WNBA é maioria na lista de personalidades do ano da espnW e ex-jogadora recebe o prêmio de "Mulher do Ano"
A espnW é uma das maiores publicações voltadas ao esporte feminino do mundo. Braço da ESPN norte-americana, o portal se mantém atualizado durante todo o ano com as mais variadas notícias do universo das mulheres em diversas modalidades.
Para finalizar mais um ciclo de 12 meses, a espnW fez uma lista das 25 personalidades esportivas que mais tiveram impacto nos esportes femininos em 2014. Dentre atletas, donos de equipes, presidentes de entidade, profissionais da imprensa, entre outros, a WNBA tem cinco representantes diretos. A grande surpresa é a eleição de um desses como a "Mulher do Ano".
Como se não bastasse, além dos cinco, o basquete ainda é representado por mais quatro nomes com grande relevância no cenário esportivo. Como medida de comparação, as duas únicas modalidadesque aparecem com mais mais de uma personalidade na lista são o tênis, com Serena Williams e Li Na, e o golf, com Michelle Wie e Lydia Ko.
Os escolhidos pela espnW para representar a WNBA, entre as 25 personalidades que mais impactaram o esporte feminino em 2014, foram Magic Johnson, Brittney Griner, Maya Moore, Laurel Richie e Becky Hammon. Fora da liga, mas diretamente ligados ao basquete estão Lauren Hill, Michele Roberts, Geno Auriemma e Gillian Zucker.
Becky Hammon em coletiva à imprensa do San Antonio Spurs (USA Today)
Becky Hammon tem um lugar especial nessa lista. A ex-jogadora do San Antonio Stars na WNBA foi escolhida como a Mulher do Ano pela espnW. Com 16 anos de experiência na liga profissional, inúmeros All-Star Games e conquistas pessoais, Hammon anunciou sua aposentadoria, mas não abandonou as quadras. Em uma ação inédita, Gregg Popovich, técnico campeão da NBA com o San Antonio Spurs, a chamou para fazer parte de sua equipe de assistentes técnicos. Uma manobra nunca realizada antes no campeonato masculino norte-americano, que pela primeira vez vê uma mulher contratada para a equipe técnico de quadra de um time.
Com sua entrada na NBA, Becky Hammon quebrou uma barreira, a das mulheres no meio de um esporte para homens. Abriu a porta para que outras possam fazer o mesmo no futuro e pela coragem e demonstração de capacidade, reforçada por afirmações de Gregg Popovich e aqueles que a acompanham há muito tempo, foi eleita a Mulher do Ano no esporte feminino.
Magic Johnson entrou na lista devido à aquisição do Los Angeles Sparks. Depois de a antiga dona da franquia californiana abrir para a imprensa que as contas do time estavam no vermelho e a empresa comandada por sua família não seria mais responsável por gerir a equipe, um grande boato de falência de uma das mais tradicionais praças da WNBA foi discutido por importantes veículos de comunicação. Depois de um longo tempo em que se imaginou que o pior aconteceria, o grande ídolo do Los Angeles Lakers anunciou que compraria o Sparks, salvando parte da história da liga de basquete feminino.
Brittney Griner é uma jovem espetacular. Com apenas 24 anos, a pivô de 2,03 metros é sensação desde o ensino médio. E se ainda haviam dúvidas sobre seu rendimento na liga profissional, esse ano provou que não há como negar seu importante papel não só no Phoenix Mercury, mas também na seleção dos Estados Unidos e nas questões LGBT. Mesmo nova, Griner tem um domínio impressionante em quadra com a sua altura exorbitante. Sua desenvoltura resultou em médias de 15,6 pontos e oito rebotes por jogo na temporada regular com o Phoenix Mercury. Nos playoffs, sua pontuação subiu para 16,7 e a jogadora ainda saiu com o troféu de campeã.
Maya Moore com o troféu de MVP de 2014 da WNBA (Minnesota Lynx)
Maya Moore foi o grande nome dentro das quadras da WNBA em 2014. Com incríveis médias de 23,9 pontos e 8,1 rebotes por jogo, a jovem de apenas 25 anos levou o Minnesota Lynx a mais uma final de conferência, quando o time foi derrotado pelo campeão Phoenix Mercury em uma difícil série. A ala acabou a temporada regular como cestinha e ainda levou o merecido prêmio de MVP. Vale ressaltar a influência de sua presença em quadra, seu papel de liderança na equipe e a sua participação fora de quadra, sempre ativa nas atividades comunitárias.
Laurel Richie é a presidente da WNBA e chegou à posição com uma grande dificuldade. Diante de uma liga que via sua audiência de espectadores em quadra e telespectadores caírem, a líder tinha em mãos o papel de fazer ressurgir a cultura do basquete feminino nos Estados Unidos. Apesar das dificuldades, a liga viu um crescimento importante na temporada, além de uma grande atuação em diversas situações fora da quadra.
Lauren Hill teve a que pode ser uma das histórias mais emocionantes de 2014. Com uma vida normal até o final de 2013, a jovem descobriu que sofre de Glioma de Tronco Encefálico Infantil (DIPG, em inglês), um tipo de tumor inoperável, resultando em pouco tempo de vida. Acontece que Hill sonhava em ser uma jogadora de basquete, mas as consequências de sua doença - tontura, enjoo e visão turva, por exemplo - não permitem que jogue uma partida inteira. Porém, uma faculdade a recrutou e realizou o seu sonho de entrar em quadra pelo menos uma vez na vida em uma partida da NCAA. Para que isso acontecesse, a entidade responsável pelas competições universitárias autorizou a faculdade de Lauren a adiantar a temporada para que ela pudesse jogar, uma vez que no início normal da agenda, ela provavelmente não teria mais condições de atuar. A partida aconteceu, Lauren Hill fez a primeira cesta da temporada 2014/2015 da NCAA e comoveu o mundo inteiro.
Michele Roberts rompeu uma importante barreira ao ser eleita a presente da Associação de Atletas da NBA. Até então, uma pessoa do sexo feminino nunca havia assumido essa posição.
Bria Hartley, Geno Auriemma e Stefanie Dolson, campeões de 2014 da NCAA; as jogadoras foram draftadas e jogam a WNBA pelo Washington Mystics, enquanto Auriemma se tornou campeão mundial com os Estados Unidos no mesmo ano
Geno Auriemma é o incrível técnico da University of Connecticut e da Seleção de Basquete Feminino dos Estados Unidos. Em ambas as suas funções, foi vencedor: ganhou a NCAA e o Mundial de Basquete Feminino da Espanha. Com o feito no universitário, se tornou o técnico com mais títulos na modalidade feminina, além de se manter invicto em finais do torneio entre faculdades.
Gillian Zucker foi nomeada Presidente de Operações de Negócios do Los Angeles Clippers. Depois de toda a polêmica com Donald Sterling e suas afirmações racistas terem tirado seu poder da equipe, Steve Balmer comprou a equipe e nomeou a competente executiva para o cargo. Antes de chegar à NBA, Zucker já havia trabalhado na NFL, no meio do baseball e com competições automobilísticas.
Clique aqui para conferir a lista completa das 25 personalidades que mais impactaram o esporte feminino em 2014.