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@jung-heeseok
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h4nok:
Jinsoul estava constantemente em uma batalha consigo mesma, a cada dia que se passava - ou era o que ela imaginava, pois tudo que lhe dava a ideia de que o dia havia chegado ao fim era quando chegava o horário de dormirem - era mais difícil para ela entender a situação ao seu redor, como o porquê de estar naquele lugar que não sabia exatamente o que era ou onde era sua localização, o motivo de seu pai ter lhe ‘vendido’, a forma como tinha de treinar por, supostamente, ter de ‘aperfeiçoar’ os ‘poderes’ - algo que ainda não entrara em sua cabeça. A Hanok sempre acreditou que aquelas coisas eram tudo frutos de filmes ou desenhos infantis, mas jamais imaginou que um dia poderia se tornar realidade. Talvez por medo de parecer louca ou pelo fato de que era algo impossível, até então. O humor da coreana não estava muito bom naquele momento, seu estômago roncava e a cada minuto que se passava ela queria esmurrar a cara de alguém, especialmente dos enfermeiros - embora Jinsoul não soubesse se era essa a denominação dos homens com jalecos brancos dali, mas optou por nomeá-los assim - que lhe deram uma injeção muito dolorosa horas mais cedo. Bastou uma voz atrair sua atenção para a morena respirar fundo e, antes que pudesse controlar, soltou um grunhido baixo. “Olha, eu não aguento mais, está insuportável, meu corpo dói e minha barriga está roncando. Se não calar sua boca, será você meu lanche de hoje!” Ameaçou assim que se colocou de pé, o olhar firme na face do outro. Ainda que a Hanok não tivesse coragem de tal atrocidade.
Embora esse fosse apenas mais um fato para o qual Junghee não direcionasse muito de sua atenção, estava se tornando cada vez mais comum encontrar com pessoas bastante agitadas pelos corredores do complexo. E a julgar pelas conversas rapidas que trocavam pareciam tão perplexos quanto ele por terem vindo parar em um lugar misterioso e esquisito como aqueles. Entendia como se sentiam, e esperava sinceramente que pudessem assim como ele encontrar algum consolo e calma. Precisavam entender que, o que quer que pudesse estar acontecendo eventualmente descobririam quando estivessem prontos. Tendo em vista suas interações anteriores não se surpreendeu muito com o tom usado pela morena, sua expressão demonstrando o quão pouco ele acreditava nas palavras alheias. Duvidava que alguém como ela pudesse ser capaz de o machucar, estava apenas chateada. — Posso te ajudar a encontrar alguma coisa mais apetisosa para comer, se quiser é claro. — acrescentou, seu interesse para o que ela pudesse estar sentindo aumentando um pouco. Será que ela estava sentindo a mesma coisa que ele ? Estariam todos passando pelo mesmo problema ? E se sim, não seria melhor conversarem uns com os outros sobre isso ? Era uma ideia interessante, e aquele momento parecia o melhor para começar a colocar isso em pratica. — Qual seu nome? Me chamo Junghee. — apresentou-se esticando a mão na direção alheia.
firenotruck:
As vezes o jovem mestiço pegava-se pensando que tudo não passava de um sonho. Ou, melhor, um pesadelo. Talvez fosse melhor encarar a realidade daquele jeito, muito embora tenha sido uma escolha pessoa se juntar ao projeto, ainda assim, foi inevitável um sentimento vazio não tomar conta de Mingyu. Era impossível não se praguejar ao perceber que havia depositado sua confiança nas pessoas que tiraram sua liberdade e o transformaram em um monstro, mas como poderia sequer imaginar que iria passar por tudo aquilo quando, na verdade, pensou que estaria ajudando na busca de tratamento para as pessoas? O Hirai, depois de algum tempo, cujo não conseguiria dizer com exatidão, começou a se odiar por ter sido tão ingênuo aquele ponto. Mas agora, no entanto, não deveria mais gastar seus dias - ou o que fosse - pensando e refletindo sobre as atitudes que havia tomado, não quando já tinha perdido a guerra e se dado por vencido. Sua corrente de pensamentos fora quebrada quando ouviu uma voz não muito longe de onde estava, só então percebendo que tinha se perdido. Não que fosse surpresa para Mingyu se perder no caminho por estar imerso em seu próprio mundo. Ele estreitou os olhos na tentativa de descobrir quem era o portador da voz, mas tanto o que o outro falara quanto sua presença não puderam ser reconhecidas e entendidas por Hirai. “O qu-… Você o quê?”
