse desculpas. Apesar de tudo sabia que a mulher era tia de Enzo, mesmo que ele também não gostasse daquela parte de sua família. Ela também não gostava. - Se você pedir para o meu pai acredito que ele deixa sim, ele gosta de você. Se eu pedir ele vai me mandar ficar sentada e que eu seja uma boa menina, o que é impossível com esse vestido me pinicando. - ela o olhou com um olhar suplicante para que fizesse isso, que a tirasse dali para que pudesse respirar mais aliviada. As vezes a loirinha queria ter nascido menino como Enz, para que pudesse fazer tudo o que quisesse, seu pai ficaria bem orgulhoso. - Eu ia adorar se ela viesse, mas não acho que queira, ela parece gostar de ser assim. - ela mão entendia como Aimée podia gostar daquilo tudo, talvez a irmã fosse normal e ela tivesse nascido quebrada. - Você só precisa falar com meu pai, acho que ele deixaria qualquer coisa que você pedisse. - e ai o sentimento que a fazia sentir inveja de Enzo ficou muito claro para a loira pela primeira vez, ela tinha inveja por que Enzo agradava o pai de maneira que ela nunca conseguiria na vida. Não importa o quanto ela sorrise e acenasse, ou fizesse tudo que Rabastan queria, ela jamais seria como Enzo.
@parkheishou
parkheishou:
Assim como havia lhe sido requisitado no desafio Hei estava entrando bastante nesse personagem pop star, mas não via somente como pura interpretação. Talvez estivesse saindo muito mais viva que o usual justamente por, mesmo que la no fundo, estar sonhando com a possibilidade de seguir com alguma coisa assim para si em um futuro próximo. Estava tão empolgado que, mesmo ao se aproximar de Katrine ele não hesitou em lhe entregar o autografo, mas se assustou e muito diante da reação alheia. Acabou sendo pego tanto de surpresa que saiu com uma cara estranha na foto, meio assustado e encurralado. — Você é má sabia disso? — respondeu, um pouco mais contido mais parecido com sua postura habitual, ainda que se esforçasse para parecer descolado depois da foto que tiraram a pouco. — Deixa eu dar uma olhada como saiu essa foto. — pediu contrariado.
A princípio, Katrine pensou em rir daquela situação. Não do fato de ter sido abordada daquela maneira pelo lufano, é claro, apesar de estar sendo extremamente divertido - até mesmo para os gostos mais excêntricos que se podia encontrar em Hogwarts, provavelmente - mas da reação que ele teve em seguida. O garoto, que parecia ser tão descolado a minutos atrás se parecia mais consigo mesmo, mas contido em seus atos, a loira podia dizer que por um instante havia achado o lufano um pouco mais respeitável que como ela era normalmente mas a sensação durou poucos minutos; ela já havia visto a foto, mas guardou o riso sabia que deveria guardar aquela foto para alfineta-lo depois. As palavras dele a tiraram desse devaneio, eram simples e bem fácil de entender mas precisava digeri-las antes de se precipitar em alguma atitude. E isso ela precisou de alguns segundos para fazer, porque a vontade de rir falava mais alto. Para conter-se, respirou fundo e abriu um sorriso, que apesar de poder ser interpretado como um fator para tentar acalmar o tímido e contido rockstar a sua frente, também era uma maneira de expressar de maneira menos agressiva a graça que achava daquilo tudo. - Inspira e respira, ok? - disse no mesmo tom que usara antes, depois de Hei Shou falou. Riu para ele mais uma vez e balançou a cabeça. - Eu sei que sou má não precisa me fazer elogios Hei Shou. Tem certeza que quer ver? - ergueu a sobrancelha utilizando do mesmo jeito brincalhão de antes, não abrindo mão da piada, por pior que essa fosse, e abanando a cabeça em concordância com sua afirmação. - Só mostro se me prometer tirar uma foto mais descente comigo. - acrescentou, escondendo a camera atrás dela e sorrindo. - Então o que vai ser Park? Irei ganhar outra foto ou vou ter que me contentar com essa? - brincou, indicando que realmente ele não tinha saído muito bem naquela.
