o apartamento A4 da torre TWILIGHT não está mais vago. quem se mudou para lá foi LEE JEONGHAN, que tem VINTE E TRÊS anos e, aparentemente, trabalha como MASCOTE (THE DOOSAN BEARS BASEBALL TEAM) E ESTUDA NO ENSINO MÉDIO (SUPLETIVO). estão dizendo que se parece muito com CHOI BEOMGYU, mas é bobagem. não esqueça de dar as boas vindas!
𝐓𝐑𝐈𝐕𝐈𝐀:
05 de dezembro, sol em sagitário, lua em peixes.
homossexual, solteiro.
línguas faladas: coreano (fala algumas palavras errada).
aparência: roupa de segunda/terceira mão, de bazar ou brechó, mas sempre sendo calça jeans ou moletom, camisetas de banda ou camisas estampadas/xadrez, jaquetas de couro ou jeans, casaco de moletom, tênis estilo all star, vans ou adidas.
gosta de acessórios: relógio, pulseiras de couro, brincos, colares e gargantilha/choker.
no trabalho usa a roupa de mascote do urso polar.
está sempre de fones de ouvido.
muda o cabelo constantemente, atualmente está com o cabelo castanho acobreado, longo, liso.
mora no complexo a vida toda.
𝐑𝐄𝐒𝐔𝐌𝐎:
Nem toda família na Coreia é igual aquelas mostradas em seus dramas, no caso da família de Jeonghan segue exatamente essa linha. Nasceu e cresceu em Seoul e veio de uma família grande, com muitos irmãos, um pai negligente e uma mãe que abandonou a família quando Jeonghan tinha sete anos, um dos grandes traumas que carrega em sua vida. Jeonghan não acredita que tenha um pai e uma mãe, mas irmãos que cuidam dele muito bem. E é por isso que decidiu que trabalharia desde cedo, ainda na escola, passou a ajudar nos mercadinhos que tinham no bairro, todo o pouco dinheiro que tinha era gasto em casa e em raros momentos, ele comprava alguma coisa que queria, mas essa coisa que trabalhar o tempo todo para ajudar fez com que ele não desse a devida importância para a sua educação, um jovem rapaz muito inteligente e com grandes potenciais a genialidade não teve como explorar nada disso devido a sua dislexia e o seu TDAH, que fez com que ele fosse colocado na caixinha da burrice. Tinha dezenove quando conseguiu o emprego de mascote, começando pelo time universitário local e, devido ao seu talento, acabou conseguindo o papel de um mascote grande, o seu carisma e o seu humor cativou facilmente a todos, principalmente as crianças, por isso que, quando está com a máscara do urso branco, ele é simplesmente uma das pessoas mais famosas daquele lugar, essa fama desaparece por completo quando a sua roupa é guardada na caixa com todo o cuidado do mundo.
biografia completa abaixo
𝐇𝐈𝐒𝐓𝐎𝐑𝐘:
Nem toda família na Coreia é igual aquelas mostradas em seus dramas, no caso da família de Jeonghan segue exatamente essa linha. Nasceu e cresceu em Seoul e veio de uma família grande, com muitos irmãos, um pai negligente e uma mãe que abandonou a família quando Jeonghan tinha sete anos, um dos grandes traumas que carrega em sua vida. Sempre observando de longe todo o horror que seus irmãos foram obrigados a viver, tendo que cuidar e educar todos os irmãos sendo obrigados a lidar com um pai que só aparecia carregado pela polícia por mais uma noite intensa de bebedeira, não existe qualquer futuro nessa família que não seja a exaustão em viver em um alto e baixo constante. Jeonghan não acredita que tenha um pai e uma mãe, mas irmãos que cuidam dele muito bem.
E é por isso que decidiu que trabalharia desde cedo, ainda na escola, passou a ajudar nos mercadinhos que tinham no bairro, todo o pouco dinheiro que tinha era gasto em casa e em raros momentos, ele comprava alguma coisa que queria, mas essa coisa que trabalhar o tempo todo para ajudar fez com que ele não desse a devida importância para a sua educação, um jovem rapaz muito inteligente e com grandes potenciais a genialidade não teve como explorar nada disso devido a sua dislexia e o seu TDAH, que fez com que ele fosse colocado na caixinha da burrice. Apenas nos primeiros anos que conseguiu alguém que observou isso nele e acabou ajudando-o a se formar, mas esse mesmo cuidado não existiu no ensino médio, que foi abandonado devido às advertências sequenciais e reuniões expositivas, já que carregou por todos os anos que esteve ali, o vergonhoso último lugar do ranking.