O fato de ja não dar tanta importancia, ou pelo menos não ficar se remoendo tanto atrás de respostas, que sempre pareciam formar um ciclo entre si não significava que Junghee estava completamente alheio a tudo. Ja sabia o básico. Que assim como ele existia um grupo de pessoas que vieram parar aqui, um lugar aparentemente desconhecido, sob circunstancias suspeitas. Por vezes até mesmo conseguia sentir o desespero e angustia de alguns que estavam ali, e no caso de outros esse sentimento chegava a ser tão palpavel que ele gradativamente fora se afastando do restante. De qualquer maneira Junghee não estava desesperado, mas tinha algumas coisas a ponderar a respeito de muitas coisas. Ao escutar, ou perceber a presença alheia, Junghee não sabia muito bem qual dos dois ao contrario do que ele andara fazendo ultimamente ele resolveu se aproximar. Alguma coisa o dizia que deveria sentir-se culpado pelo que estava fazendo com os outros. Se estavam nesse barco juntos, o minimo que poderiam fazer era colocar suas diferenças de lado e se ajudar a sair dali. Se isso fosse o que os fariam se sentir melhor. É, dessa maneira não teria que conviver diariamente com pessoas em constante sofrimento. — Ja conversamos antes ? — perguntou Junghee pulando totalmente a parte na qual ele explicaria ter sentido a presença alheia, e estava apenas verificando para ver de quem se tratava. Ele era um dos que mais pareciam se sentir aflitos desde que vieram para ca. Se bem que esse sentimento, com algumas raras exceções parecia ser algo bastante disputado. — Parece tenso. — comentou soando um pouco preocupado, mais para triste do que de fato preocupado.
Uma vez que a quantidade de lugares as quais tinha acesso, nenhum dos quais possuia janela para o lado de fora era muito dificil contar ou se apegar a quantidade de tempo havia se passado desde que acordara ali. Talvez ele concluisse alguma coisa, observando a rotina dos funcionários que o visitavam a fim de realizar testes: algo que eventualmente concluiu se tratar de um evento periódico, mas JungHee não se importava mais. Em algum momento o desespero que sentira fora substituido por uma calma quase que sobrenatural, nem mesmo as dores constantes o incomodavam mais, embora continuassem presentes. Sua voz, seu jeito de se postar haviam mudado drasticamente em questão de horas e isso assim como diversas coisas ali dentro estava sendo observada por eles. Estava parado próximo a uma porta, distraido em seus pensamentos, mas logo desviando seu olhar ao escutar um som próximo. — Alguém esta ai ? — perguntou em um tom surrealmente calmo.

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Por mais que evitasse pensar muito a respeito, até mesmo para não desenvolver mais uma vez aquela sensação extremamente claustrofóbica de estar preso em um lugar que não sabia ao certo onde era era meio que inevitável olhando as coisas ao redor. Aos poucos na medida que os dias se passavam as lembranças daquele lugar, de como chegara até ali ou até mesmo a razão da dor constante que sentia a cada simples respiração se esvaiam deixando apenas o vazio e a dor. Muita dor. Estava tomando alguns remédios indicados para aliviar, e os médicos que chegavam pareciam muito empolgados com algo, mas não conseguia entender o porque. Continuou circulando pelos corredores, como sempre buscando alguma janela para que pudesse observar alguma coisa parando mais uma vez na frente da mesma porta que sabia levar ao corredor e áreas mais externas. Sentou-se no chão com as pernas cruzadas fechando demoradamente os olhos, próximo a parede oposta a da porta, mas não o bastante para que suas costas tocassem a parede. Seria doloroso demais. Sentiu primeiro a presença de algo que estranhamente lhe causava repulsa sem que tivesse colocado os olhos na pessoa; sabia que alguém estava se aproximando antes mesmo de escutar os passos. Abriu rapidamente os olhos fixando-os em Seokel, não muito espantado de o encontrar ali. Não se sentia muito bem com a repulsa que sentia a sua presença, mas infelizmente nãos e tratava de algo novo, apenas amplificado por alguma razão. — Oi. — sussurrou sem saber o que dizer.
