marrapais, esse negĂłcio de ler e escrever Ă© tĂŁo gostoso, mas tĂŽ com saudade de escrever com alguĂ©m e me surpreender com mentes mais piradas que a minha. um super prazer, vocĂȘ, pode me chamar de rosy -- humilde moça que adoraria se divertir um pouco lendo uns faz de conta, faz favor. pois bem, abaixo do corte vocĂȘ encontrarĂĄ 10 plots que estou afim de jogar. a maioria deles se tratam de pessoas se conhecendo ainda, sem muita histĂłria por trĂĄs -- sem necessidade de nĂłs alinharmos muitas coisas antes de jogar, facilitando essa triagem -- outras tem mais histĂłria. havendo interesse, jĂĄ sabes: dĂĄ like, manda mensagem ou pisque trĂȘs vezes.
sĂł para deixar registrado:
prefiro jogar sĂł com maiores de idade.
eu smuto e gosto de smutar (nĂŁo Ă© dealbreaker se vocĂȘ nĂŁo curtir).
jogo por discord ou tumblr, sĂł nĂŁo uso telegram. se quiser me chamar direto no discord pode vir! meu user Ă© a mesma url do blog que vos fala: heartshapedlithium
tenho mais prĂĄtica e conforto em jogar m/f, mas tambĂ©m jogo f/f, sĂł nĂŁo vou jogar m/m por experiĂȘncias nĂŁo muito legais que tive no passado.
o ponto de partida que comentei serve para uma primeira interação jĂĄ "no esquema". isso Ă© bom para mim que nunca sei como começar kkkk mas se vocĂȘ quiser começar por outro cenĂĄrio, eu topo.
minha atividade costuma ser boa -- geralmente respondo em até dois dias, no måximo. em cenas mais intensas ou emocionais posso demorar um pouquinho mais pra caprichar, mas no geral sou bem presente.
nĂŁo Ă© cobrança, mas preciso ser honesta: eu perco o ritmo e o tesĂŁo quando as respostas demoram semanas. se vocĂȘ costuma ficar muito tempo offline ou prefere um ritmo mais tranquilo, tudo bem! sĂł talvez nĂŁo sejamos compatĂveis pra essa parceria. procuro alguĂ©m que curta (e possa) manter a histĂłria fluindo de forma mais constante.
agora, sem mais delongas...
1. fiu fiu - IZA
vocĂȘ me deu aquele "fiu fiu" na festa da semana passada e eu fingi que nĂŁo gostei, mas passei a noite toda te olhando de canto de olho. agora vocĂȘ apareceu no meu trabalho/faculdade como cliente/novo colega/entregador e tĂĄ claro que vocĂȘ lembrou de mim pelo jeito que sorriu. eu finjo que nĂŁo te reconheço, vocĂȘ finge que acredita, mas a tensĂŁo tĂĄ no ar e nenhum dos dois sabe quem vai dar o primeiro passo.
ponto de partida: a cena começa com a gente se "reencontrando" no ambiente de trabalho/faculdade/estågio, fingindo naturalidade mas morrendo de vontade de mencionar a festa.
2. um policial e uma professora
eu sou professora e vocĂȘ Ă© o policial que atendeu minha ocorrĂȘncia quando roubaram minha bolsa na saĂda da escola. vocĂȘ foi super atencioso, me acalmou, e deixou seu nĂșmero "caso eu lembrasse de mais detalhes". trĂȘs semanas depois, eu te encontro no supermercado fora de serviço, vocĂȘ de moletom e carrinho de compras, e a gente fica naquele "oi, oi" constrangido mas sorridente no corredor de massas.
ponto de partida: o encontro "casual" no supermercado - vamos decidir juntos se um dos dois tem coragem de chamar pro cafĂ© ali mesmo ou se fica sĂł na promessa de "a gente se vĂȘ por aĂ".