Tinha dezenove quando conseguiu o emprego de mascote, começando pelo time universitário local e, devido ao seu talento, acabou conseguindo o papel de um mascote grande, o seu carisma e o seu humor cativou facilmente a todos, principalmente as crianças, por isso que, quando está com a máscara do urso branco, ele é simplesmente uma das pessoas mais famosas daquele lugar, essa fama desaparece por completo quando a sua roupa é guardada na caixa com todo o cuidado do mundo, ou quando outra pessoa veste essa roupa, já que nem sempre pode viajar com o time pelo país. Ah, claro, uma enorme vantagem de ser mascote é poder viajar de vez em quando, conhecer outras cidades da Coreia e levar algum irmão com ele ou alguma pessoa que goste muito, um direito que lhe é dado sempre.
Sobre a sua relação com a família, bem, se auto intitulou órfão aos sete quando a mãe sumiu, então os seus irmãos tem a maior importância em sua vida do que qualquer outro membro daquela família bagunçada, definitivamente a pessoa que mais admira é o seu irmão Jeongmin, a ponto de ter interesse em entrar no exército para servir igual ele fez, um desejo que vive pouco porque logo ele lembra que não pode fazer nada e desiste. De qualquer modo, se deve respeito a alguém, é aos seus irmãos mais velhos, isso significa que, quando consegue encontrar o corpo caído de seu pai em algum lugar, ele simplesmente ignora a sua existência.
𝐏𝐎𝐑𝐐𝐔𝐄 𝐒𝐄𝐔 𝐏𝐄𝐑𝐒𝐎𝐍𝐀𝐆𝐄𝐌 𝐄𝐒𝐓𝐀́ 𝐄𝐌 𝐇𝐀𝐍𝐄𝐔𝐋 𝐂𝐎𝐌𝐏𝐋𝐄𝐗?
O apartamento em que vivem é herança da avó, todos os frutos desse casamento estão lá desde sempre, Jeonghan é a mesma coisa, cresceu no meio daquele bairro, tem muitos amigos de infância vivendo com ele ali e muitas famílias que viu ir embora e muitas que viu chegar, como é muito carismático, facilmente faz amizade com todos e é muito comum de vê-lo dormindo e comendo na casa de alguém, ele pode até dizer quem ele gosta mais e quem ele gosta menos. Ah! quer saber alguma fofoca de qualquer pessoa daquele lugar? Pois pergunte a ele, esse garoto sabe como ouvir de trás da porta sem ser notado, é um fofoqueiro de marca maior.
VAGA DE GARAGEM: ocupa uma vaga do velho bicicletário (bem velho mesmo, o ferro é todo enferrujado e suja as mãos dele sempre que vai destravar a bicicleta de lá), tem uma Ladies Classic 7-Speed Bike Reid de cor melancia (a pintura tá bem desgastada e com uma parte bem descascada) que era a bicicleta de sua irmã e lhe foi dada como herança de família, como ele gosta de dizer.
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As coisas estavam confusas para Joon, havia sim mágoa, mas também tinha uma certa alegria pelo irmão estar de volta em sua vida. Uma contradição e confusão de sentimentos que ele simplesmente não estava sabendo lidar, não sabia o que fazer. Enviou uma mensagem para @hannichac durante o expediente de trabalho, chamando o melhor amigo para ir ao cinema mais tarde, precisava se distrair um pouco.
No horário combinado se direcionou para a entrada do cinema, tinha deixado claro que o amigo poderia escolher o filme, afinal não era como se fosse lembrar do que veria. Assim que avistou Hannie o sorriso surgiu em seus lábios, podia não estar se sentindo bem emocionalmente, mas sempre conseguia sorrir na presença do bff. "Já escolheu minha tortura da noite?" Provocou se aproximando e parando ao lado dele.
