não sei se eu consigo viver assim fingindo que o meu coração não para quando eu olho para você.
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@haguno
não sei se eu consigo viver assim fingindo que o meu coração não para quando eu olho para você.

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e agora eu sinto o cheiro do seu perfume mesmo você não estando perto
Eu consigo aceitar quando alguém escolhe outro caminho. O que ainda me intriga é como alguém pode fazer parte dos seus dias e, de repente, agir como se aqueles momentos pertencessem a outra vida.
Algumas ausências não são sentidas porque a pessoa foi embora. São sentidas porque um dia ela esteve presente.
Há despedidas que acontecem sem palavras, escondidas dentro da rotina.

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O tempo não pede permissão para mudar as coisas. Um dia um lugar é comum, no outro ele virou lembrança.
Happy Pride y'all.
Você me olha como se eu ainda estivesse aqui da mesma forma, mas não percebe que fui me tornando ruína enquanto tentava sustentar sozinha algo que deveria ser abrigo.
Escriturias
Somos de outra época em dias apressados demais sentimos fundo num mundo que só passa. É como se carregássemos um tempo que quase não existe mais.
Caio Araújo
Eu poderia dizer que foi o vestido.
O jeito como o preto parecia abraçar cada detalhe seu, como se tivesse sido feito exclusivamente para você.
Mas não foi.
Poderia dizer que foram seus lábios, marcados por um vermelho profundo, impossível de ignorar. Aquele tipo de vermelho que não pede atenção. Simplesmente a toma para si.
Mas também não foi isso.
Talvez tenha sido seu cabelo.
Caindo de forma despreocupada, moldando seu rosto sem esconder nada e, ao mesmo tempo, guardando mistérios suficientes para prender alguém por horas em um único pensamento.
Ou talvez tenha sido sua pele.
A forma como a luz encontrava você e parecia permanecer ali por alguns segundos a mais, como se até ela tivesse dificuldade de ir embora.
Mas a verdade é que não foi nenhuma dessas coisas isoladamente.
Foi o conjunto.
A maneira como você existe.
A sensualidade silenciosa que não precisa ser anunciada.
O tipo de beleza que não grita. Que não implora para ser notada. Apenas está ali, inevitável.
E eu amo isso em você.
A forma como um simples olhar seu consegue desacelerar meus pensamentos.
Como seu sorriso, quando aparece, parece valer mais do que qualquer palavra.
Como existe algo em você que desperta desejo, não apenas pelo que vejo, mas pela vontade de permanecer perto, de descobrir mais, de continuar admirando cada detalhe como alguém diante de sua obra favorita.
Porque existem pessoas bonitas.
E existem pessoas que fazem o mundo ao redor perder um pouco da cor quando entram em um lugar.
Você pertence à segunda categoria.
E, por mais que eu tente encontrar uma forma melhor de dizer isso, continuo voltando ao mesmo pensamento:
Eu poderia passar uma vida inteira observando você e ainda encontraria novos motivos para me apaixonar.