class room w. taiyang
taiyanghuang:
Como havia sido constatado claramente durante os primeiros instantes de interação entre os dois, Katrine estava com um humor bem melhor naquela manhã do que havia presenciado na outra tarde na biblioteca; embora a sensação que a mesma estivesse perdida orbitando em uma galaxia distante estivesse mais nítida do que nunca. Apesar dele ter ficado bastante intrigado com as atitudes contrastantes alheias, algo que começara a pensar cada vez mais a respeito ele não aproveitara a aula que os dois compartilhavam para a ficar observando. Isso era algo que ele evitava fazer sempre que possível, uma vez que sabia que isso apenas serviria para despertar sentimentos negativos, ou causar uma sensação de desconforto na mesma. E a última coisa que ele queria era ela evitando uma aula por conta de um stalker creepy. Estava bastante satisfeito em observa-la mais descontraída e com a risada bem mais fácil, embora ele igualmente estivesse indisposto a se deixar levar por aparências superficiais como aquelas. Havia observado o bastante dos seus piores momentos para que soubesse muito bem o que se escondia atrás daqueles sorrisos, algo que parecia o perturbar ainda mais. Suspirou tentando não se concentra muito nesse tipo de coisa, direcionando um sorriso de canto a loira quando a escutou responder alguma coisa em francês que seu conhecimento limitado do idioma o impediu de entender arrancando uma risada do mesmo. — Touchê, mademoiselle. — replicou entretido, desviando seu olhar agora para o livro que também tinha em mãos observando também a busca que a mesma fazia no próprio livro.
Ao contrário do que muitos dos seus colegas estavam tentando fazer, provavelmente acreditando que ganhariam muito mais pontos se optassem por praticar feitiços mais espalhafatosos e difíceis Tai estava apenas buscando pelos mais práticos. Quanto antes concluíssem essa “revisão”, mais tempo teriam para aproveitar o restante da aula para estudar alguma coisa realmente substancial. Não acreditava que ele tinha muitas dificuldades na pratica da matéria em questão, ou talvez apenas estivesse sendo orgulhoso e mesquinho demais. Ao escutar a resposta alheia Tai suspirou dramaticamente, fingindo pesar pelo evidente talento que os teatros da escola estariam perdendo; acreditando que não estava se saindo muito mal ele mesmo. — Uma pena mesmo, teria dado aos atores uma baita de uma competição. — replicou, divagando por alguns instantes como ela se sairia interpretando uma outra pessoa. Se perguntou se isso não poderia fazer algum bem a ela. Bem, obviamente não naquele instante, mas quem sabe se pudesse seguir algo assim como um hobbie ? Alguma coisa que a ajudasse a externalizar as frustrações que guardava para si mesma? Franziu ligeiramente o cenho guardando essa sugestão para mais tarde, primeiro precisaria de mais pessoas para começar com os preparativos. — Não tantas para que aprendesse alguma coisa a respeito. Minhas experiencias vem quase exclusivamente dos romances que eu leio, algo que faço a um bom tempo. É pode-se dizer que tenho uma bagagem literária sobre o assunto bem grande. — respondeu solenemente, a observando como se detivesse o conhecimento absoluto sobre sentimentos. Estava tão convencido que havia encontrado a solução para os problemas em questão que foi inevitavel não de demonstrar frustrado quando, não muito depois ela acabou por desmentir sua teoria mais bem trabalhada. — E suponho que não esteja nem um pouco inclinada a compartilhar com a minha pessoa. — respondeu, um pouco mais desanimado. Se ela havia dito que ele não descobriria.. Bem, isso poderia ser visto como um desafio, concluiu sorrindo marotamente. Muito mais motivado pensando em maneiras de descobrir qual seria o tal evento, ou variável que ele não descobriria. Desviou seu olhar para os pássaros que haviam sido conjurados pela varinha alheia, demorando um pouco mais para que percebesse o professor desfalecendo apenas notando por conta do ruído seco que se seguiu. Por alguns momentos Tai apenas observou o mesmo desfalecido com uma expressão neutra, ainda absorvendo a cena, depois não resistindo e acabando por cair na risada assim como alguns poucos colegas mais ao lado. — Nada mal, senhorita Lestrange. Realmente nada mal. Mas será que esse feitiço conta como feitiços, ou transfiguração ?
