Você me olha como se eu ainda estivesse aqui da mesma forma, mas não percebe que fui me tornando ruína enquanto tentava sustentar sozinha algo que deveria ser abrigo.
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Você me olha como se eu ainda estivesse aqui da mesma forma, mas não percebe que fui me tornando ruína enquanto tentava sustentar sozinha algo que deveria ser abrigo.
Escriturias

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Somos de outra época em dias apressados demais sentimos fundo num mundo que só passa. É como se carregássemos um tempo que quase não existe mais.
Caio Araújo
Eu poderia dizer que foi o vestido.
O jeito como o preto parecia abraçar cada detalhe seu, como se tivesse sido feito exclusivamente para você.
Mas não foi.
Poderia dizer que foram seus lábios, marcados por um vermelho profundo, impossível de ignorar. Aquele tipo de vermelho que não pede atenção. Simplesmente a toma para si.
Mas também não foi isso.
Talvez tenha sido seu cabelo.
Caindo de forma despreocupada, moldando seu rosto sem esconder nada e, ao mesmo tempo, guardando mistérios suficientes para prender alguém por horas em um único pensamento.
Ou talvez tenha sido sua pele.
A forma como a luz encontrava você e parecia permanecer ali por alguns segundos a mais, como se até ela tivesse dificuldade de ir embora.
Mas a verdade é que não foi nenhuma dessas coisas isoladamente.
Foi o conjunto.
A maneira como você existe.
A sensualidade silenciosa que não precisa ser anunciada.
O tipo de beleza que não grita. Que não implora para ser notada. Apenas está ali, inevitável.
E eu amo isso em você.
A forma como um simples olhar seu consegue desacelerar meus pensamentos.
Como seu sorriso, quando aparece, parece valer mais do que qualquer palavra.
Como existe algo em você que desperta desejo, não apenas pelo que vejo, mas pela vontade de permanecer perto, de descobrir mais, de continuar admirando cada detalhe como alguém diante de sua obra favorita.
Porque existem pessoas bonitas.
E existem pessoas que fazem o mundo ao redor perder um pouco da cor quando entram em um lugar.
Você pertence à segunda categoria.
E, por mais que eu tente encontrar uma forma melhor de dizer isso, continuo voltando ao mesmo pensamento:
Eu poderia passar uma vida inteira observando você e ainda encontraria novos motivos para me apaixonar.
Sigo olhando pela janela as mesmas coisas todos os dias.
Na ida e na volta, sempre as mesmas ruas, mesmas pessoas, mesmos caminhos.
Mesmo assim, percebo pequenos detalhes que fazem tudo parecer diferente.
Uma luz acesa, o céu mais escuro, alguém parado em um lugar que antes estava vazio.
No fim, mesmo quando tudo parece igual, sempre existe algo pequeno mudando sem ninguém perceber.
O velório mais interessante, é daquele momento no qual você observou a pessoa matar lentamente os sentimentos que você tinha por ela.
— falena s.h🌻

