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Best feeling of life || last pov
Harry adentrou a clínica onde sua mãe estava internada a basicamente um mês. Ele não entendia. Não entendia como ela que só estava sofrendo primeiro de depressão ainda estava internada naquele lugar, porque por mais que fosse uma clínica não convencional, não era nenhum tipo de reabilitação onde ela estaria se curando daquilo. Harry nunca tentou entender de verdade o que estava acontecendo ali, ele tinha muito medo de descobrir apesar de tudo, que podia perder a sua mãe também. Ao chegar na recepção informou seu sobrenome e afirmou que queria visitar a mãe, a recepcionista mal olhou para a cara do menino e mandou ele esperar. O garoto bufou se afastando da mesa dela e se sentando em uma das cadeiras a frente, mas demorava, se passaram vinte minutos e nada daquela mulher voltar e o relógio batendo no fundo só o deixava mais nervoso, então ele se levantou decidindo achar outro jeito de entrar ali, não que fosse fácil, e claro não era com um daqueles guarda roupas -- lê-se seguranças -- estacionados ao lado da porta onde dava para os corredores que davam para os quartos.
O garoto girou os calcanhares indo para a pequena cantina que tinha do outro lado, só algumas pessoas, talvez visitantes e outros pacientes estavam no local. Harry não gostava daquele lugar, não gostava da forma como ele se lembrava a morte todas as vezes que entrava ali. Foi até a pequena geladeira e olhou as coisas que tinham por fora da maquina. Não estava com fome, mas pelo visto ele tinha chegado mais cedo que o previsível para visitas então o que tinha que fazer era comer. Ele sorriu quando viu um cupcake ali e digitou o número do mesmo o vendo cair na abertura da maquina e pegou o. Tinha a cobertura em um tom completamente avermelhado e era impossível não lembrar de Angel ao comer aquilo, e também não lembrar de como ele ainda estava preocupado mesmo sabendo que ela já estava bem depois do pequeno acidente porque se importava muito com a menina, como se ela fosse sua irmã mais nova e se sentia no dever de protegê-la, ele também sentia falta de brincar com ela como eles sempre brincaram, era sua harpia preferida. Esse tipo de brincadeira, claro, só podia fazer com ela e mais ninguém -- talvez, só talvez com Charlie também, já que ele costumava chamar a garota de "Pipes" e ela gostava disso, e agora também se tocou que sentia falta da menina e que eles não se falam a tempos. Assim ele também se sentia referente a outra menina, Lilly, que por mais que não fosse muito intimo dela se lembrava muito bem de todas as vezes em que eles comiam chocolates que ela tinha trago de fora na sala principal da Carfin, eles riam e brincavam e desde o primeiro momento Harry sempre soube que ela seria uma boa amiga para ele, talvez tivesse se lembrado dela porque o recheio do cupcake que ele mastigava agora era quase o mesmo sabor dos chocolates que dividia com a menina. Ele se encostou na parede ao lado da máquina de café e puxou o celular do bolso mesmo que tivesse um enorme relógio a sua frente e ali na página inicial ainda estava a mensagem que ele havia mandado para Patrick antes de sair da escola, seu melhor amigo. "Vou ir visitar minha mãe em Londres, dependendo eu volte só segunda. Não deixe seu cachorro barulhento comer meus chinelos. Harry x", sabia que Patrick não deixaria aquilo acontecer de novo, mas como tinha uma boa birra com o animal do amigo ele sempre fazia essas brincadeiras, e afinal sentia muita falta de Patrick também que mal via agora porque o mesmo parecia bem mais interessado na escola do que em suas amizades, ele tinha mudado bastante depois da morte da mãe e agora Harry entendia isso, mesmo que sentisse falta do amigo. Ele guardou o celular de volta e olhou para as mesas um pouco distantes de si onde viu uma moça com os cabelos loiros tão cacheados quanto o seu, e agora foi tão inevitável se lembrar de Ronnie que era quase previsível. Se ele fosse dizer que sentia falta de alguém em todo o mundo, era tão obvio ser ela, sua melhor amiga e que sempre teria esse lugar na vida dele, por mais que ele se divertisse com Serena -- sua Sereia -- que a outra amiga o fizesse rir também, e como ele gostava de ficar perto dela mesmo com toda a confusão em volta dos dois, Ronnie nunca seria substituída assim como Patrick também não seria. Um pequeno suspiro saltou dos lábios de Harry e ele balançou a cabeça se perguntando porque estava se lembrando daquilo agora.