Ela havia acordado bem mais bem humorada do que nos demais dias, essa mudança de atitude se dava bem mais por medidas que estava tomando para se proteger do que havia acontecido na biblioteca entre ela e o chines, aquela abertura que ela havia dado ao outro mesmo que de forma enigmatica não poderia continuar acontecendo, não seria bom para ela e nem para ele. Não de forma tão profunda, falando de assuntos que não a ajudariam a superar. Embora ai houvesse uma dualidade, já que as palavras alheias tiveram um peso enorme na sua mudança de atitude. Não sabia se o que estava fazendo era certo, se iria prejudica-la, mas toda vez que sentia aquelas 'sombras' querendo domina-la, quando sentia que suas ações iam prejudicar não só a ela como afetar as demais pessoas, ela tomava poções que a permitiam dormir, mergulhar num sono profundo e sem sonhos, na inconsciência onde não podia se ferir ou ferir as demais pessoas, fossem com suas palavras ou sentimentos destrutiveis que acabavam trazendo outras pessoas para aquele mar de desespero que era sua mente no momento. Algumas pessoas possuiam o efeito daqueles remédios mas infelizmente vinham acompanhadas de contra indicações mais pesadas que as que as poções lhe traziam. Por isso que agora ela estava mais inacessível, embora seus sorrisos a fizessem mais afável do que antes, era uma barreira eficaz contra a real proximidade, eram uma ilusão perfeita. — Fala alguma outra língua além do chinês e do inglês, Taiyang?— devia estar se focando no livro mas sua mente transcorria para aquele detalhe, era curioso como algumas pessoas aprendiam outras línguas com facilidade. Ela sabia francês e inglês apenas mas tinha curiosidade em aprender outras línguas.
As vezes sentia falta daquelas conversas mais descontraidas que poderia ter com as demais pessoas, elas faziam bem a loira embora a mesma não quisesse admitir esse fato. Ela esquecia de todos os seus males enquanto estava focada em coisas alegres e divertidas. Talvez fosse esse o efeito colateral que estava tentando evitar, o esquecimento podia ser um recurso bom a curto prazo mas quando estava sozinha a sua realidade voltava a esmurra-la com força, a jogando naquela vala de sentimentos ruins e desconexos. Estava chegando a conclusão que o problema era ela, se ela conseguisse se enxergar de forma melhor, se conseguisse entender que haviam coisas boas nela, talvez a escuridão não fosse tão ruim assim de se encarar. — Mas eles sobrevivem sem meu brilho, ate por que cegaria a todos se mostrasse meus talentos assim. — ela ergueu uma sobrancelha, ele lia romances? Aquilo sim era um fato que devia ser notado, de tantos livros que ela agora lia, uma mania que havia pego por causa de Jeonghan nenhum deles era um romance, ela gostava de livros bruxos de feitiços, livros historicos, alguns livros trouxas que fora o bruxo mesmo que havia indicado para ela ler, mas nada de romances. Era uma ilusão que ela queria manter bem longe dela nesse momento. — Eu nunca li um romance, prefiro livros historicos, de poções raras, já li alguns livros trouxas e queria ate ler um romance que me foi indicado e que já tinha visto um filme com uma amiga, mas não quis ler o livro. Não estou muito up para romances no momento. — apesar de ter seu coração conquistado por alguém, já era uma pessoa que tinha um relacionamento que não com ela, que apesar de terem prometido estarem um com o outro tinham se afastado sem ao menos uma explicação descente, ela não queria mais aquilo em sua vida, o amor não trazia nada de bom para ninguém, só faziam se afundar mais e mais em um mar de dor. — Touche. Não quero compartilhar isso com ninguém, não é nada pessoal Taiyang, não se sinta ofendido com minha recusa. — fez questão de explicar para o rapaz que não estava escondendo dele por que não confiava nele ou algo assim, era por que não contaria para ninguém, e agora que estava se sentindo melhor graças as suas palavras naquela biblioteca não queria estragar o muro que havia erguido cuidadosamente. Agradeceu mentalmente quando o foco do assunto passou a ser o feitiço que havia executado do que aquela conversa em si. Sua sobrancelha se elevou ao ouvir a questão dele, tanto ele quanto ela tinham se rendido a risadas pelo feitiço executado pela loira de forma inesperada, ela se orgulhou de si mesma por te-lo feito e surpreendido a todos. — Feitiços senhor Huang, eu não transfigurei nada. Para ser considerado transfiguração, eu teria que ter tornado um objeto em outro, nesse caso os pássaros foram conjurados não transfigurados.

