O Inverno dos Dias
O tempo que passa em um cair de chuva,
Vozes que nΓ£o cessam nunca.
Como viver em uma roleta-russa,
Se ninguΓ©m se diverte nunca?
A chuva chega e nΓ£o para,
TΓ£o intensa e agressiva que nΓ£o fico cara a cara.
Quero aprender a viver, mas como viver de Γ‘guas
rasas?
Tudo chuvoso e turbulento, nada normal...
SerΓ‘ que um dia a chuva passa?
Um turbilhΓ£o de ondas marcantes,
Nada de cessar a chuva constante.
As vozes me guiam, me ensinam
e me assombram.
Vozes violentas, vozes frias.
Inverno na primavera,
Inverno todos os dias.
Quanto mais a voz grita, mais meu coraΓ§Γ£o palpita,
Alucinado pela vida medΓocre que construΓ.
Ligada a vozes incapazes...
Hipocrisia, ou o preΓ§o a se pagar por nascer?













