Com o queixo elevado, ele observava à pouca distância a sobrinha dos Thorn, notando a agitação típica dos organizadores de festas que ansiavam por ter tudo no lugar. A morena parecia a Kase do tipo impaciente, que não se contentava com pouco. Pelo que ouvira, era uma mulher casada, não mais uma Thorn, exatamente, mas ainda precisavam de seus préstimos junto à Corte de Luz, caso contrário ela não estaria ali. O militar só podia concluir, assim, que o marido não a mantinha em rédea curta se permitia que trabalhasse — eram poucos os homens que não mantinham suas esposas trancafiadas em casa, já que os riscos de uma exposição dessa natureza eram enormes. Assim, só podia o indivíduo em questão se tratar de alguém que muito confiava em seu taco ou, ainda, um idiota. Qualquer das opções, estando Kase mais inclinado para a última, ele que arcasse com as consequências. “Oh, sim. Tive o desprazer de provar alguns goles”, respondeu, direcionando a ela um sorriso sabido que indicava que ele sabia quais eram os efeitos, ao mesmo tempo em que se aproximava. “Mas já substituí por outra melhor. E a senhorita, está servida?”, perguntou, propositalmente usando a denominação errada. “I mean, senhora”, frisou, com um risinho. “É difícil assimilar essa parte”.
Sabrina conseguiu deixar uma risada fraca escapar pelos lábios, ajeitando o vestido branco antes de voltar os olhos para o moreno. Os tios realmente não sabiam onde estavam se metendo, analisou, rendendo um olhar rápido na direção do militar. Tudo parecia se encaixar, agora. Kase Cartwell, sargento do Exército de Sua Majestade, exilado em Adoria até segunda ordem. Havia causado uma impressão forte dentre as Joias, também, de modo que Sabrina se vira curiosa para descobrir o motivo. “Ora, tenho certeza de que foram goles memoráveis.” Testou, repousando uma das mãos sobre a cintura --- precisamente a esquerda, onde o anel de prata repousava no anelar --- ao se aproximar do comprador, ainda que mantivesse uma distância segura. Precisava conhecê-lo melhor (além de seu formulário, isto é; homens geralmente não se expressavam tão bem quanto deveriam através do papel), e aquela era a oportunidade perfeita. “Ou talvez não tanto assim, vez que o senhor agora passou para bebidas menos festivas. Onde está o seu espírito do Vaiel, Senhor Cartwell?”Ante as palavras, entretanto, Sabrina precisou cerrar os olhos por alguns segundos, assimilando a provocação com algum custo. Andava por Wisteria Hollow com tanta liberdade que, às vezes, esquecia-se de sua condição. Havia sinas piores, assegurou-se. “Tenho certeza que deve ser especialmente difícil, para o senhor.” Respondeu, finalmente, pendendo a cabeça para o lado ao abrir um meio sorriso educado. “Oh, não... Eu não tenho permissão para beber em serviço. E veja bem, ainda temos muito trabalho a fazer. Temo que estas regalias só estejam livres para Compradores e suas Joias.” Torna muito mais fácil conseguirmos contratos no calor do momento, pelo menos. “Suponho que conheça a importância das regras, vindo de onde vem."