3. jeito de mato - paula fernandes
eu herdei a fazenda do meu avĂŽ no interior e vim da cidade grande pra decidir o que fazer com ela - vender ou tentar tocar. vocĂȘ Ă© o vizinho que cuida das suas terras com orgulho e me olha com aquela cara de "esse ai nĂŁo dura uma semana". no meu terceiro dia aqui, meu carro atolou na estrada de terra depois da chuva e vocĂȘ apareceu no seu trator pra me rebocar, todo irĂŽnico com um "bem-vindo ao interior, moço/moça".
ponto de partida: vocĂȘ me reboca atĂ© a fazenda e eu, meio sem jeito, ofereço um cafĂ© como agradecimento. a gente se senta na varanda e começa aquele papo de "vocĂȘ nĂŁo vai aguentar a vida aqui" vs "vocĂȘ subestima a minha capacidade".
4. damon salvatore e elena gilbert
eu comecei a namorar seu irmĂŁo faz alguns meses e tudo parecia perfeito - ele Ă© gentil, confiĂĄvel, todo mundo adora a gente junto. atĂ© vocĂȘ voltar pra cidade. vocĂȘ, o irmĂŁo problemĂĄtico que todo mundo fala mal, aquele que "nĂŁo presta". na festa de boas-vindas na casa da famĂlia, seu irmĂŁo me apresenta com orgulho e vocĂȘ me olha daquele jeito... aquele que faz meu estĂŽmago revirar. agora tĂŽ na cozinha pegando mais gelo e vocĂȘ aparece atrĂĄs de mim com aquele sorriso torto perguntando "entĂŁo vocĂȘ Ă© a corajosa que topou meu irmĂŁozinho?".
ponto de partida: essa cena na cozinha durante a festa - a primeira vez que a gente fica sozinho. a tensĂŁo Ă© Ăłbvia, mas nenhum dos dois vai cruzar a linha... ainda.
5. lunch - billie eilish
eu nunca tinha sentido isso por uma mulher atĂ© vocĂȘ. a gente era sĂł amigas, ou pelo menos era isso que eu tentava acreditar. mas toda vez que vocĂȘ fica perto demais, toda vez que vocĂȘ me olha daquele jeito, eu perco completamente o controle dos meus pensamentos. hoje vocĂȘ me chamou pra almoçar, sĂł nĂłs duas, e passou a refeição inteira me provocando sem nem saber - lambendo os dedos, mordendo o lĂĄbio, rindo daquele jeito. quando a gente sai do restaurante, vocĂȘ encosta no meu carro e pergunta "por que vocĂȘ tĂĄ tĂŁo estranha hoje?"
ponto de partida: encostadas no carro, calor do meio-dia, vocĂȘ esperando minha resposta. eu preciso decidir se minto de novo ou se finalmente admito que nĂŁo consigo parar de pensar em te beijar.
6. stripper e barman
eu trabalho no palco, vocĂȘ trabalha atrĂĄs do bar. a gente se esbarra toda noite no clube, sempre aquela tensĂŁo, aqueles olhares. vocĂȘ faz meus drinks mais fortes quando percebe que tive uma noite difĂcil, eu sempre passo no bar antes de subir pro camarim. hoje o clube fechou mais cedo por um problema elĂ©trico, e sobramos sĂł nĂłs dois trancados esperando o dono chegar com a chave. vocĂȘ tĂĄ sentado no balcĂŁo contando o caixa, eu tĂŽ descalça tirando o salto, e finalmente a gente pode conversar sem mĂșsica alta ou clientes no meio.
ponto de partida: sozinhos no clube vazio, luzes de emergĂȘncia acesas, dois estranhos que se conhecem todo dia mas nunca de verdade. vocĂȘ oferece uma dose e pergunta "qual Ă© a sua histĂłria de verdade?"