Quando viu o café ficar pronto na máquina, ele o retirou de lá bebericando o mesmo e sentindo a ponta da língua ser queimada, como sempre já que ele era muito impaciente. Pisou fundo no chão, se lembrando de que deveria ter passado no quarto de Logan antes de ter vindo para Londres e entregar o CD de videogame que o mesmo tinha o emprestado algumas semanas atrás, mas claro tinha se esquecido, o que era uma pena já que Harry não via o amigo a muito tempo e gostava bastante de zoar com a cara do loiro, principalmente por agora ele estar namorando com Melanie, que era uma boa pessoa tirando toda a timidez que ela tinha, ainda mais pelo o que parecia quando estava perto de Harry, dava-lhe um desconto já que o garoto nunca parava de fazer brincadeiras, o que também irritava bastante Ariana, mas ela parecia entender de vez em quando que esse era o único jeito dele dar risada e as vezes até entrava junto na brincadeira, quando as coisas não ficavam mais... Quentes para o lado dos dois talvez, gostaria muito de ser amigo da garota, mesmo que duvidasse furiosamente que aquilo fosse dar certo um dia porque apesar de tudo a garota o atraia e ele sabia que era correspondido.
Enquanto estava andando de volta para a sala de espera pegou novamente o celular com as mãos livres dessa vez e digitou outra mensagem. "Hey loira, como você está? Não estou na escola, mas se você precisar, me liga. Harry x", enviou para Savannah. Não sabia o porque, já que a garota nunca tinha o contado, mas sentia que ela estava vivendo um momento complicado também, e ele gostava muito dela porque quando todo mundo pareceu esquecer de Harry ela estava ali do lado dele, mesmo que ela quem precisasse de um ombro amigo estava com ele e nunca iria se esquecer disso, como tão depressa ela se tornou alguém tão importante para ele, coisa que ele nunca desconfiou que fosse acontecer.
Ao chegar na sala ele viu sua avó sentada em uma das cadeiras, claro que ela não estava ali antes do garoto sair então se encaminhou até ela. -- Vovó? -- Perguntou, ficando na frente da cadeira da mesma. -- Harry? -- Ela o olhou como se estivesse completamente surpresa do garoto estar ali, mas ela sabia que ele iria, sabia porque ele tinha ligado duas noites antes para perguntar se estava tudo bem e depois havia perdido o celular, que achará hoje de manhã. Ainda apostava no pulguento do cachorro de Patrick que tinha o escondido já que estava todo mordido. Harry não percebeu muito bem a avó se levantar e abraçar fortemente o garoto, e ele estranhou demais aquele ato. -- Vó o que aconteceu? -- A mulher não soltou o abraço e começou a sussurrar no ouvido dele: "Você tem que ser forte querido, ser forte". Então como em um estalo Harry percebeu de que se tratava e porque a recepcionista não tinha o deixado passar mais cedo, porque a sua avó estava ali o abraçando como se o mundo dele estava o faltando. E claro que estava. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Não de novo, claro que não. -- E-ela... -- Sua voz saiu tremula quando viu os olhos azuis da avó sobre si, mas não deu tempo da mulher responder porque atrás da porta de vidro passava uma maca fechada e atrás da mesma Christopher apareceu, e Harry nem se quer esperou o homem sair da área restrita e o atacou na porta esmurrando seu peito bem mais forte do que a ultima vez, nem se quer os seguranças conseguiam conter o garoto. -- Isso é sua culpa! Ela morreu por sua causa! Sua culpa! -- Gritou para o pai, mas ele nem se quer via que o homem também estava completamente desestruturado, e claro, está no sangue de qualquer Parks não ser rebaixado por ninguém. -- Se você quer culpar alguém, Christopher, culpa a você! Eu já lhe disse mil vezes que isso é culpa sua. -- O mais velho rebateu, mas não moveu um palmo contra os ataques do menino. -- Minha culpa? Você quem esqueceu que é humano, que tem uma família! -- Harry não podia acreditar no que estava ouvindo, e ele não queria ouvir, também não queria falar, mas naquele momento tinha que atirar pedras em alguém, tirar toda a raiva de seu corpo. -- Porque ela pegou a doença no seu parto!
