Violet o observava atentamente, sentia um misto de confusão, tristeza e solidão vindo do garotinho e ela quis chorar por ele ter sido criado daquela forma. Que pessoas eram aquelas que nunca lhe mostravam amor?! O que seria da vida do menino sem amor e felicidade? Damon, um garoto de apenas cinco anos, com sentimentos tão obscuros... Esperou o amiguinho terminar de falar para, enfim, se pronunciar calmamente, tentando ignorar o sentimento de tristeza que invadia seu ser, o olhando nos olhos - Eles estão errados, Damon! Gostar de alguém não dói, lhe traz alegria, e se não tivermos um amigo ao nosso lado, como será nossa vida se vivermos apenas com nós mesmos? Não é legal ter alguém para conversar um pouquinho? Ou brincar? É chato ficar sozinho, e eu sei que você não gosta, pelo jeito que me disse isso tudo... O Tio Lawrence e Tio Cygnus, eles lhe disseram que gostar de alguém dói, mas você gosta deles, não gosta? E eu sinto muito por você ter sido criado dessa maneira, você não seria desse jeito se tivesse um papai legal, que brincasse com você, te desse balinhas, brincasse de pintar o rosto um do outro... - Sentiu lágrimas brotarem de seus olhos, não iria deixar o menino daquele jeito, iria levá-lo consigo, para que ele pudesse ter uma infância decente - Eu não vou tentar te matar porque eu gosto de você. - Pegou a mãozinha do garoto com um pequeno sorriso - E gostar de você não dói, nem um pouquinho, sabia? E se ele quis te matar, é porque ele tem problemas, e não você. Estou contente por você estar longe dos seus papais, eles não eram bons, e não quero que você seja igual a eles, não foi ruim quando eles tentaram fazer mal a você? Não quero que você faça o mesmo com outras pessoas, elas sentiriam a mesma coisa que você sente, e isso não seria legal. Eu quero que você venha morar comigo. Vou te mostrar que tudo o que o seus tios te ensinaram é mentira. E sobre seu Tio Lawrence, ele vai se curar. Eu sei que vai. - Enxugou o rosto com a manga da blusa e riu fraco - Não vou quebrar. Só farei isso se você me permitir te mostrar. - Cruzou o dedinho com o dele com um sorriso triste.