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Na maior parte do tempo em que Marc estava fora de casa, era apenas quando estava lecionando na escola. E nessa madrugada, apĂłs ficar sem dormir durante dois dias, jĂĄ estava no seu limite da sanidade, e sem pensar muito, porque sinceramente, âpensarâ era o que menos estava fazendo. Sem seus Ăłculos, saiu de casa sem uma de suas camisas longas, as usava por motivos Ăłbvios. Ambos de seus braços tinham marcas feias, cicatrizes, arranhĂ”es e atĂ© cortes de faca. Sentia-se envergonhado por mostra-las, e sempre evitou sair sem blusas de manga curta, mesmo que estivesse fazendo calor ou que a ocasiĂŁo nĂŁo combinasse.
Assim que saiu, as quatro da manhĂŁ, era provĂĄvel que todos do condomĂnio estivessem dormindo ou em festas. Se arrastou pelos prĂ©dios com uma expressĂŁo morta, nĂŁo enxergava um centĂmetro a sua frente e sua garganta estava seca. Uma de suas formas de se aliviar era correndo, e mesmo tendo o risco de sofrer um ataque de asma ali mesmo e nĂŁo estar com o seu remĂ©dio nĂŁo se importou e começou a caminhar.
Poderia parecer um louco, mas nĂŁo se importava. Costumava lidar com seus ataques de panico sozinho e a Ășltima lhe deixou realmente mal. Depois de quase quarenta minutos correndo, parou, sentiu sua respiração falhar.
Noites em claro hĂĄ tempos deixara de ser uma estranha para se tornar sua companheira Ăntima, junto com a constante exaustĂŁo, as profundas olheiras e a incapacidade de se concentrar por muito tempo em uma Ășnica coisa. Apesar de todo o seu corpo clamar por sono, sua mente parecia incapaz de obedecer o comando. Ao invĂ©s disso, preenchia suas noites de pensamentos que lutava com tanto afinco para manterem afastados, ideias que evitava se aprofundar ganhando complexidade madrugada a dentro. E agora, sem sua irmĂŁ para trazer-lhe o conforto necessĂĄrio para uma noite relativamente tranquila, via-se oscilando entre o aqui e a inconsciĂȘncia, mas nunca realmente estando em nenhum dos locais inteiramente.Â
Sem a perspectiva de pegar no sono e repentinamente com vontade de tomar sorvete, levantou-se, passando no banheiro para passar uma ĂĄgua no rosto e, apĂłs pegar uma jaqueta, colocou-a por cima do que jĂĄ vestia e saiu com a loja de conveniĂȘncia mais prĂłxima em mente. NĂŁo precisou se afastar muito do condomĂnio para encontrar uma loja aberta e rapidamente comprou uma casquinha de chocolate, ao mesmo tempo sentido pena e inveja do caixa. Era um pĂ©ssimo horĂĄrio para se trabalhar, mas ao menos ele se parecia com alguĂ©m que poderia ter uma boa noite de sono caso tivesse a oportunidade, visto que estava quase cochilando sobre o balcĂŁo. Deixando-se guiar por essa e outras linhas de raciocĂnio, decidiu por uma caminhada noturna enquanto tomava seu sorvete. NĂŁo prestava muita atenção ao seu caminho e seu sorvete tinha acabado hĂĄ um tempo quando avistou uma silheta parando repentinamente a distĂąncia, depois de correr. Planejava passar direto pelo o que agora podia identificar como um homem, conforme se aproximava, quando a respiração dele, pesada demais para ser um resultado normal de uma corrida, chamou sua atenção. âEi.â Limpou sua mĂŁo de quaisquer resquĂcios do sorvete em sua calça enquanto se aproximava, colocando o a embalagem no bolso na ausĂȘncia de um lixo nas proximidades. Estava para pousar uma das mĂŁos no ombro alheio quando, no Ășltimo minuto, recordou-se que nem todo mundo se sentia confortĂĄvel ao ser tocado, principalmente por um estranho. Por isso inseriu ambas as mĂŁos no bolso da jaqueta. âVocĂȘ estĂĄ bem?â Colocou-se em seu campo de visĂŁo, procurando encontrar em sua expressĂŁo alguma resposta para sua pergunta.