Jeonghan se dava o direito de aproveitar um pouco o dinheiro que recebia, mesmo a maioria indo pro bolso da irmã mais velha para ajudar nas despesas (não fazia isso por obrigação, ele realmente gostava de ajudar na casa), o menino não negou sair com o melhor amigo naquele dia, queria mesmo curtir um bom cinema ao lado de Joon, porque era bom estar com ele, mesmo que o dia não fosse tão animado assim.
Diferente do habitual, não havia jaqueta de couro ou roupa meio parecido com aqueles rebeldes sem causa, usava a roupa de beisebol do time no qual trabalhava, não era torcedor, mas as vezes usava o uniforme por preguiça de trocar de roupa. "É, não tomei banho" Avisou como se fosse necessário dizer isso, não que ele suasse muito no trabalho, ser mascote não era tão agitado assim. E então mostrou os tickets impressos com um sorrisinho maldoso nos lábios. "Vamos ver o show do Yoongiii" Falou em um tom jocoso, dando aquele gritinho fino, mas logo o amigo poderia ver o nome - ghostbusters - escrito no papelzinho. "Trouxe a sua army bomb? Vamos cantar todas as músicas dele. Aquele gostoso!"
Tinha acabado de chegar do curso, a mochila nas costas e o cabelo amarrado em um rabo de cavalo alto. Jeonghan estava animado naquele dia, apesar dos ventos gelados da chuva, ele decidiu gastar uns trocadinhos com sorvete e estava se deliciando com o doce quando avistou ao longe o seu melhor amigo de infância. Depois do tempo que ficaram afastados, Hannie parecia mais grudado nele e mais pentelho também, essa era a visão do próprio Jeonghan na verdade. Por isso que foi fácil se aproximar dele depois de uma corridinha boba, se colocar atrás dele, colar o seu tórax nas costas do amigo e sussurrar em seu ouvido, não antes de roçar o nariz na extensão de seu pescoço. "Tava esperando o seu príncipe encantado?" E se colocou na frente dele com os braços erguidos. "Estou aqui... tá cheiroso..." Comentou em voz baixa enquanto voltou a roçar o nariz no pescoço dele de novo. "Isso tudo pra mim?"
com o olhar da irmã mais velha, jeongmin assentiu brevemente. estava tentando parecer firme, tentando manter tudo sob controle. queria que os outros o vissem com as rédeas da situação. no fim das contas, ele era o militar treinado em casa. situações de emergência não deveriam abalá-lo. entretanto, havia muito a considerar: a proximidade da explosão, a fumaça enchendo o prédio que era velho e precário. não saber de onde vinha o fogo só tornava tudo pior. estava prestes a guiar os irmãos por entre a multidão quando a voz de junhee atraiu sua atenção. a pergunta fazendo-o franzir o cenho em confusão. não tinha visto o pai antes de dormir, então provavelmente tinha chegado em casa depois de jeongmin. e sem a consciência que taejoo estava no apartamento, simplesmente não olhou na sala. no fim das contas, uem importava para ele estava nos quartos da casa.
a resposta de jeonghan fez jeongmin xingar audivelmente: ━━ puta que pariu! ele está lá? ━━ exclamou, visivelmente exasperado e infinitamente mais preocupado. jeongmin olhou por cima do ombro do irmão, em direção a porta do apartamento, mas nada do pai. jeogmin sentia a garganta fechando por conta da fumaça, da temperatura subindo no corredor. ━━ merda! ━━ exclmou de novo, antes de voltar-se para a mais velha: ━━ tira eles daqui, eu vou buscar aquele… ━━ deixou a frase morrer porque não gostava de xingar o pai na frente de junhee, por consideração a ela. puxou a mais velha para um abraço rápido e então deixou o um beijo no topo da cabeça da caçula. ━━ tá tudo bem, vai ficar tudo bem. ━━ assegurou-a e então fez o mesmo com o irmão, também deixou um beijo na testa dele e sussurrou: ━━ tá tudo bem. ━━ deixou um tapinha no rosto dele. ━━ agora saiam daqui! cubram o rosto por causa da fumaça! vão! ━━ apressou-os, gentisculando com as mãos para que fossem logo.