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taiyanghuang:
A cada instante em que a conversa dos dois parecia progredir, se é que ele poderia classificar o que estavam tendo como uma conversa Tai apenas ficava cada vez mais confuso a cerca de quais seriam as verdadeiras intenções de Katrine por trás de tudo aquilo. Pelo menos segundo o que ele havia interpretado até então ela havia praticamente o ameaçado, se portando de maneira bastante agressiva para, alguns instantes mais tarde acabar se revelando estar na verdade inteiramente para baixo e perdida. Não iria dizer que aquela atitude não fazia sentido algum; ja havia visto tanto em livros quanto na realidade quanto algumas pessoas, para esconder esse lado mais fragilizado acabavam por adotar sim um apostura mais dura e fria, evitando assim que mais pessoas conseguissem se aproximar para causar mais estrago do que ja havia sido causado. E, por mais que ele quisesse se mostrar uma pessoa compreensiva e, quem sabe a ajudar um pouco a passar por esse turbilhão de sentimentos ele não se julgava próximo o bastante dela para querer dar algum conselho, e estava espantado demais com a mudança de humor, o deixando atordoado por alguns instantes. — Eu… sinto muito em escutar isso, quer dizer entendo que as vezes a gente acaba deixando escapar algumas m*rdas quando estamos irritados.. — replicou ligeiramente acuado, a observando de maneira ansiosa. — Não vou dizer que fiquei ofendido com essa, melhor mesmo guardar suas forças para descontar nos babacas por ai. — replicou, evidentemente mais descontraído ao sentir mais claramente que o ambiente entre os dois parecia aos poucos estar rumando para um cenário mais tranquilo com menas chance dele sair dali vomitando lesmas. Inspirou profundamente diante das palavras alheias, cada vez mais curioso a cerca do que poderia ter acontecido para que a deixasse tão embaixo. Sabia que Katrine era uma menina forte o bastante para não se deixar abater com qualquer tipo de coisa, prova essa que era capitã de um dos times mais… ativos que se tinha conhecimento na escola. — Não existe nada que não possa ser concertado, contanto que exista alguém para depositar um pouco de esperança sobre a causa. Não sei pelo que esta passando, mas se colocar na sua cabeça que não existe jeito, então não vai encontrar nem que a resposta pule na sua cara. — respondeu cruzando os braços diante do peito, cada vez mais intrigado e preocupado com as condições psicológicas da sonserina. Ela era uma rival, mas continuava sendo uma colega. Seria desumano se aproveitar de um momento como aqueles, ou até mesmo se alegrar diante de tamanha tristeza. — E com base no que você supõem que essas pessoas “mereçam” mais do que você ? — perguntou, claramente indignado com a constatação alheia. Quando a escutara dizer o quanto estava se sentindo perdida, e sozinha havia sido quase que inevitável fazer a comparação; ainda que em proporções muito menores com os momentos nos quais passara sozinho no apartamento de sua mãe. E chegara um momento no qual ele quase conseguira convencer a si mesmo que não precisava de pessoas ao seu redor; estava perfeitamente bem do jeito que estava. E da mesma forma que lhe mostraram que não precisava se conformar em permanecer isolado, apenas porque sua mãe nunca parecia se demonstrar presente ele se sentiu mais do que furioso diante das palavras alheias. — Se continuar repetindo isso para si mesma muito provável que não reste mesmo. E eu me recuso a deixar que continue a fazer esse tipo de coisa consigo mesma. “Existem pessoas que merecem isso mais do que eu”, “não existe nada que possa ser salvo em mim”. Porque faz isso consigo mesma ? É isso que quer pra você? Se afundar cada vez mais nessas sombras que esta criando dentro da sua cabeça ?!