@seokel
“ We shall never know all the good that a simple smile can do."
chaesunhi:
A loira fintou o garoto com uma sobrancelha erguida, perguntando para si mesma se havia alguma probabilidade do outro ser ainda mais inocente do que se tinha mostrado até ali. – “Você é um pouco burro não é?” – inquiriu soltando uma risada enquanto abria a porta e adentrava no cómodo que aparentava ser uma sala de arrumos. – “É, eu também sou um rato de laboratório como você. Agora cale a boca e não fique aí especado no meio do caminho, ou vai embora ou entra e fecha a porta.” – ordenou num tom autoritário que pareceu criar uma reação no garoto, visto que o mesmo estava entrando na sala e fechando a porta. Os dois ficaram em silêncio por um tempo, com a loira encostando o ouvido na porta numa tentativa de escutar qualquer coisa do lado de fora. – “Não sei. Não consigo ouvir nada.” – respondeu a loira fazendo uma careta, desistindo de tentar ouvir alguma coisa que pudesse estar acontecendo do outro lado da porta. – “Deixa eu ver.” – pediu, enquanto se abaixava ligeiramente do lado do garoto para assim poder espiar pela fechadura como o mesmo estava fazendo anteriormente. Sem sequer dar tempo ao garoto para se desviar ela empurrou-o para o lado e assim roubou o seu lugar. – “Você é muito lento a reagir, sério.” –resmungou, espreitando pela fechadura na esperança de conseguir ver alguma coisa, o que não estava acontecendo.
Estava tão chateado por não realmente compreender até que ponto seu pai estava envolvido com todo aquele esquema, assim como cada dia ia ficando mais assustado com o que poderia estar acontecendo não somente como ele, mas com várias pessoas ao seu redor que ele não conseguia encontrar uma razão para alguém estar pregando peças por ai. Não conseguia acreditar que alguém pudesse conseguir reunir animo o bastante para tal tipo de coisa, assim como estava também bastante propenso a acreditar que tudo o que acontecia ao seu redor se devia a algum plano escondido. Agora esperava constantemente apenas a próxima pessoa que mostraria sua segunda face, assim como aqueles experimentos o haviam enganado desde o começo. — Apenas... Porque esta fazendo isso ? Não esta preocupada com o que eles podem estar fazendo conosco ? — questionou igualmente surpreso e desconfiado enquanto a seguia através da porta que a mesma havia aberto. Porque ela parecia tão confortavel com tudo aquilo ? — Depois eu que sou o burro.. — resmungou baixinho, mas optando por obedece-la apurando seus ouvidos tentando escutar o que acontecia do lado de fora. Estava se concentrando cada vez mais em escutar o que acontecia do lado de fora, tanto que demorou um pouco para que reagisse diante do empurrão alheio se sobressaltando um pouco. — Estou apenas concentrado! E se eu quisesse poderia te empurrar dai sem problema algum, então agradeça a minha lerdeza! — protestou em voz baixa enquanto se abaixava e tentava espiar pela fresta embaixo da porta. — O que vão fazer quando virem que entramos aqui pelas cameras ?
blackandred-wings:
O menino a sua frente parecia estar preso em um estado de negação, mas ela compreendia bem, já havia passado por isso recentemente, não queria trazer nenhum dano ao mais novo com as suas palavras um tanto duras e realistas mas era como ela se sentia. Sabia que nem todos estavam prontos para lidar com aquela realidade, nem ela mesma tinha certeza se estava porém estava sendo forte, não sabia o que havia acontecido com Sasha, seus pais não lhe entravam em contato nem mesmo o Dr. Wang lhe dizia algo, eram as pessoas que mais confiava que a haviam deixado no mais completo escuro, haviam virado as costas para ela quando tudo começou a dar errado pelo que podia perceber, e isso a magoava severamente mesmo que ela jamais fosse admitir que se sentia dessa forma, por isso mantinha a pose seja ela qual fosse. - Eu sei que é horrível, mas...- ela passou os longos dedos pelos próprios cabelos, afundando a mão nos fios sobre seu couro cabeludo, um suspiro podem ser ouvido escapar de seus lábios. - Eu queria muito acreditar nisso também. Mas não acredito em mais ninguém. - ela desviou o olhar do garoto e fitou o chão por alguns momentos ao ouvir a pergunta alheia virou o rosto para ele novamente. - Bem eu me inscrevi em um projeto de combate ao câncer, estavam tentando achar a cura.- ela balançou a cabeça, já pensando em como tinha sido tão jngenua - Eu só sei que pelas hailidades que desenvolvemos precisamos aprender a domina-los..