━ Está tudo bem, Junhee. Vamos sair daqui o mais rápido possível, está bem? ━ disse Jiyeon, sua voz firme, mas gentil. Ela olhou para a caçula com ternura, reconhecendo o misto de confusão e preocupação em seu rosto. ━ Seu pai ainda está lá dentro, mas Jeongmin vai cuidar dele, prometo. Nossa prioridade agora é garantir que vocês estejam seguros. ━ Ela deu um breve sorriso reconfortante antes de voltar sua atenção para o corredor à frente deles, verificando se estava claro para avançar. Assentiu para o mais velho, sabia que poderia confiar nele mais do que qualquer outro, para cumprir aquela promessa. ━ Vamos, vamos sair daqui. Cubra o rosto com a manga do casaco, a fumaça pode ser perigosa. Estamos indo para um lugar seguro. Vamos Jeonghan. ━ Jiyeon guiou os mais novos com cuidado, mantendo-os próximos enquanto seguia em direção à saída do prédio.
Os grandes olhos suplicantes da menor foram de Jeonghan para Jeongmin ao passo que acompanhava o diálogo sem se surpreender com a forma como distanciavam-se do pai. De todos, apenas ela mantinha o vínculo emocional com o homem independentemente dele e de seu comportamento errático. Não culpava os irmãos, não os julgava ou ressentia também, pelo contrário, devia tudo a eles e se sua compaixão era inabalável para com o homem que só os trazia dificuldades, que se dizer dos demais. A jovem piscou, a mão livre agarrando a camisa do irmão por instinto como se o quisesse impedir embora os sentimentos fossem contraditórios. Ao mesmo tempo que queria ver o pai a salvo, não desejava que Jeongmin se arriscasse, afinal, ele é quem havia sustentado a figura paterna para ela até ali. Mas foi inútil. O aperto débil não o poderia impedir de prosseguir. "Oppa..." Ela queixou-se baixinho, a garganta arranhando por causa da fumaça e da angústia... e então sua atenção foi chamada pela mais velha. Junhee lançou um último olhar ao irmão que ficava para trás antes de obedecer e cobrir parte do rosto com a manga e deixou-se guiar por Jiyeon, pois sabia que pouco poderia ajudar naquele estado semi-alerta. Além disso, sabia que podia contar com seu irmão. Ele sempre voltava para casa são e salvo para cuidar deles, afinal.
A segurança dos irmãos era a sua única prioridade ali, chegou a segurar a blusa do mais velho para impedi-lo, as irmãs só poderiam estar malucas em pensar que ele voltando seria uma coisa boa. “Não, i.n… deixa ele morrer” Falou em voz alta e sem qualquer filtro, definitivamente, não faria diferença alguma aquela velho nojento na vida deles e a sua expressão determinada mostrava que ele apenas disse sem se importar se as irmãs ficariam magoadas com isso. E então ele foi, seus dedos se soltaram do tecido de uma forma que Jeonghan se sentiu um grande fracassado, os olhos marejando ao ver a imagem do irmão sumindo no meio das pessoas. Se virou com raiva e nem fez questão de cobrir nada, apenas seguiu com as irmãs com a expressão deixando claro toda a raiva que sentia naquele momento, os olhos lacrimejavam, não saberia dizer se era pela fumaça ou pelo misto de sentimentos que tinha no momento, por isso que, quando conseguiu enfim ter espaço para se afastar quando chegaram no final da escadaria, Jeonghan deu vários passos a frente das irmãs e tentou ao máximo não transparecer o que sentia naquele momento, não queria jogar nas costas delas, a culpa era só daquele bêbado inútil.