Harry relaxou imediatamente nos braços de quem quer que fosse que o segurava naquele exato momento e olhou o pai com todo o desgosto que podia. Olhou para o homem que ele tinha se tornado absolutamente igual, frio, mesquinho, sem nenhum caminho de humanidade dentro de si. Ele se via refletido ali, como se fosse um espelho, foi o que ele viu, exatamente o que ele viu no espelho de manhã. -- Eu... Eu preciso ir até o quarto dela. -- Falou se dirigindo ao clínico geral que estava ali presente, assistindo a toda cena patética de Harry, sim, ele estava com vergonha de si mesmo. -- Final do corredor, quarto quarenta e três. -- Ele sabia o caminho, mas não disse nada e dessa vez sem olhar para o pai se virou indo em direção ao quarto que estava vazio. Não vazio de gente, mas completamente vazio de um jeito dolorido, era o vazio da mãe dele que estava ali, vazio dela não mais existir, vazio por saber que ela quem estava ali a talvez dias atrás e ele não sabia que a mesma poderia morrer. A maca onde ela estava deitada ainda estava afundada com as marcas do corpo da mulher, e estava quente, talvez eles estivessem acabado de tirar o corpo dela dali então Harry sentiu ainda um pouco da presença de sua mãe. Ele se sentou no local, onde ao lado ainda tinha os pertences dela e a primeira coisa que ele pegou foi o porta retrato que tinha uma foto dos três -- ele, e seus pais -- em um parque que tem na frente de casa deles em Cheshire. Casa. Harry nunca mais soube o que era isso. O que era se sentir amado em um lugar, acolhido, nunca mais soube o que era ter uma família e depois da morte de seu avó ele sentia como se nunca mais fosse ter isso, agora então era como se nada nunca nem se quer tivesse existido. Atrás de onde estava o porta retrato havia uma corrente que ele reconhecia, só não sabia porque ela estava ali. Era o colar que ele tinha com Charlotte, que ainda tinha a aliança pendurado. Jurava que tinha deixado cair entre os armários do vestiário certa vez, mas nunca imaginou que iria estar ali com a sua mãe. Como se fosse possível a dor dele só aumentou ao ver o colar ali, ao sentir a aliança entre os dedos. Seria mais forte se tivesse Lottie ao seu lado, claro que ele seria, como sempre foi, mas sabia também que isso era uma coisa que ele nunca mais teria de uma forma ou de outra, tinha perdido a única pessoa que ele achou que duraria pelo menos por um tempo a ser inesquecível. E agora ele via que tinha durado, que não importava o que ele fosse fazer dali pra frente, Lottie sempre foi a garota que ele esperava desde sempre, quem ele precisava e quem ele deu um jeito de perder.
Se levantou revoltado de certa forma e foi para o outro lado da maca onde a pequena mesinha só tinha remédios e aparelhos médicos. Ele passou o braço por toda a extensão do lugar derrubando tudo no chão e ouvindo o barulho de tudo se quebrando, ele não se importava, nunca se importou com nada na verdade. Sua mãe estava morta. Seu avó estava morto. Ele não tinha mais nada a perder porque até sua vida ele não tinha mais, ele não queria aquela vida. Não queria carregar a culpa de ter tirado a vida de sua mãe, ele não precisava de mais aquilo para atormentá-lo ao deitar a cabeça no travesseiro. Harry prometeu que daria um jeito naquilo, depois de dar um jeito em seu pai e o colocar no lugar onde ele deveria estar. Dessa vez ele se sentou na maca com o tronco deitado e levou as mãos para o rosto chorando. Não era o quarto que estava vazio, seu corpo estava vazio, não tinha vontade de mais nada e sabia que ainda estava respirando e o coração bombeando sangue porque simplesmente era algo automático. Tirou as mãos do rosto respirando fundo entre soluços e observou o teto branco do quarto vendo a pequena fiação de ar passando por ali.