Embora o que a morena estivesse lhe apresentando, a cada instante que pensava a respeito seus argumentos apenas pareciam se confirmar com a maneira como os estavam tratando até então era simplesmente muito mais simples negar tudo o que ela estava lhe dizendo. Era muito mais fácil lidar com a incerteza de que algum dia seu pai surgiria com alguma explicação, que não conseguia pensar naquele momento que explicaria tudo o que estava passando. Ou talvez algum dia descobrisse que as pessoas que o haviam enganado haviam sido pegas, e que todo aquele mal entendido se resolvesse de alguma vez. Qualquer coisa que não incriminasse seu pai junto com aquelas pessoas era o que Jung-hee queria; precisava. Sentia que se descobrisse o contrario iria acabar quebrando. Apenas pensar em tal possibilidade o entristecia de uma maneira horrível. Tornou a sacudir levemente a cabeça em discordância. — Porque ? — questionou tristonho, cada vez mais melancólico na medida que finalmente cedia e se permitia realmente considerar tal possibilidade. Sentia cada celula de seu corpo negando tal escolha, mas tinha que começar a ver os fatos como eles eram. — Então era isso que estavam fazendo. Não consigo me lembrar. Meu pai tinha me dito alguma coisa, mas não me lembro. — sussurrou frustrado, ao mesmo tempo que não se lembrava era como se estivesse apenas na ponta da lingua, mas nunca realmente lhe ocorrendo o motivo de estar ali. Era algo que ele sabia antes, tinha certeza disso. — Acho que cheguei a ver algumas pessoas fazendo coisas estranhas, mas eu não tenho nada disso. Se eu sou normal porque ainda estou aqui ? — questionou não acreditando que a cirurgia que tivessem feito em si se encaixava em nada daquilo.
blackandred-wings:
Pelo menos ela não era a única a ter pais envolvidos naquilo, se sentia traída também e podia entender o lado dele pelo menos um pouco. “ Enganada? Olha ao seu redor companheiro, a gente não tem nem acesso a luz do sol, a guardas em todos os lugares, salas aonde não podemos entrar, se não prestou atenção não estamos em nenhum resort tirando férias. Nós dois não conseguimos nem falar com nossos pais que tecnicamente trabalham aqui, é sério que você não percebeu nada de errado?” ela perguntou incrédula com as palavras alheias, mas conseguia entender em partes, ele era muito novo para compreender o que ela dizia. Geralmente os mais novos eram facilmente enganados. “ Estou praticamente vivendo em um.” ela murmurou inevitável não rolar os olhos com aquela conversa descabida. “ Meus pais e meu ex professor da faculdade de medicina, eu estagiei com eles durante um tempo mas não tive acesso ao projeto.” ela deu de ombros, tentando não pensar em como havia sido inocente. Sua mente estava exausta demais para revisitar memórias daquela época e muito menos pensar em seus pais agora. “ Eu não sei o porque é isso que estou tentando descobrir, talvez seja por causa do que conseguimos fazer agora.”
A pior parte de escutar todas aquelas palavras, além de retratarem com exatidão os pensamentos que até então se esforçara ao máximo para mante-los suprimidos; concentrando-se apenas em explicações que livrassem seu pai da culpa de tudo o que acontecera com ele, era o fato de isso estar sendo apontado por outra pessoa. A maneira como ela colocava as coisas, por mais obvio que pudesse parecer sob essa perspectiva apenas servia para que ficasse mais assustado. A verdade era que não conhecia de fato o seu pai, e o fato dela perguntar se ele trabalhava ali e ele não saber responder nem isso com exatidão apenas demonstrava cada vez mais isso. Porém não queria acreditar que uma das pessoas que mais havia confiado na vida tinha sido capaz de cometer uma traição daquelas. — Eu.. Isso não esta acontecendo. — começou a sussurrar, se interrompendo enquanto se esforçava ao máximo para se ater aquelas palavras. No entanto, estava soando cada vez mais ocas e sem sentido até mesmo para si. — Tem que haver algum engano... — sussurrou mais uma vez para si mesmo cruzando mais uma vez os braços diante do peito de maneira instintiva. — Que.. que projeto ? Sabe o que eles fazem aqui ? — perguntou debilmente escutando brevemente algo com ela estar relacionada ao que faziam ali, se afastando um pouco da mesma. — Porque agora de repente somos um perigo pra sociedade ?