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˚。 ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ desde o exército, jeongmin tinha sono leve. assim, o cheiro de fumaça o despertou momentos antes da explosão que o fizera pular da cama e se pendurar na janela, na tentativa de ver o que estava acontecendo. todavia, a vista estava completamente bloqueada pela fumaça preta, o que o fizera fechar a janela imediatamente. procurando pela camisera que estivera usando na noite anterior, nem mesmo precisou do aviso que não demorou a vir com as batidas na porta, para sacudir o irmão, chamando por seu nome com urgência. ━━ jeonghan, a gente tem que dar o fora, anda! ━━ gritou para o mais novo antes de deixar o quarto correndo para ir até o outro quarto do apartamento. ━━ pra fora, agora! ━━ foi tudo o que disse antes de sair do cômodo. jeongmin não acendeu nenhuma luz, foi seguindo o caminho conhecido até o lado de fora do apartamento, voltando apenas para dar um último recado: ━━ peguem uma blusa e seus documentos! ━━ então correu descalço mesmo para o elevador, puxando um dos vasos do corredor para a porta, na tentativa de impedir que alguém o chamasse. o caos já estava instaurado do lado de fora, as pessoas dos andares superiores se amontoando nas escadas. como ex-militar, jeongmin tomou a frente e pediu que as pessoas parassem de correr e empurrar, caso contrário ia todo mundo morrer. a todo momento, ficava olhando por cima do ombros, esperando os irmãos aparecerem.
Jiyeon estava desperta em um instante, seu sono leve sendo interrompido pelo cheiro de fumaça que se infiltrava pelo apartamento. O coração batia forte em seu peito enquanto ela se levantava da cama, instantaneamente alerta para a situação emergencial. A voz urgente de Jeongmin ecoou pelo corredor, chamando por seu nome com uma urgência palpável. Sem hesitar, a mais velha agarrou sua blusa mais próxima e seus documentos, seus pensamentos correndo para garantir que estavam seguros. Ela sabia que cada segundo contava. Sua mente estava em modo de ação, seus anos de responsabilidade e proteção entrando em ação imediatamente. Seguindo os passos do irmão, ela se apressou pelo lugar, garantindo que os outros estivessem despertos e se preparando para sair. Não havia tempo para perguntas, apenas a necessidade premente de deixar o prédio o mais rápido possível. Quando finalmente chegaram ao elevador, Jiyeon sentiu seu coração apertar com a visão do caos do lado de fora. Mas, ao mesmo tempo, sentiu uma onda de determinação. Ela estava ali para proteger sua família, para garantir que todos saíssem em segurança. Segurando firme a mão de Junhee e olhando ao redor para garantir que todos estavam juntos, enviou um olhar de gratidão para Jeongmin. Apesar da escuridão da noite e da incerteza que pairava sobre eles, havia uma força na união da família Lee. E Jiyeon estava determinada a mantê-los juntos, seguros e protegidos, não importasse o que acontecesse.
Diferente dos irmãos, Junhee dormia profundamente, um capricho concedido a ela pela criação zelosa dos mais velhos. Remexeu-se na cama quando a confusão ameaçou despertá-la e enroscou-se nos lençóis buscando uma nova posição para retomar o descanso, mas alguém a havia descoberto na escuridão. A jovem protestou com um gemido incoerente, apenas para ser puxada para fora da cama antes mesmo que pudesse abrir os olhos. "O que...?" A mão livre esfregou os olhos, a porta aberta deixava luminosidade suficiente entrar para que ela conseguisse distinguir o layout da sala. Jiyeon a conduzia até a saída, e a mais nova, lentamente reconectando-se à consciência, notou os vultos apressados do lado de fora, fato que instigou seus instintos o suficiente para registrar o cheiro de fumaça. "Unnie...?" Ela se queixou, olhando por sobre o ombro tão logo cruzaram a porta e, ao alcançarem o elevador, leu na expressão do mais velho a urgência da situação. Se Jeongmin estava preocupado, algo estava muito, muito errado. "Oppa!" Ela resmungou tal qual uma criança buscando conforto, sem soltar a mão de Jiyeon contudo, e escaneou os arredores com cautela, as sobrancelhas quase unidas de tão franzidas, sua expressão um misto de confusão e preocupação. "Cadê o papai?"
Estava em um sono tão gostoso, o dia anterior tinha sido muito cansativo para que a cama se tornasse o seu templo divino a ser respeitado, isso até o momento em que ouviu uma explosão e acordou no susto, talvez fosse um mal de família ter o sono leve. Jeonghan pulou da cama, mas não foi até a janela, tinha medo do que poderia ver dali e assentiu quando o irmão exigiu que ele saísse, foi meio automático pegar a sua mochila e um casaco, saindo do quarto com os olhos marejados porque não conseguia esconder o medo que sentia naquele momento.