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Sigo olhando pela janela as mesmas coisas todos os dias.
Na ida e na volta, sempre as mesmas ruas, mesmas pessoas, mesmos caminhos.
Mesmo assim, percebo pequenos detalhes que fazem tudo parecer diferente.
Uma luz acesa, o céu mais escuro, alguém parado em um lugar que antes estava vazio.
No fim, mesmo quando tudo parece igual, sempre existe algo pequeno mudando sem ninguém perceber.
O velório mais interessante, é daquele momento no qual você observou a pessoa matar lentamente os sentimentos que você tinha por ela.
— falena s.h🌻
Beijar a tua boca, sentir o teu gosto, enquanto minhas mãos passeiam pelo teu corpo. Nessa Cross
Hoje o dia está perfeito.
Frio o suficiente pra fazer meu corpo querer continuar preso na cama por mais algumas horas.
Aquele tipo de frio silencioso que desacelera tudo.
Os pensamentos.
Os movimentos.
O próprio tempo.
E talvez a melhor parte seja sair lá fora e perceber que o céu ainda continua escuro, mesmo depois das oito da manhã.
As nuvens cobrindo tudo.
Pesadas.
Transformando o dia em uma espécie de madrugada infinita.
Não existe sol queimando os olhos.
Não existe pressa.
Só aquele céu nublado deixando o mundo mais calmo… mais distante.
E eu gosto disso.
Gosto da sensação do rosto congelando aos poucos enquanto o ar quente escapa do nariz em meio ao frio.
Como se até respirar ficasse visível.
Real.
Esse sempre foi o meu tipo favorito de tempo.
Porque dias assim fazem o mundo parecer mais quieto.
Mais lento.
Como se por algumas horas ninguém esperasse nada de você.
E sinceramente…
nada consegue ser melhor do que isso.
Seguindo pelo mesmo caminho que todos… mas diferente deles, eu vou sem pressa.
Talvez porque eu já tenha entendido algo que ninguém mais percebeu.
O mundo corre desesperadamente atrás de algum lugar pra chegar, enquanto eu apenas continuo andando.
Mesmo sendo manhã, o céu ainda parece escuro.
Escuro o suficiente pra fazer noite e dia parecerem a mesma coisa.
Como se o tempo tivesse perdido o significado faz tempo.
E tudo continua assim… sem pressa.
Até certo ponto, o mundo segue normalmente.
Carros passando. Pessoas vivendo. Relógios girando.
Mas então algo muda.
Tudo para.
Como se o próprio tempo congelasse ao meu redor.
E mesmo assim… eu continuo aqui.
No mesmo lugar.
Sem pressa.
Esperando aquela manhã escura finalmente ganhar cor.
Esperando sentir que alguma coisa realmente começou.
Porque no fundo eu sei que existe um lugar onde eu deveria estar agora.
Existe um destino esperando que eu apareça pra que o dia finalmente aconteça.
Pessoas esperando. Coisas acontecendo sem mim.
Mas eu continuo parado.
Sem me importar.
Porque existe algo estranhamente confortável em permanecer preso em um lugar que eu nunca quis.
Talvez porque, depois de tanto tempo… esse lugar tenha acabado se tornando a única coisa que ainda parece real.

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Engraçado como um museu inteiro pode perder o sentido em segundos.
Centenas de quadros nas paredes.
Histórias antigas.
Obras raras.
Pessoas andando lentamente pelos corredores, tentando encontrar significado em cada detalhe.
Mas então… você.
E de repente tudo o resto virou fundo.
Borrado.
Sem importância.
Porque não importava o quão vividas aquelas pinturas parecessem ser… nenhuma delas conseguia competir com você parada ali.
A verdadeira obra-prima daquele lugar.
A única que eu não conseguia parar de observar.
A luz tocava sua pele como se tivesse sido feita só pra isso.
Seus olhos brilhavam de um jeito perigoso… daquele tipo que faz alguém querer descobrir tudo que existe por trás deles.
E foi aí que aconteceu.
O museu deixou de ser sobre arte.
Passou a ser sobre entender você.
Quem você era.
O que escondia.
Quais dores carregava por trás daquele olhar calmo.
Porque quanto mais eu olhava… mais crescia em mim essa necessidade absurda de conhecer sua história.
Como se, no meio de todas aquelas obras eternizadas, você fosse a única realmente viva.
Ela tem o tipo de beleza
que não chega fazendo barulho,
mas fica.
Fica nos olhos por tempo demais,
na memória por mais tempo ainda.
O cabelo escuro cai leve,
como noite derramando pelos ombros,
com pontas queimadas em cobre,
como se o pôr do sol tivesse escolhido
morar nela um pouco antes de morrer.
A pele tem um tom quente,
suave, quase dourado sob a luz,
dessas que fazem qualquer claridade
parecer feita só pra tocar seu rosto.
E aquele batom vermelho…
não é apenas vermelho.
É perigo vestido de calma.
É a distração perfeita
pra quem tenta manter o coração quieto.
Os óculos redondos dão a ela
um ar de quem entende o mundo demais,
como alguém que observa em silêncio
e descobre coisas nas pessoas
antes mesmo delas falarem.
Mas o pior
é a vontade dela.
A vontade de diminuir qualquer distância,
de descobrir como seria o som da risada dela de perto,
de sentir sua presença ocupando o mesmo espaço,
como se o mundo finalmente acertasse alguma coisa.
Porque algumas pessoas aparecem diante dos olhos
e passam.
Ela não.
Ela parece daqueles encontros
que começam no olhar
e acabam bagunçando a vida inteira.