7. oração ao tempo - maria bethùnia
a gente foi melhor amigo durante anos, atĂ© o dia que vocĂȘ se declarou e eu entrei em pĂąnico. falei que nĂŁo sentia o mesmo e te afastei com medo de estragar nossa amizade. vocĂȘ sumiu da minha vida, respeitou meu espaço, refez sua vida. dez anos depois, a gente se encontra por acaso numa exposição de arte. vocĂȘ tĂĄ diferente, mais maduro, acompanhado de alguĂ©m. eu finalmente entendi o que perdi. quando vocĂȘ me vĂȘ, para, respira fundo e vem atĂ© mim. "oi. faz tempo."
ponto de partida: em pĂ© na frente de uma obra de arte que nenhum dos dois tĂĄ realmente vendo, seu acompanhante foi buscar champanhe. eu tenho cinco minutos pra dizer algo ou deixar vocĂȘ ir embora de vez. o tempo finalmente me ensinou, mas serĂĄ que nĂŁo Ă© tarde demais?
8. tĂpico brasileiro
eu sou gringo e vim pro brasil pra trabalhar/estudar por alguns meses. vocĂȘ Ă© minha colega brasileira que ficou encarregada de me mostrar a cidade e "me ensinar a sobreviver aqui". vocĂȘ ri de tudo que eu faço errado - do jeito que eu falo portuguĂȘs, de eu usar guarda-chuva em garoa, de eu tentar comer coxinha com garfo e faca. hoje vocĂȘ me levou numa festa sertaneja e tĂĄ tentando me ensinar a dançar forrĂł, com as mĂŁos na minha cintura me guiando, rindo na minha cara quando eu piso no seu pĂ©. vocĂȘ encosta a boca no meu ouvido pra gritar por cima da mĂșsica: "relaxa, gringo, se solta!"
ponto de partida: no meio da moda, suados, rindo, perto demais. a quĂmica sempre esteve ali mas a gente ignorava. atĂ© vocĂȘ me puxar pra dançar juntinho e eu perceber que talvez nĂŁo queira mais voltar pro meu paĂs.
9. casados - redescoberta (40+)
a gente tĂĄ casado faz dezessete anos e caiu naquela rotina de trabalho-casa-netflix-dormir. nada de errado, mas nada de emocionante tambĂ©m. atĂ© que hoje eu achei uma caixa velha no armĂĄrio cheia das nossas coisas de quando Ă©ramos namorados - ingressos de cinema, fotos polaroid ridĂculas, bilhetinhos. vocĂȘ chega do trabalho e me encontra no chĂŁo da sala, rodeada de memĂłrias, rindo sozinha de uma foto nossa bĂȘbados em um karaokĂȘ. "lembra disso?", eu pergunto com os olhos brilhando. vocĂȘ senta do meu lado, pega a foto, sorri. "a gente era bem idiota, nĂ©?"
ponto de partida: sentados no chĂŁo cercados de memĂłrias, percebendo o quanto a gente mudou mas tambĂ©m o quanto ainda gosta um do outro. vocĂȘ sugere: "e se a gente recriasse alguns desses momentos?"
10. exes - recaĂda iminente
a gente terminou faz dois meses depois de trĂȘs anos juntos. foi uma decisĂŁo "madura" - a gente brigava demais, nĂŁo tava funcionando, melhor cada um seguir seu caminho. nos primeiros dias, conseguimos manter distĂąncia. mas aĂ começaram as mensagens: vocĂȘ mandando meme que sabia que eu ia rir, eu respondendo, puxando assunto. ontem vocĂȘ postou foto num lugar que costumĂĄvamos ir juntos e eu reagi. hoje vocĂȘ me ligou, voz meio embargada, dizendo que tava passando perto da minha casa e queria devolver uma blusa que era minha. eu sei que Ă© desculpa. vocĂȘ sabe que eu sei. mesmo assim eu abro a porta, vocĂȘ entra, a blusa fica largada no sofĂĄ, e nenhum dos dois faz menção de vocĂȘ ir embora. a gente tĂĄ sentado perto demais, seu joelho encostando no meu, aquele silĂȘncio pesado no ar.
ponto de partida: sentados no sofĂĄ, a blusa esquecida ali do lado, a tensĂŁo tĂŁo forte que dĂĄ pra cortar com a faca. vocĂȘ pĂ”e a mĂŁo no meu rosto e sussurra "a gente nĂŁo devia...". eu nĂŁo me afasto.










