aramvnta:
“é, você mesmo, tá me enchendo desde aquela noite. eu hein, não sabia que era surtada desse jeito.” retrucou, ácida, de forma como não falaria usualmente com outra pessoa. porém, estava magoada, mais do que admitiria com alguém com quem não tinha nada (e realmente as duas nunca haviam tido nada, certo?), então não estava verdadeiramente interessada em medir suas palavras naquele momento. não quando hazel dificilmente o faria. “eu?!” exclamou, com o semblante expressando muito bem o quão incrédula estava sobre aquela acusação toda. “olha, você deve ter mesmo algum problema, porque não é realmente possível achar isso. então vai, me fala, o que eu estraguei? hm?” questionou, cruzando os braços em frente ao peito, se apoiando na parede atrás de si e a encarando, como se a desafiasse a responder aquilo e fazer ter algum sentido todas aquelas idiotices que saíam de sua boca. céus, duvidava muito que num futuro próximo fosse conseguir entender o que diabos se passava na cabeça da morena. em um outro momento, até achou que tinha alguma ideia, todavia, a briga de ambas serviu para que ela visse o quão enganada estava. “é, como se eu estivesse pulando de felicidade aqui por não ter outra opção além de ficar com você até alguém ter a decência de aparecer e abrir essa merda.” revirou os olhos, desencostando-se da parede para retornar até onde estava sentada e pegar o celular novamente. o sinal era péssimo naquela sala, contudo, poderia olhar sua galeria para passar o tempo e fingir que não estava presa com a healy.
ergue-se de onde estava foi um impulso que não conseguiu controlar. as palavras da outra lhe acenderam em um interruptor que sequer sabia que tinha, virando-se em sua direção tão fula que a expressão de raiva parecia triplamente ameaçadora daquela vez. “quer saber qual é o meu problema?” fez uma pergunta retórica, porque já sabia qual resposta receberia em troca. e bem lá no fundo, também queria verbalizar tudo o que se passava por sua cabeça, mas além de ser muito difícil expressar-se, sequer sabia quais palavras usar pra tudo aquilo fazer sentido. nem mesmo pra ela tudo estava se encaixando. “você é a porra do meu problema.” trincou o maxilar, contendo a ânsia de seguir na direção da loira. não seria seguro mover-se de onde estava, e healy mais do que ninguém sabia disso. “que parece que só entrou na minha vida pra bagunçar essa merda toda e agora eu não sei como colocar as coisas no lugar.” suspirou, porque se sentia aliviada em por para fora uma mera frase com um teor de verdade. não estava mais aguentando guardar tudo aquilo para si. e já não se importava mais se iria parecer surtada ou ridícula para a outra. só ela sabia o que vinha carregando consigo, e se a garota não iria fazer um mínimo esforço para entendê-la, então, já sabia que não deveria tê-la em sua vida. por essas e diversas oturas razões. “o que você queria quando se aproximou de mim? quando me fez pensar que existia uma coisa real entre a gente? eu te disse que eu não era nenhum tipo de experiência, brincadeira ou seja lá qual nome queira dar. sei que eu pareço difícil, inabalável e impermeável. mas eu não sou. e eu deixei você entrar porque pensei que era seguro, porque eu achei que você... gostava de mim. porque você não desistia de mim. mas era só diversão pra você, né? que estava brincando comigo e com vários outros. eu devo ser muito burra mesmo.”