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koreanpryncess:
Yoreum estava torcendo para que este não tivesse notado que estivera chorando, não queria ficar falando os motivos de estar triste, pois falar em voz alta parecia doer ainda mais a falta daqueles que amava, parecia mais real e concreto que talvez nunca mais os visse - almoço ? - perguntou e por um momento achou graça da fala deste - então está mais do que atrasado, visto que eu estou tendo meu jantar agora e já até passou do horário - disse e apontou para a bandeja a sua frente - não te deram comida ? sabe…está tudo ali vazio, tens que pegar com alguém - disse notando que o asiático não estava com nada em mãos - te entendo perfeitamente…. - disse e pegou a colher brincando com a comida no prato, afinal ela mesma procurava não comer junto aos demais e assim não conhecia nem metade das pessoas dali.
Nunca pensou que fosse acabar se deparando com uma situação tão inusitada por conta do seu habito de deixar para comer sempre mais tarde do que normalmente estipulavam, naquela tarde bem mais que o habitual devido ao cochilo que havia tirado em seu dormitório. Não conseguia explicar nada do que estava acontecendo consigo, mas acreditava que muitas vezes ficava mais cansado que o habitual pelo seu corpo estar aos poucos se ajustando as novas funções. Olhou ao redor preocupado algumas vezes, esperando que pudesse haver mais alguém ali para ajuda-lo, mas aparentemente a menina estava bem. Provavelmente tinha sido apenas algum tipo de reflexo em seu rosto que não tinha percebido direito. — É.. — respondeu olhando ao redor, mais especificamente o lugar onde as comidas costumavam ser servidas suspirando derrotado em perceber que a mesma tinha razão. — Ai, droga.. Quer saber? Esquece. Posso tomar um café da manhã melhor reforçado amanhã. — resmungou se jogando em uma das cadeiras em frente a morena. — Oh... Quer que eu saia ? — acabou de perceber a resposta ; e o que a mesma implicava mesmo que indiretamente.
blackandred-wings:
“ Realmente ? Por que você tocou no assunto casa, talvez? Não vão deixar que a gente escreva pra casa, você ainda não entendeu que somos prisioneiros nesse lugar, já viu prisioneiros tendo algum tipo de contato com o mundo exterior? É só você comparar com os filmes que você já assistiu, não existe essa possibilidade, sem chance. ”Ela gemeu completamente chateada com a situação. “ Não você também não sabe sobre mim e no entanto disse que sou mimada, então se você pode falar de mim eu também posso fazer conjecturas sobre você, é o justo. O fato não é se ele sabe ou não, o fato é que não vão te deixar mandar uma carta pra casa. Seu pai também trabalhava no projeto?” ela perguntou por impulso, talvez só deveria não ter usado o também, não queria que ninguém soubesse sobre a sua família ou sobre seu conhecimento e envolvimento profissional com o doutor Wang, não conhecia aquelas pessoas e não queria abrir uma parte de sua vida para elas. “ Boa sorte para você então, por que será uma completa perda de tempo pensar que eles irão deixar você fazer isso.”
Ao escutar a resposta alheia, apesar de ser uma ideia cada vez mais presente em seus pensamentos nas últimas semanas, ainda mais quando considerava a hipótese de terem enganado seu pai de alguma maneira Jung-hee tentou não demonstrar o quanto isso o havia assustado. Até mesmo porque uma coisa era ele pensar esse tipo de coisa, quando mais alguém externalizava esse tipo de pensamento era porque algum fundamento sério os dois tinham. Se é que podia se dar ao luxo de confiar em algo que ela dissesse, acrescentou para si mesmo, buscando qualquer razão para não dar ouvidos ao que ela dizia. — Não sou ingenuo o bastante para acreditar que possa mandar mensagens para casa. Meu pai é um funcionário aqui, apesar de não saber o que exatamente ele faz aqui. Por isso pensei que talvez, não... Que eu vou conseguir mandar uma carta pra ele. E esta redondamente enganada, se acredita que estamos sendo mantidos prisioneiros. — respondeu, esforçando-se um pouco a rir diante da colocação que ela havia feito; uma risada oca e sem humor nenhum. — Esta assistindo bastante filmes de ficção ultimamente, senhorita ? — perguntou, conseguindo um pouco melhor em manter sua postura pretensiosamente despreocupada. — Sei o que ja pude observar do seu comportamento até agora. Eu não sei o que ele fazia. Ele sempre foi reservado quando o assunto era o trabalho, mas porque esta perguntando isso ? Seu pai trabalha no projeto ? — retrucou a mesma pergunta, imaginando agora uma razão para ela, assim como ele estar querendo contatar alguém de fora. — Porque diz isso ? Porque estamos "presos" aqui?
