Por muito tempo vaguei sem rumo, com os olhos vendados, junto à companhias que eram solidão e permitindo o intolerável.
Deixo enterrado o que já desmoronou em mim. Com um novo olhar, finalmente vejo um caminho a trilhar, dessa vez, sozinha, mas longe de solidão. É preciso discernimento, pausas e desapegos para entender que sozinho é que a gente é preenchido totalmente. Hoje, não me contento mais com o vazio de estar rodeada do solúvel, quando descobri o que é se preencher do estável. No fim, alcancei o mútuo em mim mesma, sem interferências e distorções nos meus passos, eternizando em meu ser o íntegro.
- Amanda Trujillo





















