Reflexão sobre os sincericídios do Valdemar da Costa Neto
Ultimamente, vemos cada vez mais sincericídios do Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), ao qual a família Bolsonaro é filiada.
Para um breve histórico da história de vida do Valdemar:
condenado por lavagem de dinheiro
preso com pepita de ouro advinda de mineração ilegal na eleição de 2022
investigado por desvio de mais de 110 milhões de reais de emendas do orçamento secreto
sabia dos planos golpistas do Bolsonaro
Peguei-me pensando que esses sincericídios talvez não sejam tão espontâneos quanto parecem. Percebi que alguns deles ocorrem em momentos em que o Valdemar gostaria de desviar a atenção de si mesmo e de possíveis delitos ou imoralidades, ou simplesmente destruir um projeto político que vá contra o dele.
Um sincericídio recente dele, relacionado ao caso das emendas, foi dizer que todo presidente de partido mexia com as emendas. E percebi que, na verdade, isso fez com que nossos olhos se voltassem para os outros presidentes de partido, e não mais falássemos somente dele.
O sincericídio de admitir que sabia da foto do Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o Sicário há mais de um mês também nos faz focar no Flávio, e não no desvio de emendas.
Lembre-nos de que o Valdemar se importa com o fundo partidário e tem perdido autoridade no próprio partido desde que o cargo de presidente de honra do Partido Liberal foi concedido a Jair Bolsonaro.
Acho muito possível que todos os sincericídios dele relativos à família Bolsonaro sejam para implodir os Bolsonaro e, assim, expulsá-los do comando do Partido Liberal, que eles não têm burocraticamente enquanto ele tem.
Alguns sincericídios que prejudicaram aliados do Valdemar mais do que o prejudicaram (todos são citações alteradas, estou pegando da memória)
É mais fácil lidar com o Lula do que com o Bolsonaro
Todos os presidentes de partido lidam com emendas
Você sabe como são as mulheres; arranjam enguiço com qualquer uma
O Flávio não está preparado para ser presidente
O Flávio foi visitar o Vorcaro na prisão para pegar o restante do dinheiro que seria destinado ao projeto cinematográfico baseado na vida de Jair Bolsonaro
Quem não compra coisa com dinheiro vivo? É super normal! (O assunto em pauta era a compra da mansão em dinheiro vivo por Flávio Bolsonaro)
Com certeza houve mais ocorrências das quais não me lembro agora, mas minha reflexão se mantém.
É só uma breve teoria, não a aprofundei ainda. Mas é curioso pensar nisso.
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