ohmyameera:
Ameera não sabia bem o que esperar ali dentro, era um mundo todo que parecia ter caído em seu colo sem que ela o quisesse desvendá-lo e mesmo que tentasse lutar contra a sensação de solidão esta parecia se agravar com o passar dos dias naquela prisão, ela não sabia também o que era mais doloroso; o fato de ter descoberto que aquele que deveria lhe amar, no final das contas, a colocou naquela situação ou os treinos e castigos que sofria diversas vezes não só por ter tentado fugir uma vez. Depois de muito pensar, ela até mesmo chegou a conclusão de que tudo estava ruim. Escutou a pergunta dele e revirou os olhos dando de ombros logo em seguida. “Minha pergunta te incomodou? Sério, eu só estava fazendo uma brincadeira…” Mas tem pessoas que não sabem entender, ela pensou em completar mas calou-se, já havia motivos para querer socá-lo e não precisava de mais algum. Idiota, tornou a pensar bufando baixo. A resposta do outro a fez arregalar lentamente os olhos e o encarar com um semblante irritado. “Você é ousado assim mesmo ou só gosta de especular as coisas?” A pergunta escapou antes que Ameera pudesse controlar a língua, ela remexeu-se cruzando os braços e encarando o outro lado. Não ia dar o braço a torcer. Talvez, só talvez, ela o fizesse. “Eu vou tacar esse pacote de achocolatado na sua cabeça.” Ameaçou apontando para o pacote atrás dele na prateleira acima. “Cego.” Murmurou para si mesma. Não queria soar grosseira nem nada do gênero, não o conhecia por isso não tinha como ter uma opinião formada sobre ele mas não era como se pudesse dizer que o outro era uma boa ou má pessoa, a questão era que Ameera estava se irritando com aquelas perguntas dele ou suas especulações. Só esperava não se descontrolar.
A cada instante que passava dentro daquele complexo, cada vez que um detalhe que antes tinha certeza saber a respeito parecia esvair dos seus pensamentos, quase como se houvesse alguma coisa aos pouco manipulando e o controlando cada vez mais Jung-hee ficava com medo. Ao mesmo tempo que ficava assustado com a extensão que tudo aquilo parecia estar tomando, também achava um pouco irônico. Era comum se ouvir comparando a ambientação onde estavam, todas as paredes de um neutro totalmente esterilizado que lembrava bastante filmes de ficção. Talvez caso se apegasse um pouco mais a esse pensamento, que tudo aquilo não passava de um sonho estranho não fosse tão difícil suportar. Permaneceu em silencio diante da resposta alheia, seu olhar ainda vagando lentamente pela mesma seus pensamentos cada vez mais melancólicos; não estava muito no clima para brincadeiras e, pelo que podia ver não era o único que estava com os nervos a flor da pele. Lhe surpreendia que alguém ali dentro não tivesse perdido a capacidade ou vontade de se descontrair um pouco; o que apenas o levou a pensar o quanto a desconhecia. Estranhou um pouco a naturalidade que a mesma parecia estar levando a situação toda. — Muitas coisas estão me incomodando ultimamente, se eu fosse você nãos e surpreenderia com esse tipo de reação. — replicou por fim, seu olhar começando a vagar o ambiente em que estavam procurando por alguma brecha para que pudesse se afastar da morena. Não estava exatamente em um período que podia se considerar muito sociável, tendo que suportar dores cada vez mais intensas além dos questionamentos que fazia a si mesmo diariamente. — Não colocaria as coisas dessa forma. Apenas estou tentando ser mais cauteloso para nãos e pego de guarda abaixa mais uma vez. Além do que não te conheço para saber suas reais intenções. — respondeu começando a caminhar na direção da morena, aos poucos se afastando para que passasse ao lado da