Ele não entendia e nem tinha como saber, por isso ela tentou não rir de maneira irônica novamente quando Tayang voltou a falar com propriedade sobre o que estava acontecendo com ela no geral, os olhos leigos ele estava certo mas dentro de todo o contexto que eles enxergavam havia algo mais profundo, mais pesado, mais sufocante que qualquer um deles podia imaginar estar acontecendo com ela, era algo que ela precisava colocar pra fora antes que a sufocasse por completo, antes que a matasse aos poucos e ela não conseguisse se salvar. Estava desejando que Alex tivesse descoberto seu crime, que ele a tivesse punido, estaria presa em Azkaban mas estaria bem consigo mesma, estaria livre das suas mentiras e daquela dor que teimava em lhe assombrar todos os dias, a cada minuto, mas não podia confiar no corvino, não podia se abrir para alguém que não a entenderia, para alguém que destruiria tudo que ela estava tentando esconder, as vezes ate de si mesma. — Sim, quem nunca fez isso? Eu só preciso parar, respirar e me encontrar novamente, mas é um pouco complicado Huang. — ela sorriu mesmo que ainda de maneira fraca. — Não era pra ser ofensivo Tayang, foi ate um elogio se quiser saber. Os babacas merecem mesmo, mas por outro lado, não merecem que eu gaste meu precioso tempo com eles, nem para treinar um estupefaça. — Era irônico que todas as pessoas importantes de sua vida tinham se afastado sem nem ao menos lhe dar uma explicação ou lhe dirigir qulquer tipo de palavra a respeito e alguém que não tinha nada haver com sua vida, era inclusive um dos capitães do time rival do seu estava ali tentando colocar na sua cabeça que sua situação tinha jeito, que ela deveria reagir aquilo tudo. Ela agora não sentia pena de si mesma, mas dó dele, que era alguém que estava gastando parte de seu tempo para conseguir faze-la sair daquele poço mas esqueceram de avisar a ele que era algo que não tinha solução, que o poço em que ela se encontrava havia uma pedra enorme em cima e por mais que ela esmurasse ou batesse não iria conseguir tirar aquela pedra dali fácil. — Sua determinação e confiança em mim é invejável ate para mim mesma, e olha que não sou de ter inveja das coisas alheias. Irei tentar melhorar, confiar mais em mim e procurarei coisas que me façam sentir melhor sem precisar azarar ninguém, e tentarei me manter em controle. Mas a resposta para o meu problema é só uma, e é o medo de encara-la que tem me deixado assim. — aquela pergunta era tão fácil de ser respondida, mas ela não poderia dizer ' por que eu matei um homem em legitima defesa e agora tenho que viver com isso todos os dias e isso está me fazendo enlouquecer.' —Nas minhas atitudes e ações. Eu fiz algo muito ruim Taiyang, algo que não tem mais volta, uma coisa que pode me prejudicar muito no futuro ou ate mesmo agora. — ela balançou a cabeça, levando a mão a boca, a tampando como se aquilo a impedisse de falar alguma coisa, o que ela repetia para si mesma não mudava nada, nem pra ela nem pras outras pessoas. O que mudava algo eram fatos e atitudes, as que valiam alguma coisa, as que faziam alguma diferença, mentalizar que tudo estava bem, dizer que tudo estava bem e que ela não tinha feito nada de errado, não mudaria o fato de que suas mãos estavam cheias de sangue alheio. Ela não queria que as coisas em sua vida tivessem chegado a esse ponto, sabia que dentro de si algo muito importante havia se partido quando tirou aquela vida, um pedaço dela havia morrido quando cometeu aquele crime. — Você é bom para esse mundo Taiyang, você não sabe as coisas ruins que acontecem, você é tão inocente. Eu queria mesmo, queria muito que tudo isso fossem sombras criadas pela minha cabeça, mas não são, as sombras são reais, elas existem e vão acabar engolindo todos nós, não só a mim ou você, todos. Eu não sei o que eu faço para espantar essas sombras de mim, eu não sei. Elas só vem e me engolem a cada dia mais, e não tem nada que eu possa fazer pra mudar tudo o que já foi feito.
During detention | Travis & open
travxslouisenbarn:
Durante as detenções nas quais ele era chamado para supervisionar os alunos em questão, eram sempre as melhores oportunidades que ele tinha para exercitar sua habilidade de observação. E tinha experiencia o suficiente para que soubesse que, bastava um instante de distração, ainda mais cercado de primeiro anistas travessos como estava naquele instante para que um surgisse com uma bomba de bosta de dentro do bolso e o caos estaria instaurado. Não faziam muito tempo que estavam ali, mas pelo que estava constatando estavam longe de qualquer tipo de confusão no momento. No entanto, por mais calmo que as coisas estivessem alguma coisa na expressão de Katrine atraiu sua atenção o fazendo se aproximar mais da loira buscando saber o que estava acontecendo; nada que ele conseguisse explicar ou apontar naquele determinado momento. E ao se aproximar apenas constatou que a mesma não parecia muito mais próximo de aplicar uma pegadinha ou fugir do trabalho do que o restante dos alunos, e na verdade parecia até estar em um humor bastante sociável para alguém que estava limpando estantes. — Eu sei que gostou do novo estilo, ficou um arraso em você. — replicou entretido acenando brevemente com a mão, satisfeito em ver que pelo menos ela não estava levando tudo a sério demais. — Estou vendo, bastante aplicada. Estou gostando de ver isso, apesar de não estar exatamente ansioso para ver isso com muita frequência. — concluiu ainda usando um tom bastante leve, mas deixando um pouco claro que por mais que ele brincasse não aprovava muito que os alunos caíssem em muitas detenções. Não era cínico a ponto de aplicar sermões, como se pegar uma detenção ou outra não fosse algo que ele mesmo tivesse feito, normalmente apenas comentava quando se tratava de algo mais sério e ele via que as detenções por si só não estavam resultando.