Foi nessa que viu o pai ainda deitado no sofá, ficou receoso, mas acabou indo no velho dando um chute no mesmo para ele acordar e não foi muito delicado com isso. Foi no susto também que ele acordou, visivelmente bêbado ainda, mas o garoto foi preciso. "Acorda, tá tudo pegando fogo, levanta e sai agora" Disse com certa firmeza e só se afastou quando viu o homem se levantando do sofá. Tempo suficiente para ver Junhee correndo em direção do irmão mais velho, sendo o último a chegar. "Acordei o inútil também" Parecia lembrar as todos da existência de seu pai. "Ele estava dormindo no sofá da sala, ele deve tá vindo…”
A expressão na face de Jeonghan era de completa incredulidade, desde quando ele estava tão seguro de si, a pensar que ele acreditava estar falando com Joonshi, e ele tinha uma concepção diferente do amigo de infância, fez uma careta e logo deixava uma gargalhada divertida escapar de seus lábios. Estavam brincando daquelas brincadeiras bobas de menino, um empurrando o outro até que foi pressionado na parede com aquele papo de vantagem, Jeonghan sabia exatamente como agir naquele momento, envolveu a cintura do maior, fazendo os corpos ficarem colados e a coxa ficando entre as pernas dele para pressionar levemente. "Será que você ta mesmo com essa vantagem toda?" Um sorriso malicioso agora brincava em seu rosto, porque se tem uma coisa que Jeonghan é bom é em provocar e sempre ganhava quando a sua vítima era Joonshi.
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Fazia pouco mais de três horas que havia chegado em Haneul. Não que Nate tivesse o costume de contar o tempo, mas considerava lugares desconhecidos estressantes, ainda mais aquele que era tão significativo emocionalmente. Assim que seu corpo reduziu a velocidade da corrida até encontrar-se totalmente imóvel, inclinou-se para frente, pousando ambas as mãos nos próprios joelhos enquanto tentava recuperar o fôlego, não demorando-se muito naquela posição ao que rapidamente prendeu a gola da camiseta entre os dedos longos que trataram de puxar o tecido com certo desespero devido a sensação de desconforto que surgiu ao senti-lo grudar na pele suada, despreocupando-se com as cicatrizes de seu tronco e costas que não seriam tão aparentes durante o breu parcial do local. Embora sua dupla nacionalidade fosse constatada em seus documentos, Nathan não possuía o comportamento polido geralmente usual daquele país e não tinha a mínima intenção de fingi-lo, mesmo que tivesse plena noção de que aquilo não somente perturbava algumas pessoas, mas era visto como inadequado pela maioria delas. Porém, rapidamente a postura desleixada tornou-se tensa e os olhos se focaram na silhueta que se aproximava, tentando, de alguma forma, identificá-la em meio a pouca iluminação do complexo.
Jeonghan estava voltando do curso, com um sorvete na mão e dando lambidas generosas do doce quando chegou na entrada do prédio, percebendo a presença do vizinho, mesmo que em um ambiente um pouco escuro e acabou caminhando até o local com um olhar curioso sobre a imagem que acontecia ali, ok, Jeonghan não é tão discreto quanto possa parecer, os olhos castanhos acompanharam o caminho de uma gota de suor que pareceu ser muito convidativo pelo garoto que continuou lambendo o sorvete com uma certa atenção que não lhe despertava nem um pingo de vergonha que fosse. Depois de lamber o sorvete, passou a deslizar a língua nos próprios lábios, mas não limpou todos os resquícios do sorvete que ficou ali. “Sorte a sua que não foi a vizinha do e3 do aurora..” Falou em um tom jocoso, o sorrisinho sem vergonha brincando nos lábios enquanto se aproximava dele. “Quer um pouco? Pra esfriar um pouco as coisas” E então ofereceu o sorvete que tinha em mãos.