rxxngsxngmxn:
Ele nĂŁo poderia dizer que tinha mudado tanto desde que Houtarou sumira atĂ© agora, mas algo na ausĂȘncia do amigo, melhor amigo, tinha afetado Sungmin a ponto de ele se tornar um pouco mais⊠audaz. O garoto segurou na manga do casaco que Houtarou usava, apertando o tecido nos dedos como se precisasse de algo que o dissesse que tudo aquilo era real e nĂŁo mais um dos sonhos que viravam pesadelos toda vez que o mais velho insistia que Sungmin deveria parar de falar com ele. Aqueles pesadelos eram o que o faziam perder o sono, porque o medo crepitava em sua mente e o garoto se recusava a sequer pensar naquilo. Para Sungmin, a amizade com Houtarou significava descobrimento, confiança e atĂ© mesmo liberdade. EntĂŁo ele relutaria muito em aceitar o afastamento. Um bico teimoso se pĂŽs nos lĂĄbios do mais novo, Sungmin travando o olhar no chĂŁo e franzindo o cenho. Hyung⊠eu estou aqui porque eu quero, serĂĄ que vocĂȘ nĂŁo entende? Sungmin queria gritar, possivelmente na cara dos pais, dizendo que Houtarou era seu melhor amigo, que nunca nem nada o faria deixar de ser, mesmo que o mais velho insistisse que aquela amizade nĂŁo era boa para ele. Sungmin sabia daquilo por causa de todas as coisas que Houtarou falou no inĂcio, para afastĂĄ-lo. Mas ele desconfiava que o outro fazia aquilo apenas porque via que Sungmin confiava demais nele e tinha medo de desapontĂĄ-lo. Pois bem e veja o que aconteceu. Seu nervosismo nĂŁo era porque ele queria ir embora e sim porque tinha medo do que Houtarou falaria. Soltando um suspiro derrotado, Sungmin parou completamente, baixando a cabeça ao ponto de que seu queixo encostasse no peito. Se for pra dizer que eu devo me afastar, eu nĂŁo vou. A voz era apenas um barulho contra o vento, porque ele realmente nĂŁo tinha coragem de ir contra o que Houtarou diria, afinal de contas, ele era seu hyung, seu melhor amigo. Por favor, Houtarou-hyung, eu nĂŁo⊠faz tanto tempo, por favor, nĂŁo peça pra eu me afastar. A sĂșplica conseguia ser ouvida em sua voz, fazendo que com o tom aumentasse um pouco mais, mas ainda sendo sussurrada. Ele ergueu a cabeça num Ămpeto, pegando a mĂŁo de Houtarou na dele e começou a correr. Sungmin nĂŁo se importava se alguĂ©m o visse segurando a mĂŁo de um garoto, nĂŁo se importava se dissessem pros seus pais. Ele nĂŁo se importava. Estava correndo com Houtarou em seu encalço, lembrando bem do tempo em que costumavam fazer aquilo sem qualquer peso nos ombros.
Quando se estava tĂŁo habituado ao afastamento, era apenas natural que qualquer outro resultado diferente desse causasse estranhamento e atĂ© mesmo certa resistĂȘncia. Ele entendia de abandono, de ser ignorado, de ser descartado, mas nĂŁo de permanĂȘncia, de apoio e algo mais forte do que a palavra amizade ( porque ele jĂĄ tivera inĂșmeros amigos antes e nenhum deles parecia disposto a continuar sendo um depois do que ele fizera ). Por isso que, quando sentiu o toque em sua manga, quase recolheu o braço ( Sungmin estava perto demais do fogo e a Ășltima coisa que Houtarou queria fazer era queimĂĄ-lo ), mas resistiu ao impulso. Ele sabia que qualquer tentativa de afastamento, por mais delicada que fosse, poderia ser brutal para o mais novo. Ao invĂ©s disso, apenas mirou o contato, nĂŁo se atrevendo a mexer o braço, enquanto seu cenho denunciava certa confusĂŁo frente ao ato. E, como se nĂŁo bastasse o gesto, mais palavras vieram para confundi-lo ainda mais, o que o fez erguer a cabeça, mas apenas para encontrar o topo da cabeça do mais novo. âVocĂȘ nĂŁo sabe o que estĂĄ dizendoâŠâ Porque nĂŁo era possĂvel que alguĂ©m pudesse querer estar ali. Ele jĂĄ havia dado todas as chances possĂveis para que Sungmin fosse embora e, ainda assim, ele nĂŁo havia aceitado nenhuma. O que havia nele que fazia Sungmin pensar que valia a pena continuar ali? O que quer que Sungmin estivesse vendo, Houtarou era incapaz de enxergar. âEu sou um assassino, nĂŁo consegue ver isso?