mesma e seguisse em direção a porta. Parou imediatamente ao escutar a ameaça alheia, seu corpo inteiro tensionando com a possibilidade de alguém os escutar com a bagunça que a mesma provavelmente provocaria no lugar. — Você é maluca ? Vai mesmo arremessar isso ai para escutarem que estamos aqui ?! — indagou, pela primeira vez perdendo um pouco da compostura diante do medo que sentia. Franziu ligeiramente o cenho diante da colocação alheia, uma de suas mãos ja se preparando para tomar o pacote das mãos alheias quando ao seguir o local que ela apontava se deparou com uma prateleira cheia de comida. Além do fato que o objeto que ela tanto ameaçava jogar em si era um alimento por si só. Como não tivera percebido coisas tão obvias desde o começo ? Deveria estar mesmo centrado em seu próprio mundinho, o que o levou a pensar que talvez não tivesse sido tão discreto com os guardas do lado de fora. — 'Perai, você entrou aqui com alguma razão especifica ou apenas me escutou mexer nas coisas ? Porque se for a segunda opção duvido que tenha sido a unica. — explicou direcionando um olhar urgente a mesma, pedindo que lhe respondesse com sinceridade.
Ha-neul e Jung-hee moodboard
“The mind is its own place, and in itself can make a heaven of hell, a hell of heaven”
@seokel
koreanpryncess:
A morena havia sido pega de surpresa pela chegada do garoto, acreditava que a tal hora todos já deveriam estar no mínimo em seus quartos, afinal não havia visto mais ninguém na enfermaria, mas podia ser que este tivesse ficado até mais tarde no treinamento ou algo do gênero, então quando este lhe tocou as costas foi quase que inevitável esta olhar quase que na mesma hora para o rosto alheio para depois desviar o rosto para a direção oposta para secar seu rosto de maneira mais eficiente - estou, claro…- disse ao se voltar para este - ahm, o que faz aqui ? - perguntou rapidamente enquanto olhava por sobre o ombro do rapaz e a sua volta para ver se via algum guarda com este.
Por um instante ao se aproximar da morena podia jurar ter visto uma lagrima escorrendo pelo rosto alheio, mas tinha sido tão rápido que depois não teve com ter certeza sobre isso. Que ela estava tristonha isso era fato; mas quem ali dentro não estava ? Pelo menos não parecia ferida. — Eu ainda não peguei meu almoço. — explicou, olhando para a mesma incerto do quanto poderia dividir com a mesma. — Não gosto de comer quando esta muito cheio, não me sinto confortável.

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chaesunhi:
Seria correto afirmar que a loira havia ficado com um ligeiro arrependimento de ter feito aquela brincadeira com o garoto, afinal o mesmo parecia inocente o suficiente para acreditar nas suas palavras, contudo ela não se arrependia e continuava achando piada. Talvez fosse insensível ou infantil da sua parte mas ela tinha os seus próprios mecanismos para distrair a sua mente e não ceder à loucura que aquele lugar a estava forçando a ceder. – “Não foi sua intenção mas mesmo assim está quebrando, não é mesmo?” – ela inquiriu com um olhar sério pousado sobre o rosto alheio, acabando por não se conter e soltar uma risada do nada que provavelmente deixaria o outro confusa. – “Enfim, eu não sei quem é o seu pai e tão pouco vou castigar você por estar quebrando regras por que na verdade estou fazendo o mesmo.” – respondeu dando de ombros, olhando rapidamente para trás quando ouviu o barulho de uma porta batendo algures naquele extenso corredor. – “Não sei quanto a você, mas eu não vou ficar aqui esperando ser apanhada.” – falou rapidamente, dando um pequeno empurrão no garoto que estava na sua frente para alcançar a porta e abrir a mesma para se esconder.