Continuou silenciosamente refletindo o que poderia ter atraído sua atenção na atitude da loira, apenas concluindo que deveria estar relacionada a presença dela ali por si só. Conhecia ela o bastante para que soubesse que não era seu feitio ficar por ai quebrando as regras da escola, sendo ela mais a aluna que ralhava com o restante dos colegas por conta desse fato. Mas claro, tudo tinha que ter sua primeira vez. E levando em conta esse fato talvez ela nem tivesse feito uma transgressão tão grave assim. Surpreendeu-se um pouco diante do questionamento alheio, uma rara ocasião na qual ele se vira perdido em pensamentos durante uma supervisão, algo que em geral não significava uma coisa muito boa. — Nah. Estava aqui pensando consigo mesmo o que será que eles vão servir no almoço de hoje. — respondeu pensativamente, encostando-se em uma das estantes continuando próximo o bastante para observa-la, mas de modo que ele conseguia continuar olhando o restante trabalhando. — Também me pergunto o que poderia ter aprontado para terminar aqui desfrutando de minha ilustre presença.
Ela quase riu daquela fala dele, não era muito engraçada mas se o riso tivesse saído teria uma conotação completamente irônica, e ela não estava com estomago para ser intragável agora, estava ate mesmo bem humorada. Talvez fosse o efeito das poções que seu pai lhe dera, ele estava muito tranquilo e ela sabia que sempre vinha tempestade depois da bonança, contudo não estava com paciência para desvendar o que viria a seguir, depois do surto de bondade do pai. Estava concentrada na limpeza das estantes, algo muito peculiar para uma ex monitora chefe. Mas ela tinha violado uma regra, e as coisas eram assim, talvez estivesse passando tempo demais com o Huang e começando a ter dores na consciência ou eram as conversas despretenciosas porém cheias de acusações com Hei shou, mas algo estava motivando ela a tentar ser melhor, talvez todo o sofrimento e aquelas marcas que ela infligia a si mesma somadas a tudo o que estava acontecendo, a impeliam a tentar ser melhor. — Só você mesmo para achar uma coisa dessas Travis, mas eu gostei um pouco, só um pouco. — ela sorriu de canto, sem nenhuma acidez, algo que julgava ser impossivel antes das palavras sairem de seus lábios. — Nem eu estou ansiosa para repetir esse feito, manchei meu historico perfeito. — ela disse rolando os olhos, já não bastasse alunos sendo expulsos e agora ela com o historico manchado, esperava que não levasse outro sermão, já bastava o Huang, mas pelo menos ela havia assimilado o que ele havia dito, jamais admitiria mais o outro estava certo em suas colocações, mesmo que o corvinal não soubesse o que de fato acontecia com ela, ele estava certo, e Hei Shou também.
No fundo ela sabia que não era isso que o zelador estava pensando, podia ser só sua impressão mas desconfiava que Travis estava pensando o mesmo que todos ali. O que diabos Katrine Lestrange estava fazendo naquela detenção? Ele não havia tocado no assunto, assim como nenhum deles teve a coragem de lhe perguntar. O olhar ameaçador que a loira lançava sempre que alguém tentava abrir a boca perto dela ali, ter aquela fama toda de bipolar ajudava quando não queria responder questões como aquela. Mas não devia se preocupar com o zelador, aquela postura não funcionava com ele e ela não queria outra detenção, por Merlin, não precisava disso em sua vida agora. Ela ergueu uma sobrancelha para ele. — As mesmas coisas de sempre. — ela revirou os olhos quando viu que ele só estava enrolando, criando coragem para perguntar o que realmente queria saber. — Eu azarei um aluno na biblioteca, mesmo sabendo que lá não era permitido o uso de magia, e depois tive uma crise de consciencia e acabei me entregando para a bibliotecaria.