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Beijar a tua boca, sentir o teu gosto, enquanto minhas mãos passeiam pelo teu corpo. Nessa Cross
Hoje o dia está perfeito.
Frio o suficiente pra fazer meu corpo querer continuar preso na cama por mais algumas horas.
Aquele tipo de frio silencioso que desacelera tudo.
Os pensamentos.
Os movimentos.
O próprio tempo.
E talvez a melhor parte seja sair lá fora e perceber que o céu ainda continua escuro, mesmo depois das oito da manhã.
As nuvens cobrindo tudo.
Pesadas.
Transformando o dia em uma espécie de madrugada infinita.
Não existe sol queimando os olhos.
Não existe pressa.
Só aquele céu nublado deixando o mundo mais calmo… mais distante.
E eu gosto disso.
Gosto da sensação do rosto congelando aos poucos enquanto o ar quente escapa do nariz em meio ao frio.
Como se até respirar ficasse visível.
Real.
Esse sempre foi o meu tipo favorito de tempo.
Porque dias assim fazem o mundo parecer mais quieto.
Mais lento.
Como se por algumas horas ninguém esperasse nada de você.
E sinceramente…
nada consegue ser melhor do que isso.
Seguindo pelo mesmo caminho que todos… mas diferente deles, eu vou sem pressa.
Talvez porque eu já tenha entendido algo que ninguém mais percebeu.
O mundo corre desesperadamente atrás de algum lugar pra chegar, enquanto eu apenas continuo andando.
Mesmo sendo manhã, o céu ainda parece escuro.
Escuro o suficiente pra fazer noite e dia parecerem a mesma coisa.
Como se o tempo tivesse perdido o significado faz tempo.
E tudo continua assim… sem pressa.
Até certo ponto, o mundo segue normalmente.
Carros passando. Pessoas vivendo. Relógios girando.
Mas então algo muda.
Tudo para.
Como se o próprio tempo congelasse ao meu redor.
E mesmo assim… eu continuo aqui.
No mesmo lugar.
Sem pressa.
Esperando aquela manhã escura finalmente ganhar cor.
Esperando sentir que alguma coisa realmente começou.
Porque no fundo eu sei que existe um lugar onde eu deveria estar agora.
Existe um destino esperando que eu apareça pra que o dia finalmente aconteça.
Pessoas esperando. Coisas acontecendo sem mim.
Mas eu continuo parado.
Sem me importar.
Porque existe algo estranhamente confortável em permanecer preso em um lugar que eu nunca quis.
Talvez porque, depois de tanto tempo… esse lugar tenha acabado se tornando a única coisa que ainda parece real.
Engraçado como um museu inteiro pode perder o sentido em segundos.
Centenas de quadros nas paredes.
Histórias antigas.
Obras raras.
Pessoas andando lentamente pelos corredores, tentando encontrar significado em cada detalhe.
Mas então… você.
E de repente tudo o resto virou fundo.
Borrado.
Sem importância.
Porque não importava o quão vividas aquelas pinturas parecessem ser… nenhuma delas conseguia competir com você parada ali.
A verdadeira obra-prima daquele lugar.
A única que eu não conseguia parar de observar.
A luz tocava sua pele como se tivesse sido feita só pra isso.
Seus olhos brilhavam de um jeito perigoso… daquele tipo que faz alguém querer descobrir tudo que existe por trás deles.
E foi aí que aconteceu.
O museu deixou de ser sobre arte.
Passou a ser sobre entender você.
Quem você era.
O que escondia.
Quais dores carregava por trás daquele olhar calmo.
Porque quanto mais eu olhava… mais crescia em mim essa necessidade absurda de conhecer sua história.
Como se, no meio de todas aquelas obras eternizadas, você fosse a única realmente viva.
Ela tem o tipo de beleza
que não chega fazendo barulho,
mas fica.
Fica nos olhos por tempo demais,
na memória por mais tempo ainda.
O cabelo escuro cai leve,
como noite derramando pelos ombros,
com pontas queimadas em cobre,
como se o pôr do sol tivesse escolhido
morar nela um pouco antes de morrer.
A pele tem um tom quente,
suave, quase dourado sob a luz,
dessas que fazem qualquer claridade
parecer feita só pra tocar seu rosto.
E aquele batom vermelho…
não é apenas vermelho.
É perigo vestido de calma.
É a distração perfeita
pra quem tenta manter o coração quieto.
Os óculos redondos dão a ela
um ar de quem entende o mundo demais,
como alguém que observa em silêncio
e descobre coisas nas pessoas
antes mesmo delas falarem.
Mas o pior
é a vontade dela.
A vontade de diminuir qualquer distância,
de descobrir como seria o som da risada dela de perto,
de sentir sua presença ocupando o mesmo espaço,
como se o mundo finalmente acertasse alguma coisa.
Porque algumas pessoas aparecem diante dos olhos
e passam.
Ela não.
Ela parece daqueles encontros
que começam no olhar
e acabam bagunçando a vida inteira.

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Aquele dia específico da semana não é o mesmo desde que parei de seguir aquele caminho, aquela rua. O gosto do café pela manhã não tem o mesmo gosto desde que parei de andar por ela. Ver a manhã ainda escura no caminho do ponto de ônibus não é mais o mesmo desde que parei de ir por aquela rua.
A sensação do ar gelado pela manhã não é mais a mesma. As músicas que eu ouvia quando passava por aquela rua, quando eu ouço em outros dias, em outros momentos, não me animam da mesma forma que me animavam quando eu passava por ela.
Eu sempre pensava em parar de seguir por aquela rua… e agora que parei, tudo é diferente. É como se, em toda a semana, eu esperasse aquele dia só pra passar por aquela rua, seguir a mesma ordem: pegar o ônibus, colocar as músicas que eu sempre ouvia, só pra passar por ela.
E agora nada mais me cativa desde que parei de passar por aquela rua. E eu não vou voltar a andar por ela de novo.
Queridos fiquei sabendo agora a pouco que criaram outro perfil se passando por mim e aplicando golpes!!! Pfvr não denunciem essa conta aqui pq não sou eu. Caso vejam o outro perfil me mandem aqui para que eu possa tomar as devidas providências.
Beleza, e tu?
Bem 😊
“Hoje eu acordei e te quis por perto.”
— Detonautas.

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“Quando te olho”
Há algo no seu sorriso que me desmonta.
Ele não é só bonito, é vivo, acende o ar, ilumina o que em mim estava quieto.
É um daqueles sorrisos que ficam na mente muito depois de desaparecerem dos lábios.
Seu cabelo, com aquele tom dourado e alaranjado, parece guardar a luz do entardecer.
Tem um brilho que mistura calmaria e fogo, e eu me pego perdido nesse contraste, entre querer admirar e querer tocar.
Sua pele tem um tom que parece feito sob medida pro olhar se demorar.
Tem algo de suave, algo que convida à calma, mas que, ao mesmo tempo, desperta um turbilhão de vontades silenciosas.
E então vem o batom vermelho, marcante, perigoso.
Um detalhe pequeno que muda tudo,
como se cada palavra sua viesse com o sabor do que é proibido e irresistível.
Seus olhos… eles não apenas olham, puxam.
Há neles uma promessa não dita, um convite que o coração entende antes mesmo que a razão tente decifrar.
E quando penso em você inteira, em cada gesto, cada traço,
é impossível não sentir esse desejo que nasce do encanto.
Um desejo que não grita, arde em silêncio, bonito e inevitável,
como quem ama e se perde ao mesmo tempo.
Eu fiquei por horas acariciando a sua foto Pensando no que deve estar fazendo No que deve estar pensando. Nessa Cross