No meio de toda a confusão que estava sentindo, assim como as várias dores que sentia em seu corpo enquanto gradativamente se transformava em alguma coisa que ele ainda não sabia dizer ao certo o que não havia muito espaço para que buscasse confusão. Estava cansado demais para querer brigar com aquela funcionária e muito menos queria passar um tempo na solitária, por isso achou melhor conversar e ver se ela lhe abria uma exceção. — Não vai se repetir, senhora. Sinto muito. — tornou a repetir, cada vez mais certo de que não importaria o que dissesse seu destino seria o mesmo quando a situação se desenrolou de uma maneira bem inesperada. — O... o que ? Quer dizer que também esta fazendo parte desse experimento.. ? — perguntou surpreso, mais surpreso com a maneira descontraída que a mesma havia admitido tal fato do que irritado por ter sido enganado. O que aconteceu em seguida foi rápido demais para que se desse conta, apenas sabia que em um instante estava escutando passos se aproximando e no instante seguinte estava se juntando a loira para dentro de uma sala até então desconhecida. — Acha que foram embora ? — perguntou em um tom baixo espiando pela fechadura, apenas para constatar que não conseguia ver o lado de fora escutando o som da mesma travando um instante depois para seu desespero.
blackandred-wings:
- Eu nunca precisei fazer nada assim, então não tenho ideia do que é melhor, mas tenho certeza de que mais de uma pessoa pressionando ao mesmo tempo só irá gerar negativas para os dois lados. - ela passou a mão pelos cabelos levemente irritada com aquela situação, então o garoto queria falar com o pai, era essa a urgência? - Pra casa? É isso que você está tentando? Não querendo ser rude contigo nem nada, apenas sendo realista, você acha mesmo que vão deixar você mandar uma carta pra casa? Não vão bebê, por que se isso fosse possível nós não estaríamos vivendo como prisioneiros sendo obrigados a fazer coisas que não queremos. Não se iluda dessa forma, estamos tentando coisas diferentes. E se eu não consigo sequer uma resposta do médico responsável disso aqui, acha mesmo que vai mandar algo pra casa?- ela ergueu a sobrancelha e fitou o rapaz a sua frente, a inocência era realmente algo muito bonito mas não no atual mundo onde estavam vivendo, a inocência só serviria para trazer dor e decepção, esperava que ele ficasse esperto mais rápido pelo próprio bem dele. - Mas você não sabe o que ele ia fazer e muito menos se iria voltar, agora ele não volta mesmo.- ela disse indo ate a porta e mexendo na fechadura, estava trancada, tinha perdido a oportunidade e agora ia ter que começar a tentar agora do zero novamente em outra oportunidade.
Sua concentração naquele instante estivera apenas voltada para a pequena chance que tinha visto de poder entrar em contato com seu pai; não era preciso que comentasse o quão assustado estava com o ambiente no qual estivera sendo obrigado a passar nas últimas semanas. Tudo naquele lugar, desde as pessoas que ocasionalmente vinham realizar alguns exames em si, até os testes dos quais havia sido submetido algumas vezes o assustava. Porém mais do que tudo aquilo lhe apavorava ficar sem respostas, e a cada instante que passava tendo cada vez mais incertezas quando as coisas que ja sabia. Era quase como que a monotonia do lugar, as cores neutras em tudo o que via fosse aos poucos apagando as poucas lembranças que tinha certeza que aconteceram antes dele desmaiar. E temia que se demorasse muito mais para entrar em contato com o mais velho ele pudesse nãos e lembrar mais de muito, talvez nem mesmo sentisse essa necessidade de conversar. — Se nunca precisou fazer algo assim como pode ter tanta certeza das coisas ? Quem não garante que aquele segurança, ao ver nosso interesse e como conversamos mais educadamente não nos escutasse? Porque de algo tenho certeza bater o pé que nem uma menina mimada não vai a levar a lugar algum. — por fim respondeu, lembrando-se da forma como a outra estivera se postando diante do segurança, apesar de não ter escutado ao certo a conversa em si. — Pare de me tratar desse jeito! Para de falar de mim como se soubesse de alguma coisa, está bem ? Apenas entrei nessa história toda por causa dele, e não que isso seja da sua conta, mas acredito que ele saiba o que está acontecendo aqui sim! — exclamou em resposta, cada vez mais frustrado com a situação que se encontrava. A vontade que sentia naquele instante era a de se enrolar em um canto e chorar, esperando que assim as coisas se resolvessem e saísse logo daquele inferno, acordasse e percebesse que tratava-se apenas de um pesadelo. Mas sabia que isso não resolveria nada. Não tinha sido por falta de tentativas. — Se não for com ele resolvo com outro. Não vou desistir por causa de uma recusa, isso é certo.