Você é uma demônia,
daquelas que as igrejas tanto pregam,
que sussurra no ouvido promessas pecaminosas,
que semeia provações pelo caminho,
que arrasta, sem pressa, direto ao inferno.
Você é uma doce tentação.
Incendeia tudo ao seu redor,
queima em chamas ardentes,
como se meu corpo fosse seu por direito,
como se eu tivesse entregue meu coração às suas mãos.
Se eu me confessar... consigo tê-lo de volta?
Se eu implorar ao universo,
esse “por favor” amargo demais
pra ficar preso no peito...
ele me devolve a mim?
— Ecos
