â era o que queria dizer, mas decidiu por dar razĂŁo ao bom senso porque aquela nĂŁo era a hora nem o lugar para aquelas palavras. âPor quer continuar a ser amigo de alguĂ©m como eu?â Fora a fala substituta, sendo lançada como uma acusação ante a teimosia de Sungmin. âDepois de tudo o que eu fiz? SerĂĄ que vocĂȘ nĂŁo entende?â Se antes ele tinha quaisquer pretensĂ”es em conseguir, com sua confissĂŁo do crime que cometera ( esse havia se tornado o foco da conversa apĂłs se lembrar de todas as razĂ”es pela qual jurou manter distĂąncia dele ), testar a resistĂȘncia de Sungmin ( secretamente esperando o seu fracasso ), agora ele temia que isso poderia apenas piorar tudo, como um tiro saindo pela culatra. NĂŁo era uma simples questĂŁo de que ele havia matado alguĂ©m e sim suas consequĂȘncias que importavam ( ao menos no que dizia respeito Ă s pessoas a sua volta ). Tornara-se perigoso estar prĂłximo de si. Ademais, jĂĄ sentia-se culpado o bastante por Mei que, independentemente de ter estado envolvida na noite do assassinato, sempre seria um alvo fĂĄcil e Ăłbvio para atingi-lo. Ela nĂŁo tinha nenhuma escolha quanto a isso, mas o mesmo nĂŁo se aplicava a Sungmin. Ele nĂŁo precisava estar envolvido em toda aquela bagunça e Houtarou nĂŁo podia permitir que ele se tornasse um efeito colateral por sua causa. âEu sinto muito por nĂŁo ser a pessoa que vocĂȘ esperava que eu fosse.â A sua voz era firme, apesar de todo o resto estar prestes a desmoronar. Era a falsa representação de uma força que ele nĂŁo possuĂa, como tudo o que fazia ultimamente. E era para ser um adeus, ao menos essa fora a sua intenção ao virar as costas, mas entĂŁo sentiu sua mĂŁo sendo tomada e todo o seu corpo sendo puxado na direção contrĂĄria. âO-o que vocĂȘ estĂĄ fazendo?â Quase tropeçou um passo atĂ© que igualasse sua velocidade Ă de Sungmin, perplexo demais com aquela ação para pensar em parar.
demthepuppy:
âPorque aqui diz que vocĂȘ deveria ser legal comigoâ
VocĂȘ... acabou de escrever isso, nĂŁo foi?
enjoythxride:
NĂŁo, nĂŁo acho. Mas tambĂ©m, quando se avisa desde o inĂcio que nĂŁo quer nada mais sĂ©rio, a culpa Ă© minha ou dela?
Que poderia ser diferente se usassem de outra maneira. Mas, vou desistir de continuar. Algo tĂŁo milenar nĂŁo muda de uma hora para a outra, nem mesmo enquanto estivermos vivos.
Bem, algumas pessoas simplesmente gostam de ver coisas onde nĂŁo tem, logo...
E tem alguma outra maneira de usar essa frase? A menos que se mude o contexto, acho que ela continuarĂĄ a ter o mesmo significado por um bom tempo.

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a coisa mais idiota que vocĂȘ jĂĄ fez?
Ter abandonado minha irmã em um dos momentos em que ela mais precisou de mim.
Uma mĂșsica que SEMPRE te faz chorar.
Eu nĂŁo sou o tipo de pessoa que costuma chorar com ou por alguma mĂșsica.
would you rather be married to someone who doesn't love you or be married to someone you don't love?
Se essas fossem as duas condiçÔes para que eu me casasse, então preferiria simplesmente não me casar. Até porque, isso não tiraria todo o propósito de um casamento?
Qual a sua lembrança mais dolorosa?
Talvez todas, mas por diferentes razÔes.
qual seu filme favorito?
Os incrĂveis, WALL·E ou Toy Story ou qualquer animação da pixar.

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Mei;
Mei;
Mei;
Mei;
Yeonhee.
twxklx:
Aish, por que usam isso pra tudo? Claro que existe o gosto pessoal, mas como fica o coletivo?
Por que alguém deveria viver para agradar aos outros?
enjoythxride:
Acho que quero uma resposta.
Essa frase é tão falada e a resposta, tão certinha, que me faz parar pra pensar. Por que é sempre assim?
VocĂȘ quer manter uma pessoa por perto, mas nĂŁo tĂŁo perto. Acha mesmo que alguĂ©m que deseja o oposto aceitaria isso facilmente?
Ă uma frase universal para rejeição, o que vocĂȘ acha?
demthepuppy:
âMe ajuda a procurar?â
Por que eu faria isso?

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you knew the game and played it it kills to know that you have been defeated