Sem saber muito bem o que estava fazendo -- na verdade ele sabia perfeitamente -- ele pegou o banco que estava encostado na porta, depois de colocar a poltrona na frente da mesma impedindo a qualquer um de entrar ali e puxou toda a fiação para baixo, deixando somente a parte que saia do cano de ar no lugar e fez um grande nó na mesma, colocando o banco ali em baixo. Harry ainda estava com o colar enrolado entre os dedos e apertou o mesmo. Todos sabiam que ele não era mais ele, mas ninguém realmente parecia se importar com isso, não queria os olhares de pena sobre si quando falasse sobre a morte de sua mãe, porque na verdade ele não queria escutar que ela estava em um lugar melhor como normalmente ele falava para as pessoas. Era mentira. Agora ele sabia disso. Não tinha lugar melhor quando quem você mais ama morre sem deixar explicações, sem deixar nada, porque foi isso... Ela tinha levado simplesmente isso. Um salto para o banco e depois outro para descer com os fios do ar em seu pescoço. Foi assim, naquela noite de sexta feira que Harry Parks deixou todo o seu sofrimento de lado, deixou tudo o que importava para tirar a própria dor, foi assim que ele entendeu que os problemas nunca são grandes demais dependendo da força que você tem para carregá-los, mas para isso temos que ser forte, e era isso o que ele não tinha: força. Foi a melhor -- e mais curta -- sensação que ele sentiu na vida.
E aí, oi
Sei sim. Aconteceu alguma coisa lá?
É... Mais ou menos. -- abriu a porta do quarto pra ela -- Não sei se foi algo importante.

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E aí, oi
- Verdade.. - Sorriu e deitou na mesa - Um dia ela me fez subir em uma árvore mesmo com meu medo de altura.
Lottie, você está cansada? -- Se sentou na cadeira do outro lado da mesa, fitando a menina -- O que você andou fazendo esses dias?
-esbarrei em Harry...
Algo me diz que você sabe - Pisquei - Realmente. Mas dá pra ficar ainda mais fresco - Ri -
Não sou muito de tirar minhas próprias conclusões. -- deu ombros -- Ah dá? Bom, se eu puder ajudar nisso.
-esbarrei em Harry...
Ah, que ótimo - Ri - Está é? Bem, eu poderia dizer o mesmo - Mordi o lábio inferior -
E posso saber porque isso? -- sorriu de canto -- Aposto que agora tá mais fresco com a roupa molhada.
E aí, oi
Ah sim. Mas é só um tempo, certo?
Olha, faz um tempo que a gente tá separado. -- deu ombros, entrando no prédio -- Mas.. Eu viajei com ela, um fim de semana antes da festa que teve, sabe?
E aí, oi
- Maiores? Não foi só o tempo que ficou sem vê-los não? - Riu sentando na mesa com os pés no banco de frente para o menino - Eu também não e não parece se importar com isso.
Não sei, acho que foi isso mesmo. -- assentiu -- Angel é pior que criança, quando ela quer.

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-esbarrei em Harry...
É, acho que vai ter que ficar assim. Tá muito transparente? Oi - ri - Como vai?
Ah, um pouco, mas não está me incomodando, se quer saber. -- riu -- Agora? Bem melhor. E você?
E aí, oi
Não - Franzi o cenho - Você não me contou
Mas tudo mundo já sabia, eu acho. -- deu ombros -- Ariana falou coisas erradas pra ela, e ela acabou acreditando nela do que em mim, resolvemos... Ela resolveu dar um tempo.
-esbarrei em Harry...
Ai, droga - Disse, esfregando a peça, tentando inutilmente obter algum resultado - Estou bem sim. Me desculpe, estava distraída….- Finalmente olhei para o garoto - Ah, Harry!
Não faça isso, porque é água e você não ter nenhum resultado nisso. -- riu baixo, pegando as mãos para impedi-la -- Oi pra você também.
E aí, oi
- Eles estão bem? Estou com saudade do meu bebê - Fez um pequeno bico - Eu brinquei aqui, mas eu também fiquei. A Ang parece ser mestre em fazer essas coisas
Estão. Os dois estão maiores, até estranhei. -- riu baixo -- É, não gosto desse imã que ela tem pra atrair coisas ruins.
E aí, oi
Não sei, depois do VxC nunca mais ouvi sobre vocês dois. Esperava que me atualizasse
Ah! Não estamos mais juntos. Não sabia disso?

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E aí, oi
- Ai e nem me chamou seu chato? - Mandou lingua pra ele e sorriu - É eu soube. Eu falei que ninguem mandou ela tentar andar à cavalo sem que eu estivesse do lado - Riu baixo
Foi mal... -- entortou os lábios -- Eu fiquei preocupado, mesmo só sabendo quando ela estava bem.
-esbarrei em Harry...
…derrubando o líquido da garrafa de água que tinha em mãos na regata branca-
Opa! -- olhou a menina, arqueando as sobrancelhas -- Você tá be... Não, não tá! -- mordeu o próprio lábio inferior.