"Joonie, joonie" Cantarolou assim que viu o amigo, o rosto com aquele tom rubro nas maçãs denunciavam o fato de que Jeonghan tinha bebido, não muito, mas o suficiente para ele não conseguir manter a língua dentro da boca, no caso, ele já é falador pro si só, mas com o acréscimo do álcool, ele fica um pouco mais. Estava indo saltitante na direção do amigo e o abraçou com certa força. "Vamos comer, eu fico faminto quanto bebo, você sabe né. Tem comida na sua casa, joonie?"
era fato que danbi possuía um paladar infantil, então a bebida suave que tinha em mãos, feita praticamente de frutas vermelhas e um pequeno nível de álcool, foi a melhor escolha que podia ter feito, o que teve certeza assim que o gosto levemente cítrico, porém doce, atingira seu paladar. — nossa! isso aqui é uma delícia! você já experimentou? — sorveu um pouco mais da bebida, deixando um misto de empolgação e satisfação transparecer em sua expressão facial ao que ergueu o rosto para encarar muse.
Jeonghan nem tava sentindo mais fome, tinha comido tanto até aquele momento que preferiu ficar apenas nas bebidas alcoólicas. Tentou focar nos que tinham um menor teor alcóolico, mas não era muito bom em descobrir essas coisas então ele já tava com as bochechas levemente avermelhada quando a menina apareceu com aquela bebidinha. "Não, provei não" Pegou um copo para se servir da mesma bebida que ela estava provando, dando um gole generoso. "Hum, na verdade eu tomei sim, acho que bebi uns seis copos dele... é muito gostoso. Vamos fazer aquele joguinho do eu nunca..." Falou como se fosse a ideia mais genial do mundo.
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Tava descalço, caminhando pelo apartamento com a roupa que escolheu para a tal despedida, não tava no seu melhor humor por razões já citadas antes, mesmo assim, já tinha olhado a geladeira pelo menos umas cinco vezes, cheio de tédio, e estava tão cansado que enrolar um pouco era inevitável, antes de ir pro apartamento vizinho. "I.n, você quer ir direto? Eu pensei da gente comer ramyeon, porque eu acho que vai ter pouca coisa pra comer lá" Disse ao se jogar na cama do irmão, consequentemente se jogando sobre o mais velho também. "Eu tenho um trocadinho, dá pra ir no cu e ainda rola de comprar um suco de fruta"
ㅤ ㅤqianyi não ligava para o rapaz que estava se mudando, ligando ainda menos para o fato de que ele ia se casar. talvez ela podia ser um pouco chata demais? talvez, mas olha só, pelo menos ela foi até lá aproveitar as bebidas e salgadinhos e ainda disse um "fico feliz por você" para jihoon, mesmo que com seu sorriso falso de sempre.
ㅤ ㅤestava em um dos cômodos com o rosto na janela, um cigarro entre os dedos já que ela não podia conter a sua vontade. entretanto, um barulho a fez se virar e quando o fez acabou soprando a fumaça no rosto de alguém. ━━ ah, merda. ━━ riu, balançando a mão para expulsar tudo com o vento, apagando a bituca pela parede do lado de fora. ━━ foi mal, eu achei que tava sozinha. ━━ se desculpou, já que dessa vez realmente havia feito sem querer. ━━ e aí, tá aproveitando a festa? você tem intimidade com o jihoon? ━━ perguntou, curiosa e apenas querendo algo com o que se distrair no momento.
Jeonghan não tava muito afim de interagir com as outras pessoas, mas precisava ser gentil com a galera, ele realmente tava bravo e irritado com o fato de um dos seus vizinhos preferidos estar se mudando por causa de um chata, essa foi a imagem que associou a mulher desde quando a conheceu, sempre fazendo aquela careta típica de um pivete quando ela chegava. E foi na tentativa de se afastar um pouco que acabou levando uma baforada na cara. “Meu deus estou sendo atacado por um dragão” Brincou, claro, porque não se incomodou nem um pouco com aquilo, nem com o cheiro forte de nicotina que ficou na sua roupa. “Impossível estar sozinha nesse prédio, principalmente porque ele é mal assombrado” Brincou novamente, se acomodando ao lado da mulher e olhando as coisas que aconteciam ali enquanto assentia de leve com a cabeça. “Era um dos meus preferidos, tô bem chateado que ele vai embora, ainda mais pra se casar com uma chata”